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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Israel ameaça palestinos para impedir que a Palestina solicite à ONU sua aceitação como Estado Palestino

Chanceler israelense faz ameaças à criação de um Estado palestino

O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, advertiu nesta quarta-feira (14/9) aos palestinos sobre as "consequências duras e graves" de sua iminente demanda de adesão de um Estado da Palestina na ONU. "O que posso dizer com a maior certeza é que, a partir do momento em que passam a uma decisão unilateral, teremos consequências duras e graves", afirmou Lieberman em um discurso público no sul de Israel.

O ministro nacionalista recusou-se, no entanto, a informar a natureza destas "consequências". "Não chegou o momento para dar detalhes sobre o que irá ocorrer", declarou, e insistiu que suas palavras eram uma "ameaça". "Espero que não cheguemos a estas duras e graves consequências, e que prevaleça o sentido comum (...) para chegar a um modus vivendi que permita coexistir e avançar nas negociações" acrescentou. Lieberman conversou nesta quarta-feira com a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, que também se reuniu pela manhã com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e com o ministro da Defesa Ehud Barak.

Em um encontro anterior com Ashton no dia 17 de junho, Lieberman ameaçou anular todos os acordos assinados há 18 anos com os palestinos caso eles peçam a adesão de um Estado da Palestina na ONU. A visita de Ashton ocorre num momento em que o presidente palestino Mahmud Abbas prevê apresentar este pedido na próxima semana durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

Israel e Estados Unidos se opõem a tal iniciativa e defendem um retorno às negociações diretas, totalmente congeladas há um ano. Representantes americanos - o emissário para o Oriente Médio David Hale e o conselheiro especial do presidente Barack Obama, Dennis Ross - chegarão nesta quarta-feira à região em uma última tentativa para dissuadir os palestinos de apresentar sua solicitação. Interrogado, um funcionário israelense de alto escalão rejeitou novamente o pedido dos palestinos de retomar as negociações com base nas fronteiras de 1967, ou seja, antes da ocupação israelense de Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Faixa de Gaza. [Israel age como o marginal que comete o delito e impede que a vítima denuncie o crime.]

Imprensa chinesa adverte Washington contra veto na ONU a Estado palestino

Se o governo dos Estados Unidos utilizar o poder de veto para bloquear o pedido de adesão do Estado da Palestina à ONU, isto aumentará a tensão no Oriente Médio, alerta a imprensa oficial chinesa.

"A comunidade internacional, de forma majoritária, acredita que ter um Estado independente é um direito inalienável dos palestinos", afirma um editorial do jornal China Daily. "Se os Estados Unidos optarem por desafiar a opinião pública mundial com o bloqueio da iniciativa palestina na ONU, na próxima semana, não apenas Israel ficará ainda mais isolado, como as tensões na região aumentarão ainda mais", completa a publicação.

Fonte: France Presse

[a Palestina apresentará seu pedido à Assembléia Geral da ONU e o poder de veto dos EUA só é válido para o Conselho de Segurança da ONU.

O temor que Israel tem que o pedido do POVO PALESTINO seja aceito pela Assembléia Geral das Nações Unidas é que sendo a Palestina um Estado membro da ONU, Israel perde a liberdade – da qual usa e abusa há mais de 40 anos – de, sempre que entende oportuno, bombardear o POVO PALESTINO, especialmente os civis confinados na Faixa de Gaza.

Além do mais a transformação da Palestina em Estado membro da ONU é um recado claro a Israel de que seus tempos de DONO do destino dos palestinos findou ou caminha a passos largos para tal destino.]

Fonte: AFP

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