terça-feira, 4 de outubro de 2011
Rafinha Bastos faz piada idiota sobre Vanessa Camargo e é afastado do CQC
Piada polêmica de integrante do CQC reacende debate sobre limites do humor
Por decisão da direção da Band, o humorista Rafinha Bastos está suspenso do programa CQC após a repercussão negativa de sua declaração sobre a cantora Wanessa, filha do cantor Zezé di Camargo. Mas, segundo a assessoria de imprensa da emissora, o lugar na bancada continua dele. Especialistas ouvidos pelo Correio foram unânimes ao afirmar que Rafinha passou dos limites. “Não acredito que o humor deva ser censurado, porém, nesse caso, foi uma piada machista, totalmente fora de contexto, que não acrescentou nada”, analisa Sergio Mota, professor de Comunicação da PUC-Rio.
No último dia 19, o comediante afirmou, depois de uma entrevista com a cantora Wanessa, grávida de seis meses, que “comeria ela e o bebê”. O comentário gerou mal-estar entre os companheiros do CQC. Marco Luque, também apresentador, divulgou uma nota que em diz entender e respeitar a revolta do empresário Marcus Buaiz, marido de Wanessa e seu amigo. “Se fizessem uma piada com esse contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido. Foi uma piada idiota e de muito mau gosto.” Enquanto o humorista Danilo Gentili, que já se envolveu em polêmicas, saiu em defesa do colega. “Todo comediante verdadeiro tem como prioridade, até mesmo impulsiva, sempre causar um riso ou uma sensação boa na plateia quando abre a boca e diz algo. É possível ter 100% de acerto nesse objetivo? Não. Assim como um jogador não acerta 100% dos pênaltis nem um cirurgião salva 100% de vidas”, argumentou. “Quem se acha juiz e inquisidor que julgue se isso é, de fato, uma falha tão grave assim a ponto de ser punida.”
Restrição cultural
Para o consultor de comunicação Luis Marcelo Mendes, o humor precisa ter liberdade para provocar, pois quem não arrisca se torna burocrático, mas, segundo sua análise, esse tipo de direcionamento não tem muito espaço no Brasil, principalmente pelo fato de o programa ser exibido em canal aberto. “Acredito que não exista um limite da piada e sim um limite cultural.
Aqui, não estamos acostumados com esse tipo de humor que o Rafinha busca. Ele faz piadas semelhantes aos comediantes dos EUA, que têm perfis mais agressivos e piadas direcionadas”, analisa. O professor Sergio Mota defendeu um humor ilimitado, sem moralismos, mas dentro de um contexto. “Sempre existiu, no humor, uma caricatura das minorias, um certo machismo, tudo que beira o politicamente incorreto. Mas, a partir de um contexto, é aceitável.”
Apesar de considerar a piada ruim e sem graça, o roteirista do programa Legendários, da Rede Record, Maurício Meirelles, não vê problema em declarações que criem polêmicas. “Mas, quando a gente só gera o debate e não faz rir, é porque passou do ponto”, defende. Outras produções do gênero, como o Pânico, da Rede TV, e o Programa do Ratinho, do SBT, também já foram alvos de críticas relacionadas a exageros em quadros exibidos. Ratinho ficou conhecido por fazer graça durante brigas de casais para a realização de testes de paternidade.
Fonte: CB
Por decisão da direção da Band, o humorista Rafinha Bastos está suspenso do programa CQC após a repercussão negativa de sua declaração sobre a cantora Wanessa, filha do cantor Zezé di Camargo. Mas, segundo a assessoria de imprensa da emissora, o lugar na bancada continua dele. Especialistas ouvidos pelo Correio foram unânimes ao afirmar que Rafinha passou dos limites. “Não acredito que o humor deva ser censurado, porém, nesse caso, foi uma piada machista, totalmente fora de contexto, que não acrescentou nada”, analisa Sergio Mota, professor de Comunicação da PUC-Rio.
No último dia 19, o comediante afirmou, depois de uma entrevista com a cantora Wanessa, grávida de seis meses, que “comeria ela e o bebê”. O comentário gerou mal-estar entre os companheiros do CQC. Marco Luque, também apresentador, divulgou uma nota que em diz entender e respeitar a revolta do empresário Marcus Buaiz, marido de Wanessa e seu amigo. “Se fizessem uma piada com esse contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido. Foi uma piada idiota e de muito mau gosto.” Enquanto o humorista Danilo Gentili, que já se envolveu em polêmicas, saiu em defesa do colega. “Todo comediante verdadeiro tem como prioridade, até mesmo impulsiva, sempre causar um riso ou uma sensação boa na plateia quando abre a boca e diz algo. É possível ter 100% de acerto nesse objetivo? Não. Assim como um jogador não acerta 100% dos pênaltis nem um cirurgião salva 100% de vidas”, argumentou. “Quem se acha juiz e inquisidor que julgue se isso é, de fato, uma falha tão grave assim a ponto de ser punida.”
Restrição cultural
Para o consultor de comunicação Luis Marcelo Mendes, o humor precisa ter liberdade para provocar, pois quem não arrisca se torna burocrático, mas, segundo sua análise, esse tipo de direcionamento não tem muito espaço no Brasil, principalmente pelo fato de o programa ser exibido em canal aberto. “Acredito que não exista um limite da piada e sim um limite cultural.
Aqui, não estamos acostumados com esse tipo de humor que o Rafinha busca. Ele faz piadas semelhantes aos comediantes dos EUA, que têm perfis mais agressivos e piadas direcionadas”, analisa. O professor Sergio Mota defendeu um humor ilimitado, sem moralismos, mas dentro de um contexto. “Sempre existiu, no humor, uma caricatura das minorias, um certo machismo, tudo que beira o politicamente incorreto. Mas, a partir de um contexto, é aceitável.”
Apesar de considerar a piada ruim e sem graça, o roteirista do programa Legendários, da Rede Record, Maurício Meirelles, não vê problema em declarações que criem polêmicas. “Mas, quando a gente só gera o debate e não faz rir, é porque passou do ponto”, defende. Outras produções do gênero, como o Pânico, da Rede TV, e o Programa do Ratinho, do SBT, também já foram alvos de críticas relacionadas a exageros em quadros exibidos. Ratinho ficou conhecido por fazer graça durante brigas de casais para a realização de testes de paternidade.
Fonte: CB
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3 comentários:
Coloquem-se no lugar do marido, do irmão, do pai, da própria Wanessa ou de qualquer outra pessoa que tenha respeito pelo próximo. Verão que há ofensas desnecessárias. O nosso limite termina no limite dos outros. O humor faz rir, não causa revolta. Ele leva alegria, não ofensas. Será que o Rafinha agiria da mesma forma se alguém falasse assim de sua esposa ou de sua irmã?
Para uma análise rasa, eu diria que o humorista ultrapassou todos os limites da boa convivência e do respeito a uma uma pessoa, independe de quem seja. Nesse caso em particular ele apresentou um humor negro o qual o artista usa de injúria e difamação composta de uma apelação machista de muito mal gosto para tentar sem êxito arrancar algumas gargalhadas do público alvo em questão. Eu diria que o comediante estava sem a menor inspiração e foi muito infeliz em sua colocação por demais infeliz.
josué galvão, ator e escritor. Goiânia-GO
Babaquice....Demitir alguém por isso,
fala sério. A própria vanessa já falou cada besteira. A turma toda do CQC já falou tanta Mer...Fala sério, ele rambém tem de pagar as contas dele, puxação de saco e mais um pouco a demissão do Marcelo. CQC só tem a perder...Falar o que ele falou não pode?/ E como pode aquela moça que o substituiu semana passada tirar sarro dele pela mesma piada feita.
Burrice, Vanessa e marido querem audiência já que a música dela não dá.
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