Entre eles, está o ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo, apontado como mandante do assassinato da magistrada
A Justiça decretou a prisão do ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e atual comandante do 22º BPM (Maré), tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, no fim da noite de segunda-feira. O oficial é apontado como mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em agosto, quando ainda era comandante do batalhão. Outros cinco policiais, que atuavam no mesmo batalhão sob a tutela de Cláudio Luiz também tiveram mandados expedidos pela 3ª Vara Criminal de Niterói. Os policiais faziam parte do Grupamento de Ações Táticas e são acusados de forjar um auto de resistência para acobertar a morte de Diego Belieni, então com 18 anos.
Outros três PMs já estão presos por participação na morte de Diego e da juíza. São eles: o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda. [JUSTIÇA deve ser feita e a punição aos assassinos da juíza Patrícia Acioli deve ser exemplar.
Mas não é bom indicativo do acerto do rumo das investigações quando muitos começam a ser presos - hoje prendenm três, amanhã prendem mais outros e depois mais alguns; é um indicativo de que as provas que estão suportando os mandados de prisão não são robustas e quando o inquérito vai para a Justiça, se conclui que nada de concreto existe. O excesso de prisões costuma ser um indicativo de que as mesmas estão sendo decretadas baseadas em suspeitas que na maior parte das vezes não se transformam em provas ou mesmo indícios mais sólidos.
Houve um caso em Brasília em 84 - para ficar só em um exemplo - que as investigações apontaram mais de vinte envolvidos do assassinato, incluindo mandantes e executores, começando por soldados do EB, agentes e um delegado da polícia civil e o próprio secretário de Segurança Pública do DF na época. Resultado: as investigações se enrolaram e por fim apenas dois policiais civis foram foram levados a julgamento e um deles faleceu por causas naturais 9sendo a principal delas, a idade) e o outro ainda hoje existem recursos pendentes buscando provar sua inocência. Cada acusado sem provas é um fator que atravanca as investigações.
Menos prisões e mais provas costumam apresentar resultados menos espetaculosos mas que realmente permitem punir os culpados.]
A Justiça decretou a prisão após um dos cabos que executaram o crime ter relatado ao juiz Peterson Barroso Simões que o tenente-coronel era o mandante do crime. O cabo, que estaria ameaçado de morte, resolveu contar tudo e participar de uma antecipação de prova, obtendo o direito à delação premiada (que inclui provável redução de pena). O PM e sua família foram incluídos no programa de proteção à testemunha. O cabo teria dito que usou duas pistolas no crime. A polícia havia informado que a juíza morreu com 21 tiros de pistolas 40 e 45 e de revólver 38. Após o assassinato de Patrícia Acioli, o comando da Polícia Militar trocou os comandantes de diversos batalhões. Foi quando Cláudio Luiz de Oliveira assumiu o comando do 22º BPM (Maré).
Nesta segunda, o juiz Fábio Uchôa, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, decretou as prisões preventivas de sete PMs do 7º BPM (São Gonçalo) acusados de envolvimento num auto de resistência forjado. Dois dos policiais já estão presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), pois são suspeitos de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli. São eles: Jovanis Falcão Júnior e Carlos Adílio Maciel dos Santos, o Carlão.
O caso ocorreu em junho do ano passado, na Fazenda dos Mineiros. Segundo o inquérito da 72ª DP (São Gonçalo), os PMs teriam atirado a esmo após não receberem propina de traficantes. Uma mulher foi morta.
Fonte: Yahoo! Notícias


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