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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

BRASIL! ACIMA DE TUDO

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ ANO NOVO


Os editores do Blog da UNR desejam a todos um FELIZ 2013, repleto de muita PAZ, SAÚDE, FELICIDADE, SUCESSO e PROSPERIDADE e que o Brasil fique livre da corja esquerdista que tanto mal faz ao nosso BRASIL

Para o Irã é mais vantagem não possuir armas nucleares; mas a velha pergunta continua válida: por que Israel pode possuir um arsenal nuclear o que é vedado aos demais países da região?




10 razões para o Irã não querer a bomba

Desde o início da crise nuclear do Irã, o Ocidente tem se comportado como se sanções internacionais e ameaças de ação militar constituissem a melhor tática para alterar a política de Teerã e interromper suas atividades de enriquecimento. Entretanto, tudo indica que tais pressões punitivas, não importam quão graves sejam, não vão mudar a postura da liderança iraniana, e que a opção militar seria catastrófica para o Irã, o Oriente Médio e todo o mundo. Quase uma década se passou e as pressões ocidentais aplicadas ao Irã não conseguiram atingir os objetivos estabelecidos. Em vez disso, eles resultaram no Irã ter um programa nuclear expandido e mais sofisticado. É hora de reconhecer estas realidades.

A questão que permanece é se o Irã realmente visa obter uma arma nuclear. Se o Irã der sinais críveis de que não, as preocupações acusações ocidentais seriam reduzidas o suficiente para permitir uma solução diplomática. A atenta leitura do livro The Iranian Nuclear Crisis: A Memoir, do Embaixador Seyed Hossein Mousavian, ex-porta-voz do governo de Teheran nas negociações nucleares, apontam para pelo menos 10 razões para o Irã não buscar a arma nuclear.

1. Obrigações religiosas: além do compromisso internacional assumido pela assinatura do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), o Irã tem obrigações religiosas contra as armas nucleares. Com base em decreto religioso (fatwa), o líder supremo, aiatolá Khamenei, proscreveu o uso de armas nucleares e todos os outros tipos de armas de destruição em massa, constituindo tal ato como pecado (haram), sendo inútil, caro, prejudicial e uma séria ameaça para a humanidade. As autoridades iranianas foram informadas sobre este ponto de vista religioso em 1995, oito anos antes de o programa de enriquecimento de urânio tornar-se conhecido no Ocidente. Todos os grandes aiatolás dos muçulmanos xiitas emitiram a mesma fatwa. A posição do Irã contra as armas de destruição em massa, que está longe de ser nova e foi efetivamente posta à prova. Na década de 1980, durante a Guerra Irã-Iraque, Saddam Hussein usou armas químicas contra o Irã, resultando em 100.000 soldados e civis iranianos mortos ou feridos. O Irã não retaliou da mesma forma, principalmente porque o aiatolá Khomeini era contra o uso de armas de destruição em massa com base nas crenças religiosas.
2. Nenhuma vantagem de longo prazo: Com base em avaliações iranianas, a posse de armas nucleares iria fornecer apenas uma vantagem regional de curto prazo que iria se transformar em uma vulnerabilidade em longo prazo, pois iria desencadear uma corrida armamentista nuclear regional, com Egito, Turquia e Arábia Saudita buscando também a arma.
3. Opções tecnológicas: As configurações técnicas que Irã escolheu para suas usinas de enriquecimento demonstram uma preferência por uma robusta capacidade produção de urânio de baixo enriquecimento que não facilita uma rápida passagem à produção de urânio de alto enriquecimento para armas nucleares. O desenvolvimento está focado na próxima geração de tecnologias nucleares, ao invés de produção em massa ou máxima instalação de centrífugas. Existem configurações mais vantajosas que poderiam ser implementadas caso o Irã estivesse determinado a adquirir armas no curto prazo. Note-se que o Irã não demonstrou urgência em avançar nos seus esforços de desenvolvimento de reatores nucleares de uso dual para produção de plutônio. Mesmo as atividades detalhadas no relatório de Novembro de 2011 da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não são dirigidas a qualquer armamento nuclear específico.
4. Isolamento: Irã reconhece que, tornando-se um Estado com armas nucleares, vai obrigar Rússia e a China a se juntarem aos Estados Unidos e também aplicarem sanções devastadoras que paralisariam a economia iraniana. Ao se tornar um Estado com armas nucleares, o Irã daria aos israelenses o argumento definitivo para convencer os Estados Unidos e a comunidade internacional de que existiria uma real ameaça a sua própria existência, escancarando as portas para uma nova guerra no Oriente Médio.
5. Aspirações: O objetivo do Irã é tornar-se uma nação moderna, plenamente capaz de competir com o Ocidente em termos de tecnologias avançadas. A maioria dos políticos proeminentes do Irã acredita que a posse de armas nucleares seria um obstáculo no longo prazo para o acesso do Irã a uma ampla cooperação tecnológica com os países desenvolvidos. Eles não querem ver o Irã sob o tipo de isolamento internacional extremo imposto contra a Coréia do Norte.
6. Boa vontade: Durante as negociações de 2003-2005 com a França, Alemanha e Reino Unido (UE-3), o Irã apresentou propostas que incluíam o compromisso de limitar o enriquecimento a 5%, de exportar todo o urânio produzido ou transformá-lo em elementos combustíveis para reatores, de por em vigência o protocolo adicional ao acordo de salvaguardas da AIEA, já assinado, bem como os arranjos subsidiários a esse acordo. Isto daria o máximo de transparência ao seu programa, permitindo à AIEA realizar inspeções em instalações não declaradas. Propôs também enviar seu urânio enriquecido para a fabricação de elementos combustíveis para o Reator de Pesquisa de Teerã em outro país. Da mesma forma, o Irã apoiou a proposta passo-a-passo da Rússia no verão de 2011, que abordava todas as preocupações do Ocidente sobre as atividades nucleares iranianas. Estas ofertas eram destinadas a garantir que nenhum urânio enriquecido seria desviado para um programa de armas nucleares no futuro. Por isso, o porta-voz do Ministério do Exterior iraniano recentemente disse que “o Irã, a fim de provar a sua boa vontade, foi mesmo além dos compromissos enumerados pelas normas da agência“. Nesse contexto, os esforços de mediação conjuntos do Brasil e Turquia foram também rechaçados e os Estados Unidos e a UE rejeitaram a oferta.
7. Sem Estoques: Acusações feitas contra o Irã por ter armazenado urânio enriquecido suficiente para construir de armas nucleares são enganosas, já que a usina nuclear de Bushehr requer anualmente 27 toneladas de urânio enriquecido a 3,5% para suas recargas de combustível. Até agora o Irã produziu cerca de 7 toneladas e precisa de mais 20 toneladas para a primeira recarga de sua usina.
8. Ofertas de enriquecimento: A maior preocupação do Ocidente e, portanto, sua maior prioridade nas negociações nucleares, é o urânio enriquecido a 20% do Irã. Primeiro em fevereiro de 2010 e, pela segunda vez, em setembro de 2011, o Irã propôs parar o enriquecimento a 20% em troca de elementos combustíveis para o Reator de Pesquisa de Teerã, e repetidamente o Ocidente rejeitou a proposta. Em uma reunião entre o chefe de política externa da UE, Catherine Ashton, e o negociador nuclear líder do Irã, Saeed Jalili, em 19 de setembro de 2012, o Irã, mais uma vez, ofereceu suspender o enriquecimento de urânio a 20%, desde que houvesse reciprocidade proporcional pelo P5 +1. “Se eles nos dão os 20% [enriquecido] de combustível, vamos suspender imediatamente 20% [de enriquecimento]“, Ahmadinejad disse em uma entrevista à televisão estatal iraniana. Mas a Europa respondeu impondo mais sanções.
9. Dissuasão: Uma grave acusação contra o Irã é que uma vez que ele adquira armas nucleares, irá usá-las contra os Estados Unidos e Israel. Isso racionalmente não faz sentido, uma vez que qualquer provocação do Irã contra um desses Estados que possuem milhares e centenas de armas nucleares, respectivamente, iria resultar na total aniquilação do seu próprio país, num inédito “suicídio nacional”. O Irã já reconheceu publicamente este fato.
10. Mudança de regime: A visão de alguns políticos norte-americanos é que a motivação do Irã para a busca de armas nucleares seria dissuadir Washington de instigar uma mudança de regime ou atacá-lo diretamente. Se esta preocupação tivesse fundamento, então as armas nucleares do Irã poderiam ser usadas para impedir uma guerra, o que seria, paradoxalmente, positivo. A recente queda do regime da Líbia reforçaria tal motivação, assim como a experiência histórica do próprio país. Durante os oito anos da guerra Irã-Iraque (1980-88), os Estados Unidos e o Ocidente apoiaram Saddan Houssein e, apesar disso, não houve mudanças no regime de Teerã. De lá para cá, o regime, sem armas nucleares, tem se mantido e fortalecido. Não parece razoável que ele venha a se colocar em risco buscando adquirir armas nucleares em face ao esforço concertado por parte dos Estados Unidos e do Ocidente no sentido de impedi-lo. Tal ação seria contrária aos seus próprios interesses.

Estas são apenas algumas razões que o Ocidente deve considerar na busca por uma solução negociada e realista para a crise que já se arrasta há uma década, ao invés de continuar com o endurecimento das sanções internacionais e ameaças de ação militar, abordagem que tem se mostrado ineficaz. Teerã só aceitaria um acordo em que fossem reconhecidos seus legítimos direitos de enriquecer urânio para fins pacíficos sob o TNP e que implique num gradual levantamento das sanções. Em troca, para construir confiança, o Irã deveria operacionalizar a fatwa do aiatolá Khamenei proibindo armas nucleares, aplicar o Protocolo Adicional e os acordos subsidiários, e cooperar com a AIEA para resolver ambigüidades técnicas quanto a supostas dimensões militares de seu programa nuclear. Deveria também exportar a parcela de seu estoque de urânio enriquecido que exceda o consumo doméstico ou convertê-lo em combustível com enriquecimento máximo de 5% e, finalmente, estabelecer um consórcio multilateral para operação das usinas de enriquecimento no Irã.

Este pacote reconheceria os direitos legítimos de enriquecimento sob o regime internacional de salvaguardas nucleares, garantindo que o Irã continuará a ser um estado associado ao TNP não dotado de armas nucleares para sempre.

Por: Leonam dos Santos Guimarães - Assistente do Diretor Presidente da Eletronuclear

Este é o Brasil do PT, de Lula e Dilma

Menina baleada que esperou mais de oito horas por cirurgia teve morte cerebral 

Secretaria municipal de Saúde confirmou a informação 

Adrielly foi atingida na cabeça por disparo na noite de Natal, em Piedade

Marco Antônio Vieira, pai da menina Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, que foi atingida na cabeça por bala perdida e ficou mais de oito horas aguardando para ser operada no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, informou na noite deste domingo que a menina não resistiu: Acabei de perder a minha filha — disse Marco Antônio, acrescentando que ela teve morte cerebral: — Ela está no aparelho, o coraçãozinho dela ainda está batendo, mas... Infelizmente, ela faleceu. É questão de dias ou horas para que o coração pare de bater. Tudo que podia ser feito para salvá-la foi feito — lamentou, sob o efeito de medicamentos. No início da noite, a cabeleireira Vanessa dos Santos, de 25 anos, irmã da menina já havia informado sobre a morte cerebral de Adrielly. 

 O médico falou que ela está morta. Disse que o coração ainda está batendo, mas o cérebro parou de funcionar — revelou a cabeleireira ao Extra. Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, estava internada em estado grave desde a noite de 24 de dezembro, quando foi baleada na Rua Amália, em Piedade, em frente à casa da avó. — Esperança, a gente ainda tinha. Mas a gente sabia que a situação era muito grave. Vamos amanhã (segunda-feira) ao hospital, para resolver as coisas. Os meus pais estão a base de medicamentos e não podem falar — disse Vanessa.


[enquanto crianças e adultos morrem nos hospitais por falta de assistência médica, esse governo incomPeTente do PT, do Lula e do 'poste' enchem as ruas com milhares de veículos comprados com renúncia fiscal, com financiamentos a perder de vista e com prestações que não serão pagas.

Esquecem os incomPeTentes que fingem governar o Brasil nos últimos dez anos, que um bom governo tem que cuidar primeiro da saúde, educação e segurança; na continuidade dotar o país de um bom sistema de transporte ferroviário e rodoviário, sempre priorizando a segurança.

É estupidez convencer as pessoas a comprarem carros, enquanto as cidades e estradas do Brasil não possuem infraestrutura para um terço dos carros que hoje circulam.]  

A Secretaria municipal de Saúde confirmou a informação, por volta das 22h deste domingo.
A menina ficou mais de oito horas aguardando uma cirurgia devido à ausência do neurocirurgião Adão Orlando Crespo Gonçalves ao plantão de Natal no Hospital Salgado Filho. Depois de tanta espera, a menina foi transferida para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. O médico que faltou ao trabalho no Salgado Filho prestou depoimento na sexta-feira e revelou que já não ia aos plantões há um mês. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o diretor-geral do Salgado Filho, Conrado Weber, informou que não tem conhecimento sobre as faltas de Adão Orlando Crespo Gonçalves.

Ao delegado Luiz Archimedes, titular da 23ª DP, o neurocirurgião disse que já havia comunicado ao seu chefe, identificado por ele como José Renato Paixão, que não faria o plantão. O médico informou ainda, segundo o delegado, que não concordava com a escala feita pelo hospital e, por isso, há um mês vinha faltando os plantões. No depoimento, ele acrescentou que o hospital não estaria cumprindo o que, segundo ele, é uma determinação do Conselho Regional de Medicina: escalar dois neurocirurgiões por plantão. Na escala estaria apenas ele.

Na sexta-feira, a Secretaria municipal de Saúde informou que o nome do neurocirurgião foi retirado da lista de médicos que vão trabalhar na noite desta segunda-feira, dia 31. Segundo a secretaria, o nome de Gonçalves foi enviado à gráfica onde é impresso o Diário Oficial do Município antes de o médico ter sido afastado de suas funções, o que ocorreu na noite de quinta-feira após a abertura do inquérito administrativo. A secretaria disse ainda que enviará um comunicado oficial à imprensa sobre a mudança e também já está providenciando a correção em seu site.

Fonte: O Globo

O voto popular não condena nem absolve ninguém, apenas elege representantes por um período determinado, segundo a legislação vigente e em obediência à Constituição e aos princípios republicanos

Republicano
Não foi das menores questões enfrentadas pelo Supremo a da perda de mandato parlamentar dos deputados condenados na Ação Penal 470, denominada de mensalão. Diferentes interpretações constitucionais se confrontaram, todas embasadas em nossa Carta Maior. O voto vencedor no Supremo, por decisão apertada, mostra o quanto o problema era dos mais espinhosos, não produzindo uma adesão imediata dos ministros. Argumentos existiam de ambas as partes.

O próprio presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, saiu em defesa do que entendia como prerrogativas do Poder Legislativo, escudado, nesse sentido, em uma das interpretações. O paradoxo da situação, no entanto, salta à vista. Um parlamentar condenado, com trânsito em julgado, tendo perdido seus direitos políticos, por crimes cuja condenação ultrapassa quatro anos, não poderia, evidentemente, exercer o mandato que lhe foi conferido por um processo eleitoral.

Tampouco faria sentido recomeçar todo o processo na Câmara dos Deputados, com advogados e direito de defesa, na medida em que esse direito já foi amplamente exercido no Supremo. Tal repetição daria lugar a uma crise institucional, como se o Supremo não fosse “supremo”, mas derivado de um “processo jurídico” que seria feito pela Câmara, que teria a palavra final. Não caberia, pois, ao STF dirimir em caráter definitivo uma interpretação de cunho constitucional. A contradição é manifesta.

Não se trata de uma situação corriqueira, não podendo ser equiparável à de crimes menores, como infrações de trânsito. O bom-senso exige diferenciar infrações menores das de crimes como corrupção passiva, ativa, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, implicando a perda de direitos políticos e elevadas condenações. A improbidade administrativa no manejo da coisa pública é cristalina, possuindo, aliás, legislação específica que implica a perda de mandato eletivo e afastamento de cargo público.

Princípios básicos de igualdade de todos os cidadãos perante as leis, a moralidade da política, a normatização de um Estado propriamente republicano seriam violados. É como se uma legislação especial, que valeria somente para parlamentares, não se estendendo nem ao Presidente da República, criasse uma classe de privilegiados, situados acima da lei geral. A questão tornou-se, nesse embate, tanto mais interessante por envolver questões de princípios e valores constitucionais, que foram arrolados do ponto de vista das diferentes interpretações.
Questões essas que visaram a equacionamentos capazes de corrigir antinomias e contradições vigentes no próprio texto constitucional.

No que diz respeito às prerrogativas do Poder Legislativo, foi pouco considerado publicamente um fato da maior relevância, a saber, o de que a Câmara dos Deputados poderia ter sustado o processo de seus parlamentares, conforme o disposto pela Emenda Constitucional 35/2001, que alterou o artigo 53 da Constituição Federal. Consta, em seu parágrafo 3º: “Recebida a denúncia contra o senador ou deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.”

Ou seja, os partidos políticos envolvidos no mensalão não exerceram essa sua prerrogativa, o que significa dizer que qualquer protesto posterior tem a sua legitimidade em muito reduzida. Analisou, com rigor, o ministro Gilmar Mendes em seu voto: “Deve-se salientar, ainda, que o controle político do processo judicial contra parlamentares permanece nas mãos do Congresso Nacional, cujas Casas sempre poderão sustar o andamento da ação penal antes do advento de decisão definitiva, nos termos do artigo 53, parágrafo 3º, da Constituição, com a redação dada pela EC 35/2001.”

Após a EC 35/2001, o Congresso perdeu a prerrogativa de autorizar o processamento de parlamentares. Todavia, o Constituinte derivado atribuiu ao Parlamento, até a decisão final do processo, o relevante poder de sustar o andamento de ações penais contra parlamentares. E os partidos nada fizeram, provavelmente por medo de suas consequências políticas junto à opinião pública. Compatibilizar o texto constitucional foi o esforço levado ao cabo pelos ministros. Isto é, as normas da Constituição devem não ser incoerentes entre si, o que é uma aplicação básica do princípio lógico de não contradição.

Se o pensamento não pode prescindir desse princípio, sob pena de cair na insensatez, o mesmo vale para a compatibilidade de normas constitucionais. O trabalho do Supremo teve, portanto, de recorrer a questões de fundamentação, apresentando uma hierarquia de seus bens jurídicos maiores, de modo que a sensatez exigida do pensamento pudesse se alinhar com os maiores princípios republicanos, como a probidade administrativa, a isonomia e a moralidade política.

Eis uma das maiores, senão a maior função, de uma Corte Constitucional, a de mostrar que o “Estado democrático de direito” não pode ser equiparado a processos eleitorais. O voto popular não condena nem absolve ninguém, como alguns mais afoitos têm apregoado. Ele tem apenas a função de eleger representantes por um período determinado, segundo a legislação vigente e em obediência à Constituição e aos princípios republicanos.

Da mesma maneira que não faria o menor sentido atribuir a eleições o poder de mudar princípios fundamentais como o da igualdade entre homens e mulheres ou reintroduzir a discriminação religiosa ou de raças, tampouco faz sentido atribuir a processos eleitorais o poder de absolver deputados que cometeram crimes e foram condenados com trânsito em julgado pela Suprema Corte, com perda de direitos políticos.

Seguir e aceitar a decisão do Supremo referente, no caso, à perda do mandato de deputados, dignifica a representação parlamentar em vez de diminuí-la. É a República que está em questão.

Por: Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Fux pode se preparar que o PT vai mandar chumbo grosso; A chantagem é asquerosa, e só resta ao país torcer para que as ameaças sejam inócuas porque brandidas no vazio



Luiz Fux pode esperar chumbo grosso em 2013; o recado é claro: ou se comporta, ou eles prometem derrubá-lo; resta-nos torcer para que a chantagem não tenha lastro

Eis-me aqui, leitores, a fazer algumas considerações, conforme disse que poderia acontecer. Depois retomo o meu descanso. O ministro Luiz Fux, do STF, continua na mira dos petistas. E eles não o deixarão tão cedo, a menos que este membro da corte máxima do país pague a fatura na qual figura, segundo os petistas, como devedor. O mensalão já é jogo jogado. Ainda que o tribunal venha a admitir os embargos infringentes, de divergência, é difícil supor que Fux dê um voto oposto àquele que proferiu durante o julgamento. Mas sabem como é: o governo tem muitas demandas no Supremo. A coisa está feia: para o tribunal, para Fux, para as instituições. E o ministro pode se preparar porque vem mais bomba por aí.

O mais recente ataque a Fux partiu de Gilberto Carvalho, ninguém menos: ele é, por excelência, o braço de Lula no governo Dilma, mas é também homem de confiança da presidente. Quando fala, ele o faz em nome da chefe, a menos que seja desautorizado. E ele não foi. O que fez Carvalho? Afirmou num programa de TV que manteve um encontro com Fux antes de este ser nomeado para o Supremo e que o então candidato a ministro lhe havia assegurado que lera o processo do mensalão e não encontrara provas contra os réus. Mais uma vez, os petistas estão afirmando, por palavras nem tão oblíquas, que Fux lhes prometera uma coisa — “matar a bola no peito” — e não entregou o prometido.

É espantoso! Mais do que sugestão, o conjunto das declarações — de Carvalho, de Dirceu e do próprio Fux, em entrevista — nos autoriza, por indução, a concluir que um dos critérios para a indicação do agora ministro foi a sua opinião de então sobre o mensalão. Depois, tudo indica, ele mudou. Fux já confirmou ter estado com José Dirceu antes de ser indicado por Dilma. Reuniu-se também com João Paulo Cunha. O que um pretendente ao cargo máximo do Judiciário tem a conversar com dois réus daquele calibre? Ninguém sabe. E isso Fux também não conseguiu explicar na entrevista que concedeu.

Ao anunciar a suposta mudança de opinião de Fux, Carvalho está confessando o que eles lá, ao menos, tinham entendido como uma conspirata a favor dos mensaleiros. Pior: como foi Dilma que indicou o ministro, Carvalho e todos os que insistem nessa linha de argumentação comprometem a presidente com uma óbvia agressão ao Supremo e à independência entre os Poderes: Fux teria sido escolhido para cumprir uma missão — que não seria, por óbvio, fazer justiça.

Os antecedentes e o que se viu
O leitor tem o direito de saber que petistas viviam falando pelos cantos, para repórteres, algo mais ou menos assim: “Fux tá no papo; é nosso!”. Os mais boquirrotos davam o acordo como celebrado. A metáfora do “matar a bola no peito” já era muito conhecida. Os votos do ministro pegaram, sim, os petistas de surpresa e, em larga medida, os jornalistas. E petistas não o perdoam por isso. Se acham Joaquim Barbosao “negro que nós [Eles!!!] nomeamos”, como disse João Paulo ingrato, eles têm Fux na cota de um traidor.

E não pensem que já esvaziaram todo o saco de maldades. Pelo cheiro da brilhantina, como se dizia antigamente, vem mais coisa contra o ministro em 2013. Os mais exaltados chegam a prometer que ele terá de deixar o tribunal porque acabaria ficando provado que não tem condições de exercer a função. Até onde pode ir o ódio punitivo? É o que veremos.
O QUE NÃO ESTÁ CLARO NO TRIBUNAL INFORMAL DO PETISMO É SE HÁ OU NÃO CONDIÇÕES DE FUX SER REABILITADO PELA COMPANHEIRADA — vale dizer: ainda não se decidiu se vão lhe apresentar uma fatura, exigindo, em troca, o bom comportamento ou se a condenação já pode ser considerada transitada em julgado — nessa hipótese, só restaria mesmo o paredão.

A tropa não brinca em serviço. Nesse momento — e Fux não deve ignorá-lo —, a sua carreira de juiz no Rio está sendo escarafunchada. Não é que os petistas não gostem de uma coisa ou de outra e tenham sido tomados por um surto de moralidade ou de moralismo. Não! Vigora a palavra de ordem de sempre: “Quem está conosco é gente boa; quem não está vai para a boca do sapo”.

Fux pode se preparar que vem chumbo grosso por aí. Ou, então, se anula como membro da nossa Corte Suprema e se torna mero esbirro de um projeto partidário — nesse caso, tem até modelo a ser seguido. A “máquina” está lhe dizendo algo assim: “Ou se entrega, ou nós acabamos com a sua reputação”. A chantagem é asquerosa, e só resta ao país torcer para que as ameaças sejam inócuas porque brandidas no vazio.

Nunca antes na história deste paiz um ministro de estado confessou que um candidato a ministro do Supremo lhe havia feito juízo de mérito sobre um processo em tramitação na Corte para a qual este pretendia ser nomeado.
Se você acharam 2012 animado, esperem só para ver 2013…

Por Reinaldo Azevedo

Collor deve estar um pouco zangado



Valério e o país dos surdos
Collor deve estar um pouco zangado. Passou à história como o presidente corrupto, derrubado após um processo de impeachment que uniu o país inteiro contra ele. A CPI do PC revelara o esquema de uso do poder para montagem de um caixa particular no topo da República. Hoje em dia, esse tipo de método não derruba mais presidente – muito pelo contrário, serve para vitaminar o partido dominante. Após sete anos de silêncio, Marcos Valério abriu o bico. Disse que Lula teve despesas pessoais pagas pelo esquema do mensalão. Diante dessa notícia, o Congresso não consegue sequer convocar Valério para depor. Está tudo dominado.

A queda de Collor se iniciou no momento em que foi descoberto um cheque do esquema PC usado para comprar um carro para o presidente. Um dos famosos fantasmas de Paulo César Farias, Manoel Bonfim, assinava o cheque usado para pagar o Fiat Elba que abalou a República, conforme revelou o jornalista Jorge Bastos Moreno. Desde que Pedro Collor entregou o irmão, numa entrevista em que denunciava o conluio com PC, o país tremeu e as instituições se jogaram de cabeça na investigação. Quando Valério diz que abasteceu Lula, a reação geral é bem diferente, sobressaindo-se a pergunta de sempre: onde estão as provas?

Vai ser difícil encontrar o Fiat Elba de Lula. A hegemonia petista inverteu esse princípio do Direito: não se investiga para encontrar provas, só se investiga se houver provas. E mesmo quando há, como no caso Rosemary, a investigação pode parar também. O enésimo esquema de tráfico de influência descoberto no governo popular se transformará, provavelmente, em mais uma façanha da faxineira – porque na hora de ligar os aloprados ao chefe, a linha cai.

Por que Rosemary não foi grampeada pela Polícia Federal? Uma mulher que falava em nome de Lula, que se dizia namorada de Lulae ninguém a considerou louca por isso, ou seja, ela sabia o que dizia –, uma mulher, enfim, que andava com Lula para cima e para baixo e conseguia milagres no terreno das nomeações de parasitas, não foi sequer objeto de escuta telefônica. Ou foi, e esse áudio virou um arquivo milionário para quem o guardou.
Pobre Collor. Imaginem se ele tivesse uma Rosemary. Talvez fosse criada uma CPI só para ela. Mas a Rosemary de Lula não vai nem ao Congresso prestar esclarecimentos, porque a convocação dela é derrubada no próprio Congresso. Como o Brasil aceita um escárnio desses? Como pode uma quadrilheira protegida de Lula, nomeada pela ministra Dilma e mantida pela presidente Dilma, após um flagrante esfregado na cara dos contribuintes lesados por mais essa ação entre companheiros, permanecer a salvo de uma investigação clara e urgente? 

É muito simples, e os culpados estão na cara: são os brasileiros. Quem protege o triângulo Lula-Rosemary-Dilma são os brasileiros. Na época de Collor, não haveria a menor possibilidade de os parlamentares barrarem a convocação de uma Rosemary, pelo simples fato de que estariam fritos. Mas o Brasil de hoje não faz questão de nada. Se sente altamente consciente e cidadão apoiando a lei da ficha limpa, enquanto a ficha suja se esbalda à sua frente, protegendo Rosemary, Valério, Cachoeira, Delta e seus sócios palacianos, numa boa. Se aparecer o Fiat Elba de Lula, é capaz de ser doado com pompa ao Brasil Sem Miséria, ou ao Brasil Carinhoso, com aplausos pela solidariedade companheira. 

O julgamento do mensalão ficará como uma página quase cômica da história brasileira. O país que explode de orgulho com o fim da impunidade é governado, candidamente, pelo mesmo grupo político que pariu o esquema. O governo Dilma se esvai em pus, com sete ministros derrubados na ciranda das negociatas fisiológicas – a mesma tecnologia mensaleira de sustentação política – e o povo lhe dá aprovação recorde. O poder impressionante de uma Erenice, de um Valério, de uma Rosemary continua sendo, nesse país de todos, mera coincidência.

Marcos Valério falou ao Ministério Público de Paulo Okamotto, o conhecido personal-patrocinador de Lula, como uma pessoa que o teria ameaçado. De novo, se estivéssemos na era Collor, isso seria uma bomba. O erro de Collor, pelo visto, foi não ser filiado ao PT. Mas até o ex-presidente defenestrado já se reciclou, abrigando-se no império dos oprimidos – onde a impunidade emana do povo.

Fonte: Ricardo Fiúza – Revista ÉPOCA

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