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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Projeto de reconhecimento palestino na ONU tem apoio global

Palestinos querem avançar em direção à 'liberdade'

O projeto palestino para obter o reconhecimento de Estado nas Nações Unidas tem forte apoio popular ao redor do mundo, mas muitas pessoas estão indecisas se seus governos deveriam apoiar uma futura resolução, demonstrou uma pesquisa de opinião realizada pela BBC e publicada esta segunda-feira (19/9). Para pouco menos da metade dos 20.446 entrevistados em 19 países entre 3 de julho e 29 de agosto, seus governos deveriam apoiar a proposta palestina, enquanto 21% disseram esperar que seus líderes bloqueiem a iniciativa. Trinta por cento dos consultados se declararam indecisos.

A maioria dos consultados em nove países se mostrou favorável à resolução e aqueles do mundo muçulmano demonstraram o maior apoio à proposta, segundo a consulta do BBC World Service, realizada pelo instituto de pesquisas GlobeScan. Noventa por cento dos egípcios entrevistados pediram que seu governo vote favoravelmente, enquanto 60% dos turcos, 52% dos paquistaneses e 51% dos indonésios declararam apoio à controversa proposta palestina.

O presidente Mahmud Abbas prometeu aos palestinos que tentará obter o reconhecimento no Conselho de Segurança da ONU na próxima sexta-feira, apesar da dura oposição de Israel e dos Estados Unidos, para os quais apenas negociações diretas podem resolver o conflito israelense-palestino. [não é crível que o presidente Mahmud Abbas cometa o grave erro de pedir o reconhecimento da condição de estado membro para a Palestina ao Conselho de Segurança da ONU – que sequer é competente para decidir sobre aceitação de um estado como estado-membro da ONU.

Em situações muito especiais, excepcionais mesmo, o CS-ONU pode decidir pela aceitação de um país como estado-membro da ONU – aceitação temporária e que será confirmada ou revogada pela Assembléia Geral da ONU, quando examinar o assunto. E, NOTE BEM, a competência do CS-ONU em situação excepcional é só para deliberar pela aceitação temporária, sendo que sua eventual recusa não impede que na primeira Assembléia Geral da ONU a aceitação volte a ser examinada e adotada uma decisão soberana.

Os EUA bem como a França, Rússia, Inglaterra e China possuem poder de veto no CS-ONU em decisões da competência daquele Conselho. Na Assembléia Geral da ONU nenhum daqueles países possui poder de veto, sendo que a aceitação da Palestina como estado membro da ONU dependerá da aprovação da proposta palestina por 2/3 dos membros da Assembléia – obtido este quorum, gostando ou não Israel ou seus aliados, a Palestina se tornará estado-membro da ONU e passará a figurar como país no mapa – destaque-se que os palestinos não querem tirar Israel do mapa e sim colocar a Palestina.]

Washington, principal aliado israelense, já anunciou que usará seu poder de veto para bloquear o projeto palestino no Conselho de Segurança. Os cidadãos americanos foram os que expressaram a oposição mais forte à iniciativa: 36% se declararam contrários, contra 25% dos indianos (25%). Na União Europeia, pouco mais da metade dos consultados em França, Alemanha e Grã-Bretanha disseram apoiar de forma inequívoca a proposta.

“Se os cidadãos pudessem votar na ONU, a pesquisa sugere que o projeto palestino receberia o reconhecimento oficial das Nações Unidas", disse Doug Miller, presidente da GlobeScan. "No entanto, com tantos indecisos ou contrários, as repercussões internas seriam imprevisíveis se seus governos decidirem votar contra o reconhecimento", acrescentou.

Fonte: France Presse

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