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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Satélite desativado deve colidir com a terra hoje, mas NASA não sabe o local da colisão

LIXO ESPACIAL - NASA ainda não determinou local em que satélite cairá na Terra, provavelmente nesta sexta-feira

Cientistas da NASA continuam acompanhando a órbita Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior (Uars, na sigla em inglês). Em nova estimativa divulgada na manhã desta sexta-feira, a agência espacial americana prevê que ele deve reentrar na atmosfera do planeta entre a noite de hoje e a madrugada de sábado.

Segundo a NASA, às 11h30 desta sexta, no horário de Brasília, o satélite estava entre 160 e 170 quilômetros de altitude. Ainda de acordo com a agência, a configuração da órbita do equipamento mudou nas últimas horas, aparentemente diminuindo a velocidade de sua queda. Assim, a NASA informou que agora há uma pequena probabilidade de que destroços do satélite caiam nos EUA, mas destacou que ainda é muito cedo para prever com exatidão a hora e localização de sua reentrada.

De acordo com informações da NASA, o satélite de cerca seis toneladas irá se partir em 26 fragmentos na sua queda no planeta, sendo que o mais pesado deles terá cerca de 160 quilos. Ainda segundo a agência espacial, o risco de um pedaço do Uars atingir alguma das 7 bilhões de pessoas na Terra é de um em 3,2 mil. O Uars é bem menor que a estação espacial russa Mir, de 135 toneladas, que caiu na Terra em 2001, e que o americano Skylab, de 100 toneladas, que caiu em 1979. Os restos da Mir caíram no Sul do Oceano Pacífico, enquanto os pedaços do Skylab se espalharam do Oceano Índico a áreas despovoadas da Austrália.

Batizado UARS, o equipamento lançado em 1991 esgotou seu combustível em 2005, o que impedirá o controle de sua queda. Ainda de acordo com a NASA, pouco mais de meia tonelada de metais deverá alcançar a superfície da Terra, caindo em pedaços espalhados em qualquer ponto entre o Sul da cidade de Juneau, no Alasca, ao extremo Norte da América do Sul. - Coisas têm reentrado na atmosfera desde o início da era espacial e até agora ninguém foi ferido por nada que tenha caído - destacou Gene Stansbery, chefe do departamento de lixo orbital da NASA. - Mas isso não quer dizer que não estejamos preocupados.

Atualmente, a NASA tem uma regra para reentrada de seus equipamentos que exige que as chances de um pedaço atingir alguém sejam inferiores a uma em 10 mil. O UARS, no entanto, foi lançado antes desta regra entrar em vigor. Ainda assim, a probabilidade de uma em 3,2 mil dele atingir alguém diz respeito a toda população de 7 bilhões de pessoas do planeta, lembrou a agência espacial. Segundo a NASA, as chances de um indivíduo específico ser ferido por um pedaço do satélite são inferiores a uma em 21 trilhões.

Fonte: Globo.com

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