As declarações do parlamentar constrangeram colegas que estavam no plenário da Casa e fez juristas pedirem a aplicação de punições pelo Conselho de Ética da Casa. Mais tarde, o parlamentar tentou amenizar a fala negando que tivesse falado sobre as preferências sexuais da presidente. Segundo Bolsonaro, ele teria se referido ao amor de Dilma pela causa homossexual. Não é a primeira vez que o deputado carrega além do limite nas declarações para, logo depois, recuar do que disse em público. Em março deste ano, quando questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se relacionasse com uma mulher negra, Bolsonaro destilou intolerância. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja”, disse.
Clique aqui para saber mais
Clique e veja o vídeo
A declaração valeu a abertura de um processo no Conselho de Ética da Câmara, por quebra de decoro parlamentar. Bolsonaro disse não ter entendido a pergunta da cantora e acabou absolvido, em junho. Livre de punição, voltou à carga no mesmo dia. “Nenhum pai teria orgulho de ter um filho gay. Sou um parlamentar com P maiúsculo, não com H minúsculo de homossexual”, discursou. [qualquer pai ou mãe tem o direito de não ter orgulho de ter um filho gay; intolerância é a pretensão de obrigar um pai que tem um filho homossexual a ter orgulho de tal desdita.]
Processo
O PT anunciou que entrará com nova representação para investigar a conduta do deputado no discurso de ontem. “Ele não pode usar a imunidade parlamentar para delinquir”, criticou o líder petista na Casa, Paulo Teixeira (SP). Para juristas e deputados, uma punição severa ao parlamentar dicilmente prosperaria por causa da imunidade parlamentar. “Ele tem direito à imunidade parlamentar garantido pela Constituição. Pode falar esse tipo de coisa, por mais absurda que seja”, disse o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA).
O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello classificou a atitude como abusiva: “O que ocorreu é um abuso de retórica inconcebível porque beira a agressão gratuita”. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), defendeu que a imunidade parlamentar não comportaria “agressões” e que ele está sujeito a sofrer processos por injuria e difamação. “Não se trata de discriminação ou preconceito, mas é uma agressão gratuita, mal educada e que não se compatibiliza com a dignidade que se espera de uma pessoa pública”, disse o presidente da OAB. [o presidente da OAB, um caçador nato de holofotes, perde preciosas oportunidades de ficar calado. Já a posição do ministro Marco Aurélio não surpreende, afinal o STF se especializou em defender causar bizarras, entre elas o 'casamento gay' e 'liberação da apologia às drogas.]
Fonte: CB - Colaborou Júnia Gama


0 comentários:
Postar um comentário