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domingo, 13 de novembro de 2011

Agora o 'complexo da maré' e manter a presença da polícia nas áreas já ocupadas - com rodízio dos efetivos

Roconquista da Rocinha representa prejuízo para o crime organizado empresarial

[essa teoria de aproximação excessiva da polícia x comunidade, facilita em muito a corrupção do mau policial.

O que torna conveniente a adoção do rodízio.]

Existem várias obras que tratam do tema da Máfia empresarial, ou melhor, concluem haver o crime organizado de matriz mafiosa adotado , há anos, o modelo empresarial. De se acrescentar que o crime organizado especial (não meras quadrilhas e bandos) tem como ideologia única o lucro. Pelo lucro, as pré-máfias e as máfias enfrentam, guerreiam o Estado, ou submergem para, passadas as ações repressivas e enérgicas, voltarem às atividades lucrativas.

Com efeito, não surpreende ter o executivo da Rocinha, apelidado Nem, fugido do morro (acabou preso por obra do acaso no porta-malas de um carro quando já distante da Rocinha). Isto tão logo teve a certeza da data designada para a reconquista do território pelas força de ordem.

Os chefões do Comando Vermelho, - facção rival aos Amigos dos Amigos (ADA) -, também “deram no pé” por ocasião da retomada do Complexo do Alemão. Ambas as organizações criminosas preferiram submergir e, como se verificou no Comprlexo do Alemão, microtraficantes dedicam-se a corromper policiais, sem parar a venda de varejo: há comprovado caso de corrupção a envolver soldados dos Exército.

Com a debandada do executivo do ADA da Rocinha, - ele uma espécie de CIO do crime organizado empresarial (Chief Information Officer) e apelidado Nem -, as forças de ordem conseguiram ocupar a Rocinha, em poucas horas: a previsão era de ocupação demorada, a avançar pela noite e com emprego de helicóptero com emprego de captadores infra-vermelho.

A operação de retomada foi planejada durante todo este ano. E quando se aproximava a data fixada para a retomada, os serviços de inteligência, - como destaca o jornal O Globo deste domingo, já tinham mapeado os lugares onde cerca de 200 fuzis e munições tinham sido enterrados.

Esse tipo de estratégia da criminalidade (esconder arsenal bélico) é indicativo de intenção de recuperar, no tempo oportuno, a Rocinha. Caso contrário, teriam os delinqüentes organizados realizado a retirada do material bélico, pois, como anotado acima, uma organização empresarial foge de prejuízos.

Até agora não se confirmou a notícia de que o ADA teria colocado minas explosivas em certas áreas próximas às matas. Tudo com o objetivo de mandar aos ares os policiais em ação de localização de traficantes escondidos.

Por outro lado, as instalações das unidades pacificadoras (com a Rocinha serão 19) acarretaram migrações de criminosos. Para outras áreas distantes e ainda sob controle da delinqüência organizada. Em razão de um acordo entre ADA e Comando Vermelho, selou-se um temporário pacto de paz e os que fogem são recebidos sem hostilidades, ainda que em território rival.

Pano Rápido. A Rocinha sempre foi tida, pelos serviços de inteligência, como entreposto de drogas e de armas. Vamos torcer para que grande quantidade de drogas e armas sejam apreendidos. Dar prejuízo ao crime organizado empresarial é a mais eficaz das estratégias de contraste a esse fenômeno. .

Por: Wálter Fanganiello Maierovitch - IBGF

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