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terça-feira, 6 de setembro de 2011

O PM agiu corretamente; é obrigação do dono de qualquer cachorro, especialmente de raça agressiva, conduziu o animal com focinheira

Policial Militar é suspeito de matar cachorro que estava sem focinheira
Um policial militar (PM) é suspeito de, durante o expediente, ter matado a tiros o rottweiler de Willian Dyego Oliveira, de 23 anos, enquanto o cão e o profissional autônomo passeavam por uma praça em Taguatinga Norte. O crime ambiental (previsto na Lei 9.605/68) teria ocorrido em 28 de agosto deste ano, mas não foi possível realizar a perícia porque a cena foi desfeita.

O caso está sendo investigado pela 17ª Delegacia de Polícia (DP), de Taguatinga Norte. A Central de Comunicação da Polícia Militar informou que será instaurado procedimento para apurar os fatos e, em caso de constatação do crime, os responsáveis serão punidos.

Segundo o dono do animal, Willian Dyego Oliveira de 23 anos, o crime ocorreu por volta das 19h30, enquanto ele passeava com Ralf, um rottweiler de 5 meses. "O PM passou com a viatura e reclamou do fato de meu cachorro não estar com focinheira. Perguntei se isso era motivo de me prender e, em seguida, ele desceu do carro e atirou", contou.

Consta do depoimento de Willian que o filhote de rottweiler estava sob controle. Segundo a ocorrência, Ralf estava entre as pernas do dono quando morreu.

O PM, por sua vez, afirma que, ao descer do automóvel, o animal avançou nele. A corporação esclareceu, em nota, que o trânsito de cachorros de raças tipicamente agressivas em vias públicas ou parques deverá acontecer com enforcadeira ou focinheira (segundo previsto na lei distrital nº 2095/1998), e que o animal não estava usando nenhum desses equipamentos de segurança.

No ato de registro da ocorrência, o dono de Ralf teve de assinar um termo circunstanciado por desacato à autoridade. A arma está retida para avaliação. Os agentes da 17ª DP buscam testemunhas sem grau de parentesco com os envolvidos para prestar mais esclarecimentos sobre o ocorrido e amparar nas investigações de modo a descobrir se o PM deve ser autuado ou não pelo crime ambiental. [O PM agiu corretamente; é muito comum no DF, tanto no Plano Piloto quanto nas cidades satélites que donos de cães de raça agressiva passeiem com os mesmos sem nenhum equipamento de proteção/contenção. E quando são reclamados aí o 'cachorro do dono' ameaça até soltar o cachorro sobre o reclamante.
Falta de senso é com tantos crimes ocorrendo no DF - uma das capitais mais inseguras do Brasil - a polícia perca tempo investigando o abate de um cachorro em via pública e sem equipamento adequado.
Tinha que processar o dono do animal por desacato e expor terceiros a perigo.]

2 comentários:

Kit disse...

O policial NÃO agiu corretamente, de forma alguma. A penalidade prevista em lei (Lei 4.808, Art. 27 e 32) é MULTA, e restrição da circulação do cão em vias públicas. Execução do animal sem nenhuma justificativa é crime ambiental, privação de posse de civil e maus-tratos e crueldade contra o animal. O policial deve ser preso e afastado do cargo, e o dono deve ser, no mínimo, indenizado.

Kelly disse...

O Policial NÃO AGIU CORRETAMENTE que absurdo alguem pensar assim. O Pm poderia ter feito qualquer coisa, advertencia, multa, sei lá MENOS MATAR O ANIMAL A SANGUE FRIO.