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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Será que teremos Comissão da Verdade?

Mais ‘comissão da verdade’

[Respondendo a pergunta do título; nos tempos do PSD e UDN, um daqueles partidos – não me recordo qual, já que a história foi repassada (parece que o autor do ‘jingle’ foi o Carlos Lacerda)– tinha um slogan em relação a um candidato a presidente da República;

- não será candidato; se candidato não será eleito; se eleito não tomará posse; e, se tomar posse, não governará.

Para a tal ‘comissão da meia verdade’ vale a adaptação:

- o projeto que cria a Comissão da Verdade não será votado; - se votado não será aprovado; - se aprovado, a Comissão não será instalada; se instalada, não investigará nada.]

Comissão da Verdade

Tenho lido, por esses dias, que o tema Comissão da Verdade retornou à pauta, em meio ao continuísmo corruptivo do governo, destacando-se que as Forças Armadas apoiam a instituição da ignomínia, o que, sinceramente, não acredito, e que o governo exige pressa na aprovação do respectivo projeto, já tendo anunciado data para a votação - próximo dia 21.

Seguindo-se as linhas do já noticiado, a instituição daquilo que intitularam de Comissão da Verdade, só tem uma verdade, uma via, uma mão, ou seja, "buscar informações sobre pessoas desaparecidas na ditadura militar", respeitando-se (?) a decisão do Supremo acerca da lei da anistia, desrespeitada pela OEA, em retrógada decisão passada, e pelos próprios atuais do poder, quando esta foi conhecida, além de outros, já citados em matérias anteriores sobre o tema, que surfaram e ainda surfam no inqualificável viés demagógico.

Nessa balada, no que se chama de base governista, se volta a insistir na tese de punição contra "quem torturou, matou e desapareceu com opositores do regime militar", algo que parece não irá adiante; a questão restringe-se ao Araguaia.

De qualquer forma, o foco da ignomínia, como já mostrado, é o de atingir a quem defendeu a Pátria contra o bando de vagabundos oportunistas e traidores de então e atuais.

E se é assim, e se é verdade que os Militares concordaram com a sua instalação, nos moldes que vem sendo divulgados, é uma boa oportunidade para que as Forças tomem a iniciativa de resgatar a história, vindo lá da década de 30, até as razões que levaram ao último regime militar, mostrando aos nacionais atuais, que não têm nenhum conhecimento dos acontecimentos, a verdade por trás dos movimentos ocorridos, esclarecendo-se das suas ideologias, dos seus financiamentos externos, dos governos que os inspiraram, da traição ao País, dos assassinatos praticados por aqueles prófugos, enriquecendo-se a exposição com filmes e fotos, daqui e acolá, e tudo o mais que se fizer necessário, de modo a que os nacionais atuais tenham pleno conhecimento dos fatos e dos motivos que mobilizaram as Forças na defesa do País e da ordem constituída, contra quem se insurgia contra a sua própria nação, braço que queriam de regime comunista então espalhado pelo mundo.

Isto feito a Comissão será, de fato, Comissão da Verdade e não uma ignóbil Comissão, de uma mão só, a enaltecer bandidos, aprendizes de guerrilheiros, assassinos e traidores, transformando-os em "heróis", desonrando-se àqueles a que a Pátria honraram com suas vidas.

Fonte: Flávio Bastos

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