Senador propõe chicotadas para preso que não trabalhar
Argumento é de que os presos recebem tratamento melhor que os trabalhadores brasileiros
O senador Reditario Cassol (PP-RO) defendeu nesta quinta-feira, 6, da tribuna do Senado, o fim do auxílio-reclusão para os condenados que estiverem cumprindo pena e a adoção da pena de chicotadas contra os presos que se recusarem a trabalhar nos presídios. Ele alega que "pilantras, vagabundos e sem-vergonha" recebem um tratamento melhor do que os trabalhadores brasileiros. [o auxílio-reclusão deve ser mantido e só ser pago integralmente aos familiares do preso, desde que não possuam nenhuma outra fonte de renda – os familiares dos presos são na maior parte das vezes vítimas do marginal.
Também deve ser concedido um auxílio aos parentes das vítimas, desde que não disponham de nenhuma fonte de renda.
Já o marginal terá que trabalhar e os rendimentos do seu trabalho serão repassados integralmente ao governo para cobrir, ainda que parcialmente, as despesas com o auxilio-reclusão e o auxílio às vitimas do delinqüente. Em situação nenhuma o marginal receberá um centavo – uma das regras básicas a serem adotadas nas prisões será a proibição dos presos terem acesso a dinheiro.
O preso que se recusar a trabalhar será punido com acréscimo da pena – uma recusa ao trabalho a pena será acrescida de três dias – e na segunda recusa com punição com chicotadas.
A proibição de trabalhos forçados, imposta pela Carta Magna de 88, por estar contida em uma CLÁUSULA PÉTREA representa um obstáculo, mas a mobilização popular com certeza pode eliminar aquele óbice.]
"Nós temos de fazer o nosso trabalho, ilustre presidente e nobres senadores, modificar um pouco a lei aqui no nosso Brasil, que venha favorecer, sim, as famílias honestas, as famílias que trabalham, que lutam, que pagam impostos para manter o Brasil de pé", defendeu. "E não criar facilidade para pilantra, vagabundo, sem-vergonha, que devia estar atrás da grade de noite e de dia trabalhar, e quando não trabalhasse de acordo, o chicote voltar, que nem antigamente", defendeu.
Suplente de seu filho, o ex-governador de Rondônia Ivo Cassol, que está licenciado, Reditario questionou o "desamparo" dos parentes das vítimas, enquanto o governo - segundo ele - gastar por ano "mais de R$ 200 milhões do Orçamento para sustentar a família dos presos que cometeram crime hediondo, crime bárbaro".
"O vagabundo, sem-vergonha, que está preso recebe uma bolsa de R$ 802,60 para seu sustento. Mesmo que seja auxílio temporário, a prisão não é colônia de férias", protestou. No seu entender, a pessoa condenada por crime grave deve sustentar os dependentes com o trabalho nas cadeias. Ele comparou a situação aos trabalhadores desempregados que, "além de tudo isso, muitas vezes é assaltado, tem a casa roubada e precisa viver recluso atrás das grades de sua própria casa".
Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), disse que compreendia a "indignação" do colega, mas que, em nenhuma hipótese, aprovaria a utilização do chicote, "porque seria uma volta da Idade Média". [o senador Suplicy e a ex-esposa dele, a do relaxa-e-goza, devem ser sempre ignorados.]
Fonte: O Estado de São Paulo

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