Israel aprova a construção de mais mil casas em Jerusalém Oriental
A retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos está mesmo cada vez mais distante. Enquanto os palestinos insistem que uma paralisação da construção de novos assentamentos na Cisjordânia é uma precondição para as negociações, Israel deu vários sinais de que não pretende fazer isso. Pelo contrário, vai ampliar sua política de assentamentos e, no que depender da extrema direita, pode até anexar os assentamentos já estabelecidos.
A CNN conta que Israel aprovou nesta terça-feira a construção de mais 1,1 mil casas em Jerusalém Oriental, território que os palestinos reivindicam como sua futura capital:
Em um comunicado, o Ministério do Interior de Israel anunciou que um comitê de planejamento distrital aprovou a construção de novas casas e que a decisão estará aberta a objeções públicas pelos próximos 60 dias. A ação provocou condenação rápida dos palestinos.
Em entrevista ao jornal Jerusalem Post, o primeiro-ministro de Israel afirmou que não há planos para parar de construir assentamentos. Segundo a agência AFP, Netanyahu afirmou que a exigência palestina de que a construção de assentamentos seja parada é um “pretexto que eles usam de novo e de novo para evitar negociações diretas”. Uma ação que pode ter repercussão muito mais grave do que a construção dos assentamentos seria a anexação oficial desses territórios ao território de Israel. Esta é uma das propostas que políticos da direita israelense propõe como represália ao pedido palestino de entrada oficial nas Nações Unidas, como conta o Haaretz. [Israel precisa ser contido, já que ignorar mais de 120 países favoráveis ao pleito Palestino, enquanto Israel tem apenas um a seu favor, os EUA, e mesmo assim por interesses eleitoreiros do Obama, é uma afronta ao mundo.
Até quando Israel se esconderá atrás dos interesses norte-americanos para tripudiar sobre um POVO mais fraco?
Infelizmente, a superioridade militar dos EUA – atrás da qual Israel se esconde para afrontar os mais fracos – é o que importa, mas a vontade de mais de 120 países, estados-membros da ONU, não pode ser ignorada por muito tempo.]
Entre os passos mencionados na carta a Netanyahu, os líderes de direita falam de uma gradual anexação de todos os assentamentos na Cisjordânia; cortar ajuda aos palestinos; acelerar a construção de assentamentos; cancelar as identidades de líderes da Autoridade Palestina (que permite que eles circulem por territórios israelenses); e a proibição de qualquer construção palestina em áreas controladas pelas forças de segurança de Israel. [se deixar a vontade da ‘direita israelense’ prevalecer – não é direita e sim um grupo de pessoas que pregam o genocídio do POVO PALESTINO; se for dada liberdade as pretensões da chamada direita israelense, as áreas ocupadas por palestinos serão transformadas no ATOL DE MURUROA a ser usado pelo israelenses para testes de armas atômicas.]

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