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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO

Os editores do Blog da UNR desejam a todos um FELIZ 2012, repleto de muita PAZ, SAÚDE, FELICIDADE, SUCESSO e PROSPERIDADE e que o Brasil fique livre da corja esquerdista que tanto mal faz ao nosso BRASIL

Programação da Festa da Virada

Governo reforça segurança, mas greve pode prejudicar a festa de Reveillon
Os brasilienses e turistas que vão passar a virada do ano na Esplanada dos Ministérios não poderão usar o metrô para chegar à festa, mas terão à disposição 390 ônibus, que circularão entre todas as cidades do DF e a área central, entre o fim da tarde de hoje e a madrugada de amanhã. Como os metroviários estão em greve, o governo dobrou o número de coletivos para evitar transtornos na volta para casa. A expectativa é que 50 mil pessoas passem pela Esplanada para ver os fogos de artifício e acompanhar os shows das atrações locais e nacionais que vão se apresentar no local.

A Polícia Militar organizou um esquema especial de segurança para evitar ocorrências de roubos e furtos e controlar o vaivém do público ao longo das comemorações. Ao todo, 1,3 mil PMs vão circular pela Esplanada, pela região da Torre de Televisão e pelos setores hoteleiros e de Autarquias, onde muitos motoristas vão estacionar os carros. Os policiais farão uma linha de revista para abordar as pessoas que chegam ao evento. O objetivo é identificar porte de armas ou objetos cortantes e, assim, aumentar a segurança do réveillon.

O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, coronel Maurício Rezende Gouvêa, afirma que os integrantes da corporação vão controlar a circulação de pessoas durante os shows e também monitorar os estacionamentos, para coibir o roubo de carros. “As pessoas podem estacionar com tranquilidade, porque teremos 80 viaturas, além da cavalaria e dos policiais em motos, para controlar essas áreas”, assegura.

O coronel Maurício Rezende Gouvêa aconselha: “Joias, relógios caros, nossa recomendação é que nada disso seja levado. Também orientamos as pessoas a não usarem os bolsos de trás da roupa, porque isso facilita o furto de objetos, como carteiras e celulares”. Os policiais vão proibir a circulação com garrafas de vidro e outros materiais cortantes ou perfurantes, como espetos de churrasco.

O comandante do Batalhão de Trânsito da PM, tenente-coronel Jorge Cronemberger, avisa: “Vamos fazer a operação álcool zero para flagrar condutores embriagados, tanto na região da Esplanada dos Ministérios quanto nas imediações dos clubes, onde haverá festas de réveillon”, avisa. As blitzes contarão com o apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária.

Ao fim dos shows, por volta das 2h30 de amanhã, os policiais militares acompanharão o fluxo de pessoas até a Rodoviária ou aos estacionamentos. O governo garante que não haverá confusão, apesar da greve dos metroviários. O diretor Técnico do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Lúcio Lima, diz que a determinação do GDF é evitar transtornos na volta para casa. “Com 200 ônibus a mais, além dos 190 que normalmente circulam a partir das 19h aos sábados, vamos atender todo o público que vai assistir aos shows, especialmente os moradores de cidades como Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Guará, normalmente atendidos pelo metrô.”

Turistas
Com a chegada do fim do ano, a cidade ficou cheia de turistas, que chegaram de outros estados para visitar familiares ou para passar a virada de 2012 na capital federal. Os parentes da estoquista maranhense Antônia dos Reis, 26 anos, vieram curtir o réveillon em Brasília e ficaram maravilhados com o tamanho da cidade. “A gente está achando tudo muito diferente, tem muito prédio, ruas grandes”, descreve a estudante Isamara Pereira, 13. A anfitriã está na capital há dois meses e ficou feliz em receber os parentes. “Resolvi aproveitar que a cidade está tranquila para trazer os parentes para visitar os pontos turísticos.”

A fisioterapeuta Letícia Gutierrez, 34 anos, e o arquiteto Alexandre Albuquerque, 43, moram em Juiz de Fora (MG) e também vieram passar alguns dias na cidade. Quem apresenta a capital aos visitantes e faz papel de guia é o tio de Letícia, o advogado Hélio José Ferreira de Almeida, 54 anos. “Estivemos nos pontos turísticos mais famosos e em alguns que nem mesmo os moradores da cidade costumam frequentar”, contou o visitante, orgulhoso. O que ainda não está decidido é onde eles passarão a virada. A opção de ir à Esplanada não foi descartada. “Ainda não sei como será feita essa mudança no trânsito. Estava viajando e ainda preciso me inteirar sobre como será isso”, completa Hélio.

Funcionamento
» Comércio
As lojas de rua funcionarão hoje até as 17h e amanhã ficarão fechadas.

» Feiras
Feira do Guará
Hoje: aberta das 8h às 18h. Fecha em 1º de janeiro.

Feira dos Importados
Hoje: abre às 8h e não tem horário determinado para fechar. Não funciona em 1º de janeiro.

» Shoppings
Hoje: abrem em horários variados e fecham no domingo. No dia 1º, a praça de alimentação funcionará em regime facultativo.

» Restaurantes, bares e lanchonetes
Cada estabelecimento determina o horário de funcionamento.

» Supermercados
Hoje, estarão fechados das 17h em diante. Também não abrem em 1º de janeiro.

» Delegacias
Regime de plantão: 24 horas.

» Detran
Postos de atendimento fechados hoje e amanhã.

» Hospitais
Escala de plantão igual à dos demais fins de semana. Centros de saúde ficam fechados. Os hospitais de emergência e a UPA funcionam normalmente, com plantão 24 horas.

» Complexo Cultural da República
A Biblioteca e o Museu Nacional não abrem hoje e amanhã.

» Parques
O Jardim Botânico fica fechado hoje e amanhã. O Parque Nacional e as piscinas da Água Mineral abrem normalmente hoje, das 8h às 16h. Em 1º de janeiro, não haverá expediente.

» Jardim Zoológico
Abre hoje, das 9h às 14h. Em 1º de janeiro, funciona das 13h às 17h. Durante o mês de janeiro, o parque não fechará às segundas-feiras.

» Metrô
Hoje, vai operar até as 19h. Amanhã, os trens não circularão.

» Ônibus
Os horários seguem a tabela normal de funcionamento do fim de semana.

» Eixão do Lazer
O trânsito de veículos estará impedido somente no feriado, das 8h às 18h

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Nomeações do Lula tem prejudicado em muito as decisões do STF

Fantasmas do STF

As mudanças no Supremo ficaram mais nítidas com as nomeações de Lula

O ano de 2011 consolidou a tendência do Supremo Tribunal Federal para o empate. Com a falta de um dos onze ministros desde agosto, esse fantasma assombra a Corte. Em novembro, deu cinco a cinco o julgamento sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa para o caso Jader Barbalho. Um mês depois, o presidente Cezar Peluso desistiu de esperar por uma composição completa e usou, pela primeira vez, um dispositivo criado pelos próprios ministros em 2010: o voto duplo do presidente para sair do impasse. Àquela época, o medo do placar cravado em cinco a cinco já ameaçava a paz no tribunal. E com razão. Meses depois, houve empate na primeira tentativa de analisar a aplicação da Ficha Limpa. [o chamado voto duplo, também conhecido como VOTO DE QUALIDADE ou VOTO DE MINERVA não foi uma criação do STF; é um recurso antigo e que concede ao presidente de um colegiado o direito de votar duas vezes no caso de empate e muitas vezes é mal utilizado - no caso específico da Lei da Ficha Limpa, para sorte da Justiça, especialmente da Segurança Jurídica, foi muito bem utilizado pelo ministro Cezar Peluso.

Mas na Assembléia Geral da ONU, que criou o estado de Israel, tal voto foi utilizado pelo brasileiro Osvaldo Aranha - que presidia aquela Assembléia - e em função do seu uso é que existe o estado de Israel e as sucessivas ações genocidas perpetradas pelo mesmo contra o POVO PALESTINO.]

A verdade é que o Supremo anda dividido. Se falta um ministro, ou se tem uma cadeira vaga, o risco de empate é grande. Em agosto deste ano, a ausência de Joaquim Barbosa, que estava de licença médica, provocou empate no julgamento que definiria se empresas exportadoras continuariam recolhendo a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre seus lucros. Eventual derrota da União pode representar prejuízo de R$ 30 bilhões ao Erário. A questão ainda está em aberto.

Dez anos atrás, não era assim. O placar mais comum era o 10 a 1. Ao fim dos julgamentos, era ouvida a frase indefectível: “Vencido o ministro Marco Aurélio.” Em setembro de 2001, o plenário do tribunal aprovou os valores de salários mínimos regionais criados pelo governo do Rio para 39 categorias. Só Marco Aurélio Mello, que presidia o colegiado, votou contra. Em outubro do ano seguinte, novamente Marco Aurélio ficou vencido. O STF autorizou que as sessões de julgamento do Tribunal de Justiça do Rio fossem secretas. Sepúlveda Pertence foi o único a acompanhá-lo.

Conhecido pelos colegas de outrora como “do contra”, o ministro, dono de uma cadeira no plenário há 21 anos, já não pode se vangloriar de ser minoria. Em novembro de 2002, em entrevista ao GLOBO, ele declarou, profético: “Minha sina é estar com as minorias. Oxalá a minoria de ontem e a minoria de hoje sejam, numa alternância salutar, a maioria de amanhã.”

Dez anos depois, não foi Marco Aurélio que mudou, mas o perfil da Corte. O tribunal de ontem, menos ousado, que nunca tinha condenado ninguém em ação penal, foi substituído por um mais progressista. Talvez a Corte do passado não teria dado aos homossexuais o direito à união estável. Ou, à sociedade, a garantia de protestar pela liberação do uso de drogas. Os dois temas foram julgados em 2011.[infelizmente, o ministro Marco Autrélio optou por seguir a corrente do 'politicamente correto' e em função da tão lamentável escolha votou a favor do famigerado 'casamento gay', foi favorável a 'apologia ao uso de drogas' e outras votos infelizes e mais diminuiram a ainda chamada 'suprema corte'.]

As mudanças no STF ficaram mais nítidas a partir das primeiras nomeações de Luiz Inácio Lula da Silva. De uma só vez, ele escolheu três perfis diferentes para os padrões da época: Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa, mais alinhados com as repercussões das decisões na sociedade, e Cezar Peluso, magistrado de profundo conhecimento técnico. Em oito anos, Lula nomeou oito ministros.

Aos poucos, o tribunal foi povoado de perfis díspares o suficiente a ponto de ser complicado para os ministros, nos bastidores, arrebanhar o apoio dos colegas em prol de uma causa. Mesmo porque não são todos que gostam desse tipo de conversa antes do julgamento. O fator surpresa tem preponderado. A composição do tribunal está completa desde o dia 19, com a posse de Rosa Weber. Mas o fantasma do empate ainda vai assombrar. Afinal, nas sessões do plenário, é frequente faltar um ministro. [de 2003 para diante o nível técnico dos ministros do STF sofreu uma queda que tem diminuído em muito àquela Suprema Corte.]

Por: CAROLINA BRIGIDO, jornalista.

Lista de ACUSADOS DE TORTURA traz apenas nomes e postos e nenhuma prova, nenhuma evidência ou mesmo indicio que houve tortura

Site divulga lista com mais de 200 acusados de tortura na ditadura

O site da "Revista de História da Biblioteca Nacional" divulgou na noite de ontem uma lista com 233 nomes de acusados de tortura durante a ditadura militar.

Ela faz parte do acervo pessoal do líder comunista Luiz Carlos Prestes (1898-1990), que será doado ao Arquivo Nacional, no Rio, no próximo dia 3. A revista teve acesso exclusivo ao acervo -que inclui fotos e cartas familiares- e publicará parte dele em sua edição de janeiro.

[A lista de supostos torturadores - que pode ser acessada clicando no link acima - nada mais é do que uma lista apresentando nomes de militares e policiais que são ACUSADOS, de longa data, da prática de torturas.

Não acrescenta nada de novo não apresentando nenhuma prova de que os ali nominados praticaram tortura contra qualquer pessoa - o que inclui os vermes que tentaram transformar o Brasil em um 'satélite' da URSS.

A lista serve apenas para demonstrar a parcialidade da Biblioteca Nacional que apresenta como conteúdo autêntico o que consta daquela lista. Lista que não apresenta nomes dos supostos torturados, época das supostas torturas, etc.

A lista é tão autêntica que é tem como primeiro nome o do Coronel do Exército Brasileiro CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA - citado como Major e também como usuário de um suposto codinome e pronto.

Fazemos menção ao coronel Ustra por ser o mesmo veterano entre os acusados da prática do crime de tortura, acusação que nunca foi provada, pelo simples fato de ser impossível se provar o que não aconteceu.]

Fonte: Folha de São Paulo e Revista da Biblioteca Nacional

Presidente Dilma veta Plano Nacional de Redução de Homicidios

Governo engaveta projeto de redução de assassinatos

Elaboração de um plano nacional contra homicídios foi suspenso por tempo indeterminado

O governo suspendeu, por tempo indeterminado, a elaboração de um plano de articulação nacional para a redução de homicídios, um dos pilares da política de segurança pública anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no início do ano. A decisão surpreendeu e irritou integrantes do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), que acompanham a escalada da violência no país. O Brasil é o país com o maior índice de homicídios do mundo em termos absolutos — quase 50 mil por ano, 137 por dia — e o sexto quando o número de assassinatos anuais é comparado ao tamanho da população.

Em janeiro, ainda embalado pelo ritmo da campanha do ano passado, Cardozo anunciou que buscaria um pacto com os governadores, inclusive com os oposicionistas, para preparar um grande plano de combate à violência. Em maio, depois de longos meses de discussões internas, um representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública chegou a apresentar o esboço do plano numa reunião do Conasp. A proposta seria enviada ao Palácio do Planalto e, depois, anunciada formalmente como o plano do governo federal para auxiliar governos estaduais a reduzirem crimes de sangue.

Mas, depois de passar pela Casa Civil, o plano foi discretamente engavetado. No Conasp circula a informação de que a proposta foi vetada pela presidente Dilma Rousseff. A presidente teria orientado o Ministério da Justiça a concentrar esforços na ampliação e modernização do sistema penitenciário, no combate ao crack e no monitoramento das fronteiras, áreas em que o governo tem papel primordial, conforme a Constituição. Planos específicos de combate a homicídios estariam a cargo dos governos estaduais. — Ficamos sabendo que Dilma mandou devolver o plano porque a redução de homicídios é papel dos estados e não do governo federal. Consideramos isso um retrocesso e estamos cobrando que o governo apresente sua estratégia de enfrentamento da violência — afirmou Alexandre Ciconello, representante do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) no Conasp.

Segundo ele, a equipe de Cardozo suspendeu até mesmo as discussões sobre o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) no âmbito do conselho. Lançado em 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa reunia quase 100 diferentes ações com um objetivo central: reduzir o índice de homicídios no Brasil de algo em torno de 26 por 100 mil habitantes para 14 por 100 mil em 2012. O último Mapa da Violência, divulgado pelo Instituto Sangari, informa que a média nacional de homicídios é de 26,2, um número bem distante da meta original.

Conselho exige esclarecimentos

A existência do plano de homicídio, apresentado e depois retirado de pauta, foi atestada também por Tião Santos, um dos dirigentes da ONG Viva Rio com assento no Conasp. Segundo ele, um dos assessores da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, fez uma apresentação da proposta numa reunião do conselho em maio. — O Daniel (assessor da Senasp) apresentou as linhas gerais da proposta (de redução de homicídios), mas não fez o detalhamento. Esperamos que isso aconteça o quanto antes — defendeu Santos, que acredita que mesmo que o combate aos homicídios seja atribuição dos estados que o governo federal poderia atuar como coordenador: — Poderia definir rumos para monitorar homicídios, ajudar com aparelhagem tecnológica e até demarcar, por exemplo, em que grupo os índices devem cair primeiro. O Mapa da Violência mostra a faixa etária e a classe social mais atingidas. Trabalhar este grupo poderia ser um começo.

A surpreendente guinada na política de segurança pública foi notada inicialmente pelo ex-secretário nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares, que escreveu um duro artigo criticando o governo e responsabilizando a presidente pela alteração de rota. O texto, divulgado em outubro, foi recebido com silêncio pelo governo. A retirada do plano e a falta de respostas aumentaram a tensão no Conasp.

Segundo Ciconello, o conselho não voltará a se reunir até que o governo se disponha a esclarecer como encara a questão dos homicídios. É lamentável que as decisões do governo federal com relação à política de segurança pública se deem de forma irracional e autoritária. É lamentável também a passividade do ministro da Justiça e da secretaria nacional de Segurança Pública com essa atitude da presidente da República, que desconsidera a lei que criou o Pronasci e que estabelece a responsabilidade da União na articulação de ações da segurança pública, com foco explícito na redução de homicídios— afirma.

Em entrevista ao GLOBO, Cardozo negou que a presidente Dilma tenha abdicado da política de redução de homicídios. Segundo ele, o plano que estava sendo preparado inicialmente sobre o assunto esbarrou na falta de informações confiáveis sobre violência. O governo decidiu, então, enviar um projeto de lei ao Congresso para criar o Sinesp (Sistema Nacional de Estatística de Segurança Pública e Justiça), que torna obrigatório o repasse regular de dados ao Ministério da Justiça. — Relativamente ao plano de homicídios nós esbarramos num problema grave que precisa ser colocado: a imprecisão de dados, a dificuldade que nós temos de localizar a criminalidade no país. Nosso próprio Mapa da Violência é divulgado com dados do SUS (Sistema Único de Saúde) de 2008, o que, óbvio, dificulta imensamente uma estratégia de enfrentamento da violência. Segurança pública exige uma avaliação global. É preciso cruzar dados para saber causas — disse Cardozo.

Segundo o ministro, o governo não pode agir por intuição. Cardozo calcula que o projeto do Sinesp será aprovado até 2013. Antes disso, ele acredita que o governo já terá dados consistentes para preparar novos planos de ação. Uma auxiliar de Dilma Rousseff negou que a presidente tenha vetado o plano para redução de homicídios: — A presidenta analisa todas as propostas. Se encontra pontos fracos, devolve ao autor e determina a reelaboração. É só isso. Não tem veto.

Fonte: O Globo

As contas públicas do primeiro ano do governo Dilma são menos brilhantes do que parecem

Na ponta do lápis

As contas públicas do primeiro ano do governo Dilma são menos brilhantes do que parecem. Chegou-se a novembro com quase toda a meta cumprida. Ótimo. Os problemas são: essa não é a melhor meta; o ajuste foi feito com aumento da arrecadação e da carga tributária; os gastos comprimidos foram os dos investimentos; alguns gastos continuam não sendo contabilizados.

A comparação feita pelo Ministério da Fazenda com os países europeus para mostrar que o quadro fiscal brasileiro é bem mais favorável do que países como a Inglaterra é grosseiramente equivocada. Eles estão em crise e pioraram muito os dados fiscais. A piora deles não torna o Brasil melhor, apenas relativamente melhor.

Nós, felizmente, não estamos em crise e mesmo assim terminamos o ano com um déficit de 2,36% do PIB no critério nominal. O país usa há muito tempo o conceito de resultado primário. Isso fazia sentido anos atrás quando ainda se estava completando o trabalho de transição para a economia de inflação controlada. Há anos o Brasil deveria prestar mais atenção ao conceito nominal; que inclui o custo do pagamento de juros e é a forma mais completa de ver as contas públicas.

Em 2005, o então ministro Antonio Palocci sugeriu que se buscasse o déficit zero, aproveitando o bom momento da economia brasileira. A então ministra-chefe da Casa Civil disse que era um objetivo “rudimentar”. Nada mais equivocado. Se tivesse buscado o déficit zero naquela ocasião o país teria enfrentado de forma muito melhor a crise de 2008, que levou o Brasil à recessão em 2009. O superávit primário foi conseguido principalmente por aumento de arrecadação. A arrecadação das receitas federais aumentou 11,69% de janeiro a novembro, já descontada a inflação, em relação ao mesmo período do ano passado. A receita do Imposto de Renda Pessoa Física ficou 20,69% maior no período, só para citar um imposto.

Ao mesmo tempo, os investimentos caíram de R$ 39,82 bilhões, em 2010, para R$ 38,75 bilhões, este ano, uma redução de 2,7%. A queda é ainda maior quando se calcula que o orçamento permitia investimentos que não foram realizados. Já os gastos de pessoal e encargos sociais subiram 8%, de R$ 147 bilhões para R$ 160 bilhões. Quando os dados estiverem todos calculados o Brasil vai constatar que a carga tributária aumentou mais de um ponto percentual do PIB, na visão do economista Rogério Werneck. A compressão das despesas pegou exatamente o que não deveria pegar: os recursos para investimentos.

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) já estima que a alta será de 1,5 ponto, que elevará a carga a 36% do PIB. Para se ter uma ideia, em 1995, a carga tributária no Brasil era de 28,92%, ou seja, o Estado está sempre tendo que aumentar o peso dos impostos para cobrir o seu aumento de gastos.

Entra governo e sai governo, é a mesma coisa. A cada ano, o Estado tira mais dos cidadãos que pagam impostos para cobrir gastos crescentes. Claro que uma política fiscal assim tem limites. O Tesouro ainda tem gastos não corretamente contabilizados como o custo que tem tido nos últimos anos – e teve de novo em 2011 – com o BNDES. O governo chama a transferência de recursos para o banco de “empréstimos” porque assim não entra como gasto. Claro que não é empréstimo e ainda que fosse tinha que ser registrado em orçamento a diferença entre o custo de captação do Tesouro e o custo dos juros cobrados pelo BNDES dos empresários.

Esse é um ponto opaco das contas públicas e o Brasil tem que continuar o esforço de tornar mais transparentes e auditáveis os gastos públicos. O que está acontecendo entre o Tesouro e o BNDES é um retrocesso nessa tendência. Desde a crise de 2008-2009 o BNDES já recebeu nessa modalidade de “empréstimo” R$ 285 bilhões. Este ano foram transferidos para o banco R$ 45 bilhões.

O grande problema nos gastos do governo, que vem de várias administrações, é a qualidade e eficiência das despesas. Investimentos interrompidos no meio e expostos à deterioração do que já foi feito, como o que foi flagrado recentemente numa reportagem do “Estado de S. Paulo” na transposição do Rio São Francisco, são uma forma de desperdiçar o parco e necessário dinheiro de investimento público.

Dinheiro de gastos sociais que se perdem nos descaminhos das relações viciadas com algumas ONGs é uma forma ainda pior de perder o dinheiro do contribuinte. E há também as escolhas erradas de investimento. O ano que vem começa com um aumento grande dos gastos previdenciários. Além disso, as empresas terão resultados piores e os impostos que recaem sobre o lucro das empresas deve arrecadar menos do que em 2011, quando as empresas recolheram os impostos sobre os gordos lucros de 2010. A tendência é de um ano fiscal pior.

Mas o mais desanimador nas contas é perceber que o governo continua trabalhando com as gambiarras criadas em tempos de emergência. A DRU começou com o nome de Fundo Social de Emergência. A ideia era se preparar para uma possível queda de arrecadação após a estabilização. Permanece até hoje e assim ficará nos próximos anos. O superávit primário é conseguido sempre pela contenção dos investimentos e elevação dos impostos arrecadados dos contribuintes. Nada se faz de permanente, de estrutural nas contas públicas.

Isso sim é rudimentar.

Por: Miriam Leitão - O Globo

Em comentário absurdo Hugo Chavez atribui aos EUA os casos de câncer que atingiram 'líderes' latinos-americanos

EUA rechaçam declaração de Chávez sobre câncer de líderes latino-americanos
O governo dos Estados Unidos rechaçou as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que relacionou os casos de câncer em cinco líderes latino-americanos, inclusive ele, a uma estratégia norte-americana de "minar" esses representantes. O Departamento de Estado dos EUA qualificou a declaração de “horrenda e censurável”.

Anteontem (28) Chávez disse que era muito estranho que ele e seus colegas da Argentina (Cristina Kirchner), do Paraguai (Fernando Lugo), e do Brasil (Dilma Rousseff, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) tivessem sido diagnosticados com câncer recentemente.

Depois de prestar solidariedade à Cristina Kirchner, Chávez disse acreditar que há uma estratégica liderada por norte-americanos para minar os líderes latino-americanos. Durante seu programa de rádio, ele lembrou que há provas de que médicos dos Estados Unidos fizeram, nos anos de 1940 na Guatemala, experiências com os guatemaltecos sobre doenças sexualmente transmissíveis.

As experiências dos norte-americanos na Guatemala provocaram 83 mortes. O caso teve repercussão internacional e o governo dos Estados Unidos se desculpou pelo fato. "É muito difícil explicar, com base na lei das probabilidades, por exemplo, o que tem ocorrido com alguns de nós [líderes] na América Latina", disse Chávez que, em meados deste ano, retirou um abcesso na região pélvica durante cirurgia em Cuba. Além de Chávez e Cristina Kirchner, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz quimioterapia para curar um câncer na laringe. A presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, foram submetidos a um tratamento para a cura de linfoma.

Fonte: Agência Brasil

Irão em ação normal durante exercicíos militares testa mísseis de longo alcance

Irã lançará mísseis de longo alcance em exercício militar

Teerã dá demonstração de força em momento de tensão renovada com Ocidente

Num momento de renovada tensão com o Ocidente, com ameaças recíprocas sobre o crucial Estreito de Ormuz, o Irã decidiu dar uma demonstração de força. Nesta sexta-feira, anunciou que, durante um exercício naval de rotina no sábado, vai testar também mísseis de longo alcance, alguns com capacidade para atingir Israel e bases americanas no Oriente Médio.

Nos últimos dias, EUA e Irã trocaram acusações sobre o estreito, considerado pelo próprio governo americano como a mais importante rota mundial do petróleo. Teerã diz que vai fechar o canal caso, por conta de seu programa nuclear, seja alvo de novas sanções do Ocidente. Washington, por sua vez, disse que não vai aceitar uma interrupção na rota. "A Marinha iraniana vai testar vários tipos de seus mísseis, incluindo os mísseis de longo alcance, no Golfo Pérsico no sábado", disse o almirante Mahmoud Mousavi, subcomandante da Marinha, citado pela agência de notícia estatal Fars.

EUA e Israel já disseram que não descartam uma ação militar contra o Irã se fracassarem os esforços diplomáticos para resolver a disputa sobre o programa nuclear, que Teerã afirma ter apenas fins pacíficos, mas que o Ocidente suspeita ser para construir um arsenal nuclear. O Irã afirma que teria forte poder de retaliação se for atacado. No sábado, a República Islâmica iniciou um exercício naval de dez dias de duração. "O lançamento de mísseis é a parte final do exercício naval", disse Mousavi. "A fase final do exercício é preparar a Marinha para confrontar o inimigo em situações de guerra."

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico — e países produtores de petróleo como Bahrein, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — ao Oceano Índico. O próprio Irã é o quarto maior produtor mundial de petróleo e depende da exportação do produto para obter 80% de suas divisas. Um relatório da ONU indicando que o Irã realizou atividades relacionadas ao desenvolvimento de artefato nuclear levou ao debate de novas sanções, que desta vez poderiam atingir o petróleo e que enfureceram Teerã. A União Europeia deve decidir em janeiro se boicotará o petróleo iraniano. E países como Japão e Coreia do Sul estão sob pressão americana para parar de comprar óleo do país. Assim, o governo americano espera forçar Teerã a paralisar seu programa nuclear.

Fonte: O Globo

Nova liderança da Coréia do Norte mantém política de confronto

Com novo líder, Coreia do Norte alerta que não mudará de política
A Coreia do Norte advertiu nesta sexta-feira ao mundo que não mudará de política com seu novo líder, Kim Jong-un, nem iniciará um diálogo com o atual governo de Seul, um dia depois da proclamação como governante do filho mais novo de Kim Jong-il, que faleceu no dia 17 de dezembro. "Declaramos de forma solene e com orgulho aos dirigentes políticos estúpidos do mundo, entre eles os fantoches da Coreia do Sul, que não esperem a mínima mudança de nossa parte", afirma um comunicado da Comissão de Defesa Nacional divulgado pela agência oficial KCNA.Pyongyang também descartou qualquer possibilidade de discussão com o atual governo sul-coreano.

"Como já dissemos, continuamos nos recusando a estabelecer vínculos com o traidor Lee Myung-bak e seu grupo", afirma o texto da Comissão de Defesa Nacional, considerada a estrutura mais poderosa do país, em um texto ofensivo ao presidente sul-coreano.Na quinta-feira, um dia depois do funeral de Kim Jong-il, seu filho Kim Jong-un foi proclamado "líder supremo do partido, do Exército e do povo", em uma grande cerimônia militar organizada em Pyongyang. "O mundo deve entender que milhões de soldados e nossos cidadãos, unidos com firmeza ao redor de nosso líder querido Kim Jong-un para transformar o sofrimento em valor e as lágrimas em força, conseguirão a vitória final", completa o comunicado.

O Norte prometeu ainda que fará Seul "pagar os "pecados" cometidos por ocasião da morte de Kim Jong-il."Faremos pagar até o fim o traidor Lee Myung-bak e seu grupo pelos pecados imperdoáveis, para a eternidade, que cometeram por ocasião do funeral nacional de Kim Jong-il", afirma a nota, sem explicar em que consistirão as represálias.

Na televisão, as declarações foram repetidas por 10 minutos por um apresentador. O Norte critica o Sul por ter proibido as visitas de condolências a Pyongyang. Apenas duas delegações sul-coreanas foram autorizadas a cruzar a fronteira antes do funeral de Kim Jong-il para prestar condolências. As delegações foram lideradas pela viúva do ex-presidente sul-coreano Kim Dae-jung, que celebrou com Kim Jong-il a primeira reunião entre as duas Coreias da história em 2000, e pela presidente do grupo Hyundai. Pyongyang também está irritada com o lançamento de panfletos - por 50 ativistas - que convocam a insurreição contra a dinastia Kim. Os textos foram enviados no dia do funeral presos a balões lançados a partir da fronteira.

Apesar dos pedidos ocidentais para que a Coreia do Norte siga o exemplo de Mianmar e anuncie reformas políticas e econômicas, o novo dirigente parece que, pelo menos a princípio, vai seguir a doutrina familiar da única dinastia comunista do mundo. O filho mais novo de Kim Jong-il, com menos de 30 anos, não tem experiência de Estado e herda um país com a economia devastada e com dificuldades para alimentar a população. Nos primeiros anos ele pode ser tutelado pela velha guarda que cercava seu pai, sobretudo por Jang Song-thaek, marido de sua tia.

Os primeiros passos de Kim Jong-un serão observados com muita atenção pela comunidade internacional. País com armamento nuclear, a Coreia do Norte representa um desafio considerável para a diplomacia regional da China - sua única aliada de peso - e para o governo dos Estados Unidos.

Fonte: France Presse

Dilma trai o $talkinácio Lula da Silva e corta programas sociais .Exemplo: o LUZ PARA TODOS teve corte superior a 90%

Programas da gestão anterior sofreram cortes de até 90% em 2011
Programas sociais e de apoio de infraestrutura em áreas carentes que foram as vedetes do governo Luiz Inácio Lula da Silva sofreram corte de R$ 1,8 bilhão no primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff. Uma comparação da execução orçamentária de projetos sociais e ações de rápida resposta voltadas à população de baixa renda mostra diferença de perfil dos governos petistas. Programas como Acesso à alimentação; Erradicação do Trabalho Infantil; Habitação de Interesse Social; Luz para Todos; Paz no Campo; Proteção a Pessoas Ameaçadas; e Resposta aos Desastres sofreram uma redução de até 90% (veja quadro ao lado).

Durante a elaboração do Orçamento de 2012, parlamentares que atuaram na linha de frente do governo Lula no Congresso confessaram que o ex-presidente está preocupado com a manutenção dos programas sociais, diante da política de austeridade orçamentária. O relatório setorial de Integração Nacional e Meio Ambiente foi aprovado com corte de R$ 425 milhões no Brasil sem Miséria. A redução no carro-chefe do governo, que deverá ser um selo social para Dilma, gerou constrangimento, e para “salvar” o programa o relator do orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), teve que tirar R$ 1 bilhão de suas emendas de relatoria para tampar o rombo. “Como relator, acabei reforçando algumas áreas, como o Brasil sem Miséria. Os gastos nesse programa são muito importantes para o governo”, pontuou Chinaglia. Em 2011, a execução do Brasil sem Miséria ocorreu por meio de créditos suplementares e, mesmo assim, com baixos índices, como mostrou reportagem do Correio.

Em sua coluna semanal da última segunda-feira, Dilma afirmou que 2011 “não foi fácil” e prometeu dias melhores para a área social em 2012. Questionado sobre os cortes em programas direcionados à população de baixa renda, o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), afirmou que a maioria dos projetos não será prejudicada, pois o governo optou por reforçar o Bolsa Família — que ganhou aporte de R$ 2,5 bilhões — e a transferência de renda favorece a proteção das crianças e a segurança alimentar. “No momento em que ampliamos o Bolsa Família, trazendo um contingente maior de crianças para a sala de aula, estamos combatendo o trabalho escravo. Os recursos vão diretamente para a mãe”, argumenta Pimentel. Sobre as reduções orçamentárias em programas rurais e da área de Integração Nacional, voltados às respostas a calamidades, o líder do governo no Congresso atribui a diminuição de recursos a “dificuldades de infraestrutura e assessoria técnica”.

Polícia Federal

O líder do PT na comissão mista que discutiu o Orçamento de 2012, deputado André Vargas (PR), atribui a diferença nas contas de 2010 e 2011 a uma segunda fase dos programas sociais, a que chamou de “sintonia fina”. De acordo com o parlamentar que representou o PT na elaboração do Orçamento do próximo ano, a economia é o maior programa social do governo. “É um processo de aprimoramento, o governo está preocupado com isso. O governo do presidente Lula foi marcado pelos programas sociais. O grande programa social do governo é a economia. A grande política de inclusão se deu no ambiente da economia. A diferença é essa. Depois de cumprir a missão de acabar com a miséria, é hora da sintonia fina.”

Além dos programas de inspiração social, outras áreas amargaram cortes no primeiro ano de governo da presidente Dilma. No início de 2011, o governo anunciou o enxugamento de despesas de sua principal força de segurança. O corte transpareceu no programa de Modernização da Polícia Federal, que caiu de R$ 43 milhões em 2010 para R$ 5,4 milhões em 2011. O comparativo de execução orçamentária do último ano do governo Lula e do primeiro de Dilma não levou em conta o montante de recursos inscritos na rubrica de “restos a pagar”, apenas as verbas inscritas durante o ano corrente.

Comparação
Confira como ficou a execução orçamentária no último ano do governo Lula e nos primeiros 12 meses de Dilma

PROGRAMA - 2010- 2011 - REDUÇÃO %
Acesso à alimentação R$868.150.707 R$ 587.074.415 R$ 281.076.292 -32,3%
Assentamento para trabalhadores rurais R$ 503.671.956 R$ 463.758.834 R$ 39.913.122 -7,9%
Controle interno e combate à corrupção R$ 617.872.854 R$ 551.271.318 R$ 66.601.536 -10,7%
Drenagem urbana e controle de erosão R$ 163.799.950 R$ 84.970.289 R$ 78.829.661 -48,1%
Erradicação do trabalho infantil R$ 269.644.358 R$ 259.710.469 R$ 9.933.889 -3,6%
Gestão e apoio institucional na área da Justiça R$ 50.161.441 R$ 19.074.991 R$ 31.086.450 -61,9%
Habitação de interesse social R$ 14.963.193 R$ 10.464.832 R$ 4.498.361 -30%
Luz para Todos R$ 2.531.182 R$ 234.332 R$ 2.296.850 -90,7%
Paz no Campo R$ 6.871.463 R$2.390.163 R$ 4.481.300 -65,2%
Proteção a pessoas ameaçadas R$ 20.719.632 R$ 19.524.854 R$ 1.194.778 -5,7%
Respostas aos desastres e reconstrução R$ 2.028.023.996 R$ 602.139.185 R$ 1.425.884.811 -70,3%

Execução obrigatória do Orçamento
» Guilherme Amado

A presidente Dilma Rousseff publicou ontem uma lista com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PACo) que terão transferência orçamentária obrigatória e não serão prejudicadas por contingenciamentos. Entre as obras, estão a ponte binacional sobre o Rio Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, instalações sanitárias em cidades da Bacia do São Francisco e obras do Anel Rodoviário de Fortaleza.

Das 34 obras que estão com a transferência do orçamento assegurado, algumas são consideradas estratégicas, como as ligadas ao Rio São Francisco. Outras entraram na lista devido ao caráter emergencial, como as de recuperação e contenção do processo erosivo e as de urbanização em assentamentos precários no Rio Grande do Sul.

Ontem, o governo também criou um grupo de trabalho que deve apresentar em 60 dias propostas que desburocratizem convênios, contratos de repasse e termos de cooperação entre o governo e ONGs. Segundo a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais, a diminuição de trâmites burocráticos nesses convênios é uma reivindicação das administrações municipais. “Este é um pleito dos prefeitos brasileiros, e é por isso que estamos desburocratizando as regras, mas garantindo mais transparência e fiscalização na aplicação dos recursos federais”, explicou a ministra, por meio de nota.

Em uma portaria editada no fim de novembro, na qual estava prevista a criação do grupo de trabalho, obras de menor e maior porte recebem tratamentos distintos. O texto buscou definir o papel de cada ente federado e de cada órgão federal na tramitação dos contratos e convênios. Segundo Ideli, isso aumenta a capacidade de fiscalização dos órgãos de controle. “As pessoas querem é que a coisa funcione, ou seja, o atendimento das necessidades da população é cobrado deste ente chamado Estado e como todos nós sabemos que o prefeito é o mais próximo, ele que normalmente acaba tendo a demanda mais forte”, afirmou.

Lista de obras
Veja quais são algumas das empreitadas que terão transferência orçamentária obrigatória

» BR-156: Ponte binacional sobre o Rio Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa;
» Construção da Barragem Congonhas, em Minas Gerais;
» Recuperação e controle da erosão nos municípios das bacias do São Francisco e do Parnaíba, em Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí e Sergipe;
» Obras de saneamento básico em cidades das bacias do São Francisco e do Parnaíba, em Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão e Sergipe;
» Apoio à urbanização de assentamentos precários no Rio Grande do Sul;
» Obras do Anel Rodoviário, em Fortaleza

Fonte: Correio Braziliense

Ideli Salvatti, passa fins de semana - começando na sexta - em Santa Catarina e diz ser 'a serviço'.

Entre novembro e dezembro, Ideli viajou em quatro sextas-feiras para o Sul

Às sextas-feiras, quem bater à porta da ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais, no 4º andar do Palácio do Planalto, corre o risco de não encontrar a principal responsável pela articulação política do governo Dilma Rousseff. É nesse dia que a ministra costuma ir a Santa Catarina, seu berço político, e, no melhor estilo de candidata em campanha eleitoral, cumprir uma agenda com compromissos que pouco têm a ver com sua função principal. Ideli viaja para inaugurar obras, entregar casas, lançar projetos e paparicar lideranças locais. De olho na disputa pelo governo do estado em 2014, a ministra garante que as viagens não prejudicam o trabalho.

Só entre novembro e dezembro, foram quatro sextas-feiras usadas para ir a Santa Catarina. Ideli percorre todo o estado, em atividades essencialmente locais, sem relação com a articulação política do governo federal. É o caso da série de homenagens que a ministra recebe pelo interior. Em novembro, recebeu o Título de Cidadã Araranguaense e com a Ordem do Mérito Jubileu, de Içara. No mesmo município, pouco antes da condecoração, a ministra participou da entrega de um condomínio de casas construídas pelo programa Minha Casa, Minha Vida na cidade.

O projeto, de grande impacto eleitoral, é um dos preferidos em suas viagens pelo estado. Em 9 de dezembro, entregou mais 320 casas construídas pelo Minha Casa, Minha Vida, dessa vez em Palhoça, também no interior catarinense. Na viagem, aproveitou até para inaugurar duas agências bancárias da Caixa Econômica Federal, nos municípios de Santo Amaro da Imperatriz e São José. No rol das inaugurações, figura ainda a duplicação da estrada SC-401, que liga o Centro de Florianópolis ao norte da ilha.

Os encontros políticos também são fartos. Segundo a agenda oficial da ministra, só para os prefeitos do PT no estado, Ideli já falou duas vezes este ano. As duas palestras foram em fóruns dos prefeitos do partido, na Assembleia Legislativa catarinense. Em 16 de dezembro, almoçou com empresários locais no norte de Florianópolis. Em outubro, também ao lado de empresários, dessa vez da cidade de Lages, falou sobre o “segredo da mulher bem-sucedida”.

As viagens cresceram à medida que a ministra se acostumou com o dia a dia no Palácio do Planalto. Em junho e julho, os dois primeiros meses como ministra das Relações Institucionais, Ideli permaneceu às sextas-feiras em Brasília. A partir de agosto, porém, a intensidade das visitas a Santa Catarina aumentou.

Pesca
Derrotada em 2010, quando ficou em terceiro lugar na disputa pelo governo do estado, Ideli pretende fazer de sua passagem pelo Executivo um manancial de dividendos eleitorais para 2014. As viagens, de acordo com a ministra, não prejudicariam o desempenho do governo no Congresso. “Mesmo em Santa Catarina, continuo com as conversas de articulações políticas.”

Mas não é a primeira vez que a ministra usa as sextas-feiras para se promover em seu berço político. Quando foi ministra da Pesca, cargo que ocupou nos cinco primeiros meses do ano, Ideli também costumava reservar as sextas-feiras para atividades em Santa Catarina. Entregou lancha à Polícia Federal no estado, assinou parceria com a Universidade de Santa Catarina e brindou uma prefeitura do interior com uma peixaria móvel, do projeto Caminhão Feira do Peixe. Muitas vezes, despachava da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, braço do ministério no estado. Tudo às sextas-feiras.

Ministros de férias

Procurada pelo Correio, Ideli alegou que vai a Santa Catarina “a serviço” e porque sua residência permanente é no estado. Mas suas idas contrastam, por exemplo, com a colega Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil. Paranaense, Gleisi viaja muito menos. Em novembro e dezembro, sequer foi ao Paraná.

Ideli defende que a agenda catarinense não é incompatível com sua missão no Planalto. “Cabe à Secretaria de Relações Institucionais fazer a interlocução com prefeitos, governadores e parlamentares”, afirma Ideli, sem explicar a relação entre sua função e a inauguração de agências bancárias, por exemplo, ou ainda por que outros estados não são tão contemplados com visitas suas quanto Santa Catarina.

Ontem, Dilma autorizou as férias de janeiro de Ideli, de 31 de dezembro a 16 de janeiro. Fernando Bezerra, da Integração Nacional; José Elito, da Segurança Institucional; e Miriam Belchior, do Planejamento, também terão férias no mês que vem. A maioria dos recessos deve começar em janeiro, quando a presidente ainda estiver no Nordeste, mas, em alguns casos, terminam depois que Dilma já estiver de volta. O Palácio do Planalto não confirma, mas o retorno da presidente deve ocorrer, provavelmente, em 10 de janeiro.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Revista da Biblioteca Nacional publicará lista de supostos torturadores

Militares criticam lista de acusados de tortura

Associações de militares criticaram a publicação, por parte de revista ligada à Biblioteca Nacional, de lista de 233 militares e policiais que supostamente torturaram presos durante o governo Ernesto Geisel (1974-1979).

A informação foi publicada ontem na coluna Mônica Bergamo. A lista, que faz parte de acervo de Luís Carlos Prestes (1898-1989), estará na edição de janeiro da "Revista de História da Biblioteca Nacional", editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional.

"[A publicação] Não deixa dúvida de que lado está o órgão público", disse o vice-presidente do Clube Militar, general Clóvis Bandeira.

"Isso cria uma situação de conflito gratuito, que já deveríamos ter superado há muito tempo", disse o presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Brasil, coronel Abelmídio Sá Ribas.

Segundo o editor da revista, Luciano Figueiredo, os documentos de Prestes serão doados ao Arquivo Nacional, o que os tornará públicos.

Fonte: Folha de São Paulo

O Supremo começou se autodiminuiu a partir do momento em que dedicou um dia de atividades a julgar uma aberração chamada 'casamento gay'

A Politização do Judiciário – 1
Difícil imaginar um ano pior que 2011 para o Supremo Tribunal Federal. No entanto, é em 2012 que o tribunal será efetivamente posto à prova, com a emergência do julgamento do processo do mensalão. Mais até que em 2009, quando um ministro (Joaquim Barbosa) acusou o outro (Gilmar Mendes) de ter "capangas" em Mato Grosso.

O ano de 2009 foi sem dúvida inesquecível, mas as bordoadas trocadas internamente pelos ministros do Supremo estiveram longe de levar o país a uma "crise institucional", conforme chegou a ser dito na época. O processo do mensalão é jogo de cachorro grande, e o Supremo, no fim de 2011, revela-se fragilizado para enfrentar o desafio. O ano que se inicia no próximo domingo é eleitoral. Mas antes de distrair a atenção da mídia e do Congresso, a eleição municipal deve ampliar o foco sobre o Supremo e tornar mais candente o julgamento. Em matéria de agenda, a do Supremo é a mais eletrizante, a menos que algum golpe de mão deixe as coisas no calendário da Justiça para as calendas.

Passada a reforma do ministério, as agendas do Congresso e do governo não reservam maiores emoções. A do Legislativo é curta. A partir de junho deputados e senadores só pensam em eleição. A agenda do Executivo é mais do mesmo, talvez com velocidade maior: monitorar a crise internacional, cercar a inflação e fazer a profissão de fé num crescimento econômico de 5%, até que as evidências demonstrem que, se ficar um pouco abaixo disso, pode estar de bom tamanho.

A eleição também será um momento crucial para o governo federal, que embora não esteja em julgamento nas urnas de 2012, não deixará de receber o resultado como uma referência para manter ou alterar cursos. O julgamento do mensalão, na prática, já começou e pegou o Judiciário, por meio de sua Corte máxima, numa crise. O Supremo é corporativo quando tenta limitar os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ou quando deleta a memória de alguns figurões de toga. Por mais técnicas que sejam as razões apresentadas, a opinião pública sempre verá na decisão uma tentativa de escapar da fiscalização e do controle da sociedade.

Há uma crise de hegemonia na atual composição do Supremo, o que não seria necessariamente um mal, se a falta de consenso fosse efetivamente consequência de sólidas posições doutrinárias, o que é razoável, e não fumaça de uma fogueira de vaidades, como às vezes parece. Muito se falou, nos últimos dois anos, em "judicialização da política"; talvez seja o caso de se prestar mais atenção à politização do Judiciário.

A Lei da Ficha Limpa foi só o último embate a expor a fratura do Supremo. Aprovada a toque de caixa por um Congresso acuado por uma opinião pública saturada com os malfeitos com a coisa pública, a lei foi aplicada por diversos tribunais regionais - e o TSE - já nas eleições de 2010, embora não fossem poucos os avisos de que mudanças nas regras eleitorais somente são válidas quando feitas um ano anos da eleição.

O Supremo deixou rolar e só arbitrou após a eleição. Nem é preciso dizer que havia vários candidatos barrados pelos TREs mas consagrados pelos eleitores. O resultado do julgamento foi um empate em cinco a cinco. Nomeado 11º ministro, Luiz Fux desempatou em favor dos que consideravam que a Lei da Ficha Limpa precisava estar aprovada um ano antes, para ter validade nas eleições de 2010. Quem foi eleito e não assumiu recorreu ao Supremo, que reconheceu o direito de todos mas empacou quando tratou do caso do ex-senador Jader Barbalho.

Novo empate, até o presidente da Corte, Cesar Peluso, desempatar em favor de Jader e assim esvaziar um novo contencioso, desta vez com o PMDB. Resta ainda o Supremo dizer se a lei vale para as eleições de outubro deste ano, o que depende do voto da nova ministra Rosa Weber. Com o caldeirão fervendo, o presidente do Supremo ficou enfraquecido para negociar o aumento dos servidores do Judiciário.

Nas conversas com o PMDB, o ministro Ayres Brito demonstrou preocupação com os contenciosos do Supremo com os outros dois poderes da República. A cúpula do PMDB se comprometeu a ajudar na distensão. Ayres Brito toma posse na presidência do Supremo em maio. O Supremo vai precisar de mais paz, menos holofotes e vaidades exacerbadas para julgar um dos principais processos da sua história. Afinal, o homem mais poderoso do primeiro mandato do governo Lula é acusado de haver montado uma quadrilha para comprar votos no Congresso. Os advogados da maioria dos acusados integram a primeira linha da banca. Não é uma tarefa simples. O Supremo não vai a lugar algum sem antes se recompor politicamente.

A recomposição política do Supremo não quer dizer parcialidade no julgamento. Trata-se, isso sim, de acertar procedimentos para evitar que as suscetibilidades, de alguma maneira, contaminem o julgamento. O pronunciamento do Supremo, absolvendo ou condenando, deve ser inquestionável.

Os primeiros ensaios para o julgamento não oferecem razões para otimismo. O ministro Ricardo Lewandowski advertiu que alguns crimes do mensalão poderiam prescrever porque ele teria pouco tempo para revisar o processo. Ato seguinte, o presidente da corte, Cesar Peluso enviou um ofício ao relator Joaquim Barbosa pedindo que ele colocasse o processo à disposição de todos os ministros.

Barbosa reagiu como era esperado pelos advogados que atuam nos tribunais superiores: como se a declaração de Lewandowski fosse uma crítica pessoal a seu trabalho. Em resposta, deu a entender que se sentira cobrado pessoalmente, e criticou o que chamou de "lamentável equívoco", pois os autos do mensalão estão há mais de quatro anos digitalizados e acessíveis a todos os ministros do tribunal. Ainda alfinetou os demais ao dizer que há no STF processos bem mais antigos que o dos 40 mensaleiros.

Barbosa tem um histórico de incidentes com outros colegas do Supremo. Nesse ritmo, 2012 não será apenas o ano do Supremo, mas também o de protagonismo do primeiro ministro negro da história do Supremo Tribunal Federal. Algum tempo depois de tomar posse, ao comentar suas desavenças com outros ministros, ele mesmo alertou que não se deveria esperar dele a atuação de um "negro submisso e subserviente".

Por: Raymundo Costa, repórter especial de Política, em Brasília. Originalmente publicado no Valor Econômico de 27 de dezembro de 2011.
Transcrito do Blog Alerta Total

Israel não tem condições de atacar o Irã

Ameaças do Irã no Golfo Pérsico não passam de bravatas

Preocupado com o embargo ao petróleo, o regime de Teerã tenta demonstrar uma força que não possui para enfrentar Israel e seus aliados ocidentais

Apesar da crescente tensão no Golfo Pérsico nos últimos dias, o conflito na região não deve passar do estágio de embate verbal, segundo especialistas consultados pelo site de VEJA. As ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz por parte da marinha de guerra iraniana fazem parte de mais um blefe, outro jogo de cena em que os aiatolás atômicos tentam demonstrar aos seus radicais internos que combatem com severidade os 'inimigos' ocidentais. O motivo da gritaria, desta vez, é a adoção por parte das economias ocidentais de sanções ao petróleo iraniano, pilar da economia do regime de Teerã. Na prática, os Estados Unidos já demonstraram nesta quinta-feira, com o envio de dois navios militares à região, que os iranianos não cumprirão promessas de guerra. Especialistas em ameaças, os iranianos sabem que não têm condições militares de enfrentar a 5ª Frota da Marinha Americana e seus aliados estacionados.

As bravatas da República Islâmica vêm se sucedendo de novembro, quando a pressão internacional sobre o Irã se intensificou. No início deste mês o Irã afirmou estar "sempre preparado para uma guerra", num revide claro ao premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que sugeriu um ataque ao país com o objetivo de destruir suas centrais nucleares. O tão temido conflito armado entre mundo islâmico (aliado do Irã) e Ocidente (com os Estados Unidos do lado dos israelenses) deu origem às mais variadas teorias catastróficas para 2012 - como se já não bastassem as previsões maias. Mas a verdade é essa briga não ultrapassará o campo das ameaças.

Tudo começou - ou se agravou - depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou um relatório apontando indícios de que o regime de Mahmoud Ahmadinejad estaria prestes a criar uma bomba atômica. O presidente de Israel, Shimon Peres, avisou que, antes de uma resposta diplomática, seu país poderia buscar um enfrentamento militar. O Irã rebateu, como é de seu costume, e a troca de farpas se seguiu até um outro incidente chamar a atenção do mundo: o ataque à embaixada britânica em Teerã, por centenas de capangas do radical aiatolá Khamenei revoltados com as sanções econômicas impostas por seu programa nuclear.

"A pressão é séria", enfatiza o diretor de estudos iranianos da Universidade de Stanford, Abbas Milani. A chance real de um ataque à República Islâmica, porém, é quase nula - por mais que o Irã continue provocando o Ocidente. Em primeiro lugar, há questões políticas e diplomáticas envolvidas, que batem de frente com os interesses do governo americano. "Os Estados Unidos já advertiram Israel para não atacar o Irã várias vezes, e o motivo pelo qual insistem nisso, além do problema da instabilidade, é porque há tropas americanas na região que serão atacadas pelo Irã se seu território for invadido por Israel", explica o diretor do centro de estudos internacionais do Instituto de Tecnologia da Massachussets (MIT), John Tirman, que acredita que um conflito seria "muito destrutivo" tanto para israelenses quanto para iranianos.

Outra razão, possivelmente a mais importante, é logística. Sem aliados na região, Israel teria de bombardear as instalações iranianas para interromper o progresso do programa nuclear. Mas o estado judeu precisaria contar com explosivos potentes e de longo alcance para chegar ao Irã (a distância entre os países é de cerca de 1.500 quilômetros), já que ele não teria autorização para sobrevoar o espaço aéreo dos países vizinhos. "Se você olhar no mapa, não há por onde eles sobrevoarem para chegar até o Irã. O Iraque não lhes daria a passagem, assim como Turquia, Arábia Saudita e Síria", analisa Tirman. "Então, eles teriam de fazer uma rota pelo mar, mas eles não têm capacidade para isso", acrescenta. E mesmo se conseguisse percorrer esse caminho quatro vezes mais longo, seus aviões precisariam ser reabastecidos em pleno voo por aeronaves americanas - auxílio que deve ser convertido, no máximo, em um apoio moral.

Contra-ataque - Supondo que Israel ignore todos esses fatos inquestionáveis e consiga inventar armamentos e bombas autossuficientes, seria o mesmo que cavar a própria cova. O Irã utilizaria sua influência sobre grupos islâmicos radicais, como Hezbollah e Hamas, que recebem ajuda financeira do país, para empregar a arma mais temida pelos Estados Unidos: o terrorismo. "Seria muito arriscado jogar uma bomba contra o Irã, porque o mundo islâmico inteiro se uniria para derrotar Israel e a situação ficaria feia. E não seria apenas derrotando-o militarmente, o objetivo seria exterminar o estado de Israel", destaca Tirman, apontando a existência de um estratagema político por trás das ameaças de Netanyahu. "O que ele está fazendo é usar uma ameaça exterior para propósitos políticos domésticos, para reforçar sua coalizão, para desviar a atenção da população do problema palestino, de problemas econômicos e do que está acontecendo no Egito, na Síria e em outros países onde acontecem as revoltas árabes."

O mesmo pode ser dito do Irã, cuja ameaça atômica não passa de falácia para defender o regime de Ahmadinejad, que logo no início de seu mandato, em 2005, anunciou que levaria adiante o programa nuclear. "Se eles chegarem a fabricar uma bomba, será para a defesa do regime de Teerã, não para a defesa do Irã. Para o governo iraniano, seria uma forma de fazer eles se mostrarem imperiosos às pressões de fora, para que eles possam continuar a brutalidade contra o seu próprio povo", diz Milani. A própria tensão entre Israel e Irã cresce graças à verborragia da Ahmadinejad, para quem o holocausto nunca aconteceu e que sustenta uma política de "diplomacia zero" ao afirmar que o estado judeu deve ser riscado do mapa. "Ahmadinejad é um homem que tem diarreia pela boca, ele fala coisas que nenhum ser humano responsável diria - muito menos um chefe de estado", salienta o especialista, para quem a figura do presidente oscila entre comédia e tragédia, uma ameaça real e um espetáculo de circo.

Mas o que Ahmadinejad tem de louco, tem de esperto. O ditador iraniano conhece bem todos os obstáculos que impedem um ataque a seu país e, claro, usa isso a seu favor. "Não acredito que exista alguém com coragem de ordenar um ataque militar", afirmou, em uma entrevista ao canal oficial de televisão da Venezuela. Por isso, a melhor estratégia para Estados Unidos e Israel é deixar o circo pegar fogo sozinho. Financeiramente, o Irã já está em crise. E as duras sanções impostas ao regime só irão acelerar o processo de decadência de uma economia dependente da venda de petróleo. Além disso, a rivalidade entre Ahmadinejad e o aiatolá Khamenei cresce a cada dia e, no caso de um embate mais direto, os dois perderiam. "O regime de Ahmadinejad morrerá por sua própria incompetência, corrupção e histórico anacronismo", afirma Milani. A bomba-relógio está acionada, e pode ser só uma questão de tempo.

Fonte: Revista VEJA

A crise da Justiça

Em sua primeira entrevista como presidente eleito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o desembargador Ivo Sartori mostrou por que a Corte é considerada a mais refratária a qualquer tipo de fiscalização, por parte da Corregedoria Nacional de Justiça. Além de acusar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de desrespeitar as garantias de magistrados, em suas inspeções e sindicâncias, ele acusou o órgão responsável pelo controle externo do Judiciário de agir como no tempo da ditadura."Se existe uma Constituição, vamos respeitá-la. Sem isso, vai se voltar aos tempos da ditadura", disse Sartori.

Defensores do CNJ responderam lembrando que o órgão foi criado por uma Emenda Constitucional aprovada pelo Congresso, e acrescentando que as investigações realizadas pelo CNJ nas Justiças estaduais são transparentes, que os juízes acusados de irregularidades e desvios éticos têm tido direito de defesa e que quem não está cumprindo a Constituição, no âmbito da magistratura, são os dirigentes dos Tribunais de Justiça, como mostra o fato de, apesar das normas baixadas pelo CNJ, eles terem continuado a contratar parentes para cargos de confiança e a indicar filhos, compadres e colegas aposentados para dirigir rentáveis cartórios extrajudiciais.

Na réplica às declarações do presidente do TJSP, destacou-se o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça e um dos responsáveis pela reforma da legislação processual civil. Dipp chefiou a Corregedoria Nacional de Justiça, entre 2008 e 2010, e foi quem autorizou a abertura de investigações na Justiça paulista, quando surgiram denúncias de irregularidades na folha de pagamento da Corte. No domingo, o ex-presidente do CNJ ministro Gilmar Mendes já havia dito que eram "heterodoxas e atípicas" as liminares concedidas pelos ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski no último dia de trabalho antes do recesso do Judiciário, determinando a suspensão do poder do CNJ de investigar juízes e de quebrar seus sigilos bancário e fiscal - o que a corregedora Eliana Calmon nega que tenha feito.

As críticas de Dipp a Sartori foram no mesmo tom. Para o ex-corregedor nacional de Justiça, ao comparar o CNJ a uma ditadura, o presidente do TJSP mostrou que não dispõe de argumentos sólidos para criticar o controle externo da magistratura. "Quando o CNJ preconiza que os tribunais devem colocar nos sites da internet as licitações, as folhas de pagamento, a verificação da entrega obrigatória das declarações de bens e Imposto de Renda - que é obrigação do presidente da República ao mais humilde barnabé -, quando verifica (que há) inúmeras irregularidades nos cartórios extrajudiciais, passados de pai para filho, isso é ditadura ou norma democrática?", questionou Dipp. [qual a razão do ex-corregedor silenciar sobre a omissão da presidência da República de não especificar os gastos com 'cartões corporativos' a pretexto de razões de segurança?}

No desdobramento da crise do Judiciário, que é a maior de todas desde a redemocratização do País, o ministro Marco Aurélio tentou refutar as críticas a ele dirigidas por Gilmar Mendes, alegando que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Fazenda, não poderia ter repassado para o CNJ os dados fiscais de 216 mil juízes e servidores. Os auditores da Corregedoria Nacional de Justiça retrucaram que o Coaf se limitou a identificar as movimentações financeiras atípicas de magistrados, agindo dentro das regras que coíbem os crimes de lavagem de dinheiro e que atingem todos os cidadãos brasileiros, sem exceção.

Um fato novo, na crise, é a entrada em cena de juízes mais jovens. Alguns estão começando a questionar publicamente o empenho das entidades da magistratura em defender corregedorias judiciais desmoralizadas. No início da crise, a Associação Juízes para a Democracia divulgou nota, criticando "a longa e nefasta tradição de impunidade dos agentes políticos do Estado, dentre os quais estão metidos a rol desembargadores estaduais e federais". A iniciativa teve pouco destaque na imprensa, mas estimulou juízes de primeira instância a exigir que suas entidades de classe passassem a defender o interesse público e não os interesses corporativos de desembargadores e ministros. Os juízes mais jovens têm consciência de que a imagem da magistratura não é boa perante a opinião pública e que a ofensiva para reduzir o CNJ a pó colocou o Judiciário de costas para o País.

Fonte: Folha de São Paulo - Editorial

Qual a vantagem que 'Cabralzinho' vai ter com a privatização do Maracanã? Ele só age para ganhar

Santuário profanado

A anunciada intenção do governo do Rio de Janeiro de privatizar o Maracanã é mais um capítulo da febre tecnocrática e desumanizadora que assola nossos governantes.

Marca, lamentavelmente, a supremacia do mercado sobre a cultura — entendida como conjunto de símbolos, projeções, anseios e comportamentos que caracterizam um povo em sua cotidiana tarefa de reinventar a vida. É ela, a cultura, que nos humaniza. Ferido por reformas que o descaracterizaram, atravessado, feito o padroeiro, por flechas suspeitas, o Maracanã é vítima da mania de modernizar o eterno, profanar o sagrado e tornar provisório, marcado pelas vicissitudes do tempo, o que já transcendeu a esse próprio tempo, o cronológico, e vive no território do mito.

Reformas e privatizações fazem parte, ainda, do contexto mais amplo de elitização do esporte, transformado em grande negócio. O futebol, que começou no Brasil restrito às elites, foi tomado pelo povo e virou a paixão da massa. Numa macabra volta ao passado, assiste-se agora a uma nova elitização do jogo. Distante do povo, o futebol retorna, sob o manto da gestão empresarial, ao berço aristocrático de onde saiu.

Existem lugares de esquecimento, territórios do efêmero — penso nos shoppings — e lugares de memória, territórios de permanência. Esses últimos são espaços que, sacralizados pelos homens em suas geografias de ritos, antecedem a sua própria criação e parecem estar aí desde a véspera da primeira manhã do mundo. Exemplifico. No velho cais da Praça Quinze vivem, consagrados na memória das pedras, os marujos que, liderados por João Cândido, quebraram as chibatas da Marinha na revolta de 1910.

Na materialidade da Pedra do Sal ressoam batuques de sambas e berram os bodes imolados aos deuses que chegaram da África nos porões dos negreiros, acompanhando seu povo. Ali assombra um silêncio que grita o horror do cativeiro em suas noites. Cada degrau da escadaria da ermida de Nossa Senhora da Penha, a mais carioca das santas, materializa os milagres e a dor de joelhos esfolados em sacrifícios de gratidão aos prodígios da Virgem.

O Maracanã era assim, como a Penha, a pedra e o cais. Nasceu estádio de futebol antes do rio que lhe nomeia; é carioca antes de Estácio de Sá; é de um tempo anterior ao tempo, como se erguido antes que a primeira flecha tupinambá cortasse o céu da Guanabara. O Maracanã é o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, onde Jeremias e Daniel bailam no ar como Zizinho e Didi bailaram nas quatro linhas. É o terreiro do Opô Afonjá, onde Xangô dançou pelo corpo de Mãe Aninha como Ademir, feito raio, rasgou o campo em direção ao gol. É a primeira ponte do Capibaribe e todas as pontes de São Castilho. É a ciranda de Lia de Itamaracá e a areia da praia onde Lia cantou ciranda, pois ali, na grama verde, um anjo de pernas tortas cirandou um dia.

Isso é cultura, não mensurável pelas regras do deus mercado.

O Maracanã é mais, muito mais, do que tudo isso. É o templo onde oraram e comungaram brasileiros comuns — feito eu, meu pai e meu avô. Sempre juntos, na alegria e na tristeza, na vitória e na derrota, porque aqueles a quem os deuses da bola uniram no cimento das arquibancadas dinheiro nenhum deveria separar.

Por: Luiz Antonio Simas é professor de História

Estados Unidos realizam ação de provocação durante exercícios da marinha do Irã

Após ameaças do Irã, porta-aviões dos EUA atravessa o Estreito de Ormuz

Um novo episódio de ameaças entre Estados Unidos e Irã aumentou ainda mais a tensão na região. Depois da marinha iraniana iniciar exercícios militares no Estreito de Ormuz e de lideranças do país ameaçarem fechar o estreito, um porta-aviões americano foi filmado pelo Exército iraniano atravessando o local.

A tensão começou em novembro, após um relatório da ONU mostrar indícios de que o Irã estaria desenvolvendo uma arma nuclear. Os países Ocidentais pressionam por novas sanções contra o Irã, que reagiu ameaçando bloquear o estreito. O Estreito de Ormuz é um canal de 6,4 quilômetros entre Omâ e o Irã, por onde passa um terço das exportações de petróleo do mundo. O bloqueio comprometeria o abastecimento de petróleo na Europa.

Marinha iraniana faz exercícios militares no Estreito de Ormuz. Ali Mohammadi/AP

Segundo a rede de televisão ABC, o exército americano disse que o porta-aviões estava fazendo uma movimentação planejada e de rotina.

A Quinta Frota da Marinha dos EUA, que tem sede no Bahrein, confirmou que dois navios passaram pelo estreito no dia 27 de dezembro, a caminho do Mar Arábico, para dar suporte às operações no Afeganistão. Ontem, o Pentágono disse que não vai aceitar as ameaças iranianas. “O fechamento do Estreito de Ormuz não será tolerado”, disse o porta-voz George Little.

Apesar da tensão, grande parte dos analistas estão encarando as ameaças do Irã como blefe. Além disso, um oficial da marinha russa disse que apenas o porta-aviões americano que cruzou o estreito, o USS John C. Stennis, tem maior poder de fogo do que toda a marinha iraniana que participa dos exercícios militares no local. “Não tem como comparar as forças de combate da marinha iraniana com o potencial do porta-aviões dos EUA. Com certeza marinha iraniana não pode fazer frente ao porta-aviões”, disse o almirante russo Ivan Kapitanets. O militar acredita que o navio americano tem capacidade de “esmagar” as instalações costeiras do Irã.

Os iranianos negam, e dizem que estão preparados caso haja conflito.

Irã ameaça bloquear exportações de petróleo se ONU aplicar novas sanções

País promete fechar o Estreito de Ormuz, por onde os principais exportadores precisam passar para vender petróleo à Europa.

Medida aumentaria a tensão na região e poderia resultar em um novo conflito armado

O Irã fez ameaças que, se concretizadas, poderiam resultar em um novo conflito militar no Oriente Médio. Segundo informações da agência iraniana de notícias, Teerã pode fechar o Estreito de Ormuz caso os países ocidentais aprovem novas sanções econômicas ao país. "Se o Ocidente impor sanções nas exportações de petróleo iranianas, então nem uma gota de óleo sequer passará pelo Estreito de Ormuz", disse Mohammad Reza Rahimi, vice-presidente do Irã.

O Estreito de Ormuz é um canal de 6,4 quilômetros entre Omâ e o Irã. É por esse estreito que o Irã exporta mais de 450 mil barris de petróleo por dia para a União Europeia. Além disso, pelo estreito também é exportada a maior parte do petróleo da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, e gás do Catar. Se o estreito for fechado, a Europa enfrentaria escassez de petróleo e o preço do barril subiria em todo o mundo. Além disso, a medida teria impacto econômico nos países vizinhos, com crescente aumento de tensão na região.

A ameaça foi uma resposta do Irã à intenção da ONU de aprovar novas sanções contra o país. A tensão entre Irã e o Ocidente aumentou em novembro, quando um relatório das Nações Unidas disse ter encontrado indícios de que Teerã estaria trabalhando em uma arma nuclear. As lideranças iranianas negam, e dizem que estão desenvolvendo tecnologia nuclear com fins pacíficos, apenas para geração de energia.

O Irã vem expandindo suas atividades nucleares desde 2006, e foi criticado por não permitir a inspeção dos reatores por membros das Nações Unidas. Desde então, o país já enfrentou quatro sanções econômicas da ONU. Analistas acreditam que a melhor forma de fazer o país abandonar aspirações nucleares seria impor sanções na exportação de petróleo, principal atividade econômica do país, mas Rússia e China bloquearam esse tipo de sanção. [o pretexto do Iraque possuir armas químicas foi o pretexto utilizado para justificar a invasão daquele País pelos EUA e aliados - a invasão acabou, o Iraque está destruído e não foi encontrada nenhuma arma química.

Tudo indica que Obama pretende usar contra o Irã o mesmo argumento, só que em vez de acusar aquele país de possuir armas químicas está acusando de possuir armas nucleares - curioso é que a Coréia do Norte possui arsenal nuclear e os EUA não adotam nenhuma medida enérgica.

Talvez atacar a Coréia do Norte - que realmente possui armas nucleares - seja bem mais dificil que atacar o Irã, além do mais um ataque dos EUA a Coréia não serve aos interesses do estado de Israel.]

A ameaça de fechar o estreito foi feita durante um exercício militar da marinha iraniana na região, que deve durar cerca de dez dias. Os iranianos estipulam que, se suas exportações forem bloqueadas, o preço do barril de petróleo duplicaria. A própria ameaça já resultou em um ligeiro aumento nos preços do barril de petróleo negociados nas bolsas.

Fonte: AP

Talibãs israelenses contam com apoio do primeiro ministro Benjamin Netanyahu

Em Israel, cresce a tensão entre ultraortodoxos e o resto da população

A pressão que os judeus ultraortodoxos (conhecidos como haredim) realizam sobre Israel está ficando cada vez mais forte. Há duas semanas, radicais religiosos chamaram a atenção por atacar palestinos e militares israelenses por conta de medidas que, segundo eles, prejudicavam as populações que vivem em assentamentos na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel. Mais recentemente, os haredim se voltaram contra a população local, em atos que provocaram a revolta da maioria da população.

Na terça-feira, milhares de israelenses se reuniram para protestar contra os ultraortodoxos na cidade de Beit Shemesh, próxima a Jerusalém. A localidade, com uma população crescente de religiosos radicais, registrou episódios que provocaram indignação. Meninas (algumas com apenas seis anos) de uma escola local, acompanhadas pelas mães e vestindo saias até o joelho e blusas com mangas até o cotovelo (o uniforme da escola) foram xingadas de “vadias” e “nazistas” por ultraortodoxos e algumas receberam até cusparadas.

O episódio se somou a repetidos relatos de hostilidade contra mulheres que tentam usar o transporte público em Beit Shemesh junto com homens. Os ultraortodoxos não aceitam isso e exigem que as mulheres fiquem na parte de trás dos ônibus, baseados em uma determinação da Justiça de Israel que proíbe a segregação oficial, mas que autoriza a “segregação voluntária”. O protesto da terça-feira parece não ter surtido efeito. Nesta quarta-feira, a militar israelense Doron Matalon denunciou um ultraortodoxo após ter entrado no ônibus pela parte da frente: ela foi ameaçada e xingada de “prostituta” por ele, que acabou preso. O jornal Haaretz conta:“Eu não queria ir para trás, por uma questão de princípios e porque não tinha espaço. É sempre cheio e nojento lá atrás”, disse Matalon. (…) “[Ele ofendeu outra mulher que estava na frente] e se virou para mim”, disse Matalon, e disse: ‘você também, soldado, vá para trás, e então me chamou de prostituta”. De acordo com a militar, o homem recebeu a companhia de outros religiosos dentro do ônibus, que começaram a xingá-la de “prostituta” e “shikse” [termo pejorativo usado para designar mulheres não-judiais].

A tensão com os ultraortodoxos envolve também os políticos, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se viu sob uma saraivada de críticas de aliados e oposicionistas após o jornal Yedioth Ahronoth revelar qual era sua proposta para solucionar a crise em Beit Shemesh: dividir o município em dois, um para os haredim e outro para o resto da população. O Ynet, versão online em inglês do Ahronoth traz parte da reação:O parlamentar Yohanan Plesner, do oposicionista Kadima, criticou o premiê, dizendo que “em vez de lidar com o problema, Netanyahu está, como sempre, lidando com o sintoma”. “Esperava que ele fosse anunciar o fim da distribuição de novos 25 mil apartamentos planejados apenas para os haredim, e em vez disso ele vem com essa ideia inviável de dividir a cidade”, disse.

A polêmica pode estar fazendo a população de Israel lembrar que entre a base parlamentar que sustenta Netanyahu há uma série de partidos com ligações com grupos ultraortodoxos, uma ligação que, a médio prazo, pode prejudicar o premiê. Mais sintonizado com o que pensa a maioria da população de Israel parece estar o presidente Shimon Peres, para quem o combate às ideias radicais dos ultraortodoxos é uma “luta pela alma da nação e essência do Estado”.“Estamos diante de um teste no qual toda a nação terá que se mobilizar para resgatar a maioria das garras de uma pequena maioria que está atacando nossos valores mais sagrados. Nenhuma pessoa tem o direito de ameaçar uma garota, uma mulher, ou qualquer pessoa de qualquer forma. Eles não são os donos deste terra”, disse. [Shimon Peres disse uma grande verdade no trecho 'Eles não são os donos deste terra', já que a terra ocupada pelo estado de Israel pertence aos palestinos.]

Fonte: O Filtro

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