Investigação
PM acusado de envolvimento na morte de juíza presta depoimento e diz que levou policiais até a casa de Patrícia Acioli
O soldado da Polícia Militar Handerson Lents Henriques da Silva, do 12º BPM (Niterói), acusado de participação no assassinato da juíza Patrícia Acioli, está prestando depoimento na Divisão de Homicídios (DH), na Barra, desde às 10h desta sexta-feira. A prisão temporária do PM foi decretada nesta quinta-feira pelo juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói .O nome dele surgiu a partir do depoimento dado pelo cabo que recebeu a delação premiada. Na delegacia, Lents disse que levou o grupo de policiais presos à rua onde a juíza morava e mostrou a casa dela, pois eles alegaram que queriam aprofundar as investigações sobre uma briga ocorrida meses antes no local, entre a juíza e seu companheiro.
As informações são do defensor público Leonardo Rosa Melo da Cunha, que representa o PM. Ele disse na tarde desta sexta que o nome desse policial surgiu no depoimento do PM preso, que também denunciou o ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) como mandante do crime. Segundo o defensor, o policial procurou a Defensoria Pública nesta quinta-feira, pedindo para se apresentar à DH. Quando soube do pedido de prisão temporária contra ele, segundo o defensor, ele manteve o propósito de se entregar.
O policial, um soldado de 27 anos que, segundo o defensor, cursa o sexto período da faculdade de direito e faz curso na Academia de Oficiais da Polícia Militar, foi preso no momento em que começou seu depoimento, na manhã desta sexta. Ele entregou a arma e, da DH, onde ainda se encontra nesta tarde, deverá seguir para a Unidade Prisional da PM.

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