Al-Malki disse que a proposta do Quarteto é insuficiente por não incluir o pedido de congelamento da expansão dos assentamentos judeus no território palestino e o retorno de Israel às fronteiras de 1967. - A única coisa nova que o Quarteto apresentou foi um cronograma para discutir as questões de segurança e de fronteiras - afirmou Malki a uma rádio local.
A proposta foi apresentada após o terceiro dia de discursos da Assembleia Geral da ONU, em que discursaram Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Antes de subir ao púlpito, o presidente da ANP entregou o pedido de reconhecimento do Estado palestino como membro pleno das Nações Unidas.
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O pleito deve ser analisado pelo Conselho de Segurança na segunda-feira, mas os EUA prometem usar seu poder de veto como membro permanente para barrar o reconhecimento. De acordo com o jornal israelense "Haaretz", uma autoridade dos EUA classificou o plano do Quarteto como "realista e séria". - Nós acreditamos que os dois lados, se tiverem sido verdadeiros em suas palavras, vão encontrar um caminho para responder de forma favorável a isso - disse a fonte, não identificada pelo diário.
O Hamas, movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza, também rejeitou a proposta, de acordo com o jornal "Jerusalem Post". Apesar das críticas, o negociador-chefe da Organização para a Libertação da Palestina, Saeb Erekat, disse que a ANP discutirá o plano nos próximos dias. A chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, disse ainda na sexta-feira que a proposta não tenta resolver as pré-condições impostas pelos dois lados. Enquanto os palestinos pediram a interrupção da construção de assentamentos, Israel quer ser reconhecido como um Estado judeu. Fontes diplomáticas israelenses afirmaram também na sexta que estavam discutindo os detalhes da proposta. O Brasil, que atualmente faz parte do Conselho de Segurança como membro não permanente, disse estar disposto a acompanhar de perto as negociações.

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