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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cresce movimento de apoio a Marcha contra a Corrupção

Frente contra a Corrupção recolherá assinaturas para que condenados em 2ª instância respondam a processo na cadeia

A Frente Suprapartidária contra a Corrupção se reuniu na manhã desta terça-feira com o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, para tratar do engajamento da entidade no movimento. Durante o encontro, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), um dos nove senadores que fazem parte da frente, disse que a ideia é recolher assinaturas, nos mesmos moldes do que ocorreu com a Ficha Limpa, para pedir ao Congresso Nacional que condenados em segunda instância respondam ao processo na cadeia. Segundo ele, um projeto como esse só seria aprovado na Câmara e no Senado com o apoio popular e, por este motivo, há a necessidade das assinaturas. - Vivemos um momento diferente. A presidente (Dilma Rousseff ) está tomando posição. Antes, os escândalos vinham e nada acontecia. A presidente tem que avançar - afirmou Simon, em referência aos escândalos e à faxina iniciada por Dilma. [sugestão aos líderes da Frente Suprapartidária contra a Corrupção:

- considerar a corrupção – tanto a passiva quando a ativa - crime hediondo, portanto, imprescritível, inafiançável, e sem direito a condicional antes do cumprimento de pelo menos dois terços da pena;

- cuidarem na redação para que não se repitam as falhas da Lei da Ficha Limpa que acertou na intenção, mas por falhas da redação se tornou de dificil aplicação e execução.]

O encontro na ABI serviu também para divulgar o Movimento contra a Corrupção e a Impunidade, que organiza por meio das redes sociais as marchas que acontecerão nesta quarta-feira em Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Cuiabá.

O protesto no Rio acontecerá no dia 20, com concentração na Cinelândia.

Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), outro senador que compareceu à reunião com a ABI, concorda com Pedro Simon: - Sem a mobilização da sociedade e sem a presença da juventude não vejo como o Congresso Nacional, o Judiciário e as instituições públicas fazerem algum tipo de mudança.

O presidente da ABI diz que só a mobilização do povo fará diferença para mudar a corrupção: - Sem a mobilização popular, não vamos ter uma modificação essencial nesse quadro práticas fraudulentas na administração pública.

A frente participa neste momento, na Firjan, do lançamento do Manifesto do Empresariado em favor da Ética na Política, que conta com as presenças dos senadores que fazem parte do grupo. Além de Simon e Randolfe, estão presentes Eduardo Suplicy (PT-SP), Ana Amélia (PP-RS), Casildo Maldamer (PMDB-SC), Cristovam Buarque (PDT-DF), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Pedro Taques (PDT-MT). [se espera que esta série de ações resulte realmente em medidas concretas e que punam os corruptos e corruptores.]

Fonte: Globo.com

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