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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

INsegurança Pública no DF - duas agências bancárias, no mínimo, são atacadas por semana

Aumenta o número de ataques a agências bancárias do Distrito Federal
Grupos com diferentes métodos têm promovido ataques, com e sem sucesso, a agências bancárias do Distrito Federal. A maioria teve caixas eletrônicos como alvos e os bandidos usaram explosivos na tentativa de levar todo o dinheiro das máquinas. O primeiro trimestre deste ano apresentou alta de 17,6% nesse tipo de crime, em comparação ao mesmo período de 2011, conforme dados da Secretaria de Segurança (SSP). No ano passado, houve 17 casos de janeiro a março. Já nesses três meses de 2012, foram 20 ocorrências. E a violência só cresce. Contando os registros até o último dia 26, no mais recente balanço oficial, são 30 crimes desde o início do ano, uma média de um furto — tentado ou consumado — a cada quatro dias. A quantidade equivale à metade do anotado em todo o ano anterior. Com medo, bancários chegaram a promover manifestação, em março, pedindo mais segurança.

Somente em abril deste ano, houve 10 casos. A maioria em Ceilândia, que registrou três ocorrências, e em Taguatinga, com quatro. Na tarde do primeiro domingo do mês, ao passar por agência bancária no centro de Ceilândia, morador da cidade estranhou a lona preta estendida sobre os vidros da unidade. Dentro, criminosos com um maçarico tentaram arrombar um dos caixas eletrônicos, sem êxito. Ao fugirem, abandonaram lixadeira, caixa de papelão e garrafa de refrigerante cheia de água, usada para esfriar o maquinário. Em outros casos, os bandidos chegam a usar caixas de isopor para burlar sensores de alarmes.

Fonte: Correio Braziliense

Filipelli pretendia derrubar Agnelo Queiroz - se tivesse êxito o DF seria beneficiado

Bomba no DF: vice armava para derrubar governador[o que convenhamos seria um serviço de utilidade pública - melhor o PMDB no governo, apesar de todos os defeitos, do que um petista, cheio de maracutais e incomPeTência quanto o Agnulo.]

Trecho do relatório da Operação Monte Carlo aponta que o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipelli, do PMDB, pagava jornalistas para tentar derrubar o governador Agnelo Queiroz, do PT, e chegar ao comando do Palácio do Buriti;

Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, receberia R$ 100 mil mensais

[destaque-se que a conduta aética de Filipelli não inocenta Agnelo Queiroz, que já vem enrolado com falcatruas, inclusive sendo processado no STJ desde os tempos do PAN 2007.]

A crise política deflagrada pela Operação Monte Carlo pode ganhar contornos incontroláveis no Distrito Federal. Um dos trechos do inquérito vazado pelo 247 aponta que o vice-governador Tadeu Filipelli, do PMDB, conspirava para derrubar o governador Agnelo Queiroz, do PT. O trecho aparece na página 202, do anexo 7.

Trata-se do resumo de uma conversa entre o espião Idalberto Matias, o Dadá, e o policial Marcelão, que é também dono de uma agência de publicidade no Distrito Federal, a Plá. Nela, ambos comentam que o jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, teria um contrato de R$ 100 mil mensais, que seriam pagos por Filipelli. Ambos comentam ainda que outro jornalista, chamado Edson Sombra, seria também remunerado pelo vice-governador. Há ainda uma anotação sobre um apartamento que teria sido dado por Cachoeira a Mino Pedrosa em Brasília. Além disso, Mino teria uma cunhada empregada no gabinete de Demóstenes Torres (sem partido/GO).

Nos últimos meses, o governador Agnelo Queiroz recebeu ataques em série. Denúncias, que antes eram publicadas em blogs de jornalistas do DF, como Edson Sombra e Mino Pedrosa, depois eram amplificadas em veículos de grande circulação nacional, como Veja e Época.

CPI da Arapongagem

Como as ligações entre a Delta e o governo do Distrito Federal são frágeis, a tentativa de impeachment incorporou uma nova estratégia. Agnelo passou a ser acusado de montar uma rede de arapongas para grampear políticos, jornalistas e empresários. Entre eles, o vice-governador Tadeu Filipelli e o jornalista Edson Sombra. Sobre isso, já há até uma CPI instalada no Distrito Federal. Nesta sexta, Filipelli representou ao Ministério Público Federal, solicitando a apuração de uma possível investigação ilegal, realizada contra ele, alegando a necessidade de defender as instituições. Ocorre que os grampos da Operação Monte Carlo revelam que o Watergate brasiliense pode ter sido montado justamente por aqueles que seriam beneficiados pela queda do governador.

Clique aqui e leia mais, incluindo o trecho do relatório da PF que menciona a doação do apartamento de Mino Pedrosa e o pagamento de jornalistas por Filipelli

Fonte: 247

domingo, 29 de abril de 2012

Cavendish orientava ação de seu diretor no trato com Agnelo Queiroz, PT-DF, governador do DF

Agnelo enviou emissários a Cachoeira

O inquérito da Operação Monte Carlo da Polícia Federal indica que o presidente licenciado da Delta Construções, Fernando Cavendish, tinha conhecimento e estimulava a forma pela qual o ex-diretor Cláudio Abreu conduzia os negócios da empresa no Centro-Oeste. Abreu, demitido pela Delta após a operação, é apontado pela PF como integrante do suposto esquema de corrupção comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Na última terça, Abreu foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal sob a acusação de fraude em licitações. O caso Cachoeira envolve o nome de vários políticos e, segundo a PF, tem a participação da Delta, cuja receita bruta com contratos públicos e privados foi de R$ 9,6 bilhões entre 2004 e 2010. Na semana passada, em entrevista à Folha, Cavendish afirmou que desconhecia o que se passava na área de atuação de Cláudio Abreu.

“A empresa tinha um diretor no Centro-Oeste, Claudio Abreu. Sou presidente do conselho, no Rio. Não sei o que está acontecendo em Goiás, no Nordeste, no Norte”, disse ele, emendando: “Nesse período todo de escuta, não tem uma única conversa que dê um indício de que eu tinha conhecimento dessa movimentação. O Claudio, nessa amizade [com Cachoeira], extrapolou os limites da autorização dele na Delta.”

CUIDADO
Grampos da PF que constam do inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal indicam o contrário. Em meio a uma crise política no Distrito Federal, o diretor da Delta relata a Cachoeira, em janeiro, que Cavendish o orientou a ter “cuidado”, porque estava sendo visado pela imprensa. “O segundo mais visado, disparado em relação a qualquer outro diretor, pela sua audácia e por tudo aí é você, porra. Então você tem que tomar cuidado”, diz Cavendish a Abreu, segundo relato do ex-diretor a Cachoeira. Abreu pergunta a Cavendish, então, se deveria recuar. “Não, não é recuar. Você tem que tomar cuidado e criar uma rede de proteção a isso”, diz Fernando Cavendish, sempre segundo o relato de Abreu a Cachoeira.

Na ocasião, a Delta e o governo Agnelo Queiroz estavam em disputa. A empreiteira cobrava faturas atrasadas relativas a contrato de coleta de lixo em Brasília, mas, segundo as gravações, Agnelo não aceitava acordo devido a rixa com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) -a quem associava à Delta. Cavendish, então, teria ido a Brasília orientar a estratégia que Abreu deveria ter no contato com Agnelo Queiroz. “O Fernando falou para florear mais ainda”, diz Abreu.

Informações da Folha de São Paulo

Assessores do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), figuram como mensageiros do petista em diálogos com Carlinhos Cachoeira e seus aliados, apontam as investigações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Nas conversas, eles levam supostos recados de Agnelo e tratam de interesses da organização criminosa no governo.

Apontado no inquérito como o “01 de Brasília”, o próprio governador teria enviado, via Cachoeira, um aviso ao senador Demóstenes Torres para que críticas a seu respeito cessassem. A informação aparece no resumo de um dos telefonemas entre o contraventor e o ex-diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu, em 6 de julho de 2011. “Te contei ontem que o coisa… mandou um recado para o Demóstenes (de) que, se bater nele, vai contar que reuniu lá no apartamento dele para pedir obras?”, questiona Cachoeira. “Você comentou ontem comigo. Uai, negar, né, doutor? Chamou o cara de mentiroso, safado”, responde Abreu. A PF diz que os dois, provavelmente, falam de Agnelo e não informa que situação teria motivado a ameaça.

O ex-subsecretário de Esporte João Carlos Feitosa, o Zunga - que pediu demissão após a revelação de que teria solicitado uma conversa entre o governador e Cachoeira - figura nas escutas como interlocutor de Agnelo em outra circunstância. Em 16 de junho de 2011, o contraventor é avisado pelo araponga Idalberto Matias, o Dadá, de que Zunga dissera que o “01, Magrão” precisava lhe falar. Segundos depois, Cachoeira liga para o assessor de Agnelo, querendo saber do que se trata.

De acordo com a PF, Zunga queria saber se Demóstenes trabalhava para convocar o governador a prestar explicações sobre algum caso no Congresso. E pede para Cachoeira interceder junto ao senador. “Parece que o amigo seu aí, o careca, tava com um negócio de fazer um pedido de convocação. Verifica se tem fundamento isso”, solicita. Questionado sobre qual seria o motivo da convocação, ele responde: “Negócio que estava envolvido um pessoal grande do partido. Vou ‘puxar’ melhor e, se for verdade mesmo, ele (Agnelo) pediu para você se pode ajudar. Fica ruim chamar ele (sic)”, diz.

Segundo a PF, Zunga negociou com a organização de Cachoeira nomeações no Serviço de Limpeza Urbana dias antes da posse de Agnelo e intermediou, junto ao ex-chefe de gabinete do petista, Cláudio Monteiro, conversa de Demóstenes com o então governador eleito. O objetivo do senador seria tratar de interesses do grupo, como indicam as escutas. Em 30 de dezembro de 2010, Cláudio Abreu cobra de Dadá um retorno sobre conversas com Agnelo, intermediadas por Monteiro, que se afastou do cargo recentemente para se defender de denúncias de que recebeu dinheiro da organização. “É importantíssimo ele fazer essa interface com o governador, ficar falando bem da gente para o governador”, orienta.

Novos grampos da PF indicam que Cachoeira contribuiu em 2010 para a campanha de Monteiro, que se candidatou a deputado distrital. Em maio do ano passado, o próprio Cachoeira se refere a Monteiro como “o cara que eu ajudei muito na campanha”, em conversa com Edivaldo Cardoso, ex-diretor do Detran de Goiás.

Informações do Estado de São Paulo

Quando celebrar a miscigenação é só esperteza

Confesso que fico envergonhado com a insistência de muitos advogados da democracia racial em apresentar a miscigenação da sociedade brasileira como a demonstração definitiva de que os portugueses e seus descendentes brancos não possuíam uma cultura de caráter racista. Eu acho que a miscigenação criou pessoas bonitas, trouxe muitos benefícios a população brasileira e deve ser celebrada pelos motivos verdadeiros. Ajudou a valorizar a cultura negra e enriqueceu nossa maneira de olhar o mundo e perceber que somos parte de um universo mais amplo, que envolve toda a humanidade. Mas é absurdo tentar apresentar o acasalamento de brancos e negros (em temos históricos, em 99,99% dos casos, brancos e negras, o que já quer dizer alguma coisa) como “prova” que não somos um país racista.

Não há relação entre as coisas. O racismo e outros sentimentos de ódio nunca impediram relações sexuais entre pessoas que de nações diferentes e até inimigas. A crônica final de todas as guerras da humanidade inclui milhares de casos de estupro da população feminina pelas tropas vencedoras, permitida por uma situação de força. Alguém vai falar em miscigenação na Bósnia? Ou na Europa depois da chegada dos russos? Ou na Polônia após a invasão nazista?

Não. Mas falamos em miscigenação de forma positiva no Brasil. Dizemos que é uma demonstração do espírito aberto e desprovido de preconceito do branco brasileiro. A miscigenação seria, nessa visão, o ponto essencial de nossa democracia racial, pois envolve a família. Bobagem. Gostaria que alguém apontasse uma diferença, essencial, entre uma escrava deitar-se com o seu senhor e uma mulher de um país vencido numa guerra fazer o mesmo com tropas invasoras.

Além de costumes, comportamentos, geografias e etc, a verdadeira diferença reside no olhar que compara os dois fenômenos. Fomos habituados a olhar para a escrava negra como uma mulher disponível, que gostava de seduzir o senhor. Não se enxerga aí uma relação determinada por uma violência absoluta contra uma população arrancada de seu país de origem, destituída de sua família e de sua cultura, sem direitos elementares. [sendo conveniente lembrar que eram negros que arrancavam outros negros da África e os vendiam - começando a interferência do branco no transporte, revenda e utilização da mão de obra que começava a ser escravizada em seu continente de origem e por 'irmãos de raça'. Não eram os brancos que iniciavam a violência.

O tráfico, via 'navios negreiros', dava continuidade a uma ação criminosa e odiosa.

Mas, continua sendo injusto e discriminatório que o Supremo permita que os brancos nascidos dezenas de anos após 13 maio 1888, sejam punidos e discriminados por aqueles atos criminosos. E a política de cotas raciais discrimina os brancos, especialmente os mais pobres.]

Imagina-se a sedução, o desejo, até amor, quando havia um massacre prolongado, permanente, que durou séculos. Essa visão preconceituosa é um produto histórico do cativeiro, uma cultura criada pelo olhar do senhor. Muitos senhores de cativos gostavam de culpar as mulheres negras por deitar-se com elas. Diziam que eram provocantes, sedutoras, irresistíveis. Em mais um gesto que prova que podia ter idéias erradas mas não era desprovido de bom senso, Gilberto Freyre chegou a denunciar o preconceito vergonhoso de um médico brasileiro que, num Congresso em Paris, culpou a “lubricidade simiesca” das escravas negras pela expansão das doenças venéreas no país.

Na verdade, lembrou o antropólogo, as doenças se espalhavam porque muitos cidadãos brancos, contaminados por sífilis, gostavam de acreditar na lenda de que precisavam deitar-se com uma “negrinha virgem” para serem curados. Assim, justificavam suas investidas contra cativas ainda adolescentes.

Celebrar a miscigenação como “prova” do espírito democrático implicar em imaginar que, na cama, a escravidão pudesse desparecer por encanto. Vamos combinar que nem Reich e outros profetas da revolução sexual pensaram nisso….rsrsrsrsrsr. Do ponto de vista branco, a mulher escrava servia para o sexo. Mas não tinha direito a casamento nem a formar família.

Pode haver maior demonstração de preconceito?

Como assinala o professor Alfredo Bosi, “a libido do conquistador teria sido antes falocrática do que democrática na medida em que se exercia quase sempre em uma só dimensão, a do contacto físico: as escravas emprenhadas pelos fazendeiros não foram guindadas, ipso facto, à categoria de esposas e senhoras de engenho, nem tampouco os filhos dessas uniões fugazes se ombrearam com os herdeiros ditos legítimos do patrimônio de seus genitores. As exceções, raras e tardias, servem apenas de matéria de anedotário e confirmam a regra geral. As atividades genésicas intensas não têm conexão necessária com a generosidade social."

Fonte: Blog do Paulo Moreira Leite

Decisão do Supremo aprovando cotas raciais é, além de discriminatória, fundamento para que raça se converta em critério de ação governamental

Justiça com lentes coloridas

A discriminação racial no Brasil é constitucional, segundo decidiram por unanimidade os ministros do Supremo Tribunal (STF), num julgamento sobre a adoção de cotas para negros e pardos nas universidades públicas. Com base numa notável mistura de argumentos verdadeiros e falsos, eles aprovaram a reserva de vagas para estudantes selecionados com base na cor da pele ou, mais precisamente, na cor ou origem étnica declarada pelo interessado. Mesmo enfeitada com rótulos politicamente corretos e apresentada como "correção de desigualdades sociais", essa decisão é obviamente discriminatória e converte a raça em critério de ação governamental. Para os juízes, a desigualdade mais importante é a racial, não a econômica, embora eles mal distingam uma da outra.

O ministro Cezar Peluso mencionou as diferenças de oportunidades oferecidas a diferentes grupos de estudantes. Com isso, chamou a atenção para um dos maiores obstáculos à concretização dos ideais de justiça. Todos os juízes, de alguma forma, tocaram nesse ponto ou dele se aproximaram. Estabeleceram, portanto, uma premissa relevante para o debate sobre a formação de uma sociedade justa e compatível com os valores da democracia liberal, mas perderam-se ao formular as conclusões. O ministro Joaquim Barbosa referiu-se à política de cotas como forma de combater "a discriminação de fato", "absolutamente enraizada", segundo ele, na sociedade. Mas como se manifesta a discriminação? Candidatos são reprovados no vestibular por causa da cor? E os barrados em etapas escolares anteriores? Também foram vítimas de racismo?

A ministra Rosa Weber foi além. "A disparidade racial", disse ela, "é flagrante na sociedade brasileira." "A pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela", acrescentou. A intrigante referência à cor amarela poderia valer uma discussão, mas o ponto essencial é outro. Só essas cores identificam a pobreza no Brasil? Não há pobres de coloração diferente? Ou a ministra tem dificuldades com a correspondência de conjuntos ou ela considera desimportante a pobreza não-negra, não-mestiça e não-amarela.

Mas seus problemas lógicos são mais amplos. Depois de estabelecer uma correspondência entre cor e pobreza, ela mesma desqualificou a diferença econômica como fator relevante. "Se os negros não chegam à universidade, por óbvio não compartilham com igualdade das mesmas chances dos brancos." E concluiu: "Não parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico". A afirmação seria mais digna de consideração se fosse acompanhada de algum argumento. Mas não é. O fator não econômico e estritamente racial nunca foi esclarecido na exposição da ministra nem nos votos de seus colegas.

Nenhum deles mostrou com suficiente clareza como se manifesta a discriminação no acesso à universidade ou, mais geralmente, no acesso à educação. O ministro Celso de Mello citou sua experiência numa escola pública americana sujeita à segregação. Lembrou também a separação racial nos ônibus escolares nos Estados Unidos. Seria um argumento esclarecedor se esse tipo de segregação - especificamente racial - fosse no Brasil tão normal e decisivo quanto o foi nos Estados Unidos.

Talvez haja bons argumentos a favor da discriminação politicamente correta defendida pelos juízes do STF, mas nenhum desses foi apresentado. Brancos pobres também têm dificuldade de acesso à universidade, mas seu problema foi menosprezado.

Se um negro ou pardo com nota insuficiente é considerado capaz de cursar com proveito uma escola superior, a mesma hipótese deveria valer para qualquer outro estudante. Mas não vale. Talvez esse branco pobre também deva pagar pelos "danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados". Justíssimo?

Como suas excelências poderão ser envolvidas em outras questões de política educacional, talvez devam dar uma espiada nos censos. Os funis mais importantes e socialmente mais danosos não estão na universidade, mas nos níveis fundamental e médio. Países emergentes bem-sucedidos na redução de desigualdades deram atenção prioritária a esse problema. O resto é demagogia.

Fonte: O Estado de São Paulo

Até o momento, no caso Carlinhos Cachoeira, nada existe que comprometa a ética jornalística da Revista VEJA

As gravações que revelam escândalos da República

Os vazamentos dos documentos sigilosos referentes à investigação da Polícia Federal sobre a relação do Senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira que o Supremo Tribunal Federal enviou ao Congresso estão por toda a parte, e já nem são mais seletivos. Há fatos para todos os gostos. Tanto a chamada “grande imprensa” quanto uma variedade imensa de blogs, de várias tendências políticas e com diversos interesses em jogo, estão divulgando sem parar documentos e gravações, para desespero, suponho, do senador autointitulado bedel da CPI.

Aliás, muitos dos documentos vazaram enquanto estavam sob a guarda do Supremo, e continuaram vazando mesmo antes de chegarem ao Congresso. Eles demonstram mais uma vez que o relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada têm de ilícito, ficando preservada, por tudo que se conhece até o momento, a tênue linha que separa a ética jornalística de atos que podem comprometê-la.

O caso do jornal popular inglês News of the World, que colocou seus diretores e proprietários no banco dos réus na Inglaterra, é exemplar dessa diferença: lá os jornalistas contratavam arapongas para espionar celebridades e políticos. Aqui, até o momento está demonstrado que a revista se utiliza de gravações realizadas para revelar os escândalos da República. E em diversos momentos, como revelam as gravações, a revista se colocou contra os interesses de sua fonte de informações, divulgando notícias que desagradaram o bicheiro e sua turma.

A já conhecida gravação em que Cachoeira se queixa de que o diretor da sucursal de Brasília da revista Policarpo Junior não dá nada em troca das informações que recebe é uma evidência disso. O máximo que aparece nas novas gravações é um tratamento íntimo do bicheiro com o jornalista, e um pedido de uma notinha na revista, fatos que podem desagradar os que tentam politizar o caso para se vingar, mas não chegam a condenar a revista nem seus jornalistas.

As gravações mostram também, de maneira evidente, o trabalho do senador Demóstenes Torres de proteger a empreiteira Delta por interesse direto do bicheiro. Tanto que o PSOL já decidiu aditar à sua representação contra Demóstenes no Conselho de Ética do Senado, todo o material que receber da investigação da Polícia Federal sobre o esquema Cachoeira, através do senador Randolfe Rodrigues, seu representante na CPI. O Partido Socialismo e Liberdade, aliás, indica que terá nessa CPI um papel semelhante ao que o PT originalmente tinha quando estava na oposição.

Seus membros são praticamente todos oriundos da base petista, formados na dissidência primeiramente dentro do próprio partido, depois na formação de um novo partido que se quer distante do “pragmatismo” que passou a ditar as regras do governo Lula. Por motivos errados a meu ver, pois o gatilho para a dissidência foi a reforma previdenciária que o ex-presidente Lula acertadamente tentou levar adiante no início de seu governo, o PSOL já pressentia os rumos que o PT no governo tomaria, e seus fundadores desembarcaram dele antes que estourasse o escândalo do mensalão, em 2005.

Embora insista em teses arcaicas como a implantação do socialismo no país, objetivo que o próprio PT deixou como letra morta em seu estatuto, o PSOL guarda uma certa indignação com as atitudes pouco republicanas na prática política brasileira que é saudável. Seu instrumento de pressão, a maioria das vezes inócuo pelos próprios vícios do sistema em vigor, são as comissões de Ética e as CPIs no Congresso, como a reforçar a ideia de que o primeiro passo para uma reforma política seria a reforma de nossas práticas políticas. O partido pretende ampliar o anexo de sua representação à Comissão de Ética com diálogos 'pouco republicanos' de Demóstenes com o contraventor, publicados na imprensa, segundo seu líder, o deputado federal Chico Alencar.

Ele contesta a tendência declarada pelo relator da Comissão de Ética, senador Humberto Costa, de desconsiderar as gravações, afirmando que “não se sustenta” a tese de que elas podem ser anuladas pelo Supremo. Alencar utiliza-se do argumento do próprio Humberto Costa, que já declarou que o julgamento do senador de Goiás no Conselho é político, e não se cinge às tecnicalidades jurídicas. “Portanto, tudo o que — sendo veraz, por óbvio — contribui para a análise política da quebra da Ética e do Decoro Parlamentar tem que ser levado em consideração. Assim cobraremos”.

Na análise do líder do PSOL, “há alguns parlamentares na CPMI que confiam uns nos outros, pois são independentes e não têm medo de seu passado e de seu presente, isto é, não têm ‘telhado de vidro’. Nem estão ali para blindar correligionários”. O deputado Chico Alencar admite que “não são muitos os que não recuarão por conveniências políticas, é verdade”. Mas acha que os “independentes” são em número suficiente para, em último caso, fazer um voto em separado, denunciando o que, na verdade, está em questão: “o padrão degenerado da política brasileira, no qual os interesses privados, legais e ilegais, imbricam-se com os negócios públicos, e capturam, para o enriquecimento ilícito de pessoas e empresas, as instituições”.

Chico Alencar considera que o caso guarda semelhanças, nesse aspecto da promiscuidade do público com o privado, com o caso do mensalão: “Trata-se da tarefa de ‘republicanizar a República’, e a oportunidade é singular”, diz ele.

Ele chama a atenção para uma declaração do governador petista do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, segundo quem "tomar a denúncia como produto de uma conspiração é errado: é deixar de lado que o Estado brasileiro — historicamente cartorial, bacharelesco e barroco nos seus procedimentos, e forjado sob o patrocínio de um liberalismo antirrepublicano — tem um sistema político, eleitoral e partidário totalmente estimulante a desvios de conduta e a condutas que propiciam a corrupção".

Genro, por sinal, foi uma das poucas lideranças petistas que, em decorrência do escândalo do mensalão, tentou liderar um movimento dentro do partido para sua “refundação”.

Fonte: Merval Pereira - O Globo

IMUnidade ou IMPUnidade diplomática?

Abusos e crimes cometidos por diplomatas permanecem sem solução
Criada há 51 anos com o intuito de proteger as relações diplomáticas entre as nações, a Convenção de Viena abriu brechas à impunidade mundo afora. Ela protege os estrangeiros a serviço dos países e seus dependentes contra as leis do Estado onde residem, pois estão isentos de prisões e de processos, por mais grave seja acusação. É a tal da imunidade diplomática. Por sediar quase 200 embaixadas, Brasília se tornou cenário de abusos e escabrosos crimes atribuídos a pessoas que se valem desse benefício para escapar de um julgamento. A maioria deixa o Brasil após a queixa da vítima, sem nem sequer prestar depoimento. Muitos também escapam de repreensão na terra natal.

As delegacias de polícia do DF têm ocorrências com diplomatas e seus familiares como autores. Mas, devido à imunidade, nenhuma das queixas segue adiante. No máximo, acaba em um ofício ao Ministério das Relações Exteriores, que engaveta o comunicado ou o reencaminha ao governo responsável pelo acusado. Esses casos não entram para as estatísticas oficiais. Mas delegados e agentes candangos relatam centenas de boletins envolvendo os estrangeiros com passaporte diplomático. Eles vão de delitos de trânsito a calotes no comércio e até abusos sexuais.

Fonte: Correio Braziliense

sábado, 28 de abril de 2012

Ex-chefe de segurança ridiculariza premiê de IsraeL durante pronunciamento

Em um pronunciamento sem precedentes, o ex-chefe do Shin Bet (serviço de segurança do governo israelense) ridicularizou a figura do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e advertiu que um ataque israelense ao Irã pode "acelerar dramaticamente" o projeto nuclear iraniano. Em um encontro com um algumas dezenas de pessoas, nessa sexta-feira (27), Yuval Diskin, que foi chefe do Shin Bet entre 2005 e 2011, disse que não confia em Netanyahu nem no ministro da Defesa, Ehud Barak, e que não gostaria que "essas pessoas" conduzissem Israel para uma ação "da dimensão de uma guerra com o Irã".

Ainda não está claro se Diskin sabia que o encontro estava sendo gravado, mas rapidamente o vídeo com seu pronunciamento começou a ser divulgado por redes sociais na internet e, algumas horas depois, as duras criticas que fez aos lideres do país se tornaram manchete dos principais veículos de comunicação. Diskin ridicularizou Netanyahu e Barak, chamando-os de "messias de Akirov e Keisaria", em referência aos bairros luxuosos onde o premiê e o ministro da Defesa possuem propriedades. "Eu os vi de perto, e posso dizer a vocês que eles não são messias", afirmou, questionando a imagem que tanto Netanyahu como Barak tentam criar de si mesmos como "salvadores do povo de Israel".

Em termos duros, Diskin fez ataques pessoais aos principais lideres do país. "Sabemos que cachorros que latem não mordem. Infelizmente tenho ouvido latidos demais ultimamente", disse o ex-chefe do Shin Bet. Diskin disse que os lideres do país apresentam ao público um "quadro incorreto sobre a questão iraniana, tentando criar a impressão de que se Israel não agir, o Irã terá uma bomba atômica". "Eles se dirigem a um publico tolo ou ignorante, dizendo que, se Israel agir, o Irã não terá a bomba, mas isso é incorreto", explicou Diskin. "Muitos analistas dizem que uma das consequências de um ataque israelense pode ser uma aceleração dramática do projeto nuclear iraniano." "O que os iranianos fazem hoje devagar e silenciosamente, (depois de um ataque) terão legitimidade para fazer muito mais rápido", afirmou.

As declarações de Diskin, um dos mais respeitados militares israelenses, provocaram um escândalo no país. O vice-primeiro-ministro, Silvan Shalom, declarou que tem "muito respeito por Yuval Diskin, que foi um ótimo chefe do Shin Bet". "Porém, seu pronunciamento foi um erro. Coisas assim não precisam ser ditas", acrescentou Shalom. O ministro dos Transportes, Israel Katz, qualificou as palavras de Diskin como "grosseiras e inadequadas". Diskin não é o primeiro militar importante em Israel que critica o plano, atribuído a Netanyahu e Barak, de atacar as instalações nucleares do Irã. No ano passado, o ex-chefe do Mossad, Meir Dagan, qualificou o plano como "estúpido".

Na semana passada o chefe do Estado-Maior do Exército israelense, general Benny Gantz, também fez um pronunciamento que foi interpretado como discordância ao plano de ataque ao Irã. Gantz afirmou que não acredita que o Irã vá produzir armas nucleares. Segundo o general, o governo iraniano é "racional e sabe que seria um erro enorme produzir armas nucleares". Segundo ele, as sanções econômicas contra o Irã "começam a dar resultados".

Fonte: Agência Brasil

Ministério Público quer que Silas Malafaia se retrate por ter defendido “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gay

Pastor pode virar réu por incitar ódio aos gays

O Ministério Público Federal quer que a Justiça obrigue o programa “Vitória em Cristo”, exibido pela Rede Bandeirantes, se retrate de comentários homofóbicos feitos pelo pastor Silas Malafaia. O malfeito ocorreu em julho do ano passado.

Usando gírias e palavrões, o pastor defendeu “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gay. De acordo com o pedido encaminhado pelo MPF, a retratação deverá ter, no mínimo, o dobro do tempo usado nos comentários preconceituosos. “Os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É pra Igreja Católica 'entrar de pau' em cima desses caras, sabe? 'Baixar o porrete' em cima pra esses caras aprender (sic). É uma vergonha”, afirmou o pastor evangélico, durante o programa. [gay pode ofender a Igreja Católica, mas se alguém diz alguma coisa que machuque os que padecem do homossexualismo, logo o MP fica a favor das vítimas que são portadores do mal homossexualismo.]

Indignada com as manifestações preconceituosas, a associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais protocolou reclamação no Ministério Público Federal, o que motivou a abertura de um inquérito civil para apurar o caso e terminou numa ação, com pedido liminar. O pastor chegou a ser ouvido pelo MPF. Malafaia explicou que tinha feito uma crítica severa às atitudes de determinadas pessoas “desse segmento social”, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas. Ele defendeu que as expressões “baixar o porrete” ou “entrar de pau” significam “formular críticas, tomar providências legais”.

Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, as gírias têm claro conteúdo homofóbico, por incitar a violência em relação aos homossexuais. “Mais do que expressar uma opinião, as palavras do réu em programa veiculado em rede nacional configuram um discurso de ódio, não condizente com as funções constitucionais da comunicação social”, disse o procurador.

Dias afirma que, como líder religioso, Malafaia é formador de opiniões e moderador de costumes. “Ainda que sua crença não coadune com a prática homossexual, incitar a violência ou o desrespeito a homossexuais extrapola seus direitos de livre expressão”, argumentou. Por isso, a importância da retratação de seus comentários homofóbicos diante de seus telespectadores, além da abstenção de veicular novas mensagens homofóbicas.

A ação também é movida contra a TV Bandeirantes. O MPF sustenta que cabe à emissora que outras mensagens homofóbicas sejam exibidas, além de veicular a retratação. “A emissora é uma concessionária do serviço público federal de radiofusão de sons e imagens e deve compatibilizar sua atuação com preceitos fundamentais como o direito à honra e à não discriminação”.

Fonte: Site 247

Universidades do estado de São Paulo descartam cotas e defendem a prevalência da meritocracia em seus processos seletivos

Instituições defendem a prevalência do mérito na seleção e informam que já possuem ações de inclusão, sem, no entanto, reservar vagas

Instituições defendem a prevalência da meritocracia em seus processos seletivos

Mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela legalidade das cotas raciais, a Universidade de São Paulo (USP) não pretende adotar o sistema. Em 2009, quando assumiu a reitoria da USP, João Grandino Rodas afirmou que as cotas seriam "discutidas" no Conselho Universitário, mas o assunto só foi abordado de forma marginal durante debate para reforma do programa de inclusão de alunos de escolas públicas na instituição.

Outras instituições estaduais também prometem não aderir ao programa que reserva vagas para estudantes negros ou pobres. É o caso das universidades estaduais Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp). Todas as três - USP, Unesp e Unicamp - defendem a prevalência do mérito na seleção e informam que já possuem ações de inclusão, sem, no entanto, reservar vagas.

A ONG Educafro afirmou que vai entrar com uma ação na Justiça contra as três instituições para que o sistema seja adotado. O processo deverá ser protocolado até o dia 11 de maio. A USP não informou a quantidade de negros matriculados. A universidade mantém o Programa de Inclusão Social (Inclusp), que dá bônus no vestibular a estudantes da rede pública. Neste ano, 28% dos novos alunos vieram de escolas públicas. Apesar de não adotar reserva de vagas, a Unicamp é a única que tem benefício específico para pretos, pardos e indígenas. Eles chegam a receber 7% de bônus na nota, cerca de 2 pontos porcentuais a mais que alunos de escola pública - também beneficiados.

A Unesp também não soube informar a participação de negros entre os matriculados. A instituição foi a que mais incluiu alunos de escola pública: 41%.

Fonte: Agência Estado

Ao aprovar a política de cotas raciais, Supremo avaliza a instalação de tribunais raciais

Cotas raciais, um erro

O Supremo Tribunal Federal declarou as políticas de cotas raciais em universidades federais compatíveis com a Constituição. A decisão será saudada como um avanço, mas nem por isso terá sido menos equivocada.

Ninguém duvida que a escravidão foi uma catástrofe social cujos efeitos perniciosos ainda se propagam mais de um século após a Abolição. Descendentes de cativos -de origem africana ou nativa, pois também houve escravização de índios- sofrem, na maioria dos casos, uma desvantagem competitiva impingida desde o nascimento. As políticas adotadas por universidades que reservam cotas ou garantem pontuação extra a candidatos originários daquela ascendência procuram reparar essa iniquidade histórica. A decisão do STF dará ensejo à disseminação de tais medidas em outras instâncias (acesso a empregos públicos, por exemplo), o que ressalta a relevância do julgamento. São políticas corretivas que podem fazer sentido em países onde não houve miscigenação e as etnias se mantêm segregadas, preservando sua identidade aparente. Não é o caso do Brasil, cuja característica nacional foi a miscigenação maciça, seguramente a maior do planeta. Aqui é duvidosa, quando não impraticável, qualquer tentativa de estabelecer padrões de “pureza” racial.

Não se trata de negar a violência do processo demográfico ou o dissimulado racismo à brasileira que dele resultou, mas de ter em mente que a ampla gradação nas tonalidades de pele manteve esse sentimento destrutivo atrofiado, incapaz de se articular de forma ideológica ou política. Com a mentalidade das cotas raciais, importa-se dos Estados Unidos uma obsessão racial que nunca foi nossa.

No Brasil, a disparidade étnica se dissolve numa disparidade maior, que é social -uma sobreposta à outra. A serem adotadas políticas compensatórias, o que parece legítimo, deveriam pautar-se por um critério objetivo -alunos de escolas públicas, por exemplo- em vez de depender do arbítrio de tribunais raciais cuja instalação tem algo de sinistro.

A Constituição estipula que todos são iguais perante a lei. É um princípio abstrato; inúmeras exceções são admitidas se forem válidos os critérios para abri-las. A ninguém ocorreria impugnar, em nome daquele preceito constitucional, a dispensa de pagar Imposto de Renda para os que detêm poucos recursos. O cerne da questão, portanto, consiste em definir se há justiça em tratar desigualmente as pessoas por causa do tom da pele ou se seria mais justo, no empenho de corrigir a mesma injustiça, tratá-las desigualmente em decorrência do conjunto de condições sociais que limitaram suas possibilidades de vida.

Fonte: Editorial - Folha de São Paulo

Leia: “Política racista de cotas, um erro histórico”

CPI: parlamentares dizem ser impossível manter sigilo

STF pede investigaç​ão sobre vazamento de dados de CPI

Site Brasil 247 publicou pedido do MP para abertura de inquérito contra Demóstenes

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai acionar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para apurar os responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas do inquérito que tramita sob segredo de justiça na Corte para investigar ligações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira, depois que o relator do inquérito, ministro Ricardo Lewandowski, conversou longamente com o presidente do tribunal, ministro Carlos Ayres Britto. Ambos estavam consternados e consideraram absurdo o fato de dados sigilosos já estarem disponíveis a setores da imprensa. O site de notícias Brasil 247 publicou o pedido do Ministério Público para abertura de inquérito contra o senador Demóstenes.

Até agora, tiverem acesso ao inquérito os advogados das partes. Nesta sexta-feira, Lewandowski também liberou o acesso à CPI mista do Congresso Nacional que investiga as relações de Cachoeira, além do Conselho de Ética do Senado e da Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados, que investigam o envolvimento de parlamentares com o bicheiro. Como o presidente da CPI , senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), não foi encontrado em seu gabinete, o inquérito ainda não foi entregue às comissões.

Suposta íntegra de dados surgiu em site sem que tivesse chegado ao Congresso
Os autos que estão no Supremo têm mais de 2 mil páginas, divididas em mais de 20 volumes, com apensos e DVDs. Há pelo menos 19 escutas anexas no processo, nem todas degravadas. Os arquivos serão entregues ao presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), que não estava nesta sexta-feira em Brasília, dentro de 48 horas, a partir de ontem. — O Supremo atendeu a necessidade do momento, não perdemos nenhum dia útil. Na segunda-feira, vamos resolver a estrutura da CPI — disse Vital, por telefone.

Integrante da CPI, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) afirma que ser responsável pelo sigilo não significa não divulgá-lo de nenhuma maneira, mas tratá-lo na forma da lei. Segundo ele, a lei sobre sigilo legal diz que o segredo se impõe no interesse da investigação pública e na preservação da intimidade, mas não pode servir para proteger o crime e o criminoso. — A expressão vazamento pode deixar a impressão de leviandade. Mas estou falando de publicidade e transparência que são devidas à opinião pública. O segredo se impõe no interesse da investigação pública e na preservação da intimidade, mas não protege nem o crime e nem o criminoso. Às vezes, a revelação de um documento permite o aparecimento de novos documentos. Em outras CPIs, isso já ocorreu — afirmou o pedetista.



Miro lembra ainda que já há jurisprudência dos tribunais superiores de que segredo de Justiça não pode existir para proteger o crime e os criminosos, e sim para proteger as investigações e o interesse público: — Neste caso o que estamos investigando é uma organização criminosa, e não cabe sigilo. O que for de interesse de divulgação que facilite a investigação, aliás, deve ser estimulado. Foi assim que apareceu o motorista Eriberto na CPI do PC Farias. É a chamada ponta do novelo

Sarkozy opta por se empenhar em primeiro ganhar as eleições para depois tratar de outras questões

A radicalização do discurso e a reconhecida habilidade política de Nicolas Sarkozy não bastaram, até aqui, para reverter o jogo eleitoral na França. A pouco mais de uma semana para o segundo turno, uma nova pesquisa apontou a vitória do socialista François Hollande sobre o atual presidente, com vantagem de nove pontos percentuais. Na iminência da derrota, correligionários da União por um Movimento Popular (UMP) têm criticado Sarkozy pela busca desenfreada do voto de eleitores da extrema direita. Se o mandatário não conseguir a reeleição e sair da vida política, como prometeu, deixará para trás uma UMP muito enfraquecida em comparação a cinco anos atrás, quando ele próprio garantiu que ia “tirar o complexo” da direita francesa.

“Está sendo feito tudo o que não se deveria, nessa campanha. Fala-se muito de segurança e imigração. Os assuntos deveriam ser o emprego, o protecionismo europeu, medidas sobre o preço da gasolina”, disse à agência France-Presse um ministro, que pediu para não ser identificado. Dominique de Villepin, político formado na UMP e ex-primeiro-ministro, que se tornou desafeto de Sarkozy, também criticou a postura do presidente. “Tudo está acontecendo como se na França houvesse apenas os eleitores da Frente Nacional (FN, de extrema direita), como se não houvesse outras questões”, escreveu ele, em artigo publicado ontem na versão on-line do jornal Le Monde. Os políticos da UMP temem que a estratégia de Sarkozy os leve a um beco sem saída nas eleições legislativas de junho. Com o crescimento da FN, eles temem perder cadeiras para a ultradireita.
Fonte: France Presse

Policial se desesperou ao saber da morte do irmão e teria atirado por vingança

PM que matou 3 em hospital de SE se entrega à polícia
O tenente da Polícia Militar, Genilson Alves de Souza, se entregou à polícia por volta das 16h de hoje, conforme informações da Secretaria de Segurança Pública do Sergipe. Souza invadiu o maior hospital do Estado e efetuou uma série de disparos para se vingar da morte de seu irmão. Os disparos mataram três pessoas.

Acusado de triplo assassinato, ocorrido na última sexta-feira, no Hospital de Urgência de Sergipe João Alves Filho (Huse), o agente da Polícia Militar de apresentou voluntariamente no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Sergipe.

Segundo informações da SSP-SE, o tenente está acompanhado de seu advogado e pelo coronel Andrade, comandante do policiamento do interior. O autor dos disparos ficou à disposição da delegada que investiga o caso, Tereza Simony, para prestar depoimento sobre a chacina. O Governo do Estado do Sergipe, por meio da Secretaria de Segurança Pública, manifestou que todas as medidas foram tomadas a fim de apurar o caso e iniciar a ação penal para punir os culpados pelas mortes.

Genilson Alves de Souza atirou contra três suspeitos identificados como Adalberto Santos Silva, Márcio Alves dos Santos e Cleidson dos Santos. Os três, segundo a polícia, teriam trocado tiros com Jailson Alves de Souza, irmão do tenente que efetuou os disparos, que também ficou ferido durante o confronto, no bairro Santa Gleide.

O policial fazia diligência na região à procura de sua moto roubada por três assaltantes na quinta-feira, 26, quando localizou o veículo e os três supostos criminosos.

O irmão do tenente, Jean Alves de Souza, que é soldado da PM, também se entregou. Genilson é acusado de invadir o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) por volta das 22h de sexta-feira em busca de homens que haviam se envolvido em um tiroteio com seu outro irmão, Jailson Alves de Souza.

Segundo a secretaria de Segurança Pública de Sergipe, Jailson foi atingido por tiros disparados por Adalberto Santos Silva e socorrido no Huse. Adalberto também ficou ferido e foi levado ao mesmo hospital. Quando o tenente Genilson chegou ao hospital, foi informado que o irmão havia morrido. O policial então procurou por Adalberto e fez vários disparos contra ele.

Os tiros dados pelo tenente atingiram ainda Márcio Alves dos Santos e Cleidson dos Santos. Eles seriam pacientes que aguardavam atendimento. Mas a polícia apura se ambos também estavam envolvidos no tiroteio em que o irmão do policial ficou ferido. Parentes de Márcio Alves disseram que ele foi ao hospital para buscar atendimento médico após ter sofrido um acidente de moto. - Eu dizia não atire, ele é inocente. Mas não adiantou - disse a prima de Márcio, Patricia Silva Santos.

Segundo depoimentos de pacientes e funcionários do hospital, o tenente Genilson estava à paisana e ficou descontrolado ao saber da morte do irmão, iniciando os disparos. Em seguida, ele fugiu do hospital.

Fonte: Yahoo! Notícias

PMDF volta a ter Centro de Formação e Treinamento. Quando os tribunais vão devolver os estacionamentos públicos no SAS, que privatizaram ilegalmente?

Governo do DF devolve sede do Buritinga a Polícia Militar

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, devolveu nesta sexta-feira aos policiais militares as instalações do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PMDF (CFAP). O local foi utilizado desde 2007 como Centro Administrativo do DF, popularmente conhecido como Buritinga. Na cerimônia, também foi assinado ato de promoção de 106 oficiais e 1.235 praças da Polícia Militar do Distrito Federal e reinaugurado o busto de Tiradentes, nomeado como patrono da PMDF.

Em seu discurso, o governador destacou a importância da restituição do complexo de ensino e instrução da PM e compartilhou com os presentes sua alegria com a promoção dos policiais. “A boa formação dos profissionais depende de condições dignas, que serão oferecidas por este local de excelência e qualidade. O governo reconhece, ainda, a importância da valorização do trabalho dos policiais militares”, disse.

A relevância do ato de promoção de oficiais e praças também foi reforçada pelo comandante-geral da PMDF, coronel Suamy Santana da Silva. Ele ressaltou que “50% da motivação dos profissionais vem de dentro e a outra metade, de estímulos externos”. “Sabemos que o valor em dinheiro não é a prioridade dos policiais militares, mas o reconhecimento dos serviços prestados”, completou.

Histórico Buritinga – No início de 2007, diante da necessidade de redução de custos e da descentralização da administração do Plano Piloto, a estrutura do GDF foi transferida provisoriamente para Taguatinga, onde ocupou as instalações do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PMDF (CFAP). Essa situação perdurou até 13 de maio de 2010, quando parte das instalações foi restituída à PMDF, já que alguns setores do governo continuaram funcionando no local.

Fonte: Agência Brasil
[já que o GDF está devolvendo ao CFAP a área ocupada pelo antigo e midiático Buritinga, vamos torcer que a mode pegue e assim perguntamos aos tribunais instalados no SAS, Praça dos Tribunais Superiores, quando vão devolver ao público, ao cidadão contribuinte, os estacionamento públicos que aqueles tribunais invadiram e privatizaram ilegalmente - vejam o absurdo:
tais tribunais, sendo o maior invasor o TRF-1ª Região, simplesmente cercaram ESTACIONAMENTO PÚBLICOS e colocaram guaritas, só permitindo o acesso a veículos particulares de servidores daqueles tribunais - repetimos, o maior invasor é o TRF-1ª Região e o mais revoltante é que para praticar a INVASÃO/PRIVATIZAÇÃO IMORAL e ILEGAL usaram recursos públicos, tanto no cercamento da área quanto na vigilância que exercem.

A pergunta vale também para a AGEFIS - Agência de Fiscalização do GDF, que inicou uma operação de DESPRIVATIZAÇÃO dos estacionamento, mas por razões superiores e que só a AGEFIS sabe, esqueceu o assunto.]

Só não podem esquecer as consultorias fantasmas do ministro Pimentel, o consultor-fantasma

CPI de faz de conta

Estamos começando a viver um clima de faz de conta mesmo antes de a CPI do Cachoeira começar seus trabalhos de fato. O PT formalmente declara-se disposto a limitar as investigações sobre a empreiteira Delta ao que acontecia na sua direção do Centro-Oeste, cujo diretor já está preso. Como se os métodos adotados naquela região pela empresa nada tivessem a ver com a sua cultura no resto do país. Ora, a empreiteira tem (ou tinha) obras em praticamente todas as unidades da Federação, sobretudo devido ao Programa de Aceleração do Crescimento (PACo), e nada indica que seus métodos de ganhar licitações fossem diferentes em Goiás e no Rio de Janeiro, por exemplo.

A relação próxima, quase promíscua, do empresário Fernando Cavendish com o governador Sérgio Cabral e seus secretários, se não estivesse já demonstrada no episódio do trágico acidente de helicóptero ocorrido em Porto Seguro, fica explicitada pelas fotos que o deputado e ex-governador Garotinho postou em seu blog ontem. A comemoração do governador e vários de seus secretários em Paris com o empreiteiro revela um tipo de comportamento incompatível com o decoro de servidores públicos, além de intimidade suspeita com o empreiteiro responsável por grandes obras no estado.

Nenhum daqueles funcionários públicos provavelmente terá condições de provar que pagou a farra com dinheiro próprio, mesmo que alguns deles, como o secretário de Transportes, Julio Lopes, pudessem ter condições de fazê-lo. E o secretário de governo, Régis Fichtner, que é o encarregado de auditoria dos contratos da Delta com o estado, nesta fase em que se pretende fazer desaparecer os traços de ligação entre a empreiteira e o governo do Rio, aparece abraçado a Cavendish em uma das fotos, o que o descredencia para a tarefa.

Não é possível fazer de conta que a relação profissional da Delta com políticos de vários partidos e em vários estados não mereça ser investigada quando há claros indícios de que os métodos utilizados no Centro-Oeste não eram específicos apenas daquela região do país onde atuava originariamente o bicheiro Cachoeira.

Também o senador petista Humberto Costa quer fazer de conta que não há as gravações que implicam o senador Demóstenes Torres em diversos crimes e desvios de conduta. Como relator da Comissão de Ética do Senado, que vai julgar o senador amigo do bicheiro, ele diz que não vai usar as gravações por temer que elas sejam desqualificadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que anularia uma eventual decisão da Comissão baseada nelas. Ora, se não vai se basear nas gravações, presume-se que Humberto Costa vai inocentar Demóstenes Torres, ou então vai condená-lo por ter recebido do bicheiro fogão e geladeira importados como presente de casamento, o que ele já admitiu da tribuna do Senado.

A base aliada - PT e cia - tem o maior interesse em comprometer Roberto Gurgel - afinal, será ele o principal acusador no julgamento do MENSALÃO-PT

CPI de Cachoeira quer começar investigações por procurador-geral
Senadores e deputados pretendem ouvir primeiro o procurador-geral da República antes de convocar políticos e empresários

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, será a primeira autoridade a prestar depoimento na CPI mista que irá investigar as relações do bicheiro Carlos Cachoeira com políticos e empresas públicas e privadas. Assim como o suposto consenso em torno da abertura da CPI, tanto a base aliada quanto a oposição enxergam em Gurgel um elemento menos explosivo para ambos. Ao sentar-se na cadeira de depoente, porém, o procurador-geral da República será o centro do cabo de guerra político travado entre oposicionistas e governistas.

O discurso oficial é de que é preciso obter informações sobre as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, que culminaram na prisão de Cachoeira. A base aliada, entretanto, pedirá explicações a Gurgel por ter levado cerca de quatro anos para pedir abertura de inquérito contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). “Ele apresenta muito mais risco para a base aliada, sobretudo porque Demóstenes, da oposição, já está sangrando. Quem garante que as declarações do PGR não vão obrigar a investigação a escolher o Palácio do Planalto como seu norte?”, avaliou um líder governista. [o comportamento do procurador-geral, ao segurar o pedido de abertura de inquérito contra Demóstenes, levanta suspeitas, mas a base aliada mente quando diz que aquela autoridade retardou o pedido de inquérito por quatro anos - Roberto Gurgel assumiu a PGR em julho de 2009, há menos de três anos.
O retardamento do pedido foi estranho, mas temos que ficar atentos que interessa e muito a trupe petista, 'comprometer' o procurador-geral, autoridade que fará a acusação aos integrantes da organização criminosa MENSALÃO-PT.]

Fonte: CB

Garoto Sean Goldman só pretende voltar ao Brasil para visitar a familia brasileira

“Minha mãe casou com outro cara e disse: este é seu pai”, diz Sean

Em entrevista à rede americana de TV NBC, o menino afirmou que visitar a família no Brasil faz parte de seus planos, mas que só fará a viagem quando ficar mais velho

Na entrevista veiculada às 23h desta sexta-feira do Brasil pela rede americana de TV NBC, o menino Sean Goldman afirma à apresentadora Meredith Vieira, do "Dateline", que sua mãe, Brunna Bianchi, disse a ele, após casar, que o advogado João Lins e Silva era o seu pai: — Minha mãe casou com outro cara e disse: esse é seu pai - afirmou o menino. — Eu sabia que ele não era meu pai, mas eu não dizia nada, porque eu não queria deixar ninguém zangado.

O programa é entremeado com imagens de arquivo, que recontam a história do menino e da batalha judicial por sua guarda, e declarações do pai, também em entrevista a Meredith Vieira. A cada etapa da história de Sean o programa volta à entrevista com o garoto, que responde sobre determinado tópico. A versão da família brasileira foi mencionada no programa, que utiliza linguagem e música bastante emocionais. Respondendo a muitas perguntas de forma curta e direta, Sean disse que, nos anos que ficou no Brasil, ninguém lhe disse que seu pai, David Goldman, estava tentando vê-lo, inclusive com viagens ao Brasil. Perguntado por Meredith Vieira se tinha conhecimento à época da batalha do pai, respondeu: — Nenhuma ideia. A apresentadora insistiu, indagando se ninguém no Brasil havia contado para ele: — Não - respondeu o menino.
Menino Sean é entrevistado para programa de TV Terceiro / Reprodução de TV
Sean se disse confuso com a ausência do pai na temporada que passou no Brasil. Perguntado se entendia o que ocorria, respondeu: — Não, do que eu me lembro eu estava confuso. O que está acontecendo? Cadê meu pai?

Indagado se ficou zangado à época com o pai, Sean negou: — Não zangado, eu estava confuso. Porque... cadê meu pai? O menino diz à apresentadora que "não, nunca" esqueceu David Goldman: — É uma grande parte da sua vida quando você é uma criança, seu pai. Você quer seu pai.

Mais uma incomPeTência do governo Agnulo, PT-DF; está começando uma favela no coração de Brasília. Até tribunais privatizam estacionamentos públicos

Barracos instalados em 112/113 Sul incomodam e amedrontam os moradores
Este inicio de favela fica no coração do Plano Piloto, Asa Sul, área (que foi) nobre de Brasília
Governo do DF diz que fará levantamento para enquadrar os invasores em programas assistenciais e, só depois, removerá quem se negar a sair do local [isso se alguma ONG não ingressar no Supremo procurando estabelecer que os invasores fazem parte de alguma cota, que torna, no mínimo, 'politicamente incorreto', expulsa-los e assim extinguir no nascedouro, a nascente favela.
Não pode ser esquecido que o DF possui a segunda maior favela do Brasil.]
A pequena plantação de abacaxi na Entrequadra 112/113 Sul prova que a permanência do morador de rua João Antônio no local, 55 anos, conhecido como Peter Pan, já dura bastante tempo. A invasão dos barracos de lona preta, nos fundos do prédio de uma empresa de telefonia, começou em novembro do ano passado, segundo moradores. O local, apelidado de Acampamento Porto Solidão, reúne cinco casas onde moram jovens e adultos.

Quem mora nas quadras próximas reclama do acúmulo de lixo e do mau cheiro e cobra providências do GDF

A servidora pública e moradora da 112 Sul Gabriele Costa, 31 anos, reclama do mau cheiro e da insegurança na quadra. “Não dá mais para passear com as crianças no parque. Outro dia, um dos invasores alertou a babá sobre os usuários de drogas. O odor ruim é constante e contribui para o surgimento de insetos”, diz. Ela conta que fez diversas reclamações na ouvidoria do Governo do DF, mas,até agora, o problema não foi resolvido. “A cada dia, a invasão aumenta e nenhum providência é tomada”, denuncia Gabriele.

Fonte: Correio Braziliense

[a propósito, invasão no DF, especialmente sob o governo Agnelo Queiroz é constante e os invasores são desde moradores de rua até os tribunais superiores.
Na Praça dos Tribunais Superiores - onde a lei e os direitos do cidadão deveria ser respeitados - os próprios tribunais invadem os estacionamentos públicos, cercam, colocam guaritas e vigilância (redundante dizer que o material usado no cercamento e a vigilância é tudo pago com dinheiro público) e assim ficam seus servidores com estacionamentos 'privativos' e com vigilância - estacionamentos que eram públicos e foram invadidos por tribunais.
A AGEFIS andou 'tentando' colocar ordem na situação e coibir a invasão -privatização, mas algum dos doutores daqueles tribunais devem ter interferido e aquela Agência de Fiscalização desistiu de moralizar o uso da área pública - afinal, um dos maiores invasores de estacionamentos públicos é o TRF-1ª Região.
Afinal, que 'moral' tem a AGEFIS - subordinada ao governo do DF, portanto, ao Agnulo Queiroz, PT-DF,
que é investigado pelo TRF - para 'apertar' um Tribunal? ]


INsegurança Pública no DF - bandidos furtam ou usam de violência para roubar um carro a cada 50 minutos

Assaltos praticados com violência contra donos de carro aumentam 80% no DF
Segundo a polícia, a alta de casos de sequestros relâmpagos influenciou o índice
A cada 50 minutos, um carro é furtado ou roubado no Distrito Federal. O aumento mais expressivo, no entanto, fica por conta dos casos em que há o emprego de algum tipo de violência. Nesses casos, a média ficou em 11 por dia em janeiro e fevereiro de 2012, totalizando 673 registros ou um caso a cada duas horas e oito minutos. O crescimento, em relação ao mesmo período do ano passado, é de 81,9%. A migração dos crimes e o incremento dos sequestros relâmpagos são dois fatores que, para a Polícia Civil do DF, explicam a ascensão desse tipo de ocorrência.

O levantamento das autoridades de segurança pública revela que as cidades campeãs de furto de veículos são Brasília, Samambaia e Taguatinga. Quanto aos roubos, ocorrem com maior frequência em Ceilândia, Taguatinga e Samambaia. Os carros preferidos dos criminosos são o Gol, o Uno e a Strada. Há pouco mais de mês, um jovem de 24 anos, teve um Palio roubado. A vítima estava parada, dentro do veículo, no Taguaparque, em Taguatinga, quando foi abordado por três adolescentes. “O que se aproximou de mim estava sem arma. Fechei a porta e tentei acelerar. Mas o outro entrou no banco de trás e colocou um revólver na minha cabeça”, conta.

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A massa de rocambole do STF

VANITAS VANITATUM

O ministro Marco Aurélio Mello aproveitou seu voto em favor do aborto de anencéfalos para promover extenso ataque ao meu direito de opinião e ao meu direito de tentar fazer com que aquilo que penso adquira repercussão social e vigência jurídica e política no país onde nasci e onde sou cidadão no pleno exercício de meus direitos. O ministro está convencido de que apenas pessoas que pensam como ele - ou que, como ele, não pensam como eu - têm o direito de opinar e mobilizar opiniões sobre assuntos em que a Moral se encontra com o Direito.

Isso ficou muito claro quando afirmou, textualmente, como argumento trazido ao seu voto, que: 1º) "dogmas de fé não podem influenciar decisões do Estado"; e que 2º) a questão posta nesse processo (...) não pode ser examinada sob os influxos de orientações morais religiosas”. Para o ministro, portanto, as opiniões que guardem relação com moral de base religiosa assemelham-se a "dogmas" e resultam impertinentes ao direito positivo brasileiro. Não há como conceder ao ministro o benefício da dúvida, supondo que ele talvez desconheça a diferença entre uma coisa e outra. Trata-se de uma hipótese inconcebível. Ele sabe. Aceito, então, sugestões que resguardem Sua Excelência de uma severíssima reprovação junto à opinião pública brasileira. Eu não encontrei qualquer que sirva a esse fim. Já vi muito tolo dizendo isso, mas o ministro não é um tolo.

Ainda que eu estivesse solitário nas minhas convicções morais; ainda que não houvesse dezenas de milhões de brasileiros que pensam como eu sobre temas relacionados à vida, à família, à ordem social, à política, aos direitos fundamentais; ainda que eu fosse o único brasileiro a perceber que já estão impressos na Constituição da República os princípios que me inspiram e os valores em que creio, jamais aceitaria que me fosse recusado o direito de buscar civicamente, pelas vias institucionais, a vigência social e jurídica do meu ponto de vista.

O Estado Democrático de Direito me assegura isso e mais: mesmo que a Constituição recusasse todas as minhas convicções - coisa que ela não faz e por isso suscita essas releituras tão em voga - ainda assim, ela me concederia o direito de opinar e de tentar mudar o que a meu juízo devesse ser mudado, segundo a ordem instituída. O ministro sabe que é assim. E isso nada tem a ver com dogma. Tem a ver com democracia e com direitos fundamentais dos cidadãos. Sobre o tema escreve com muita precisão o filósofo espanhol e professor de Direito Andrés Ollero: "Ter em conta as convicções de todos equivale, por outro lado, a reconhecer que todos têm convicções". Os reais adversários do pluralismo e, portanto, da verdadeira liberdade humana, são, precisamente, aqueles que se afobam em proscrever do debate político quaisquer conceitos ou convicções que possam ser associados a alguma vertente religiosa. No fundo de tais esforços vicejam o orgulho e a vaidade, dois ingredientes que fermentam e estufam a massa de rocambole do STF. Aliás, do ministro Marco Aurélio Mello ouvi, viva voz, numa entrevista em que foi questionado sobre certa indicação para aquela corte: "O que mais quero é que apareça alguém para me fazer sombra". Que respeito pode uma vaidade dessas conceder à opinião alheia?

Por: Percival Puggina

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