As famosas Unidades de Polícia Pacificadora, tão queridas da Dilma e do Cabralzinho, apenas tiram os bandidos do tráfico dos morros e os mandam, armados, para os assaltos no asfalto.
Temos que ter em conta que dias antes da instalação de uma UPP os bandidos são avisados para mudarem de residência e local de trabalho, esconderem armas.Após a instalação da UPP, a favela fica livre do tráfico - pelo menos tão ostensivo - mas os bandidos passam a 'trabalhar' no asfalto.
O correto seria dias antes da 'inauguração festiva' da UPP, ser procedida uma operação de 'cerco e asfixia', visando prender os bandidos, apreender armas e drogas.
Da forma atual a UPP é apenas um inconveniente para a bandidagem permanecer, livre e solta, na favela que sediará a unidade de polícia pacificadora.
Após morte de arquiteto, PM dobra número de agentes em Ipanema e Leblon
Quarenta e oito horas após a morte do arquiteto Rômulo Castro Tavares, de 33 anos - assassinado por dois homens numa moto, quando chegava em casa, em Ipanema - , no sábado passado - o comandante do 23 BPM (Leblon), tenente-coronel Frederico Caldas, intensificou o policiamento na região, dobrando o número de homens nas ruas e os pontos das operações. Nesta segunda-feira, 30 PMs já começaram a circular por Ipanema e Leblon, realizando blitzes em 12 pontos itinerantes. Além disso, as ações passaram a contar com o reforço de seis a oito motociclistas do Batalhão de Policiamento de Choque. O objetivo é reduzir o número de crimes praticados por bandidos que usam motocicletas.
De acordo com o comandante do 23 BPM, de manhã dois locais considerados estratégicos no combate à ação de bandidos que usam motos foram alvo de fiscalização mais intensa: a esquina das ruas Farme de Amoedo com Prudente de Morais, em Ipanema, e a descida da Avenida Niemeyer, no Leblon. - Estamos intensificando o esquema de policiamento, iniciado há 15 dias com 15 homens. Agora, aumentamos as operações, que têm como foco as motocicletas - explicou o tenente-coronel. Muito abalados, familiares e amigos de Rômulo participaram na manhã de ontem do velório e do sepultamento do corpo do arquiteto, no Memorial do Carmo, no Caju. Antes e depois da cerimônia, quase todos evitaram falar com a imprensa. Até a cadela Maria Lisboa, que estava com Rômulo no momento do crime, foi levada ao cemitério por parentes da vítima. Carioca e solteiro, Rômulo vivia com a cadelinha no apartamento, na Rua Prudente de Morais. Seus pais e o irmão estão morando em Salvador (Bahia), e a irmã, em Lisboa (Portugal).
Entre os amigos que foram ao cemitério para dar apoio à família estavam a coreógrafa Debora Colker e o cenógrafo e arquiteto Gringo Cardia, o único a dar entrevista: - Era um arquiteto brilhante, na flor da idade, que ganhou vários prêmios no mundo inteiro. Ele fez comigo a Casa-Brasil, na Copa da África, ano passado. Era muito ligado a projetos sociais. Uma pessoa maravilhosa, de bem com a vida e que ajudava todo mundo, infelizmente foi assassinado na porta de sua casa, como qualquer um de nós pode ser. Essa brutalidade da nossa cidade tem que ser discutida - afirmou Gringo.
De acordo com Gringo, um grupo de arquitetos vai prestar uma homenagem a Rômulo na próxima edição do Casa Cor Rio. Será montado o espaço "Louceiro e Circulação de Serviço", que já havia sido projetado pelo profissional: - Ele já estava com tudo preparado e finalizando os últimos detalhes no sábado. Foi uma tragédia, mas nós vamos terminar o que ele criou. É um espaço interativo, com efeitos de luz, de imagens e sensações. Queremos que ele seja um símbolo de cidadania, por isso vamos acompanhar o detalhamento do trabalho dele - conta o amigo, que conhecia Rômulo há 20 anos.
Apesar do aumento do efetivo policial, entre os moradores de Ipanema, o clima é de insegurança desde o assassinato do arquiteto. O empresário X., também morador da Rua Prudente de Morais, conta que foi vítima do mesmo tipo de ataque há quatro meses. - Eu estava chegando de carro com a minha mulher, também num sábado, por volta das 14h, e quando fui virar para entrar na garagem, dois homens num moto, de arma em punho, estavam na porta esperando. Eles me olharam e apontaram para o pulso, fazendo sinal de que queriam o meu relógio, um Rolex. Eu só levantei as mãos. Levaram também o relógio da minha mulher - contou.
Para X., assim como no seu caso, Rômulo foi abordada por uma gangue especializada em roubar relógios Rolex. - Achei muita coincidência, na minha opinião, os bandidos também abordaram o arquiteto para levar o Rolex dele, mas alguma coisa pode ter dado errado - acredita X., que diz ter comprado seu relógio, por R$ 24.900, e o da mulher, um Cartier, por cerca de R$ 13 mil.
De acordo com testemunhas, Rômulo foi abordado por dois homens numa moto, por volta das 11h20m de sábado, quando chegava com seu carro, um Tucson, ao prédio onde morava, na Prudente de Morais. O arquiteto morreu ao ser atingido no abdômen. Segundo policiais do 23 BPM, a arma usada foi uma pistola calibre 380. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que está investigando o caso, afirmou que está trabalhando primeiramente com a hipótese de tentativa de assalto, mas não descarta outras possibilidades.
Segundo o porteiro do prédio, Joelson Duarte, os bandidos estacionaram a moto em frente ao edifício. Um deles, armado com uma pistola, abordou a vítima. Ainda de acordo com Joelson, o criminoso apontou a arma por uma fresta no vidro do carro, mas Rômulo abriu a porta. O arquiteto foi atingido por um tiro na barriga que atravessou seu corpo. Os bandidos fugiram em seguida.
Fonte: EXTRA

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