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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ministra, por que não te calas?

Finalidade da Comissão da Verdade
Um caminho para punir a ditadura

Ministra dos Direitos Humanos e relator do projeto aprovado no Senado asseguram que, a partir da Comissão da Verdade, aqueles que cometeram excessos durante o regime militar podem enfrentar a Justiça

Durante décadas, os parentes de pessoas assassinadas nos porões da ditadura militar alimentaram a esperança de desvendar o destino de seus familiares. Com a criação da Comissão da Verdade pelo Senado na quarta-feira 26, eles ganharam, enfim, a oportunidade de esclarecer o que de fato aconteceu nos anos de chumbo.

Saberão em detalhes como funcionava a “máquina de matar” montada pela repressão. Os sete integrantes da Comissão terão poderes para levantar informações sobre mortes, torturas, desaparecimentos e ter acesso a documentos públicos e privados. Está prevista a convocação de militares, civis e ex-guerrilheiros. A Comissão, contudo, não terá poder jurisdicional. Ou seja, não vai punir os responsáveis identificados nos relatos, a exemplo do que ocorreu na África do Sul. Mas as Forças Armadas estão obrigadas a abrir seus arquivos, se é que ainda existem. “Esse projeto mostra o compromisso com a busca da verdade, particularmente naquele período triste da história”, afirma o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Embora não se conteste a importância da Comissão, há críticas ao prazo de apenas dois anos para investigar o período ditatorial e à reduzida equipe de sete executivos. O fato de a Comissão não ter poder punitivo também deixa um travo de impunidade. A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, porém, discorda da avaliação pessimista. Para ela, as apurações do órgão podem instruir posteriores ações condenatórias. “A Comissão é apenas o início, abre o caminho da Justiça. Na Argentina, os resultados foram levados ao Judiciário, que julgou e condenou. No nosso caso, também caberá às famílias pedirem as condenações”, afirma ela. Essa também é a visão do relator do projeto no Senado, o tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP), ex-guerrilheiro da Aliança Libertadora Nacional (ALN) e braço direito de Carlos Marighella. “Não se admite na democracia um tribunal de exceção. Essa função é do Poder Judiciário. As informações levantadas po¬dem até ser enviadas à Justiça para os que se sentirem atingidos”, explica o senador.(...) [lembrando que os acusados de praticarem os supostos crimes foram devidamente anistiados e se isso não tivesse ocorrido a digna presidente teria que ser denunciada ao Judiciário e devidamente julgada.]


"As condenações poderão vir pelo judiciário"
Ao contrário do que apregoam os líderes partidários, a Comissão poderá chegar sim às punições. É o que garante a ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, em entrevista à ISTOÉ. 31/10/2011(...)
(...)ISTOÉ Mas como o governo vê as críticas à falta de poder punitivo da Comissão?
Maria do Rosário Não poderíamos ter uma comissão com poderes criminais, porque isso seria um tribunal de exceção. Com base na experiência da Argentina, percebemos que lá os resultados da Comissão da Verdade foram levados ao Judiciário. Aqui, as condenações poderão vir pelo Judiciário. As pessoas que lutam por condenações penais têm todo o direito de buscar as punições na Justiça. Sempre haverá por parte das famílias o direito de buscar as reparações.(...)

[essa ministra demonstra ser totalmente desprovida da capacidade de raciocínio ou então a vontade do revanchismo, fundiu os poucos neurônios que possuía;
o Judiciário não pode acolher denúncias sobre atos que foram anistiados e também devidamente prescritos.]

INsegurança Pública no DF - Até os cemitérios são alvo de bandidos

Cemitérios centenários de Brazlândia e Planaltina são refúgios de bandidos
Dois cemitérios centenários no Distrito Federal se encontram em total estado de abandono. Construídos para guardar a memória de pessoas pertencentes a famílias tradicionais de Planaltina e Brazlândia, as unidades se tornaram um perfeito esconderijo para criminosos. Moradores relatam que, entre os túmulos depredados e o mato alto, ocorrem brigas entre usuários de drogas e até estupros. Os terrenos onde estão sepultados pelo menos mil corpos foram desativados há mais de 50 anos. Uma das tumbas abriga os restos mortais de Salviano Monteiro Guimarães, um dos personagens mais ilustres de Planaltina, que contribuiu para o progresso da região e morreu em 1926. Já o de Brazlândia concentra centenas de sepulturas dos ancestrais da família Braz, a primeira a ocupar as terras e que inspirou o nome da cidade de 53 mil habitantes.

Uma volta pelo Cemitério São Sebastião, em Planaltina, revela o descaso com a história. Crucifixos quebrados, lápides arrancadas e sepulturas violadas são a prova de que o lugar não foi preservado. Sem fiscalização, a área de cerca de 20 mil metros quadrados passou a ser usada como depósito de lixo. Restos de animais mortos, latas de cerveja e resíduos de obras são lançados no espaço, agredindo ainda mais a lembrança dos primeiros moradores da região administrativa.

Neta de Salviano Guimarães, a professora de música Dinalva Maria Guimarães se revolta ao comentar a situação do cemitério onde o avô está enterrado. “Pouca gente sabe, mas o túmulo do meu avô foi doado por Getúlio Vargas em reconhecimento ao trabalho que ele desempenhou aqui. Ele trouxe o progresso para a região e os governos recentes pisam na história dele e de outras famílias que contribuíram para a construção de Planaltina”, reclama.

Em Brazlândia, a situação é ainda pior. Quem entra pelo portão principal demora a perceber que ali é um cemitério. A vegetação cobriu a maioria dos túmulos. O mato em alguns pontos ultrapassa os dois metros de altura. Poucos se atrevem a visitar os jazigos que ainda resistem ao tempo devido à insegurança. Vizinhos contam que, em alguns dias, o local se transforma em boca de fumo e motel a céu aberto.

Projeto
Os cemitérios fantasmas não são administrados pela empresa Campo da Esperança. O responsável por tomar conta dos locais é o GDF, que pouco tem feito. Em 2009, o então secretário de Justiça, Flávio Lemos, apresentou ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) um projeto para construir espaços de lazer nas áreas onde estão os cemitérios. A ideia era exumar todos os restos mortais, com consentimento das famílias, e levá-los para um dos seis cemitérios da Campo da Esperança. No entanto, a proposta naufragou quando a Operação Caixa de Pandora foi deflagrada.

O promotor Diaulas Ribeiro, da Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), que acompanhou o debate sobre a mudança de destinação das áreas, disse que a ideia era criar uma praça em memória dos mortos, com arquitetura compatível com a história da cidade. “Eu disse que era contra remover o cemitério para construir casa ou prédio, mas considero extremamente positiva a proposta de fazer uma praça com equipamentos disponíveis ao público”, afirmou Diaulas.

Ele explicou ainda que todo o processo de transição seria debatido com a comunidade, principalmente com as famílias. “Faríamos uma audiência pública, ouviríamos os parentes para discutir a ideia, mas tudo isso foi arquivado com a implosão do governo anterior. O Ministério Público não faz projeto e, sim, fiscaliza. Se o atual governo quiser retomar o projeto, vamos contribuir no sentido de ordenar essa remoção”, complementou Diaulas.

O administrador de Brazlândia, Bolivar Rocha, disse que a primeira providência será determinar uma limpeza no velho cemitério. Ele ainda garantiu que irá discutir com técnicos do setor a possibilidade de remover a unidade. “Hoje (ontem) mesmo, vou expedir uma circular para limpar esse terreno. Quanto a dar outra destinação àquela área, é preciso ter cautela para saber quais medidas legais existem para fazer algo dessa natureza”, ponderou Bolivar.

O Correio foi até a Administração de Planaltina e ligou várias vezes para tentar falar com o administrador, Nilvan Pereira de Vasconcelos, mas ele não foi encontrado.

Fonte: Correio Braziliense

Equipes táticas da PM deixarão quartéis de áreas pacificadas para reforçar patrulhamento nas ruas

Equipes táticas da PM serão retiradas das favelas pacificadas e utilizadas no policiamento de rua

Os Grupamentos de Ações Táticas (GATs) - unidades de elite dos batalhões que se dedicam ao enfrentamento de ações criminosas especiais - deixarão de existir em quartéis de regiões pacificadas, onde estão sendo considerados desnecessários pelo comando da Polícia Militar. Os GATs do 6º BPM (Tijuca), do 2º BPM (Botafogo) e do 19º BPM (Copacabana), por exemplo, estão na mira de um estudo em andamento na PM para otimizar o policiamento nas ruas. Os cinco policiais que compõem cada GAT, usando uma caminhonete com armamento pesado, serão divididos e passarão a patrulhar as ruas, como fazem as duplas de agentes que utilizam Gols no seu trabalho.[uma medida absurda, midiática e cosmética: unidades de ação tática não devem ser utilizadas em policiamento de rua, de rotina; o uso de tais unidades só deve ocorrer em situações especiais e o seu uso rotineiro reduz sua ação no que concerne ao impacto.

A retirada das equipes táticas das favelas que estão controladas pelas UPPs é aceitável e devem ser aquarteladas e só atuarem em situação especiais.]

Quem falou da ideia ao GLOBO foi o comandante geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, para quem bairros com o maior número de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) - como os da Zona Sul, e a Tijuca, na Zona Norte - já não têm necessidade desse tipo de policiamento especializado. Hoje, a cidade conta com 17 UPPs, que abrangem 64 comunidades, anteriormente dominadas por traficantes. Nas comunidades com UPPs existem os Grupamentos Táticos de Polícia de Proximidade (GTPPs), que fazem operações similares às dos GATs tradicionais, mas com foco na pacificação. - Não há mais razão da existência do GAT naquelas regiões. Vamos empregar os policiais dos grupamentos de ações táticas no policiamento ostensivo. Mas ainda não há uma data para pôr a ideia em prática - contou o coronel Erir Costa Filho.

Os integrantes dos GATs costumam ficar aquartelados à espera de alguma ação criminosa que necessite de uma resposta rápida e enérgica. Às vezes, vão para as ruas em ações proativas. Nos bastidores da PM, comenta-se que o assassinato da juíza Patrícia Acioli, praticado por integrantes do GAT do 7º BPM (São Gonçalo), teria apressado o estudo para extinguir os grupos quando não necessários. A juíza foi morta em 11 de setembro com 21 tiros na porta de sua casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói.

O cientista político e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coronel Jorge da Silva, disse achar correta a ideia do coronel Erir. - Acho que ele (o comandante da PM) está correto. Não se pode deixar a tropa aquartelada esperando por ações especiais. Com os policiais do GAT indo policiar as ruas, mesmo se acontecer alguma coisa, se houver uma boa coordenação, um plano de chamada, esta tropa poderá ser reunida tranquilamente, seja através de radiotransmissores ou por telefone celular - analisou o professor, que já foi chefe do Estado Maior Geral da PM e secretário estadual de Direitos Humanos.

A presidente da Associação de Moradores de Botafogo, Regina Chiaradia, também elogiou a iniciativa: - Acho ótimo, pois o que a gente está mais precisando é do reforço do policiamento de rotina. Deixar um grupo de elite esperando para quando se precisar dele não faz sentido.

A ideia vem ao encontro ao plano do comando da PM de remodelar a rotina da corporação, eliminando o conceito de aquartelamento. Esse anúncio foi feito na última quinta-feira, pelo governador Sérgio Cabral. Ele argumentou que este é um conceito antiquado que serve apenas para as unidades especiais da PM e para as Forças Armadas, que não têm a incumbência de trabalhar na segurança pública como a Polícia Militar. - Este conceito vale para as Forças Armadas, cujas tropas ficam aquarteladas porque não é função delas garantir a segurança pública. A exceção para nós é a Força de Paz no Complexo do Alemão - disse Cabral durante formatura de 499 policiais no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM, em Sulacap.

Fonte: O Globo

A baderna a serviço do crime

A Cidade Universitária voltou a ser palco de confrontos entre estudantes e a Polícia Militar (PM).

Os incidentes ocorreram na noite de quinta-feira e começaram depois que os policiais militares detiveram três alunos que fumavam maconha no estacionamento do prédio de História e de Geografia. Quando os levavam para o 91.º DP, a fim de registrar a ocorrência, os policiais militares foram atacados por cerca de 200 estudantes.

Além de terem apedrejado seis viaturas policiais e ferido três soldados, os estudantes invadiram o prédio administrativo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde praticaram atos de vandalismo, e anunciaram que só sairão do local após a revogação do convênio que permite à PM garantir a segurança na Cidade Universitária. O convênio foi assinado após o primeiro caso de latrocínio no local, ocorrido em maio deste ano. A vítima foi um estudante de economia, assassinado ao reagir a uma tentativa de roubo. Entre janeiro e abril, os roubos na Cidade Universitária aumentaram 13 vezes e os atos de violência - tais como estupros e sequestros relâmpago - cresceram 300%.

Até então, a Cidade Universitária - situada ao lado de uma favela - dispunha apenas de uma Guarda Universitária, que não pode portar armas e que conta com 130 agentes de segurança patrimonial, divididos em dois turnos, para proteger dezenas de prédios e fiscalizar seus estacionamentos, além das 100 mil pessoas que circulam diariamente pelo câmpus. Mas, apesar da crescente violência, minorias radicais constituídas por servidores, alunos e professores resistiam e continuam resistindo à presença da PM no câmpus. Militantes de micropartidos de esquerda, eles associam a PM à "repressão", alegam que a presença de policiais militares fere a autonomia universitária e classificam o câmpus como "território livre".

Alegando que a Cidade Universitária estava se convertendo em terra de ninguém, o Comitê Gestor da USP - apoiado pela maioria da comunidade acadêmica - superou as resistências políticas, elaborou um plano emergencial de segurança para a Cidade Universitária, definiu um modelo de policiamento aprovado por entidades de professores, alunos e funcionários e, em junho, fechou um acordo com a PM para colocá-lo em execução. É esse convênio que os invasores do prédio administrativo da FFLCH querem revogar.

Para confirmar que se trata de movimento ideológico, eles apresentaram uma lista de reivindicações absurdas, impossíveis de serem atendidas, do ponto de vista jurídico. Além de aproveitar o incidente para fazer novas críticas ao reitor João Grandino Rodas e acusar a PM de agir como "o braço armado dos exploradores", pedindo sua imediata retirada do câmpus, os invasores querem autonomia absoluta nos "espaços estudantis". Reivindicam, ainda, a extinção de todos os processos administrativos e criminais contra estudantes, professores e funcionários. São centenas de sindicâncias e de ações judiciais instauradas pela reitoria para apurar desvios de conduta e punir quem depredou o patrimônio da USP e ameaçou a integridade física de colegas em assembleias, greves e piquetes. Em nota, o Diretório Central dos Estudantes (DCE-Livre) classificou a invasão da FFLCH e a oposição à presença da PM no câmpus como uma luta pelos "direitos civis".

Na realidade, o que está em jogo no câmpus da USP não são as liberdades públicas nem os direitos fundamentais de estudantes, professores e funcionários. Quando invocam o princípio da autonomia universitária e pedem que a PM seja expulsa do câmpus, os baderneiros fazem o jogo dos assaltantes, assassinos, estupradores e traficantes de drogas. É evidente que, desde o início do convênio firmado com a reitoria, a presença de policiais militares na Cidade Universitária vem prejudicando os negócios dos fornecedores de drogas, reduzindo seus lucros. Além de se colocarem - consciente ou inconscientemente - a serviço do crime organizado, os invasores cometem outro erro. Eles confundem "território livre", expressão usada na academia para designar a livre troca de ideias, com uma república independente - como se a USP existisse à margem do Estado e da sociedade que a sustentam.

O que ocorreu no embate com a PM e com a invasão da FFLCH não são atos de rebeldia intelectual - são apenas demonstrações de irresponsabilidade e de alienação ideológica.

Fonte: O Estado de São Paulo

Um a Um, toda a corja lulo-petista vai caindo

Breve, só faltará um. Amém
Aos poucos os cumpanheiros do idolatrado mestre estão caindo.É a pura verdade. Entronizados por ele, apadrinhados por ele, abençoados por ele, mas quando levantada a pontinha do tapete, eis que emergem grandes e descarados patifes. Aos poucos, talvez por excesso de confiança, as quadrilhas de malfeitores que sugaram o País nos últimos nove anos vão se desmantelando.

Ledo engano, não as gangues, que com codinomes de partidos políticos, prosseguem incólumes, mas pelo menos rolam as cabeças de seus “capos”. O novo corifeu designado pela alta cúpula do partido e endossado pelo desgoverno, sempre demora um pouco para se enturmar e, assim, a Nação perde menos dinheiro... por algum tempo.

O roubo institucionalizado pela ocupação de membros de um partido aliado em todos os níveis, este permanece, pois a substituição de alguns nomes, não estancará a patifaria; pois com novas experiências, novas artimanhas, os ladravazes ficarão mais cuidadosos.

A malandragem acontece em todos os níveis, por exemplo, vejamos aquele simples funcionário (que é do partido), e que engaveta a liberação de um pagamento, que segura no fundo de sua gaveta um processo que depende de despacho de superiores, até que os prejudicados, em desespero o procuram, pedindo pelo amor dos céus que libere os seus processos para o devido andamento, e o ladino funcionário, mediante módica propina atende. E isto acontece em vários patamares.

É logico que diante de tantas constatações, de que corre solta uma penca de maracutaias, provavelmente, em cada ministério ou autarquia, o mínimo que o povinho pode, é ficar cabreiro. Quer dizer que esta tchurma vem dando golpe há tanto tempo? Uma cruenta realidade é a que a roubalheira naquele período corria solta, e se não aparecia, é por que havia uma cabeça - mor que, matreiramente (não vi, não sei, não estava), acobertava os deslizes sociais de seus “capôs” (aloprados) subordinados. Acresça - se ao desfortúnio dos celerados, que uma parcela da mídia, aquela mais consciente e não cooptada, resolveu fazer o que os órgãos para tanto destinados não fazem, isto é, investigar.

Acumulam - se no período pós - cretinice institucionalizada, além das constatações citadas, o destempero dos larápios ideológicos, que imunizados contra a possibilidade de serem descobertos e acusados, provavelmente, abriram a guarda, e roubaram tanto e com tal descaramento, que fingir não ver, e negar a roubalheira, não foi mais o suficiente para esconder tanto descalabro. No andar da carruagem, breve todos os ministros endossados pelo antigo presidente estarão definitivamente expurgados do desgoverno.

Orlando é o sexto a cair em dez meses do desgoverno Dilma, depois de Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa), Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo). Com exceção de Jobim, que criticou o governo diversas vezes, todos os titulares deixaram o cargo após acusações de corrupção. Sem esquecer a Erenice.

A dúvida é se um dia, teremos o chefe da quadrilha devidamente reconhecido como meliante número um. O “capo” de todos os “capos”.

Nós sabemos que o homem é vaidoso, e poderá num futuro próximo vangloriar – se de ser o maior patife que já apareceu na face deste imenso Brasil. Sim, o título não é para qualquer um. Só mesmo um portentoso e imbatível cretino poderá atingir os píncaros desta glória. Ele poderá ser galardoado como Doutor Honoris Causa em Demagogia e Populismo no mais proeminente grau. Uma espécie de Macunaíma falastrão.

Não custa sonhar de que breve a realidade se esborrachará na cara desta Nação, e o fabuloso embromador será acusado de ter institucionalizado a mentira, a desonestidade e a impunidade, e mergulhado este País numa formidável falta de vergonha.

Por: Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

A palhaçada começou com a eleição

O palhaço virou piada -Tiririca raspa o cabelo e sofre com gozação dos colegas em plenário

O deputado federal Tiririca (PR-SP) resolveu mudar de visual e raspou o cabelo. Careca, o comediante virou alvo das piadas dos colegas deputados e já ganhou até o apelido de Tio Chico, personagem da Família Adams. Desde que se tornou parlamentar, Tiririca promoveu outras mudanças de visual e chegou a tirar o bigode, característico de seu personagem. - Como eu sou artista circense, sempre fazia essa mudança de visual no circo. Eu não gosto de ficar na mesmice - contou Tiririca.

Desde que foi ao cabeleireiro, o deputado tem convivido com as gozações: - É muita gozação. Já me chamaram até de Tio Chico, mas numa boa. Outros disseram: "esse cara está feio para caramba".

Colega de plenário de Tiririca, o deputado Ricardo Izar (PSD - SP) foi um dos que fizeram piada com o novo visual do comediante: - Está horrível, parecendo uma lombriga. Está muito feio.

- Estou desconfiado que isso foi piolho - brincou Nelson Pellegrino (PT - BA).


Mílicias controlam o Rio

Deputado fluminense vai deixar o país por causa de ameaças de morte

O deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (PSOL) deixará o país, depois de receber ameaças de morte de integrantes de milícias. Freixo presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, da Assembleia Legislativa do Rio, que investigou a atuação de grupos criminosos integrados por políticos, policiais e ex-policiais em comunidades do estado.

Segundo Freixo, ele resolveu aceitar um convite da organização não governamental Anistia Internacional para morar na Europa por algum tempo. O parlamentar já vem sofrendo ameaças de morte desde a época da CPI, em 2008, mas, nos últimos meses, elas se intensificaram.

Apenas no último mês, segundo Freixo, ele recebeu sete ameaças de morte. “As ameaças estão se tornando mais fortes e há um retorno muito pequeno da Secretaria de Segurança. Ou seja, se estão ou não investigando. Tenho uma segurança, mas tem sido necessária a ampliação dela. Então, estou esperando algumas medidas”, disse.

O deputado não informou quanto tempo ficará na Europa, mas garantiu retorno ao Brasil. “Não posso dizer [nem] o tempo nem o local [onde ficarei], mas é um tempo muito curto”, disse.

Segundo Freixo, as ameaças não devem ser encaradas como um problema pessoal, mas sim como de toda a sociedade. Ele lembrou do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares integrantes de milícias que atuam no Grande Rio, em agosto deste ano. “Esse é um problema de todo o Rio de Janeiro. Aliás, é um problema nacional. Até que ponto nossas autoridades vão continuar empurrando com a barriga. Ou a gente enfrenta e faz agora esse dever de casa contra as milícias ou, como mataram uma juíza, vão matar um deputado, promotores, jornalistas. E, se esses grupos criminosos são capazes de matar uma juíza e ameaçar um deputado, o que eles não fazem com a população que vive na área em que eles dominam”, disse.

Segundo Freixo, apesar das dezenas de prisões feitas depois da CPI das Milícias, esses grupos criminosos estão cada vez mais fortes e dominam várias comunidades do estado, onde extorquem dinheiro de moradores e de comerciantes e controlam atividades como transporte alternativo, venda de gás e de ligações clandestinas de TV a cabo.

As ameaças são frutos do meu trabalho. Essa é uma medida necessária pelo emocional da minha família e também para chamar a atenção, pois é um absurdo. Esse não é um problema particular e sim de segurança pública. Deixar de ser deputado não é solução para mim. Não posso abrir mão disso. Senão, será uma vitória da milícia. O poder público tem que agir. Não é possível que as coisas continuem desse jeito - declara Freixo.

Fonte: Agência Brasil

UNESCO aceita Palestina como Estado Independente. Derrota, ainda pequena, para o estado de Israel

Unesco aceita Palestina como membro pleno da instituição

A Unesco, agência cultural da ONU (Organização das Nações Unidas), decidiu nesta segunda-feira admitir a entrada da Palestina como membro total no órgão, mesmo com opositores afirmando que isso poderia ameaçar os esforços de paz na região. "A Conferência Geral decidiu pela admissão da Palestina como membro de pleno direito na Unesco", anunciou a secretária-geral da 36ª Conferência.

A resolução foi aprovada com 107 votos a favor e 52 abstenções. Foram contra 14 membros, entre eles Estados Unidos, Israel, Canadá e Alemanha. Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e França votaram a favor. O Reino Unido se absteve da votação. "Esta votação vai apagar uma pequena parte da injustiça cometida contra o povo palestino", afirmou o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Malki.

Para conceder o status de Estado-membro à Palestina, a Unesco necessitava do voto afirmativo de dois terços dos 193 países representados na votação. A condição anterior dos palestinos era de membro observador. A solicitação de mudança de status é parte da batalha diplomática empreendida pelo povo árabe para que sejam reconhecidos como Estado, o que culminaria em sua tentativa de ingressar na ONU.

A agência é a primeira da organização em que os palestinos buscaram integração como membro total desde que o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, entrou com o pedido de assento na ONU, em 23 de setembro. Os EUA já disseram que vetariam a reivindicação palestina na ONU e também são os principais opositores, com Israel, aos pedidos de que os palestinos sejam membros totais de outros órgãos.

A admissão representa uma vitória moral aos palestinos na tentativa de obter a condição de membro pleno da ONU, mas pode ter um grande custo para a Unesco.

Dentro da lei americana, a entrada dos palestinos na Unesco levaria a um corte no financiamento proveniente dos EUA, cuja contribuição representa 22% da verba total da agência, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia alertado no início do mês que a contribuição poderia ser suspensa. "Eu incitaria o conselho executivo da Unesco a repensar antes de prosseguir com esse voto, porque a decisão sobre o status [da Palestina] precisa ser tomada nas Nações Unidas e não em um de seus grupos auxiliares", disse Hillary na ocasião.

Fonte: UOL Notícias

Sanha assassina tem como causa principal a IMPUNIDADE dos 'DI MENOR'

Adolescente de 17 anos mata três pessoas e deixa outras 12 feridas em Minas
Com uma incrível sanha assassina, um adolescente de 17 anos, conhecido como Loirinho, feriu 15 pessoas a tiros, matando três delas e deixando pelo menos duas em estado gravíssimo, na noite de sábado. A sequência de crimes durou duas horas e aconteceu em três locais diferente da região noroeste de Belo Horizonte. O motivo da tragédia seria uma vingança por parte do menor — o irmão dele, Iago Dutra, foi assassinado há três meses. A principal suspeita do crime é uma mulher identificada como L., irmã de um dos mortos, Leonardo José de Souza. Segundo a Polícia Militar, um possível acerto de contas entre gangues rivais e disputa pelo controle do tráfico de drogas na região também podem ter motivado os crimes. Testemunhas afirmaram que o tiroteio foi causado pelos três fatores.

Um detalhe importante é o fato de que D.H.S.D. completará 18 anos no próximo dia 18 e teria, segundo uma fonte da Polícia Militar, aproveitado o fato de ainda ser menor para “passar a régua” e cometer os crimes quando ainda é, segundo a lei, inimputável. Nos últimos dois anos, de acordo com o comandante do 34º Batalhão de Polícia Militar de Belo Horizonte, tenente-coronel Idzel Fagundes, o menor foi apreendido quatro vezes em função do envolvimento com o tráfico de drogas. [o mais decepcionante, revoltante mesmo, é que se durante uma dessas apreensões - eufemismo que o ECA usa para quando bandido 'di menor' é preso - um dos policiais forjasse um auto de resistência e o bandido morresse (o que com certeza teria poupado a vida e a integridade de várias pessoas, entre elas uma criança de apenas dois anos) aí seria Justiça, Ministério Público e todas as autoridades condenando os policiais.
Muitas vezes o 'auto de resistência' é a única forma que a polícia encontra para eliminar no nascedouro um bandido do tipo desse tal de 'loirinho'.
Agora o bandido após toda essa crueldade, completa 18 anos em menos de vinte dias e ZERA as contas.]


A sequência de crimes começou às 21h40, na Rua Eneida, quase esquina com a Avenida Amintas Jaques de Morais, na Lanchonete Cia. do Sabor. Ali, ele chegou a pé e atirou contra os fregueses, atingindo quatro pessoas: Leonardo da Conceição de Oliveira, de 21 anos, Gabriel Martins Barbosa de Oliveira, de 19, Rogério da Silva Oliveira, de 32 e o menor J.A.S, de 17. Depois dos disparos, fugiu num automóvel preto, cuja placa não foi anotada.

Incêndio
O alvo seguinte foi uma residência na Rua Piúma, 511, onde ele ateou fogo no imóvel e feriu Cláudio da Cruz e Saymon David Silva, ambos de 21, Magea Pamela Silva, de 19, e duas menores, de 17 e de apenas dois anos. A garotinha foi ferida por um tiro no ombro, que atingiu a coluna cervical, e foi internada com chances de ficar paraplégica. Cláudio teve 80% do corpo queimado e corre grave risco de morte.

O terceiro ataque, o mais fatal, ocorreu por volta das 23h, na Rua Damasco com Rua Sinai, no Bar da Alzira. Ali, ele estacionou o carro a poucos metros de distância e disparou contra seis pessoas, matando três delas: Leandro de Castro Moraes, de 27, Maycon Walace Cupertino Silva, de 23, e Leonardo José de Souza (idade não divulgada). Três pessoas ficaram feridas. Depois da sequência de crimes, Loirinho desapareceu. Até o fechamento da edição, a polícia ainda não havia detido o adolescente.

Adolescente é suspeito de chacina em BH

Adolescente é suspeito de matar três pessoas e ferir outras 12 em BH
Entre as vítimas mais graves, está uma criança de 2 anos que corre risco de ficar tetraplégica após ter sido baleada

A polícia está à procura de um adolescente de 17 anos suspeito de cometer uma chacina que chocou os moradores do Bairro São Salvador, na Região Noroeste de Belo Horizonte. De acordo com militares do 34º Batalhão, por volta das 9h30 da noite de sábado (29/10), o menor e um comparsa começaram uma série de crimes que terminou com três mortos e 12 feridos.

Segundo testemunhas, o adolescente foi até o cruzamento da Rua Eneida com a Avenida Amintas Jaques de Moraes e atirou em quatro homens que estavam no local. Em seguida, ele invadiu uma casa na Rua Piúma. Cinco pessoas, entre elas duas jovens, foram baleadas e a casa, incendiada. Um jovem de 21 anos teve 80% do corpo queimado e uma menina de apenas 2 anos, que também foi atingida pelos disparos, corre risco de ficar tetraplégica.

Cápsulas de uma pistola PT 380 foram encontradas nos locais dos crimes

O menor seguiu em um carro preto, cuja placa não foi identificada, até um bar na esquina das ruas Damasco e Sinai. Lá, ele atirou em outras seis pessoas, matando três rapazes. Ainda de acordo com a Polícia Militar, foram recolhidas várias cápsulas de PT 380, que pode efetuar até 20 disparos.

Conforme os militares do 34º Batalhão, a motivação do crime pode ser uma briga entre gangues. Além disso, o menor suspeito teve um irmão assassinado há seis meses. Testemunhas disseram que um dos rapazes que morreu é irmão da autora do crime. A criança, o jovem que foi atingido pelo incêndio e outro que estava no bar foram internados em estado gravíssimo no Hospital João XXIII. As outras vítimas foram socorridas para os hospitais Alberto Cavalcante e Odilon Behrens.

Segundo o tenente-coronel Idzel Fagundes, do 34º Batalhão, nos últimos dois anos, o adolescente já havia sido apreendido quatro vezes. Segundo o militar, o serviço de inteligência da polícia já está no encalço do menor e pede ajuda da população para ele seja denunciado, caso tenha informações.

Fonte: O Estado de Minas

domingo, 30 de outubro de 2011

Milícias se alastram por pelo menos 11 estados

A população do Rio de Janeiro não é a única refém das milícias. Em pelo menos 11 estados brasileiros, há ações de grupos paramilitares armados e chefiados por agentes públicos da área de segurança, de acordo com levantamento feito pelo GLOBO, nas duas últimas semanas, com base em dados fornecidos por Ministérios Públicos e Ouvidorias de Polícia. Os milicianos atuam em territórios urbanos e rurais, onde impõem lei própria e serviços econômicos, além de se envolverem em assassinatos. Em alguns casos, como na Bahia, há suspeita de envolvimento de políticos.

As milícias estão organizadas na Paraíba, no Espírito Santo, no Ceará, em Mato Grosso do Sul, no Pará, em Pernambuco, em Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais e em São Paulo, além da Bahia e do Rio. Os grupos agem com características diferentes em cada estado. O discurso para controlar as comunidades é parecido: eles extorquem dinheiro de moradores e comerciantes para oferecer segurança privada ilegal. Em troca da proteção, os milicianos prometem expulsar ou matar traficantes.

Um dos casos mais graves está em Salvador. Investigações do Ministério Público apontam que milicianos têm controle de 12 bairros do subúrbio da capital, entre eles Águas Claras, Fazenda Grande do Retiro e Cosme de Faria. Eles exploram o transporte alternativo e a distribuição de serviços de internet, de TV a cabo e de gás. O modo de operar é semelhante ao de grupos paramilitares do Rio. Vereadores, com base eleitoral na região, estão na mira dos promotores. Segundo o MP, os parlamentares estariam se beneficiando das milícias em eleições.

Eutanásia ilegal

Homem atende pedido e mata irmão tetraplégico em simulação de assalto

A condição de tetraplégico motivou um homem de 28 anos a encomendar a própria morte no sábado, no Jardim Novo I, em Rio Claro, 174 Km de SP. Geraldo Rodrigues de Oliveira e o irmão Roberto Rodrigues de Oliveira, 22 anos, simularam um assalto no qual Geraldo acabou morto.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil fez a reconstituição do crime. De acordo com as investigações, Geraldo sofreu um acidente há dois anos e meio. Sem poder se movimentar e vivendo em uma cama, ele já havia pedido inclusive para que a esposa o matasse, o que foi negado.

Como não conseguia cometer suicídio, ele propôs ao irmão a simulação de um latrocínio, o roubo seguido de morte. Roberto aceitou e planejou o crime com a vítima.

Em depoimento, um sobrinho da vítima, que morava com o tio deficiente, disse que Roberto invadiu a casa encapuzado e atirou contra Geraldo, que foi atingido no ombro e no pescoço. Ele ainda levou R$ 800 para que a polícia acreditasse em assalto.

Roberto foi detido nesta terça-feira e teve a prisão temporária decretada. Ele responderá por homicídio doloso, quando há intenção de matar. - Ele pode ser condenado a uma pena de até 20 anos, embora se tenha um homicídio privilegiado, para atenuar o sofrimento do irmão - disse o delegado seccional Roberto José Daher.

Fonte: O Globo

As universidades estão sujeitas as leis brasileiras e o crime deve ser reprimido com rigor

Um combo fatal
Antes a liberdade nas universidades era uma ideia vinculada à urgência de conquistar espaços no autoritarismo. Era uma ideia certa. Agora aparece como aameaça de instalar no Brasil regiões em que o crime organizado pode agir sem temer a presença d autoridade policial. É uma ideia 100% errada

Grupos de estudantes, professores e funcionários da USP rebelaram-se porque a Polícia Militar deteve alunos que consumiam droga no campus. Passaram a exigir a saída da PM, entraram em confronto com policiais que participaram da ação e ocuparam um edifício para pressionar.

Pedir a saída da PM do campus universitário é posição revestida de alguma aura, pois evoca os tempos da ditadura. Aliás é um fenômeno corriqueiro entre nós: gente que não chegou -por falta de vontade, coragem ou oportunidade- a combater o regime militar quando ele existia, enfrenta-o com radicalismo quando ele não existe mais.

É conveniente, pois permite ao protagonista ser ao mesmo tempo extremado nos propósitos, portador de uma condição moral supostamente acima, e permanecer em posição segura. Pois lutar contra uma ditadura que hoje só existe nos livros de História traz bem menos risco, inclusive físico.

Mas esse seria um debate secundaríssimo, não houvesse aqui algo grave além da conta. Impedir a entrada da polícia nos campi de todo o país (não há por que a USP ser exceção) significaria, na prática, acelerar a transformação deles em territórios desimpedidos para o tráfico de drogas e demais crimes conectados à atividade.

E isso será um problema não apenas para a universidade. Os campi transformar-se-ão em centros irradiadores de atividade criminosa. Pois não haverá uma barreira física a separá-los da vizinhança, não haverá revistas em quem entra ou sai. Não estarão cercados pela força armada estatal.

Antes a liberdade nas universidades era uma ideia vinculada à urgência de conquistar espaços no autoritarismo. Era uma ideia certa. Agora aparece como ameaça de instalar regiões em que o crime organizado pode agir sem temer a presença da autoridade policial. É uma ideia 100% errada.

Impedir que a ditadura interfira na universidade é uma coisa. Impedir que o Estado democrático aplique a lei na universidade é outra coisa. Completamente diferente. Antagônica. Pois se é razoável que certas leis, como a que proíbe as drogas, não valham nas universidades, por que não outras leis? Por que não liberar também, por exemplo, o furto? Ou o latrocínio, desde que "socialmente justificado"?

Se o Estado democrático, com sua autoridade repressiva legítima, não pode entrar em determinado lugar, a consequência será o domínio de facções capazes de impor seu arbítrio pela força. E nesse ecossistema o crime organizado vai levar vantagem. Decisiva.

Não vou aqui analisar em profundidade a experiência das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs do Rio. A coluna de hoje não é para isso. Mas o conceito é bom. Impor a presença, inclusive repressiva, do Estado em áreas antes controladas por estruturas criminosas dotadas de capacidade e vontade de dominar.

E se a ideia é boa nas comunidades pobres do Rio é melhor ainda nas universidades. Pois nestas há bem mais dinheiro em circulação. E o tráfico de drogas segue a rota do dinheiro, não da pobreza. Eis uma razão por que o crime acelerou mais em anos recentes nas regiões que prosperaram acima da média, ao contrário do que suporia o senso comum.

O ensino superior brasileiro vive um desafio gigantesco. Elevar-se a padrões de excelência internacional. É vetor decisivo para o projeto nacional. O Brasil estabilizou a economia, preserva um bom ambiente para o desenvolvimento econômico e implantou mecanismos de redistribuição de renda. Mas não dará o salto adiante se nossas universidades permanecerem na rabeira diagnosticada por todos os estudos e rankings.

Essa deveria ser a preocupação, inclusive na comunidade universitária. E isso nada tem a ver com a frouxidão diante do consumo de drogas, do seu tráfico, ou do tráfico de armas. Sim, pois é um combo. Não há como comprar um sem levar o outro.

Fonte: Blog do Alon

Se Agnelo não é investigado, qual a razão de estar respondendo processo no STJ, seus bens estarem bloqueados, incluindo suas contas bancárias

Denúncia liga Agnelo a PM em escândalo

[Agnelo usa a mesma tática mentirosa do Ignorantácio Lula da Silva: diz não saber, não ter nada a ver.]

Reportagem da revista Época aponta, com base em processo que está na Justiça Federal, que o governador, então diretor da Anvisa, teria tentado livrar policial de punição por desvio no Ministério do Esporte.

Agnelo diz que as acusações são velhas, usadas por adversários políticos na campanha, e reafirma que seu nome nem sequer consta no processo.

Reportagem aponta suposta relação entre o governador e o PM João Dias, pivô do escândalo que culminou na queda de Orlando Silva.

Saber mais, clique:

Justiça bloqueia bens do governador do DF

GDF rebate acusações publicadas em reportagens das revistas Época e Istoé

[a pergunta que não quer calar: se o governador do DF, o petista Agnelo Queiroz, não é investigado, qual o motivo daquele governador estar respondendo a um processo no STJ e todos os seus bens estão bloqueados e de suas contas bancárias só uma pode ser movimentada e mesmo assim até o limite do valor do salário de governador???]

Clique aqui e saiba mais: Agnelo é acusado de irregularidades no Pan do Rio, quando era ministro dos Esportes

Nota à Imprensa sobre reportagem da Revista Época

Governo do Distrito Federal

Secretaria de Estado de Comunicação Social

Brasília, 29 de outubro de 2011 – Em relação à reportagem divulgada neste fim de semana pela revista Época, temos a esclarecer:

A revista Época dessa semana traz relato parcial de um inquérito que correu na 10a Vara do Distrito Federal e que, em si, já era parcial e sobre o qual houve investigação, citação e decisão por parte do Ministério Público de não indiciar Agnelo Queiroz.

É fundamental relembrar que no momento em que o inquérito “revelado” por Época foi produzido, o Distrito Federal tinha um governador na cadeia, uma Polícia Civil acéfala e um Ministério Público local que reagia ao comando de um personagem que terminou sendo investigado, defenestrado de seu posto e que hoje responde a ações judiciais.

Foi parte dessa polícia e parte desse Ministério Público, àquele momento envolvidos na luta política de um submundo que Agnelo Queiroz já então se propunha a extirpar, quem iniciou, orientou e divulgou o tal inquérito que ganhou destaque em Época.

Restaurada a razoabilidade das instituições, já em 2010 o Ministério Público ofereceu denúncia contra os investigados naquele inquérito e Agnelo Queiroz não figura entre os indiciados desde lá.

Agnelo Queiroz acredita na força da Justiça para restaurar a verdade dos fatos.

Clique aqui e saiba mais: É sempre bom lembrar que o Arruda 'SIFU' foi com o processo tramitando no STJ. Portanto, podemos nos livrar do Agnelo ainda este ano


Nota à imprensa sobre reportagem da Revista Istoé

Governo do Distrito Federal

Secretaria de Estado de Comunicação Social

Brasília, 29 de outubro de 2011 – Em relação à reportagem divulgada neste fim de semana pela revista Istoé, temos a esclarecer:

A revista Istoé empresta suas páginas a um processo de ressurreição da luta política de 2010, no Distrito Federal, que teve lances baixos como a tentativa de associar o nome de Agnelo Queiroz a falsas condutas.

Tudo foi respondido naquele momento e em 2010 a Justiça já se pronunciou mostrando de que lado estavam os mercenários que hoje ocupam as páginas da Istoé e que naquele momento eram estrelas do programa eleitoral adversário de Agnelo.

Istoé dá voz e espaço a criminosos e divulga acusações velhas, falsas e eivadas de interesse político abjeto. Agnelo Queiroz recorrerá à Justiça para responsabilizar os que usam de falsas informações para atingir sua conduta pública.

Secretaria de Comunicação

Governo do Distrito Federal

Clique aqui e saiba mais: Escutas comprometem Agnelo. Fosse ministro, pelo raciocínio da Dilma, seria demitido e perdoado. Mas é governador e pode até ser preso


Luciano tem alta hospitalar e a dupla continuará firme e forte

Parabéns BRASIL:Luciano deixa o hospital em Curitiba e segue para São Paulo
O cantor Luciano, 38 anos, que faz dupla com o irmão Zezé Di Camargo, recebeu alta às 11h30
deste domingo do Hospital Santa Cruz, em Curitiba (PR), onde estava internado desde a manhã de sexta-feira, depois de reclamar de dores de estômago. De mãos dadas com a mulher, Flávia Fonseca, o músico acenou para os fãs e embarcou em uma van que o levou para o aeroporto, ao lado dos pais, Helena e Francisco e do irmão, Emanuel Camargo, que é também empresário da dupla.

Luciano foi direto para o Aeroporto Afonso Pena, na capital paranaense, para pegar um avião particular com destino a São Paulo, onde mora. O cantor não falou com a imprensa, mas acenou para os fotógrafos. Segundo o último boletim médico divulgaDo na noite de ontem o índice de potássio no sangue de de Luciano ainda era igua a 3,5 mEq/L (milequivalente por litro), o que ainda é considerado abaixo do normal que é de 4,0 mEq/L. Ainda assim, o urologista Hipólito Carraro Júnior autorizou sua transferência da UTI para um quarto particular.

Luciano, da dupla Zezé Di Camargo e Luciano / Divulgação

Carraro Júnior disse que, ao dar entrada no hospital, na sexta-feira pela manhã, o cantor corria o risco de sofrer uma parada cardíaca devido ao baixo nível de potássio no sangue. O médico afirmou ainda que, além de diuréticos, Luciano utilizava-se também de laxantes, receitados para combater prisão de ventre. O produtor Silvio Luciano Alves, que há 10 anos trabalha com a dupla Zezé Di Camargo e Luciano, disse na sexta-feira, quando embarcava de São Paulo para Curitiba, que Luciano toma remédios para emagrecer e tem problemas de saúde.

Neste domingo, no site oficial da dupla sertaneja, a principal música veiculada era "Um Amor Pra Vida", cuja letra diz: "Por uma briga pouca / Acaba o mundo/ Você me fala que não volta mais / O outro que não vai correr atrás / E quando cai a ficha / E a saudade vai batendo..."

Zezé Di Camargo cantou sozinho durante o início do show, no Teatro Guaíra, na quinta-feira passada. Após interpretar duas músicas, explicou à plateia que uma discussão no camarim do teatro teria feito com que o irmão fosse embora. Vinte minutos depois, entretanto, Luciano entrou no palco e surpreendeu as cerca de três mil pessoas que estavam no teatro ao anunciar que estava encerrando a carreira. - Eu tenho lutado muito com meus problemas de saúde, mas não estou conseguindo vencê-los. Vou terminar a temporada este ano e me despeço da dupla no Cruzeiro É o Amor, em março de 2012. De agora em diante, vocês (o público) é que serão a segunda voz que o Zezé sempre mereceu e merece.

Na manhã do dia seguinte, Luciano deu entrada no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, sentindo dores de estômago e ânsia de vômito. Depois de um rápido exame, ele foi internado na UTI com baixo nível de potássio no sangue. Cantando sozinho no segundo show da dupla programado para o mesmo teatro, em Curitiba, Zezé Di Camargo falou por cinco minutos. Emocionado, disse que estaria junto com o irmão Luciano, quisesse ele ou não. - Eu sou seu irmão, eu te amo. Aonde você for eu vou atrás. Se depender mim nós vamos cantar juntos até esta dupla virar um quarteto. Eu, você e as duas enfermeiras atrás segurando o soro.

Desde a manhã de sexta-feira, Luciano estava internado após tomar diuréticos em excesso para controlar o peso. Com baixo nível de potássio no sangue, o que poderia provocar parada cardíaca, o cantor foi mantido na UTI para evitar o assédio dos fãs. A internação ocorreu após uma briga entre ele e Zezé durante um show em Curitiba, na noite de quinta-feira. Luciano chegou a anunciar que não faria mais dupla com o irmão. Na noite de sexta-feira, já com Luciano internado, Zezé se apresentou sozinho na capital paranaense e declarou, emocionado, que estaria sempre com o irmão.

Fonte: O Globo

INsegurança Pública no DF - Roubo com restrição de liberdade não é tratado como sequestro-relâmpago - menor desaparece em Luziânia

Família de Luziânia procura menino de 11 anos sumido desde o início do mês
Há 25 dias, Ângela Lopes de São José, 53 anos, moradora do Parque Estrela Dalva 2, bairro de Luziânia (GO), chora à espera de notícias sobre o paradeiro do filho Wesley Ícaro da Silva, 11. No último dia 4, a criança pegou o metrô em Taguatinga — onde a família também tem uma casa — por volta das 12h30, rumo à Escola Parque 308 Sul. O menino chegou a entrar na escola, mas não assistiu à aula. “Ele disse para um amigo que não ia ficar porque estava com dor de cabeça”, conta Ângela, com base nos relatos do aluno.

Desesperada, no dia seguinte ao sumiço, a mulher registrou ocorrência na 17ª DP (Taguatinga Centro) e também no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Luziânia. Entre as várias tentativas de encontrar Wesley, a ex-quiosqueira da Rodoviária do Plano Piloto já espalhou fotos em diversos locais do Plano Piloto e no Entorno. “Sempre me perguntam se o meu filho não fugiu de casa, se ele usava drogas e ainda fazem piadinha. Ele é um ótimo aluno e nunca se envolveu com coisa errada. Também não tinha motivo para ir embora. Não sei o que pode ter acontecido, mas o Wesley tem medo de tudo”, afirma.

Ângela é tia de Márcio Luiz de Souza Lopes, 19 anos, assassinado pelo maníaco Ademar Jesus da Silva, que matou ainda outros seis adolescentes no ano passado. O pai de Márcio morreu em 3 de setembro, vítima de um enfarto. “É muita coisa acontecendo. Não dá para suportar”, desabafa. Ângela conta ter emagrecido oito quilos. Desde o desaparecimento de Wesley, a senhora de cabelos grisalhos não dorme direito. Por diversas vezes, recebeu telefonemas de pessoas que diziam ter encontrado o garoto. “Já me ligaram à meia-noite dizendo que ele estava numa parada de ônibus. Ontem mesmo, me ligaram falando que ele estava na Rodoviária do Plano Piloto. Eu fui lá, mas era só um menino parecido”, contou à reportagem.

Greve
Para piorar o drama, Ângela não consegue ajuda das polícias civil do DF e de Goiás. Em greve, as duas corporações só atendem casos de flagrantes ou fazem o registro de crimes hediondos. Na tarde de ontem, a mulher foi até a 17ª DP para pegar a ocorrência e, com o documento em mãos, vai tentar auxílio com a Polícia Militar. “Já fiz tudo o que eu podia. Não sei mais por onde procurar. Agora, vou ver se a PM me ajuda e faz diligências, pelo menos, por Luziânia. Eu não tenho carro para ir direto nos lugares e, cada tempo que eu perco, é precioso. Tenho fé que meu filho vai aparecer.” O Correio conversou com dois delegados da 17ª DP a respeito do assunto, mas nenhum deles sabia da ocorrência.

Mesmo sem o apoio das autoridades públicas, Ângela não tem poupado esforços. Na última quinta-feira, ela participou de uma audiência pública na Câmara Municipal de Luziânia para discutir o aumento da violência no Entorno. A comerciante mostrou fotos do garoto e revelou o drama a toda a comunidade e aos deputados federais presentes ao encontro. A reclamação foi anexada a um documento e deve ser levada ao conhecimento do governo federal.

A reportagem tentou contato com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) do DF, mas não teve sucesso em virtude do feriado do Dia do Servidor, comemorado ontem em alguns órgãos do governo local. A direção da Escola Parque 308 Sul também não retornou as ligações.
Violência assustadora
A região que engloba 16 cidades é responsável por 19% das ocorrências de tráfico de drogas do território goiano. O Entorno registrou ainda um aumento de 22% no número de assassinatos, passando de 362 casos, entre janeiro e setembro de 2010, para 442 no mesmo período deste ano. Luziânia superou as demais localidades, com 115 mortes violentas contra 97 no ano passado.

Roubo com restrição de liberdade não é tratado como sequestro-relâmpago
Dos 454 roubos com restrição de liberdade da vítima registrados pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) de janeiro a setembro deste ano, nenhum é tratado como sequestro-relâmpago. Isso porque a pasta considera esse delito apenas em casos nos quais há extorsão da vítima, que, restrita de sua liberdade, é obrigada a sacar dinheiro em caixas-eletrônicos, por exemplo. Juristas e especialistas consultados pelo Correio discordam e classificam o crime de acordo com o constrangimento e a privação de liberdade. Uma lei federal sancionada em abril de 2009 incrementou o sequestro-relâmpago no Código Penal Brasileiro e o caracterizou como a restrição de liberdade da vítima para obtenção de vantagem econômica.

Situações como a das duas mulheres, uma médica e uma enfermeira, sequestradas na noite da última quarta-feira na Quadra 102 do Sudoeste, foram definidas pela Secretaria de Segurança como roubos com restrição de liberdade. Uma das vítimas conseguiu fugir 40 minutos após a abordagem. A outra ficou por mais duas horas sob a mira de um revólver calibre .38 até o trio de assaltantes abandoná-la no Park Way e fugir com o carro e os pertences das duas. Mesmo com essas características, a secretaria informou que o caso não se enquadra em sequestro-relâmpago.

Para a advogada criminalista Juliana Caramigo Gennarini, atos que envolvam privação de liberdade e constrangimento das vítimas podem, sim, ser considerados sequestros-relâmpagos. “Se o criminoso constrange a pessoa e tira a liberdade dela no intuito de obter vantagem econômica, seja o carro, bens pessoais ou uma quantia em dinheiro, temos um sequestro. O roubo com restrição de liberdade acontece quando a primeira intenção é roubar e só depois segurar a vítima para ganhar tempo e evitar uma prisão, por exemplo”, explica.

De acordo com a advogada, a primeira qualificação do crime fica a cargo do delegado de polícia, que colhe depoimentos das vítimas e o define como roubo com restrição de liberdade ou sequestro-relâmpago. Mas, segundo Juliana Caramigo, é recorrente a substituição dos delitos no Judiciário. “Quando (o caso) chega ao promotor, já tem outras provas e indícios. Então, muitos casos começam como roubo com restrição e depois se transformam em sequestro-relâmpago”, afirma a advogada.

Mudança na lei
Segundo o subsecretário de Operações da Secretaria de Segurança Pública do DF, Jooziel de Melo Freire, o DF registrou apenas 16 casos de sequestro-relâmpago até setembro deste ano. “Ano passado, foram 22 no mesmo período. E essa quantidade não está incluída nos números de roubos com restrição de liberdade”, afirma o coronel. A secretaria garante que os crimes são qualificados conforme determina a Lei nº 11.923, que, em 2009, acrescentou o parágrafo 3º no Artigo 158 do Código Penal para tipificar o sequestro-relâmpago. “Só há sequestro se houver extorsão, que é quando a pessoa é obrigada a sacar dinheiro em um caixa eletrônico ou levar os criminosos para a casa dela para eles subtraírem bens”, explica Jooziel

Para o professor e pesquisador de segurança pública da Universidade Católica de Brasília (UCB) Nelson Gonçalves de Souza, há um grande interesse do poder público em desvincular os dois crimes. “O sequestro-relâmpago não é uma figura jurídica, mas foi comumente atribuído ao roubo com restrição de liberdade. No ponto de vista prático, estamos falando da mesma coisa”, expõe. O especialista defende que a população saiba dos riscos e preocupações a respeito da segurança pública. “Não quero crer que as autoridades utilizem diferentes categorias ao se referir aos mesmos crimes para manipular e esconder os dados, pois a população tem necessidade de saber o que realmente é um problema para poder enfrentar”, afirma Gonçalves. “Se estamos percebendo aumento nos índices, é sinal de que isso está vitimizando a sociedade e alguma coisa precisa ser feita”.

Medo
Para quem passa por momentos sob a mira de um revólver e ameaças diversas, a tipificação do crime é sempre a mesma — sequestros-relâmpagos. E os minutos ou horas de terror geram fortes traumas. Quatro meses após o dia em que Maria Pessoa Farias, 46 anos, ficou duas horas em poder de um assaltante, o medo ainda acompanha a comerciante. Sequestrada em 20 de junho, às 18h50, no Setor Central do Gama, ela só foi abandonada na BR-070, próximo a Águas Lindas de Goiás. Desde então, Maria faz acompanhamento psicológico e passa os dias sob efeitos de remédios. “Tenho pavor em parar em semáforos. Fecho tudo, mas tenho a impressão de que vão entrar pela única brecha aberta do carro”, afirma.

Maria conta que, durante a ação, ela dirigiu o carro por alguns minutos até ser obrigada a entrar em uma estrada de terra. “Aí, fui trancada no porta-malas. Entrei em estado de choque. Minha boca ficou seca e eu não conseguia nem falar. Ele só decidiu me abandonar quando eu ofereci um cartão bancário que estava no meu bolso”, disse a vítima, que faz acompanhamento na Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-Vítima). O carro da comerciante, um Fiat Siena, não foi localizado até hoje. “A minha bolsa e os documentos pessoais foram encontrados no dia seguinte, perto do lugar em que fui abandonada.”

União estável entre gays corre risco de ser derrubada no Supremo

Associação quer anular reconhecimento de união estável entre homossexuais
Um recurso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) quer anular a decisão da Corte que reconheceu, em maio, a união estável entre pessoas do mesmo sexo. O recurso foi protocolado pela Associação Eduardo Banks, que entende que o julgamento deve ser cancelado porque o Supremo pulou uma etapa ao discutir o assunto em plenário.

A associação foi admitida como interessada no processo na véspera do julgamento, que ocorreu no dia 5 de maio. Durante a sustentação oral, o advogado Ralph Lichote foi contrário ao reconhecimento da união estável homoafetiva, defendendo que essa não era a vontade da maioria e que o Brasil não estava preparado para dar esse passo, a exemplo do que ocorre em relação à legalização da maconha.

No recurso enviado ao STF, a associação afirma que a ação protocolada pelo governo do Rio de Janeiro se dividia em dois pedidos principais e um subsidiário. Ele afirma que a Corte passou para a análise do pedido subsidiário antes de esgotar a discussão sobre o segundo pedido principal, o que considera motivo suficiente para levar o julgamento à estaca zero.

Na última quinta-feira (27), o relator do processo, ministro Carlos Ayres Britto, abriu vista do recurso para a Procuradoria-Geral da República. Apesar de ter reconhecido a união estável de homossexuais, o STF não se posicionou sobre o casamento civil e coube ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) dar a primeira decisão de corte superior sobre o assunto. Por maioria de 4 votos a 1, os ministros da Quarta Turma admitiram nesta semana o casamento civil entre duas mulheres do Rio Grande do Sul. Apesar de a decisão não ter efeito vinculante para todo o país, ela abriu precedente para análise de casos semelhantes.

Fonte: Agência Brasil

Recusa em fazer o teste do bafômetro deve ser considerada presunção de embriaguez?

Quase 80% dos motoristas parados em blitzes se recusam a fazer bafômetro
Dados inéditos do Batalhão de Trânsito da PM revelam que quase 80% dos motoristas parados em blitzes se recusam a fazer exames para atestar o grau de alcoolemia.
Entre os que se submetem ao teste, quase metade apresenta nível de álcool considerado crime.


A proibição de dirigir alcoolizado é reiteradamente desrespeitada no Distrito Federal.
E quem ignora a lei também faz de tudo para escapar da punição. Dos 5.109 condutores abordados pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) no ano, 3.976 (77,8%) se recusaram a assoprar o bafômetro ou a fazer o exame de sangue para atestar o grau de alcoolemia. Não escaparam por completo da punição, pois os policiais emitiram um auto de constatação por notórios sinais de embriaguez.

Os dados revelam uma situação ainda mais grave. Quase metade dos motoristas submetidos ao bafômetro apresentaram concentração superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, ou seja, cometeram o crime de assumir o volante sob o efeito de bebida. As estatísticas incluem só as abordagens realizadas pelo BPTrans, pois o Departamento de Trânsito (Detran) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) não fazem esse tipo de detalhamento. [a pergunta título do POST deve deixar os defensores da 'pureza constitucional' horrorizados com a 'violação' da Constituição cidadã; o doutor Ulisses se túmulo tivesse, com certeza se revivaria de indignação pela pergunta ser uma proposta de mudar o texto da 'constituição cidadã'.

Mas, precisamos entender que certas normas constitucionais precisam ser modificadas, sendo inadmissível que um texto constitucional tenha cláusula pétreas que facilitam a vida das PESSOAS DE BEM mas são bem mais BENÉFICAS e ÚTEIS para os MARGINAIS - especialmente a que cuida dos direitos individuais e decreta que 'ninguém é obrigado a fornecer prova contra si mesmo';

no caso do bandido que bebe e vai dirigir - é bandido sim - se mude a regra, estabelecendo que todo aquele que se recusar a fazer o teste do bafômetro será considerado em estado de embriaguez.]

Na noite da última quinta-feira, o Correio acompanhou uma blitz do BPTran na Quadra 100 do Sudoeste. Percebeu que muitos motoristas fogem ou se recusam a fazer o teste. Um condutor, por exemplo, tentou escapar do cerco policial. Mas os militares o perseguiram e constataram a embriaguez. Ele se recusou a fazer o exame e acabou autuado do mesmo jeito.

A estudante Juliana Carvalho da Silveira, 35 anos, moradora do Cruzeiro, rejeitou a avaliação, mas garantiu que não bebeu. “Eu faço o uso de glicose. Com certeza, vai dar alguma alteração, mas, como estou sem o remédio ou a receita aqui, não tenho como provar que não bebi”, argumentou. Como se recusou a fazer o teste, ela foi notificada. Receberá uma multa de R$ 957. “Estava levando a minha amiga em casa, não bebi, mas optei por não fazer o teste por causa do meu problema de saúde.”

O pedido para que se submetesse ao bafômetro irritou um homem que não quis se identificar. “Eu não bebi e entreguei toda a documentação. Acho uma perda de tempo e desperdício de material fazer o teste para comprovar isso, enquanto outros estão por aí dirigindo alcoolizados”, justificou. Por fim, ele aceitou fazer o teste e comprovou que não havia ingerido bebida alcóolica.

Recorde

Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a sensação de impunidade pode ser o motivo dos recordes de autuação. No DF, ela tem sido alimentada de duas formas. Primeiro, com menos agentes e policiais militares do BPTran nas ruas. Depois, com a demora em suspender a habilitação de quem ignora a legislação. “Quando a lei entrou em vigor, eram cerca de 40 homens por noite. Agora, atuamos com 18. Assim como para o Detran, a falta de efetivo é um problema para nós”, afirmou o major Roberto Roballo, subcomandante do BPTran.

Mas nem mesmo o arrefecimento da fiscalização faz o número de autuações despencar. Em 2010, foram 10.002, um aumento de 46% em relação a 2009, quando houve 6.838 registros no auge do rigor do combate à alcoolemia ao volante. Até o último dia 24, os órgãos envolvidos nesse tipo de trabalho realizaram 8.082 flagrantes.

Entre janeiro e setembro, 3.355 condutores tiveram a habilitação suspensa por desobedecer à legislação. O diretor-geral do Detran, José Alves Bezerra, informou que os servidores da área zeraram os processos antigos e, agora, priorizam os casos de quem acumulou mais de 20 pontos. “Hoje, quem é pego alcoolizado ao volante é chamado na mesma semana para assinar o processo. Já os casos de pontuação na carteira a prioridade são os de 2008 para cá para não prescrever o prazo de punição.”

Duas decisões, uma do Supremo Tribunal Federal (STF) e outra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), beneficiaram os infratores. Titular da 1ª Vara de Delitos de Trânsito, o juiz Gilberto Pereira de Oliveira diz que no primeiro ano da lei seca chegavam, em média, 100 processos criminais por semana de condutores flagrados. Agora, não passa de 20 por semana. “No começo, a pessoa ainda fazia o teste. Ao descobrir que não era obrigada, ela passou a se recusar. É uma coisa ensinada de boteco em boteco”, afirmou.

Infratores beneficiados
Em outubro do ano passado, decisão inédita do STJ foi recebida como um golpe à Lei Federal nº 11.705/08, a lei seca. Os ministros extinguiram o processo criminal contra um motorista paulista que, alcoolizado e na contramão, se negou a fazer o teste do bafômetro. Por unanimidade, decidiu-se que, sem o teste do bafômetro ou o exame de sangue, o condutor flagrado sob o efeito de álcool não pode ser processado criminalmente, ficando sujeito apenas às punições administrativas.

Em setembro deste ano, uma decisão dos ministros do STF beneficiou os motoristas alcoolizados que se envolvem em acidente de trânsito fatal. A 1ª Turma desclassificou a denúncia contra um condutor paulista que atropelou e matou uma mulher em maio de 2002. Ele estava alcoolizado e dirigia em alta velocidade.

Três perguntas para - Gilberto Pereira de Oliveira - Juiz da 1ª Vara de Delitos de Trânsito de Brasília

A sociedade demonstra o desejo de que motoristas flagrados alcoolizados sejam punidos com maior rigor. Mas na maioria dos casos não é isso o que ocorre. Por quê?
Está havendo uma campanha da imprensa para se transformar homicídio culposo (sem intenção de matar) no trânsito em homicídio doloso (com intenção). Isso eu não admito de jeito nenhum, como juiz e professor direito. O crime só existe na consciência de quem o pratica. A pessoa está na festa, não está querendo matar ninguém. Sai, atropela alguém e mata. Não agiu com dolo. Nem conhecia a pessoa. [por existir juízes com o pensamento do entrevistado é que o 'bandido' do volante se sente estimulado a beber e dirigir; é pacífico que o álcool altera a capacidade da pessoa dirigir. Então quem bebe e assume o volante de um carro está fazendo exatamente a mesma coisa de alguém que efetua disparos na direção de uma rua movimentada e mata uma pessoa - em ambos os casos, tanto o individuo que bebeu, assumiu o volante e causou um acidente com vítima fatal quanto o que efetuou disparos contra uma rua movimentada, não conheciam suas vítimas, mas assumiram o risco de matar alguém e o crime de homicidio se caracteriza quando se mata alguém, mesmo que essa pessoa não seja conhecida do criminoso e jamais seja identificada.]

Mas e para quem perde alguém nessas circunstâncias?
Para o homicídio doloso, a pena varia entre seis a 20 anos. Para o culposo, a mínima é de dois anos, e a máxima, quatro. Para uma pessoa que mata o outro e pega quatro anos, é muito pouco. Mas é a lei.

Então, se a sociedade quer penas mais duras para motoristas alcoolizados, tem de lutar por mudanças?
A morte de alguém da família causa um impacto poderoso. Quando se morre no trânsito, o sentimento de perda é o mesmo. Mas há uma conspiração psicológica do ponto de vista legal de que essa morte foi por culpa e não por dolo. O réu visita a família, vai pedir desculpa, lamenta. Mas muitas vezes esse crime culposo tem circunstância que magoa muito a família: o motorista estava alcoolizado e fugiu do local do crime sem prestar socorro. Ou os deputados mudam a lei ou os ministros criam uma nova jurisprudência.

Fonte: Correio Braziliense

sábado, 29 de outubro de 2011

Escutas comprometem Agnelo. Fosse ministro, pelo raciocínio da Dilma, seria demitido e perdoado. Mas é governador e pode até ser preso

Agnelo na mira

Uma investigação da polícia mostra que o governador de Brasília ajudou um PM a fraudar provas para se defender de denúncias de desvio de recursos

Orlando Silva perdeu o cargo de ministro do Esporte, na semana passada, abalado por denúncias de desvio de dinheiro. Seu substituto, Aldo Rebelo, também do PCdoB, recebeu do Palácio do Planalto a missão de moralizar a pasta. Para a Justiça, no entanto, a questão é outra. Nos próximos dias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) receberá um processo com nove volumes e quatro apensos, que corre na 10ª Vara Federal, em Brasília. As informações, a que ÉPOCA teve acesso, mostram que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), antecessor de Silva, é suspeito de ter se beneficiado das fraudes.

O conjunto contém gravações, dados fiscais e bancários, perícias contábeis e relatórios de investigação. As peças da ação penal vistas por ÉPOCA incluem o relatório nº 45/2010, que contém os diálogos captados em interceptações telefônicas, com autorização judicial, feitas entre 25 de fevereiro e 11 de março do ano passado. As conversas mostram uma frenética movimentação de Agnelo Queiroz e do policial militar João Dias para se defender em um processo. Diretor de duas ONGs, Dias obteve R$ 2,9 milhões do programa Segundo Tempo para ministrar atividades esportivas a alunos de escolas públic

as. Nas conversas, Dias quer ajuda para acobertar desvios de conduta e de dinheiro público. Ele busca documentos e notas fiscais para compor sua defesa em uma ação cível pública movida pelo Ministério Público Federal. O MPF cobra de Dias a devolução aos cofres públicos de R$ 3,2 milhões, em valores atualizados, desviados do Ministério do Esporte.

Personagem da crônica política de Brasília, João Dias ajudou, com suas declarações, a derrubar Orlando Silva na semana passada. Dias nem precisou apresentar provas de que Silva teria recebido pacotes de dinheiro na garagem do ministério. Suas acusações levaram à sexta baixa no primeiro escalão da equipe da presidente Dilma Rousseff. O pretexto para a demissão foi a abertura, na terça-feira, de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a acusação de Dias e denúncias de que o Ministério do Esporte se transformara num centro de arrecadação de dinheiro para o PCdoB. Com a queda de Orlando Silva, o foco se transfere para o governador Agnelo Queiroz, contra quem existem suspeitas ainda mais consistentes.


O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Diálogos gravados pela polícia (acima) sugerem que ele ajudou João Dias a forjar provas para acobertar desvios no Ministério do Esporte
(Foto: Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press)

Os principais interlocutores nas conversas gravadas pela polícia são João Dias, Agnelo Queiroz, o advogado Michael de Farias (defensor do policial) e o professor Roldão Sales de Lima, então diretor da regional de ensino de Sobradinho – cidade-satélite de Brasília onde atuavam as duas ONGs de João Dias. Era com Lima que Dias tratava do cadastro das crianças carentes que deveriam ser beneficiadas pelo programa Segundo Tempo. Na ação cível há um dado impressionante: as ONGs de João Dias receberam recursos para fornecer lanches para 10 mil crianças. Mas só atenderam, de forma precária, 160.

Pressionado pelo Ministério Público, Dias foi à luta para amealhar elementos capazes de justificar tamanho disparate. Às 12h36 do dia 4 de março de 2010, ele telefonou para Agnelo Queiroz, então diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dias pediu a Agnelo para “dar um toque” em Lima e reforçar seu pedido de ajuda ao professor. Dias queria que Lima fornecesse documentos para sua defesa. Na gravação, ele avisa que vai marcar um encontro entre Agnelo e Lima, para que esse pedido seja feito pessoalmente. Menos de uma hora depois, Dias, que estava num restaurante com Lima, telefonou novamente a Agnelo. Entregou o celular para Lima falar com ele. De acordo com a transcrição dos diálogos, feita por peritos do Instituto de Criminalística do Distrito Federal, Agnelo diz a Lima que precisa de sua ajuda. Afirma que vai combinar com João Dias para os três conversarem, porque Roldão (Lima) “é peça-chave neste projeto”.

Qual seria o projeto? Segundo a investigação da polícia, trata-se de apresentar uma defesa à Justiça Federal capaz de livrar Dias da cobrança milionária. Pouco antes das 13 horas do dia 9 de março, o advogado Michael de Farias disse a Dias para ficar tranquilo, que tudo estaria pronto para ser entregue à Justiça três dias depois. Só faltaria, disse Michael, “agilizar a questão do Roldão (Lima)”. Na gravação, Michael afirma que eles “já vão confeccionar os documentos só para o Roldão assinar, já vai tudo pronto”. Dias diz que dessa forma fica melhor e, em seguida, liga para Agnelo e marca um encontro para uma conversa rápida e urgente. Cerca de duas horas depois, Dias volta a telefonar a Agnelo e adia o encontro.

No final da tarde do dia 9, Dias falou com Lima. O professor Lima disse que ficou até de madrugada numa reunião em que foram fechadas “as planilhas, os projetos”. De acordo com a polícia, Lima estava no escritório do advogado Michael. No dia seguinte à tarde,
Michael disse a Dias que já havia “confeccionado a defesa e as cartas de Roldão (Lima)”. Até aquele momento, Lima não assinara nada. À noite, Dias ligou para dois celulares de Agnelo e deixou o mesmo recado nas secretárias eletrônicas: “O prazo máximo para apresentar a defesa é sexta-feira, preciso muito de sua ajuda”. Às 20h22, Dias finalmente consegue falar com Agnelo e avisa “que sexta-feira tem de apresentar o negócio lá”.

A polícia descobriu, pelas conversas grampeadas, onde Lima se encontraria com Dias para entregar os documentos a ser incorporados a sua defesa. O encontro ocorreu no Eixo Rodoviário Norte, uma das principais avenidas de Brasília, no começo da tarde da sexta-feira 12 de março. Dias parou seu Ford Fusion e ligou o pisca-alerta. Em seguida, Lima parou seu Fiat Strada atrás e entrou no automóvel de Dias. Eles não sabiam, mas tudo era fotografado por agentes da Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal. As imagens mostram que Lima carregava uma pasta laranja ao entrar no carro de Dias. Saiu do veículo sem ela. Três horas depois, os advogados de Dias entregaram sua defesa na Justiça Federal.

De nada adiantou todo esse esforço. Um laudo da PF constatou que havia documentos “inidôneos” na papelada apresentada pela defesa de Dias. Três semanas depois, ele e outras quatro pessoas foram presas por causa de fraudes e desvio de dinheiro público no Ministério do Esporte. Mesmo com todas as evidências registradas nas gravações de suas conversas, Dias nega ter recorrido a Agnelo para ajudá-lo em sua defesa. O professor Lima afirma que, nas conversas por telefone e nos encontros com Dias, só falava de política. Mas admite que, “num dos encontros, João Dias me passou o telefone para conversar com Agnelo”. Lima afirma não se lembrar da pasta laranja entregue no encontro.

As gravações telefônicas revelam também uma intimidade entre Agnelo Queiroz e João Dias, que os dois hoje insistem em esconder. A relação entre os dois envolveu a intensa participação do PM na campanha de Agnelo para o governo do Distrito Federal no ano passado. Eles afirmam que estiveram juntos apenas nas eleições de 2006, quando Agnelo concorreu ao Senado, e Dias a uma cadeira na Câmara Legislativa – ambos pelo PCdoB. Os diálogos em poder da Justiça mostram outra realidade. No dia 4 de março de 2010, Dias perguntou a Agnelo como estavam os preparativos para o dia 21 de março, data em que o PT de Brasília escolheria seu candidato ao governo. Agnelo disse que estavam bem, seus adversários estavam desesperados. Em resposta, Dias afirmou que ele e o major da PM Cirlândio Martins dos Santos trabalhavam para sua candidatura nas prévias do PT em várias cidades-satélite de Brasília. Na disputa, Agnelo derrotou Geraldo Magela, hoje secretário de Habitação do Distrito Federal.

Em outra gravação, Dias informa Agnelo sobre o resultado de uma pesquisa eleitoral em que ele ultrapassara o ex-governador Joaquim Roriz. ÉPOCA ouviu de integrantes da campanha de Agnelo que, mesmo depois de sua prisão, Dias teve papel importante nas eleições. A campanha de Weslian Roriz – mulher de Roriz, que o substituiu na disputa – mostrou na TV um dos delatores do envolvimento de Agnelo nas fraudes no Ministério do Esporte. Isso teve impacto na campanha do ex-ministro. Quem deu a solução foi Dias: com poder de persuasão, ele convenceu uma tia da testemunha a desqualificar seu depoimento na televisão. Mais tarde, a tia foi agraciada com um emprego no governo. No novo governo, Dias foi beneficiado. Indicou seu melhor amigo, Manoel Tavares, para a presidência da Corretora BRB, o banco do governo do Distrito Federal.

O governador e ex-ministro Agnelo Queiroz respondeu por escrito a 13 perguntas feitas por ÉPOCA. Ele afirma que o inquérito da Polícia Civil é montado. “O inquérito foi uma tentativa de produção de um dossiê para inviabilizar a (minha) candidatura”, diz Agnelo. “A origem do inquérito infelizmente foi direcionada por uma parte da Polícia Civil, ainda contaminada pelas forças políticas do passado. Uma farsa.” Agnelo diz que ele e João Dias eram “militantes da mesma agremiação partidária, ambiente em que surge o conhecimento” e que é “fantasiosa” a afirmação de que acolheu “indicação de João Dias para cargos no governo”.

Apesar de continuar na Polícia Militar, Dias tornou-se um próspero empresário. Em outro relatório da polícia em poder da Justiça Federal, de número 022/2010, gravações telefônicas mostram que Dias é o verdadeiro dono de academias de ginástica registradas em nome de laranjas. “Tal fato é um forte indício de que João Dias está utilizando as academias para ‘lavar’ o dinheiro oriundo de supostos desvios de verbas públicas”, diz o relatório policial. Dias tem quatro carros importados. O mais vistoso é um Camaro laranja, 2011, importado do Canadá em julho. Em entrevista a ÉPOCA, ele afirmou que adquiriu o Camaro numa transação comercial. O veículo está registrado em nome do motorista Célio Soares Pereira. Célio é o empregado de Dias que diz ter entregado dinheiro no carro do então ministro Orlando Silva na garagem do Ministério do Esporte.

Em depoimento à Polícia Federal, Dias mudou sua versão sobre a entrega de dinheiro a Silva. Ele disse que era “muito pouco provável que o ministro (Orlando Silva) não tivesse visto a entrega dos malotes (de dinheiro)”. Diferentemente de Dias, Geraldo Nascimento de Andrade – principal testemunha de acusação contra Agnelo Queiroz sobre desvio de dinheiro do Ministério do Esporte – confirmou, em todos os depoimentos, ter pessoalmente entregado R$ 256 mil a Agnelo. Em um vídeo a que ÉPOCA teve acesso, Andrade descreve com detalhes como fez dois saques no Banco de Brasília, transportou e entregou o dinheiro ao atual governador.

Andrade sabe mais. Na gravação, ele liga as fraudes no Esporte ao Ministério do Trabalho. Andrade afirma que notas frias foram usadas para justificar despesas fictícias em convênios do programa Primeiro Emprego. O maior convênio apontado por Andrade, de R$ 8,2 milhões, foi firmado com a Fundação Oscar Rudge, do Rio de Janeiro. Andrade, que morava em Brasília, afirma ter ido ao Rio de Janeiro para sacar dinheiro da conta de um fornecedor da fundação, uma empresa chamada JG. Ele diz que passava os valores para representantes da entidade. A presidente da fundação, Clemilce Carvalho, diz que a JG foi contratada por pregão e prestou os serviços. Filiada ao PDT, mesmo partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ela foi candidata a deputada federal em 2006. Lupi está ameaçado de perder o emprego na reforma ministerial, planejada para o início de 2012. Os ministérios do Esporte e do Trabalho têm, em comum, o fato de ser administrados há anos pelos mesmos partidos da base de apoio ao governo federal. O modelo dá sinais de que começa a ruir.

Fonte: Revista ÉPOCA

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