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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ao Obama interessa a guerra contra o Irã ou qualquer guerra que favoreça Israel. A reeleição está ai e a chave do cofre está com os judeus

Israel testa míssil enquanto governo pressionaria por ataque

A expansão de assentamentos e as tentativas de reconhecimento internacional da Palestina causam novas crises - e críticas. Mas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parece ter decidido que, no momento, sua prioridade é o Irã ou, melhor, um ataque às instalações nucleares iranianas. Sozinho ou com o apoio de outros países. [Israel não ataca nem a Faixa de Gaza – alvo fácil, só tem civis palestinos desarmados ou no máximo armados com pedras – sem o aval dos Estados Unidos. Se o Obama não conceder o ‘nihil obstat’ o estado de Israel não dispara nem um tiro de pistola na direção do Irã.]

No rastro de fumaça deixado nesta terça-feira por um bem sucedido teste com o míssil de longo alcance Jericó 3, capaz de carregar ogivas nucleares de até 1,3 tonelada, cresceram as especulações sobre a iminência de um ataque a instalações nucleares iranianas. Os detalhes do teste - segundo o Ministério da Defesa, programado há algum tempo - não foram oficialmente divulgados pelo Exército de Israel, mas o exercício ocorreu na base militar de Palmahim, no sul do país. [o dilema de sempre: se Israel é capaz de usar aviões ultramodernos, com armamento mais que sofisticado, para atacar civis palestinos desarmados na Faixa de Gaza, resta claro que não é um país confiável para possuir armas poderosas.

Então se pergunta: qual a razão do estado de Israel possuir armas nucleares e a República do Irã ser impedida de ter tais armas? – a confiabilidade de ambas se equivale, a única diferença é que Israel, quando quer matar civis palestinos desarmados, pede permissão aos EUA e o IRÃ quando necessário e em cumprimento de sua legislação penal promove execuções de seus cidadãos ser dar explicação para nenhuma nação policial – aliás, comportamento adotado pela China e que os Estados Unidos fingem não perceber.]

As especulações ganharam força porque o treinamento ocorre dias após a publicação de um artigo do renomado jornalista Nahum Barnea no "Yediot Ahronot", no qual ele revela que Netanyahu e o ministro da Defesa Ehud Barak - chamados de "irmãos siameses na questão iraniana" - seriam a favor de um ataque. Na terça-feira, foi a vez de o jornal "Haaretz" informar que ambos estariam tentando convencer o Gabinete a aprovar o ataque aéreo.

A boataria ganhou ainda mais força diante de uma reportagem publicada no diário britânico "Guardian". Fontes ouvidas pelo jornal asseguram que o governo de Londres está se preparando para "uma potencial ação militar contra o Irã em meio às preocupações crescentes sobre o programa de enriquecimento de urânio de Teerã".

A reportagem alega que os Estados Unidos poderiam acelerar os planos para um ataque balístico contra algumas instalações iranianas. E se Washington for em frente, vai buscar - e receber - ajuda britânica para qualquer missão, apesar de algumas reservas do governo de coalizão do premier David Cameron. Entre as primeiras medidas estudadas pelos militares britânicos está o remanejamento de navios e submarinos da Marinha Real equipados com mísseis Tomahawk nos próximos meses. A ação acredita-se no Reino Unido, aconteceria nos próximos 12 meses - antes que o Irã consiga transferir para instalações subterrâneas todo o material necessário à produção de armas nucleares.

Fonte: O Globo

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