Paes sugere que governo pague a diferença dos ingressos nos casos de meia-entrada na Copa de 2014
Um dia depois da aprovação na Câmara da proposta que cria o Estatuto da Juventude, que prevê o pagamento de meia-entrada em eventos culturais e de lazer, inclusive jogos esportivos, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, sugeriu nesta quinta-feira que o governo pague a diferença no valor dos ingressos nos casos em que a legislação brasileira prevê a venda de meia-entrada em jogos de futebol. De acordo com Paes, o poder público terá que dar alguma forma de subsídio para a FIFA como uma forma de não ferir a legislação brasileira e aceitar as exigências da entidade máxima do futebol durante a Copa do Mundo de 2014. - Se fizerem valer esses direitos, é a gente que tem que pagar. A credibilidade do Brasil está em entregar aquilo que assinou. O que o governo do Rio combinou, terá que fazer. Se temos leis específicas, caso da meia-entrada, o poder público terá que subsidiar - disse o prefeito durante o seminário sobre a legislação estadual e municipal para a Copa de 2014 realizado no Palácio da Cidade, no Rio.
Paes disse ainda que negociar com a FIFA os pontos discordantes não significa ser submisso: - Não é uma questão de ser submisso aos interesses (da FIFA). É um processo de discussão permanente. Não podemos querer reinventar a roda. O evento se banca com isso: patrocinador, exposição na mídia e essas coisas têm que ser honradas - afirmou o prefeito, dando exemplos de áreas em que tanto a FIFA como o Comitê Olímpico também cederam. - Em relação ao centro de mídia, o comitê queria que fosse no Parque Olímpico, numa área com instalação nova. Mostramos que não tinha necessidade, pois temos o Riocentro e ele será usado na Copa. Para que construir uma coisa para destruir em seguida? É um exemplo em que ponderamos e chegamos a um bom termo. [o senhor Paes precisa ser avisado que SOBERANIA NACIONAL não se discute; e a presidente Dilma tem aviltado de forma vergonhosa o Brasil em todas as ‘negociações’ com a FIFA, começando por ela, chefe de Estado e de governo, aceitar ser recebida por um segundo na FIFA;
Além do mais todas as negociações que ela e o Orlando Silva, ministro da Tapioca e que ainda está ministro dos Esportes, realizaram com a FIFA a única atitude dos dois foi concordar com todas as imposições daquela Federação.
Tem que ter dignidade, honrar o Brasil e mandar a FIFA, se necessário, SIFU – o termo chulo aqui citado foi usado pelo criador da Dilma em pronunciamento público e quando o usamos, estamos apenas seguindo aquele que saiu do governo com mais de cem por cento de aprovação.] Todo o entendimento jurídico entre o governo brasileiro e a FIFA tem que ser concluído até o fim do ano. Antes disso, a FIFA não poderá começar a venda de ingressos e de pacotes para o Mundial do Brasil. Para o advogado do comitê organizador local da Copa do Mundo, Francisco Mussnich, as cidades-sede que não se adaptarem ou não chegarem a um denominador comum, correm risco de serem excluídas da competição. - Todas (as 12 sedes) terão interesse em resolver isso da melhor maneira possível para aproveitar o evento. Em último caso, se não quiserem cumprir, a cidade terá que ser excluída - disse Mussnich, que, no entanto, não acredita que isso vá acontecer.
O seminário discutiu formas de adequar a Lei Geral da Copa na legislação brasileira. Além da questão da meia-entrada, a FIFA também deseja vender bebida alcoólica nos estádios, uma vez que um dos seus principais patrocinadores é uma cervejaria. No Brasil, as competições organizadas pela CBF não permitem a venda de bebidas alcoólicas.

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