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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Essa tal 'comissão da verdade' não vai apurar nada. Vai ser mais um circo do governo Dilma

A ‘comissão da verdade’ meio aprovada ontem na Câmara dos Deputados

Os sete membros da CV não poderão participar do grupo pessoas que exerçam cargos executivos em agremiação partidária, com exceção daqueles de natureza honorária. Também ficam excluídos os que não tenham condições de atuar com imparcialidade e estejam no exercício de cargo em comissão ou função de confiança em quaisquer esferas do poder público. Se o Senado não modificar, militantes que lutaram contra o regime militar não poderão compor a CV.

O que foi aprovado ontem, na prática, é uma derrota provisória para os revanchistas que querem apenas focar em acontecimentos pós-1964. A intenção real deles é reescrever a história sobre relatos acerca de mortos, desaparecidos e militantes torturados no “regime militar”. O engraçado do texto aprovado ontem é seu contorcionismo retórico. A CV deverá investigar onde e como ocorreram crimes, tanto atribuídos aos militares quanto à resistência ao regime, sem alterar a Lei de Anistia aprovada em 1979 e referendada pelo Supremo Tribunal Federal. As Forças Armadas, na ativa, aceitam a regra como foi aprovada. Na reserva, a gritaria é generalizada (sem trocadilho).

No fundo, tal Comissão da Verdade é mais uma perda de tempo em um País que adia sempre o dever de passar a limpo sua própria História. Toda a confusão de bastidores para a criação da inútil CV, de cunho apenas revanchista, apenas comprova como impera sempre, no Brasil, o vício da conciliação – que apenas joga as desavenças para debaixo do tapete da história, sem resolvê-las, na prática do mundo real. Tal esquema só realimenta ressentimentos e impede nossa Nação de “olhar para frente”, superando erros do passado para não repeti-los no presente e no futuro.

Regrinha imposta
O texto aprovado ontem segue uma lógica internacionalista de tentar criminalizar militares que ocuparam vários governos. Em tese, a CV poderá investigar a extensão da famosa Operação Condor, articulação de regimes militares da América do Sul para perseguir opositores.

A investigação será possível em razão do artigo 2 , que contempla o esclarecimento de casos de "tortura e desaparecimentos forçados, ainda que ocorridos no exterior".

Fonte: Blog Alerta Total

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