O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, determinou nesta quinta-feira (6/10) que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), mantenha em atividade um contingente mínimo de 40% dos empregados em cada uma das unidades operacionais dos Correios, para atendimento dos serviços inadiáveis da comunidade. Se a decisão não for cumprida, a entidade terá que pagar multa diária de R$ 50 mil.
Na mesma decisão, Dalazen também determinou que a audiência no TST entre a direção dos Correios e representantes dos trabalhadores da empresa, marcada para a próxima segunda-feira (10/10), seja antecipada para amanhã (7), às 14h. Na reunião, as duas partes vão tentar mais uma vez chegar a um acordo para evitar que o dissídio coletivo da categoria seja julgado pela tribunal.
Na última terça-feira (4/10), a empresa e os trabalhadores participaram de uma audiência de conciliação no TST e chegaram a um acordo sobre os principais pontos da greve, que já dura 23 dias. Mas os 35 sindicatos da categoria não aceitaram os pontos acordados, mantendo a paralisação.
Os Correios queriam que a Justiça fixasse um efetivo mínimo de 70%. A Federações Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) informou oficialmente à estatal que o acordo firmado na terça foi rejeitado por unanimidade. Os 35 sindicatos da categoria decidiram pela continuidade da paralisação. Um dos pontos de discórdia foi o desconto dos dias parados.
A estatal conta com 110 mil trabalhadores no país, entre funcionários diretos e aqueles contratados por meio de suas franquias.

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