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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

INsegurança Pública no DF - Policia Civil do DF, em greve - Polícia Civil do Entorno, em greve

Policiais civis do DF e do Entorno decidem paralisar atividades
Policiais civis do DF paralisam atividades por tempo indeterminado

Os policiais civis do Distrito Federal paralisaram as atividades por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (27/10). A greve foi decidida durante assembleia realizada esta tarde no Palácio do Buriti. Devem funcionar apenas os serviços de emergência, flagrantes e crimes graves, como estupros e homicídios. Um nova assembleia foi marcada para a próxima quinta-feira (3/11), às 15h.

Com a greve, apenas 30% do efetivo deve trabalhar. "Atenderemos somente crimes hediondos, como estupros e homicídios", explicou o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), Luciano Marinho. De acordo com ele, serviços relacionados a acidentes de carro sem vítimas, extravio de documento, desaparecimento de pessoas e furtos simples ainda podem ser feitos pela internet. Os demais casos terão que esperar o fim da greve.

Os agentes estiveram reunidos em assembleia na tarde desta quinta-feira

Os agentes haviam voltado ao trabalho hoje após três dias parados. Foram duas paralisações de 72h neste mês na tentativa de pressionar o governo. A categoria exige reposição salarial de 13%, alterações no decreto de progressão, transformação de cargos e aumento no efetivo de policiais civis que atuam no DF.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Pública, o Governo do Distrito Federal apresentou uma proposta aos policiais civis na semana passada, que não foi aceita. Segundo Marinho, a proposta apresentada atende apenas parte dos agentes. "Vários termos propostos abrangem apenas partes isoladas da categoria. Só aceitaremos um acordo que atenda todos os policiais civis", explica.

IML de Luziânia fica fechado devido à greve dos policiais civis do Entorno
O Instituto Medico Legal (IML) de Luziânia está fechado desde o início da tarde desta quinta-feira (27/10) devido à greve da Polícia Civil do Entorno do Distrito Federal. No local há 14 corpos, 13 deles prontos para a liberação. Os serviços estão interrompidos até as 17h de sexta-feira (28/10).

Segundo Silveira Alves, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpolgo), a atitude é uma forma de pressionar o governo. "Entendemos as dificuldades das famílias, mas se não fizermos isso não vamos atender a reivindicação da categoria", disse.

De acordo com Alves, no IML há corpos em avançado estado de decomposição e apenas 11 deles estão na câmara fria, entretanto, algumas não funcionam. "Se o governo não cumprir o acordo, não vamos suspender a greve", garantiu. Os corpos serão liberados a partir das 17h desta sexta-feira (28/10).

Transtorno

Por volta das 13h30, o aposentado Antônio Ademais Reis, 71 anos, esteve no IML de Luziânia em uma tentativa de retirar o corpo do sobrinho de 22 anos, assassinado nesta madrugada por dívida com drogas na Cidade Ocidental. "Esses meninos que usam droga não acreditam, mas a gente já sabia que ele iria morrer. Quem escolhe essa vida o destino é cadeia ou cemitério", lamentou. Antônio, porém, entendeu o fechamento do IML. "Esses policiais não são nada valorizados. Infelizmente a gente está a mercê da violência", disse.
Reivindicações

-Reposição inflacionária dos últimos sete anos;
-Pagamento do resíduo do subsídio, devido pelo Estado desde 2006;
-Celeridade nos trabalhos da Comissão para concretização da Revisão do Enquadramento de toda a categoria;
-Reajuste da Ajuda de Custo de Nível 3 (gratificação de localidae), congelada há 10 anos, para R$ 800;
-Celeridade nos trabalhos da Comissão que busca a revisão da Lei Orgânica, com a finalidade de aplicação da Promoção Automática para toda a categoria;
-Convocação dos excedentes para sanar parte da necessidade do quadro da Polícia Civil e novo concurso público para preenchimento de 3 mil vagas;
-Melhor estrutura e condições de trabalho;
-Fornecimento de armamento e coletes balísticos para os policiais lotados na Superintendência da Polícia Técnico-científica, armas de mesmo potencial que as fornecidas aos demais servidores.

Fonte: Correio Braziliense

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