GSI informa que existem apenas dois documentos ultrassecretos
No ofício, o general informa que o GSI participou no "âmbito do Executivo" das discussões para elaboração do texto do projeto de lei de acesso a informações "que traz dispositivos para salvaguardar os documentos cuja divulgação possa trazer prejuízo ao país". O general também comunica que acompanha a tramitação do projeto e aguarda sua aprovação.
Fernando Collor, que é relator do projeto de lei de acesso a informações na CRE, criticou nesta quinta-feira a resposta do GSI. Segundo o senador, o documento não esclarece se o número mencionado de documentos classificados inclui os referentes à Agência Brasileira de Informação (Abin). Ele disse ainda estranhar a existência de apenas dois documentos ultrassecretos, enquanto a "esmagadora maioria" seria de documentos confidenciais.
Ainda segundo Collor, das oito perguntas do requerimento apenas quatro obtiveram respostas. No entanto, segundo ele, foram respostas "genéricas" e poderiam motivar a possível reiteração do pedido de informações.
A CRE votará na próxima semana requerimento do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para realização de audiência pública com o ministro-chefe do GSI com objetivo de debater o projeto de lei da Câmara que regulamenta o acesso a documentos governamentais. No ano passado, a Câmara aprovou o texto que limita a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo. Com isso, documentos classificados como ultrassecretos seriam divulgados no máximo em 50 anos.
[a resposta vaga do general José Elito, com certeza avalizada pela presidente Dilma, manifesta o interesse do desgoverno Dilma de protelar uma solução, já que enseja um pedido de reiteração e nova demora.]

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