Pesquisa personalizada

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ministra Iriny Lopes gostou de aparecer na imprensa e agora ataca o humor – já atacou comerciais e novelas. Deve ser eleita facilmente para síndica

Após comercial de Bündchen, Iriny Lopes parte agora para as peças de ficção

Após o polêmico pedido de suspensão da propaganda em que Gisele Bündchen ensina a contar uma má notícia ao marido vestindo apenas roupa íntima, a Secretaria de Políticas para as Mulheres decidiu interferir na novela Fina Estampa e no humorístico Zorra Total, ambos da TV Globo, por considerar haver “violência simbólica” contra a mulher nas peças de ficção.

[pesquisa realizada mostra que Iriny que era a quarta colocada na eleição para síndico do edifício onde reside, ocupa agora o segundo lugar.

A propósito quem anda caladinha é a ministra Maria do Rosário – segundo as más línguas está se recuperando da “c..... de r...” que levou da presidente Dilma em virtude das negociações que fez para conseguir a aprovação na Câmara dos Deputados da ‘comissão da meia verdade’.

Aliás, tais negociações que foram realizadas dentro de banheiros da Câmara contaram com a participação do atual ministro da Justiça – circunstância que não colaborou para diminuir o aborrecimento da presidente Dilma com as soluções encontradas. ]

Na quarta-feira(5/10), a ministra da pasta, Iriny Lopes, enviou ofício à emissora sugerindo que a personagem Celeste, interpretada por Dira Paes, procure a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 quando sofrer agressão do marido. A ministra pede ainda que o personagem agressor seja responsabilizado. Segundo a secretaria, a personagem é sistematicamente agredida, mas não tem coragem de denunciar o marido. No site da pasta, a ministra avalia: “A ficção tem força para alertar a sociedade contra esse mal que aflige milhares de mulheres, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro”.

Ontem (6), a secretaria endossou o pedido do Sindicato dos Metroviários de São Paulo para que o quadro Metrô Zorra Brasil seja retirado do ar pela TV Globo. O quadro se passa em um vagão lotado, em que uma das usuárias é assediada e, ao queixar-se para a colega, é aconselhada a aproveitar a situação. Segundo a entidade, o programa “incita a violência sexual”. “O quadro, longe de transparecer qualquer ingenuidade, banaliza, de forma sarcástica, a situação de violência a que estão expostas milhares de usuárias do Metrô todos os dias”, defende a nota do sindicato.

Iriny divulgou nota de apoio à entidade. “Parabenizamos a iniciativa e endossamos a necessidade de ações como essa, que visam desconstruir discursos de uma cultura que, até camuflada no humor, perpetua a violência simbólica contra as mulheres”, diz o documento divulgado ontem.

Reações
O professor de Comunicação da PUC-RJ, Sergio Mota, critica a tentativa de interferência em obras de ficção. “Isso é uma censura aberta. Tem tantas coisas mais importantes para a secretaria se preocupar, como o enfrentamento da violência contra a mulher, os assassinatos e a discriminação no trabalho”, afirma. A professora de Sociologia da Universidade de Brasília, Berlindes Astrid Kuchemann, aprova a interferência. “O simbólico conduz as ações de violência e esses programas têm uma responsabilidade muito grande sobre isso. É preciso aproveitar esses mecanismos de discussão”, diz. A ministra foi abordada pelo Correio na saída do Fórum sobre Direito e Cidadania, ocorrido na tarde de ontem, no Palácio do Planalto, mas disse que não iria falar sobre o caso. A assessoria de imprensa da pasta informou, por telefone, que Iriny não monitora todos os programas de televisão e campanhas publicitárias, e que a ouvidoria é o órgão da secretaria responsável pelo recebimento de denúncias que são repassadas à ministra para que ela tome providências.

Colaborou: Vinícius Sassine

Rafinha no MP
As declarações do humorista Rafael Bastos, do programa CQC, serão averiguadas pelo Ministério Público de São Paulo, segundo o senador Magno Malta. Em plenário do Senado, ele afirmou que um procedimento já está em curso no órgão. O humorista teria ofendido a cantora Wanessa, que está grávida, ao afirmar: “Comeria ela e o bebê”. O senador ainda lembrou que outro processo já havia sido aberto contra o humorista, quando ele fez, em maio, piada com o crime de estupro.

0 comentários: