Celso Amorim recebe carta branca das Forças Armadas para aprovar Comissão da Verdade no Congresso
O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu carta branca dos comandantes de Marinha, Exército e Aeronáutica para negociar no Congresso a aprovação da Comissão da Verdade, que deve buscar informações sobre pessoas desaparecidas na ditadura militar. O acordo, segundo o assessor especial da Defesa, José Genoino, prevê que seja aprovado o texto encaminhado pelo governo, sem alterações, e respeitando integralmente a Lei de Anistia, referendada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).Com o aval dos comandantes militares, Genoino começou na última segunda-feira um périplo pelo Congresso atrás de apoio de governistas e oposicionistas para concluir a votação do texto ainda em setembro, tanto na Câmara quanto no Senado. A ideia é impedir o debate em comissões e permitir que a matéria seja votada, em regime urgência urgentíssima, diretamente nos plenários de Câmara e Senado. - Recebi a determinação do ministro Amorim para conversar com todos os líderes. Isso ocorreu depois que os comandantes procuraram o ministro para dizer que estavam de acordo com a aprovação da Comissão da Verdade, considerando o texto idêntico ao que foi enviado pelo governo ao Congresso. Não é uma comissão persecutória ou jurisdicional, mas sim de busca da memória - advertiu Genoino.[Genoíno, você mesmo pode mitigar a curiosidade dessee que tanto querem saber a verdade e para tanto bassta você contar como bandidos traiodores e assassinos - impropriamente chamados de guerrilheiros - pertencentes ao seu grupo no Araguaia mataram com requintes de covardia e perversidade um jovem mateiro apenas por servir de guia para alguns militares que estavam naquela região???]
Vejam um pequeno trecho do massacre feito pelo grupo do Genoíno:
"...que pegou o Genoino. Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado como Genoino. Ele foi recolhido ao xadrez, posteriormente enviado a Brasília. Em seguida, três, quatro dias, veio o veredicto da identificação: o guerrilheiro Geraldo é o José Genoíno Neto. O grupo do Genoíno prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a 100 Km de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque, ao olhar para ele, me lembrei do meu filho, que tinha a mesma idade. Então eu disse ao João: Não quero levar o seu filho. Eu sabia das implicações ou já desconfiava. O pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar.
Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pegaram o rapaz e o esquartejaram. Genoíno, aquele rapaz foi esquartejado, toda Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antonio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pelo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz. Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antonio Pereira. Cortaram a segunda orelha, o rapaz urrava de dor, e a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos e no final deram a facada que matou João Pereira. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, a fim de servir de exemplo aos outros moradores para não terem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas". Aquele crime foi um ato de verdadeira tortura antes da morte da vítima. Ninguém da esquerda quer falar nisso. ..."

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