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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Israelense especialista em explosivos é preso no Rio

Israelense preso em ação da PF no Rio era procurado nos EUA

No Brasil, ele seria o autor da explosão do carro que matou o filho do contraventor Rogério Andrade, em 2010

Pelo menos dez pessoas foram presas no Rio, entre elas três policiais militares, numa operação conjunta da Receita Federal do Brasil, Polícia Federal e Ministério Público Federal para desarticular a atuação de uma quadrilha que atua na exploração de máquinas caça-níqueis. A ação, em 14 estados e no Distrito Federal, prendeu ainda outras três pessoas no Espírito Santo. A organização criminosa, que é formada por cidadãos israelenses e brasileiros, também é acusada de contrabandear carros de luxo. Até o início da noite, já haviam sido contabilizados 32 carros apreendidos, 14 deles no Rio. Faltava entrar na conta o número de veículos apreendidos em São Paulo.

As investigações contra a quadrilha começaram após um atentado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade, que acabou com a morte do filho do contraventor Rogério Andrade .

O principal suspeito de ter comandado a explosão do carro é o israelense Yoran Al, que faz parte da lista dos mais procurados da Agência Antidrogas Americana (DEA, na sigla em inglês). Ele foi preso nesta sexta-feira na Barra, num condomínio de luxo. Segundo a PF, Yoran também é considerado um dos maiores traficantes de drogas sintéticas da América Latina. Ele é suspeito de estar por trás de outros atentados cometidos durante a guerra da máfia dos caça-níqueis.

FOTOGALERIA: Veja fotos do atentado, explosão, que vitimou o filho do contraventor

De acordo com com portal G1 , entre as apreensões está o carro do jogador de futebol Kleberson, do Atlético-PR , um Jeep Hummer, cor preta. O mandado foi cumprido em Curitiba, no Paraná, na casa do atleta. O carro importado dos Estados Unidos de forma ilegal foi levado para o pátio da Receita Federal de Curitiba. Também foram apreendidos um Porsche e um Audi.

Cerca de 150 servidores da Receita Federal e 500 policiais federais cumpriram 22 mandados de prisão preventiva e 119 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Estado do Rio de Janeiro. Um dos procurados da ação é o empresário Ailton Scafura, filho do contraventor José Caruzzo Scafura, o Piruinha. Os agentes estiveram, durante a manhã, na concessionária de revenda de veículos importados na Barra da Tijuca que pertence a Ailton, que já é considerado foragido. Os agentes da Polícia Federal divulgaram ainda que um galpão no Engenho de Dentro, na Zona Norte, foi fechado. Os policiais também fizeram buscas no município de Niterói.

Segundo o superintentende da Polícia federal no Rio, Valmir Lemos de Oliveira, os carros entravam no país sem o devido pagamento de impostos e os veículos eram vendidos pelo valor de mercado. - Foi uma grande operação de combate à lavagem de dinheiro. Identificamos um esquema de um grupo estrangeiro que exportava veículos de forma ilegal e contava com o apoio de grupos brasileiros que tinham recursos financeiros para financiar o sistema e, pela venda dos carros, faziam a lavagem.

De acordo com a Receita Federal, os veículos de luxo de várias marcas e modelos eram adquiridos com pouquíssimo uso, o que não é permitido. A regra de importação de carros usados vale apenas para veículos antigos, com mais de trinta anos de fabricação, para fins culturais e de coleção, por herança aberta no exterior e os importados por missões diplomáticas, repartições consulares e representações de organismos internacionais. Entre 2009 e 2011, foi constatado que as empresas envolvidas na fraude realizaram a importação de mais de cem veículos usados. Os criminosos usariam parte do dinheiro adquirido com as máquinas caça-níqueis para financiar a importação dos automóveis.

A operação teve um braço de atuação em Pernambuco, onde 60 policiais federais e servidores da Receita Federal estiveram nas ruas, cumprindo quinze mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara do Rio. Quinze empresas foram investigadas, localizadas nos bairros de Imbiribeira e Boa Viagem, na Zona Sul, e São José, no Centro.

Fonte: O Globo

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