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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Comportamento dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU mais uma vez se mostra contraditório

Rússia e China vetam resolução contra a Síria e são veementemente criticados pelos EUA.

Curioso é que o próprio Estados Unidos ameaça vetar no CS o pedido da Palestina de se tornar estado-membro da ONU e também ameaça retirar ajuda econômica que presta aos palestinos se insistirem no direito de constarem do mapa e ao mesmo tempo não aceita que os demais membros permanentes do CS usem como entenderem certo o direito de veto - ou o direito de veto só deve ser usado se for para favorecer Israel?

Os governos dos Estados Unidos e de países europeus prometeram continuar a pressão para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas condene a repressão violenta que o governo do ditador Bashar al-Assad mantém há meses contra seus opositores. Na noite de terça-feira, Rússia e China vetaram uma resolução que condenava em termos duros a violência estatal na Síria e abria as portas para sanções contra o regime Assad. A proposta, elaborada por França, Reino Unido, Alemanha e Portugal, foi aprovada por Estados Unidos, Bósnia-Herzegovina, Colômbia, Gabão, Nigéria. África do Sul, Índia, Líbano e o Brasil, que vem tentando evitar sanções à Síria, se abstiveram, sabendo que Rússia e China vetariam a decisão.

Os embaixadores de Rússia e China alegaram que tomaram a decisão pois acreditam que a aplicação de sanções à Síria serviria apenas para exacerbar ainda mais os ânimos no país. Segundo o jornal The Washington Post, Bashar AL-Jaafari, embaixador sírio no conselho, agradeceu a “voz dos inteligentes” e acusou os Estados Unidos de ser o “partido do genocídio” ao defender Israel. As acusações indignaram os embaixadores dos EUA e do Reino Unido, que abandonaram a reunião durante a fala de Al-Jafaari.

Gerard Araud, o enviado francês, ficou na reunião e disse que os vetos “não iriam impedir” a pressão sobre a Síria. Susan Rice, a enviada americana à ONU, mostrou sua indignação logo ao deixar a reunião, pelo Twitter, e também prometeu manter a pressão. Franceses e britânicos também manifestaram a contrariedade com a decisão de russos e chineses. [é contraditório que os franceses e britânicos mesmo sabendo que a OTAN exarcebou na ‘proteção’ aos civis líbios – o número de civis líbios mortos passou a ser bem maior depois que passaram a ser ‘protegidos’ pela OTAN - insistam em colocar o povo sírio sob a proteção da NATO.

O ocorrido com os ‘protegidos’ civis líbios, desaconselha colocar sob a ‘proteção’ da OTAN civis envolvidos em guerra civil. A OTAN também exagerou na ‘proteção’ aos civis líbios quando se aliou aos rebeldes da Líbia e passou a atacar diretamente tropas líbias envolvidas em ações contra rebeldes.]

Fonte: BBC Brasil

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