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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Presidente da Autoridade Nacional Palestina trai ideais de reconhecimento do Estado Palestino pela ONU

Autoridade Palestina nega início de campanha oficial pelo reconhecimento da ONU

A tentativa palestina de obter, na Organização das Nações Unidas, o reconhecimento de sua condição de Estado, ganhou mais um ponto polêmico. Nesta quinta-feira (8), diversos veículos publicaram a informação de que os palestinos haviam lançado a campanha de forma oficial, com o objetivo de obter o reconhecimento na Assembleia Geral da ONU, que se reúne a partir de 21 de setembro. Momentos depois, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) negou que o evento ocorrido em Ramallah, na Cisjordânia, fosse um ato oficial.

O jornal israelense Haaretz conta:

A carta enviada ao escritório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Ramallah, declarando o lançamento da campanha para ganhar o reconhecimento como Estado não era um documento oficial da Autoridade Palestina, disse na quinta-feira um porta-voz, mas sim um movimento com ativistas que queriam buscar apoio antes da votação na ONU, em setembro.

(…) O porta voz do departamento de negociações da OLP, Xavier Abu Eid, disse que apenas a OLP poderia fazer um pedido final e oficial pelo reconhecimento do Estado. A confusão desta quinta é mais uma das várias que envolvem o processo de reconhecimento da Palestina. Relatos mostraram que, após falar abertamente sobre o movimento, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, estaria arrependido do ato unilateral, que indignou Israel, mas não teria como voltar atrás devido a pressões internas. [esse Mahmoud Abbas é um crápula nojento e que está a serviço do estado de Israel – se a Palestina lograr reconhecimento, de forma oficial, de pelo menos cem países membros da ONU, Israel terá que se curvar a nova situação.

Israel é forte no aspecto militar, por contar com o apoio incondicional dos EUA, mas se mais de cem nações soberanas agirem em relação a Israel como a Turquia está agindo, o estado hebreu terá que cessar o genocídio contra o POVO PALESTINO.]

Os Estados Unidos, que costumam estar ao lado de Israel, teriam falado duramente com dirigentes da AP, ameaçando até cortar a ajuda que enviam aos palestinos caso o processo fosse levado a cabo.

O Jerusalem Post, também de Israel, destaca que a posição dos EUA de vetar, no Conselho de Segurança da ONU, o reconhecimento da Palestina, continua firme. A posição foi confirmada por Wendy Sherman, nomeada subsecretária de Estado para políticas públicas, em uma declaração diante de um comitê do Senado americano, na quarta-feira: “Os Estados Unidos estão bem resolvidos a vetar no Conselho de Segurança”, disse Sherman. “Estamos bem resolvidos a pedir com urgência para as duas partes entrarem em negociações diretas novamente.” [os Estados Unidos possuem poder de veto no CS/ONU, mas na Assembléia Geral não existe o instrumento do veto e a chantagem de negar ajuda ao POVO PALESTINO dificilmente será cumprida, caso a Palestina consiga maioria dos votos na Assembléia Geral da ONU.],

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