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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Seleção de Mano, mais uma obra em atraso. O que Mano tem é, no máximo, uma maquete de time

Trabalho do técnico Mano Menezes em 13 meses e 14 jogos está estagnado
O ciclo da seleção que culminará com a Copa de 2014 começou há pouco mais de um ano de maneira auspiciosa. O Brasil, com uma equipe jovem, renovada, com esquema altamente ofensivo, derrotou os Estados Unidos por 2 a 0, em Nova Jersey, deixando em todos a sensação de que o futebol brasileiro, enfim, estava no caminho certo para recuperar sua essência. Mas 13 meses e 14 jogos depois, pode-se afirmar que o trabalho do técnico Mano Menezes está praticamente estagnado.

Se a equipe brasileira fosse um dos estádios que serão utilizados no Mundial, não seria exagero compará-la à Arena das Dunas, que está sendo erguida (?) em Natal. Mano tem, no máximo, uma maquete de time. Dentro de campo, ainda falta fazer quase tudo.

Renovação estagnada

A mil dias da Copa há poucas certezas na seleção. Não se sabe se teremos uma equipe realmente renovada ou um time recheado de veteranos, como Ronaldinho Gaúcho, Lúcio, Maicon, Júlio César e Luisão, todos com mais de 30 anos. Que Neymar será titular no Mundial, pouco gente duvida. Mas quem apostaria hoje em Paulo Henrique Ganso? Provavelmente nem Mano faria isso de olhos fechados.

O treinador ressuscitou o capitão Lúcio pouco antes da Copa América, sob o argumento de que precisava encorpar o time para uma competição importante . Mesmo tendo atuado mal, Lúcio se manteve entre os titulares, assim como o goleiro Júlio César, outro que deixou mais dúvidas do que certezas após o torneio. Mano até que conserva o discurso de jogar de forma ofensiva, de fazer a seleção voltar a ser protagonista. E a todo momento insiste na tecla de que todo o trabalho está sendo feito de olho na Copa de 2014. Mas na prática não tem sido bem assim. Pressionado pelos maus resultados, no momento o treinador só pensa em se manter no cargo. [a Mano sobra: arrogância, incomPeTência e indecisão.]

Pois só isso explica suas atitudes, principalmente depois do fracasso na Copa América da Argentina, quando o Brasil não passou das quartas de final e voltou para casa com três empates e apenas uma vitória. Na competição continental, Mano ainda manteve seu quarteto ofensivo, com Ganso, Robinho, Neymar e Pato. Mas suas convicções foram postas de lado já no amistoso contra a Alemanha, em agosto. O treinador montou uma equipe cheia de volantes no meio-campo ( Fernandinho entrou na vaga de Ganso) e o Brasil levou uma baile dos alemães - a derrota de 3 a 2 foi até um bom negócio.

Nas partidas seguinte, mais uma prova de que Mano não reza mais pela cartilha que apresentou no início do trabalho. Logo aos oito minutos do amistosos contra Gana, Ganso sentiu um problema muscular e teve que sair. Todo mundo achou que Mano colocaria o jovem e talentoso Lucas, para não mexer tanto na forma de o time jogar, com quatro jogadores ofensivos. Mas o treinador optou por Elias, mais marcador do que armador. E foi com três volantes no meio - Elias, Fernandinho e Lucas Leiva que o Brasil suou para vencer os africanos por 1 a 0.

Vitórias para tranquilizar

No próximo dia 22, Mano fará uma nova convocação. Uma não, duas. Ele chamará um grupo só com atletas que atuam no Brasil, para o segundo jogo com a Argentina, dia 28 de setembro, em Belém, e outro, sem restrições, para a partidas contra a Costa Rica - 7/10, em San José - e o México - 11/10, em Torreón.

Espera-se que nestas partidas, Mano aproveite um pouco mais jogadores que tem idade olímpica e que podem estar na Copa de 2014. Contra a Argentina, em Córdoba, ele começou com Neymar, Paulinho e Leandro Damião e Danilo. Deixou Lucas, Casemiro, Oscar e Mário Fernandes no banco. Ao mesmo tempo, escalou Renato Abreu (33 anos) e Kléber (32). Ninguém entendeu nada. Muito muito menos depois das pífias atuações dos veteranos. Afinal, o que pretendeu Mano?

O Brasil ainda fará mais dois amistosos em novembro, contra Gabão (11/11) e, provavelmente, Suíça (15/11). Mais do que jogar bem, o treinador precisa que a seleção vença os jogos que fará até o fim do ano. É a única maneira de Mano não começar 2012 encostado na parede.

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