Beltrame vai pedir a transferência de Polegar para fora do Rio
O chefão do tráfico da Mangueira foi preso no Paraguai nesta quarta-feira (19), e o secretário de Segurança quer que o criminoso fique no Estado menos de 24 horas
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, revelou a ÉPOCA que, logo que Polegar pisar no Rio de Janeiro pedirá a transferência imediata do bandido para um presídio de segurança máxima fora do Estado. Beltrame não quer que o chefão do tráfico do Morro da Mangueira passe nem mesmo 24 horas no Rio. Beltrame combinou a transferência pessoalmente com o diretor da Polícia Federal.
Alexander Mendes da Silva foi preso nesta quarta-feira (19) no Paraguai. Polegar, considerado um dos quatro chefes de tráfico mais perigosos do Rio, estava foragido desde 2009. Segundo a Polícia Federal, Polegar tentou comprar um carro de luxo na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ele levantou suspeitas ao apresentar documentos falsos, e foi preso pela polícia local. O traficante permanece preso no Paraguai, e deve ser transferido ao Brasil, onde será identificado oficialmente. O traficante é acusado de chefiar o tráfico no Morro da Mangueira. A Mangueira está ocupada desde junho pelo Bope, e terá a 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio. A instalação da UPP estava prevista para setembro, mas foi adiada por três meses, segundo Beltrame, "porque a comunidade é muito politizada, todo mundo dá um monte de palpites e as psicólogas contratadas pela Secretaria recomendaram adiar até que os moradores entendam os benefícios e a função da polícia comunitária".
Beltrame havia revelado a Ruth de Aquino, no perfil de ÉPOCA que está nas bancas, que Polegar estava foragido no Paraguai. O secretário havia se queixado de que faltava cooperação entre as polícias da América Latina. "Quem está com essa investigação do Polegar, um foragido do Brasil?", perguntou. "Precisamos ter policiais lá e eles precisam ter policiais aqui".
Polegar foi condenado a 22 anos de prisão por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Além disso, o Ministério Público o acusa de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele deixou o presídio em dezembro de 2009 em regime semiaberto após cumprir um sexto da pena, e nunca mais voltou. O traficante se refugiou no Morro do Alemão, quando quase foi preso em 2010, durante a operação de pacificação da Polícia, mas fugiu para o Paraguai.
Segundo a Secretaria de Segurança do Rio, Polegar também foi responsável por comandar um ataque em 2001 à Polinter, resultando na fuga de 14 presos. O Disque-denúncia oferecia uma recompensa de R$2 mil para qualquer informação que levasse à prisão do traficante.
Fonte: EPÓCA

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