O ex-ministro e governador Agnelo Queiroz é uma espécie de Roriz e Arruda, em nova versão.
Os pedidos de impeachment contra o governador Agnelo Queiroz (PT) foram apenas uma tentativa de a oposição marcar presença. Já se sabia que jamais iriam prosperar, porque a base governista conta com 19 dos 24 deputados distritais, e não há dissidentes.
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal é Patrício (PT), vejam a que ponto chegamos, em que os políticos passar a não ter mais sobrenomes. O tal Patrício é aliado de Agnelo. Além de serem do mesmo partido, foi eleito presidente da Câmara com o apoio do governador. [o presidente da Câmara Legislativa do DF = ‘casa do espanto’ é o cabo PM Patrício – PT-DF; O cabo PM Patrício, atualmente deputado distrital, também não aceita ser chamado de cabo – talvez por vergonha dos tempos em que era um modesto cabo da Polícia Militar do DF.
Durante a campanha eleitoral todos os panfletos do atual presidente da CLDF, cabo PM Patrício, PT-DF, pedem votos para o cabo Patrício.
Mas, no momento em que o atual presidente da CLDF, deputado distrital cabo PM Patrício, é eleito, ele proíbe que o seu posto na PM, de onde foi expulso e depois anistiado, seja mencionado.]
Os pedidos de impeachment se baseavam em irregularidades que ocorreram no Ministério do Esporte, quando Agnelo era ministro – ele é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça por suspeitas de participação no desvio de dinheiro por meio de ONGs.
Além disso, a oposição pediu a queda de Agnelo por conta do depoimento dado pelo lobista Daniel Tavares à deputada Celina Leão (PSD), no qual acusa o governador de receber propina. Agnelo confirma que recebeu R$ 5 mil de Tavares, mas afirma que foi um pagamento de empréstimo, vejam que coincidência.
Além dos pedidos de impeachment arquivados, cabo PM-DF, Patrício descartou uma CPI para investigar as denúncias que pesam contra o governador. “Nem sempre uma CPI vai ter o desfecho de indiciamento, pode se tornar um palco político, infelizmente. Eu acredito mais na Polícia Federal, que pode trazer mais resultados”, alegou.
Para arquivar os pedidos de impeachment, o presidente da Câmara Distrital se baseou em dois pareceres da Procuradoria da Câmara. Num deles, os procuradores afirmam que o DEM e o PSDB não têm legitimidade para pedir o processo, apenas cidadãos. Também foi arquivado, por problemas formais, o pedido de um advogado.
Traduzindo: Agnelo Queiroz está blindado na Câmara do Distrito Federal. É uma espécie de Roriz & Arruda em nova versão. O grande advogado José Carlos Werneck, um dos mais famosos de Brasília, já tinha denunciado a verdade sobre Agnelo Queiroz, em 27 de julho, aqui no Blog da Tribuna. Basta entrar no arquivo e conferir o que Werneck escreveu sobre ele.
Fonte: A Verdade Sufocada

0 comentários:
Postar um comentário