Mulher de ministro usa servidor da Câmara como motorista particular
O ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), ganhou mais uma acusação para responder. Nesta quarta-feira, a Folha, que na terça havia mostrado que Novais usou dinheiro público para pagar o salário de uma empregada doméstica, afirma que a mulher do ministro, Maria Helena de Melo, usa um funcionário da Câmara como motorista particular.
A mulher do ministro do Turismo, Pedro Novais, usa irregularmente um funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular, O servidor, Adão dos Santos Pereira, fica dia e noite à disposição da mulher do ministro, Maria Helena de Melo, 65, que é funcionária pública aposentada e não trabalha no Congresso.
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A Folha flagrou o motorista nas últimas duas semanas fazendo compras para Novais em supermercados, buscando comida em restaurantes e levando Maria Helena para visitar lojas de Brasília. O servidor chama-se Adão dos Santos Pereira. Foi contratado em julho como secretário no gabinete do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), mas nunca deu expediente ali. Outros funcionários do gabinete disseram à Folha que nunca tinham ouvido falar no nome dele. [só lembrando: foi do PMDB e do Maranhão é tudo ‘cria’ do ‘incomum’ Sarney.]
Como vem fazendo desde que assumiu o ministério, Novais rebateu as denúncias, mas sem dar uma explicação ao menos razoável para o fato de um funcionário público (cujo salário é pago pelos contribuintes) contratado por um deputado do mesmo partido trabalhar como motorista de sua mulher. O ministro do Turismo, Pedro Novais, não respondeu ontem por que a mulher usa um servidor do Congresso como motorista particular. Em nota divulgada à noite, o ministro diz que Adão dos Santos Pereira foi seu motorista até ser exonerado em dezembro, quando Novais deixou a Câmara para assumir o ministério.
Diante do noticiário, a situação de Novais parece por um fio. Na terça, apenas com a denúncia sobre a empregada doméstica, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, cobrou explicações públicas de Novais. A presidente Dilma Rousseff, que nomeou Novais por indicação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também parece insatisfeita, assim como o vice-presidente, Michel Temer, correligionário de Sarney e Novais. [no momento em que Dilma conseguir o NADA CONTRA do Sarney o Novais será convidado a pedir demissão. Sem o NADA CONTRA, Novais fica.]

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