Visitantes desde 1º junho 2013

Free counters!

IMPOSTÔMETRO

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Começa greve nos aeroportos brasileiros, que não precisa ser em todos os aeroportos. Brasília, Galeão, Confins aderindo já estabelece o caos

Aeroviários paralisam atividades em Galeão, Confins, Brasília, Fortaleza e Salvador

Depois da paralisação dos funcionários de bagagem e equipamentos de solo da TAM ter causado atraso em mais de 50% dos voos no Aeroporto de Congonhas, uma audiência de conciliação entre patrões e empregados no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) inviabilizou uma greve dos aeroviários do principal aeroporto do País neste fim de ano, na avaliação do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo (Saesp), ligado à Força Sindical.

O Sindicato Nacional dos Aeroviários, com sede no Rio, deu início a greve no Aeroporto do Galeão impedindo funcionários que entrariam às 18h a ocupar seus postos. O mesmo está acontecendo nos aeroportos de Confins, Brasília, Fortaleza e Salvador. Segundo a presidente do sindicato, Selma Balbino, afirmou que a greve foi antecipada para as 16h desta quinta-feira, porque assim a categoria ficaria livre de cumprir a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que decidiu, na quarta-feira, pela obrigatoriedade de 80% do efetivo estar trabalhando sob pena de multa no valor de R$ 100 mil diários. — A liminar fala sobre greve nos dias 23 e 24. Para o dia 22, que é hoje, estamos liberados— afirmou Selma. [se for mantida a paralisação no Galeão, Confins, Brasília, Fortaleza e Salvador será mais que suficiente para a instalação do mais completo caos aéreo, já que Guarulhos e São Paulo não podem funcionar com aqueles aeroportos parados.
E mesmo que a greve seja breve, uma paralisação de mais de 24 horas instalará o caso no transporte aéreo pelo resto deste ano.]

A sindicalista afirma ainda que há uma tentativa de forçar os aeroviários a trabalharem e que, muitos que já estão dentro do aeroporto, estão sendo obrigados a dobrar o turno. Selma denunciou ainda práticas irregulares da Infraero e das companhias aéreas. — As empresas conseguiram que a Infraero liberasse portões irregulares para entrada de funcionários,que não tem sequer raio X. Nossa classe está mobilizado e em pouco tempo vamos parar esse aeroporto (Galeão). Não adianta fazer check in se a mala não chegar ao avião — disse Selma.

Em São Paulo, os aeroviários — trabalhadores de terra — saíram da audiência de conciliação agora à tarde no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) sem acordo. O presidente Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, Reginaldo Alves de Souza, protocolou nesta quinta-feira o estado de greve no TRT. Isso significa dizer que, pela lei, a categoria não poderá paralisar suas atividades pelas próximas 72 horas. Várias assembleias ainda estão sendo realizadas em diferentes estados do país. Os aeroviários de Porto Alegre e Recife fecharam acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). A da capital paulista, no entanto, foi adiada para segunda-feira. — Não vai ter greve até a próxima segunda-feira, mas depois começará a pressão — avisou o presidente do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo.

Durante a audiência do TRT-SP, o desembargador Jonas Santos de Brito sugeriu às companhias aéreas que pagassem 7% de reajuste (6,56% do IPCA mais 0,44% de aumento real). Os trabalhadores disseram que aceitavam os 7%, mas Snea não foi além dos 6,5%. Já o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) — que representa os trabalhadores que atuam dentro dos aviões, como pilotos e comissários — aceitou a proposta feita hoje pelas empresas aéreas, de reajuste de 6,5%, o que já garante ganho real a categoria, e suspendeu a greve que estava marcada para começar nesta quinta-feira às 23h.

Nesta manhã, manifestação de aeroviários no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, causou atrasos e cancelamentos de voos. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo, cerca de 50 funcionários da TAM cruzaram os braços por volta de 5h e 6h, mas a situação já estava normalizada no principal aeroporto do país. Souza, presidente do sindicato, disse que a paralisação atingiu cerca de 70% do pessoal de pátio e pista escalados para o turno da manhã.

Segundo a Infraero, 59 voos domésticos, ou 3,8% do total, estavam atrasados até as 14h desta quinta-feira. Duas horas depois, o número de decolagens fora do horário estava em 47 ou 2,6% do total. No entanto, durante todo o dia até às 16h, 396 voos partiram com mais de meia hora de atraso. A situação no meio da tarde era tranquila nos aeroportos cariocas. O Santos Dumont, que durante todo o dia registrou 25 atrasos, não tinha nenhuma decolagem fora do horário às 16h. Já o Galeão/Tom Jobim, que registrou apenas oito voos fora do horário durante todo o dia, contava com apenas um atrasado neste horário.

Segundo o balanço da Infraero, durante todo o dia, a pior situação foi em Congonhas, em São Paulo, que registrou atrasos em 69 voos domésticos (44,8% dos 154 programados). No entanto, às 16h, apenas três voos estavam atrasados. Entre os grandes aeroportos, a pior situação naquele horário era em Porto Alegre, com cinco voos atrasados. A estatal informou ainda que, durante todo o dia, 28 voos internacionais partiram com atraso, ou 20,9% dos 134 previstos.

O movimento sindical de aeroviários vive um racha. A greve está oficialmente marcada para as 23h, mas o Sindicato dos Aeroviários de SP, que congrega 20 mil aeroviários em São Paulo, e 60 mil em todo o Brasil, e que é filiado à Força Sindical, não concordou com a proposta de 6,5% de aumento feita pelo sindicato das empresas na quarta-feira. Já o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aéreo (FNTTA), Uébio José da Silva, disse que a manifestação foi mais intensa nas primeiras horas de funcionamento de Congonhas, mas que a situação estava tranquila e o movimento era “isolado”.

O engenheiro Fábio Delli perdeu uma reunião de trabalho em Brasília. O voo que partiria de Congonhas às 8h30 foi cancelado. Ele também tentou, sem sucesso, embarcar às 9h30. A TAM havia remarcado o voo para às 10h30, mas como a reunião de Delli aconteceria às 10h, ele desistiu da viagem. Mais cedo, a TAM confirmou que os voos de e para São Paulo/Congonhas foram afetados por uma paralisação parcial de funcionários do setor de rampa, responsáveis pelo manuseio de cargas e bagagens e pelos equipamentos de solo que atendem as aeronaves.

Ainda segundo a TAM, a companhia antecipou, na terça-feira, 10% de reajuste nos pisos salariais, que inclui os funcionários de rampa. E reajuste de 6,17%, equivalente ao INPC de dezembro de 2010 a novembro de 2011, a todos os demais funcionários da companhia. Foi concedido aumento de 10% nos valores do vale-refeição e do vale-alimentação (cesta básica) e a criação do piso salarial para a função de Operador de Equipamento, no valor de R$ 1 mil. A companhia orientou os passageiros com voo marcado a ligar para a Central de Atendimento (4002-5700, capitais, ou 0800 5705700, para todo o Brasil) para obter informações.

A GOL também informou que algumas de suas decolagens sofreram atraso por causa da manifestação. Na quarta, o Tribunal Superior Eleitoral (TST) determinou que 80% dos aeronautas e aeroviários trabalhem para manter normal o funcionamento dos aeroportos no final do ano. O Snea (sindicato das empresas) queria que o percentual mínimo fosse de 90% de trabalhadores em seus postos nos dias mais críticos do período das festas.

Aeroviários e aeronautas descartam greve em Congonhas

Multa diária de R$ 100 mil e exigência de 80% dos trabalhadores em atividade inviabilizam greve; funcionários de solo do aeroporto ameaçam parar em janeiro

Depois da paralisação dos funcionários de bagagem e equipamentos de solo da TAM ter causado atraso em mais de 50% dos voos no Aeroporto de Congonhas, uma audiência de conciliação entre patrões e empregados no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) inviabilizou uma greve dos aeroviários do principal aeroporto do País neste fim de ano, na avaliação do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo (Saesp), ligado à Força Sindical.

Desunião. Outro problema, admite o sindicalista, é que os aeroviários da cidade de São Paulo estão praticamente sozinhos no movimento de greve, já que a maior parte da categoria, que é representada por diferentes sindicatos - alguns ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), outros à Força Sindical - já aceitou a proposta patronal. O Sindicato Nacional dos Aeronautas, que é ligado à CUT e representa a tripulação (comissários e pilotos), aceitou hoje o reajuste de 6,5% proposto pelo sindicato patronal, o Snea.

"Isso é contra o nosso movimento, mas infelizmente a situação é essa. Os outros sindicatos têm autonomia para aceitar propostas. Mas nós não vamos fugir da luta. Consideramos razoável a proposta do tribunal (de aumento de 7% para os trabalhadores)", diz Souza, que reclama da obrigação de manter 80% dos trabalhadores em atividade. "Isso acaba com o direito de greve no Brasil. Essa decisão inviabiliza o movimento."

'Sopa de letrinhas'. A representação dos aeroviários e aeronautas no País é complexa, uma verdadeira "sopa de letrinha" de siglas. A maior parte dos aeroviários está sob o guarda-chuva do Sindicato Nacional dos Aeroviários, ligados à CUT. No entanto, os trabalhadores de Recife, Guarulhos e Campinas têm sindicatos independentes, mas ligados à mesma central. Já os municípios de Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo têm suas próprias representações, só que são ligadas à Força Sindical.

As entidades tomam decisões independentes. Manaus e Rio, por exemplo, aceitaram a proposta patronal inicial - de reajuste de 6,17%, equivalente à inflação pelo INPC - no início da semana. O Sindicato Nacional dos Aeronautas aceitou ontem a proposta de 6,5%, assim como os aeroviários de Recife e Guarulhos.

As incógnitas, até o momento, são os aeroviários de São Paulo e o sindicato nacional - o primeiro diz que não aceitará os 6,5%, enquanto o segundo ainda delibera sobre a proposta, com tendência a aceitá-la, segundo fontes da CUT ouvidas pelo Estado.

Nenhum comentário:

Pesquisa personalizada