Apenas um terço de israelenses e palestinos apoiam novas negociações de paz
O jornal israelense Jerusalem Post traz, nesta quarta-feira, resultados de uma pesquisa de opinião que mostra os ânimos de israelenses e palestinos em meio à polêmica gerada pelo pedido oficial de reconhecimento da Palestina nas Nações Unidas. Há resultados que dão razão a otimistas moderados, mas outros que aumentam a preocupação.
As primeiras conclusões são as mais óbvias:
Em resposta a perguntas sobre o pedido palestino à ONU, 83% dos palestinos pesquisados dizem que apoiam a ação para ter o reconhecimento de seu Estado. Maiorias dos dois lados, 77% dos palestinos e 79% dos israelenses, acreditam que os Estados Unidos vão usar seu poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas para evitar que a ONU admita o Estado palestino como membro. [estão acreditando em algo que não pode ser usado – exceto é se o termo VETO for substituído pelo MILITAR e a ONU for declarada extinta.]
Numa análise mais profunda dos dados, é possível ver as divisões internas existentes dos dois lados. Entre os israelenses, 69% acham que Israel deveria aceitar a decisão da ONU, seja ela qual for. Este grupo se divide entre 34% que gostariam que as negociações de paz fossem retomadas e 35% acham que nenhuma mudança nas condições atuais deveria ser feita. O que preocupa é que o restante da população favorece decisões que não só impedem a paz como podem gerar violência. Segundo o JPost, 16% acreditam que Israel deve se opor à decisão e intensificar a construção de assentamentos; 7% acham que Israel deve anexar os territórios palestinos e 4% acham que Israel deve invadir a Cisjordânia para evitar o estabelecimento de um Estado palestino. Os 4% restantes não são citados pelo jornal. [a Israel só deve ser concedido, nesta questão, um DEVER que é também o único direito: ACATAR A DECISÃO DA ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU.]
Do lado dos palestinos, uma porcentagem semelhante à verificada em Israel gostaria de ver novas negociações de paz: 30%. Outros 37% acham que a melhor forma para acabar com a ocupação israelense é por meio de protestos pacíficos não-violentos. E o dado mais preocupante: 26% dos palestinos apoiam uma volta aos ataques contra o Exército e os assentados israelenses.[quando a FORÇA DO DIREITO não prevalece é lícito se valer do DIREITO DA FORÇA.]
O resumo geral é que o apoio para que as duas partes voltem à mesa de negociação – a única forma de o conflito que já dura 60 anos terminar de forma pacífica – é de cerca de um terço das populações. Ao mesmo tempo, cerca de um quarto de palestinos e israelenses apoiam a violência direta contra o lado oposto ou ações que podem gerar violência. A pesquisa ouviu 1,2 mil palestinos entre 15 e 17 de setembro na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém oriental. E ouviu 605 israelenses entre 11 e 14 de setembro. As margens de erro são de 3% e 4%, respectivamente.
Fonte: O Filtro

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