Visitantes desde 1º junho 2013

Free counters!

COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

BRASIL! ACIMA DE TUDO

IMPOSTÔMETRO

Ad Sense

domingo, 30 de setembro de 2012

Lula está desesperado; a cada dia percebe ser mais insignificante, mais ridículo, mais desacreditado, mais ignorado e mais nada; se compara a Getúlio, mas lhe falta a coragem daquele ESTADISTA para antecipar o fim da sua dolorosa agonia

O novíssimo truque de Lula

Não se deve levar a sério o que Lula diz. Fala pelos cotovelos, não raro pelos calcanhares, a exemplo da exortação para que militantes arrancassem materiais de adversários das ruas de São Bernardo. E não tem qualquer apreço pela coerência entre o que disse ontem, o que diz hoje e o que dirá amanhã. Muito menos pela verdade.

Sobre o mensalão, navegou entre o traído que de nada sabia ao humilde que pede desculpas à nação pelo escândalo que pegou de calças curtas os seus mais caros auxiliares. Daí, migrou para a fantasiosa versão do caixa 2, expressa em entrevista mais fantasiosa ainda, transmitida pelo Fantástico, da TV Globo, em julho de 2005, dois dias depois de ser gravada em Paris.

A esse enredo, Lula e sua turma penduraram adereços. A ênfase de que culpados seriam punidos “doa em quem doer” ecoou no vazio. A fala dura do ex-presidente do PT e hoje governador gaúcho Tarso Genro preconizando a refundação do partido deu lugar à de um Ricardo Berzoini (PT-SP): "A prioridade é reeleger o presidente Lula. Depois veremos isso (a apuração) com calma. E essa história do mensalão é uma ficção.”

E por aí foi. Mensalão virou algo que nunca existiu, com Lula assegurando que como ex se dedicaria integralmente a provar que tudo não passara de farsa, coisa da direita para derrubar o primeiro presidente operário. Algo, aliás, que a dócil oposição nem mesmo cogitou. Se o transmudar dos fatos já era de admirável desfaçatez, o que se vê agora bate todos os recordes dessa categoria. Antes de o julgamento começar, Lula mexeu vários pauzinhos ou toras inteiras. Tentou em vão convencer ministros pelo adiamento, manobra que veio à tona quando Gilmar Mendes denunciou a tentativa de coação. Instigou seu partido a conclamar o povo a ir às ruas, tarefa cumprida, pateticamente, pelo deputado Rui Falcão. 

Julgamento em curso, constrangeu aliados para que assinassem nota de apoio a ele, contestada no seio dos mesmos partidos que a subscreveram. Do cineasta Luiz Carlos Barreto, amigo do réu José Dirceu, obteve carta aberta com 264 assinaturas da elite intelectual. Barreto batizou o documento como “filosófico-doutrinário”. Seja lá o que isso quer dizer, não é nada filosófico, ou muito menos doutrinário, alertar o país para a presunção da inocência, como se a Suprema Corte não fosse capaz de enxergá-la.


Agora, com condenações se acumulando e a proximidade da análise dos crimes do núcleo petista, Lula já antecipou seu novíssimo truque: o julgamento só está acontecendo porque ele, Lula, combateu como ninguém a corrupção. “Se juntarem todos os presidentes da história do Brasil, vocês vão ver que eles não criaram instituições para combater a corrupção como nós criamos em oito anos. Sintam orgulho porque se tem uma coisa que fizemos, foi criar instrumentos para combater a corrupção.”

Mais desfaçatez, impossível.

Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan

 

Em evidente falta de informação, ou clara agressão à verdade, jornalista atribui a 'cnv' poder que a mesma não possui

COMISSÃO DA VERDADE: Brasil entrou de cabeça na Operação Condor de repressão ilegal a oposicionistas durante a ditadura, diz jornalista. O país “tem que apurar essa coisa vergonhosa”, acrescenta


Brasil entrou de cabeça na Operação Condor, diz jornalista

O repórter João Domingos, da sucursal do Estado em Brasília, conversou com o jornalista Luiz Cláudio Cunha sobre suas novas atividades na Comissão Nacional da Verdade. Ele vai participar de um grupo voltado exclusivamente para a investigação das ações do Brasil na Operação Condor – uma espécie de consórcio formado entre os governos militares do Cone Sul para perseguir opositores políticos. [consórcio para combater traidores e que foi extremamente eficiente em sufocar os movimentos esquerdistas no continente, pena que não logrou exterminar de vez os que conspiravam contra sua própria pátrica.]

Cunha é o autor da reportagem publicada em novembro de 1978 pela revista VEJA que revelou o sequestro dos uruguaios Universindo Diaz e Lilian Celiberti, numa ação conjunta de policiais do Brasil e do Uruguai. Com a reportagem, Cunha venceu os prêmios Esso, Vladimir Herzog, Abril e Embratel e acabou com o segredo das ações conjuntas dos governos militares de seis países do Cone Sul no Brasil. Por causa da reportagem, as vidas de Diaz e de Lilian foram poupadas. São os dois únicos casos conhecidos de pessoas sequestradas na Operação Condor que ficaram vivas. Diaz morreu no início deste mês de câncer.

Em 2008, quando o sequestro completou 30 anos, Luiz Cláudio Cunha lançou pela Editora L&PM o livro Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios. Segundo suas informações, o governo militar brasileiro foi um dos organizadores da Operação Condor e participou ativamente de suas operações, embora tenha negado sempre. “O Brasil sempre foi cínico quando se tratou dessa questão”, diz ele.

A seguir, os principais trechos da conversa, que já teve trechos publicados na edição impressa do Estado.
Como será sua atuação na Comissão da Verdade?
Fui convidado para ser consultor sobre as questões que envolvem a Operação Condor. Serei apenas uma peça a mais, uma espécie de porta de entrada para a comissão, pelo conhecimento que tenho, pelas pessoas que conheço. Posso agregar informações e trazer para a comissão, que tem um poder de fogo muito forte. [vai ser mais um a ganhar dinheiro para nada fazer de útil pelo Brasil.]
 
Qual é o poder de fogo da comissão?
Ela tem poderes legais de abrir todos os arquivos, sejam públicos ou secretos. Ninguém pode negar a ela nenhuma informação. Se algo é secreto, pode ser secreto para outros, não para a Comissão da Verdade. [o ilustre jornalista já entra na 'comissão da mentira' ou mal informado ou mentindo (quando atribui a tal comissão grande poder de fogo ou recebeu informações mentirosas, equivocadas ou ele mesmo está criando, 'inventando' esse inexistente grande poder de fogo; a 'comissão da verdade' = 'comissão da mentira' tem o poder de convocar e os convocados poderão ser processados pelo 'crime de desobediência' caso não compareçam. Mas, NÃO ESTÃO OBRIGADOS A FALAR NADA; podem atender a convocação, se apresentar perante os revanchista no dia e hora determinados e NADA DECLARAR. Portanto, qual o poder de fogo da tal comissão? portanto, o que é secreto e for do conhecimento do convocado, só deixará de ser secreto se o mesmo for um traidor e resolver revelar o que eventualmente saiba. ]
Como será o exame desses arquivos?
Nós vamos fazer um roteiro de trabalho, ver as conexões do Brasil com os países do Cone Sul no caso da Operação Condor, verificar documentos do Arquivo Nacional, do Centro de Informações do Exército (CIE), do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), pedir informações a embaixadas. O fundamental é achar um foco.

Como foi a participação do Brasil na Operação Condor?
O Brasil sempre foi cínico quando se tratou dessa questão. Sempre procurou dizer que era um problema dos vizinhos Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. Pelo que já se sabe, o Brasil entrou de cabeça na Operação Condor. Essa operação foi uma conexão transnacional, da qual o Brasil foi sócio fundador e militante. O Brasil tem que apurar essa coisa vergonhosa, relatar os nomes dos envolvidos.

Além do caso dos uruguaios Universindo Dias e Lilian Celiberti, que o senhor desvendou numa reportagem da revista VEJA, conhece mais algum caso?
Tem outro que deixa tudo muito claro. É o Caso Campiglia/Galeão. No dia 12 de março de 1980, os argentinos Horácio Campiglia e Mônica de Binstock foram presos ilegalmente no Aeroporto do Galeão. Eles eram militantes do grupo esquerdista Motoneros. O governo argentino mandou um Hércules C-130 pegá-los.

Imagine se um avião desse porte desceria na Base Aérea do Galeão sem que as autoridades soubessem. Os dois foram levados para a Argentina, torturados e até hoje estão desaparecidos, conforme constatado por documentos da Embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires, revelados durante o governo de Bill Clinton.

Fonte: Blog do Roldão Arruda - Estado de São Paulo

MENSALÃO - PT - Brasileiros de bem estão com a alma lavada; para a alegria ser completa falta prender o Lula

MENSALÃO: Os brasileiros de bem e a imprensa livre estão com a alma lavada. O Supremo, com maioria de ministros designados por governos petistas, acaba com a farsa e mostra que, SIM, houve compra de votos para apoiar Lula

Amigas e amigos do blog, acabou a festa.
Acabou a palhaçada.
Acabou a farsa.
O Supremo Tribunal Federal ontem viveu um dia histórico quando, pelo voto de ministros ou por apartes e comentários a votos de colegas, e ainda sem que todos os ministros hajam terminado seus votos, deixou claro, por maioria de 6 dos 11 ministros, que, SIM, existiu o mensalão, que o mensalão foi alimentado por dinheiro público e, principalmente, que se tratava de um ESQUEMA DE COMPRA DE VOTOS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS.
Na sessão de ontem, coube ao ministro Luiz Fux, um dos dois integrantes do Supremo indicados pela presidente Dilma, reiterar pelo menos dez vezes, com todas as letras, que foi disso que se tratou.

As pessoas de bem “deztepaiz” estão de alma lavada por verem ser revelado à plena luz do dia — e, felizmente, se esboroar de vez — um esquema corrupto e totalitário cujo intento sinistro era fazer o Executivo, por meios escusos, ilegais e sórdidos, ser dono do Legislativo, acabando com o equilíbrio entre os poderes e instituindo uma espécie de “bolivarianismo” enviezado no Brasil.

A imprensa livre, objeto de insultos, ofensas, injúrias, mentiras como a de ser supostamente “golpista” e todo tipo de lama arremessada por adeptos do lulo-petismo, até por setores minoritários da própria mídia, aí incluídos os que publicam opinião em troca de soldo, está de alma lavada — por ter, desde o começo, baseada em fatos concretíssimos, apontado que o mensalão era exatamente isso que o Supremo acaba de deixar claro que era.

Colunistas livres e sem amarras com o poder ou com quem quer que seja, como tenho o orgulho de me considerar, estão de alma lavada, depois de serem criticados, insultados, enxovalhados e xingados por fanáticos ou malandros, inconformados com o primado da lei e com a reafirmação da independência e da correção de instituições como o Ministério Público e a mais importante corte de Justiça.

 A decisão, cujo pleno desfecho ainda está por ocorrer, espalhará seus efeitos benéficos, reavivando a crença, até agora enormemente fragilizada, dos brasileiros nos mecanismos criados pela Constituição. Aquele que seria o grande beneficiário da bandalheira toda o “deus” de Marta Suplicy e do lulalato, aquele que prometera destruir a “farsa” do mensalão, e que enfiou a viola no saco, agora esbraveja, reclamando que a suposta “compra de votos” durante o governo FHC não foi investigada.

Lula esbravejando em ato em favor de Fernando Haddad em São Paulo: é a gritaria do desespero (Foto: J. F. Diorio / AE)
O pior é quando você acusa os petistas ladrões, ser xingado por um traste como o acima ou por seus comparsas - mas, nos resta a certeza que muito em breve ele estará silencioso, oxalá preso 

Cala, descaradamente, sobre a condenação frontal e inequívoca que seu pessoal os companheiros de sempre, e os companheiros que passaram a sê-lo mediante gorda e suja mesada — recebe da mais alta corte de Justiça. Ignora, descaradamente, a Constituição, ao reclamar do procurador-geral da República durante a maior parte do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Brindeiro, chamando-o de ”procurador-geral da República no tempo deles” e classificando-o de “engavetador” — com isso ofendendo gravemente a todo o Ministério Público, por considerar, implicitamente, que o governo FHC “mandava” no MP, instituição independente.

É a gritaria do desespero, é a gritaria dos sem-razão, é a gritaria de quem pediu desculpas ao país sem nunca explicar os motivos, é a gritaria espalhafatosa de quem se disse “traído” sem jamais identificar os traidores. O comportamento de Lula indica o que já está ocorrendo, e já está sendo captado pelos governos estrangeiros e pela imprensa internacional: seu inexorável e inevitável declínio.

MAS ATENÇÃO: há ainda muito a fazer, tanto no julgamento do mensalão quanto na recuperação moral da vida pública do país. Não acho que o Brasil já tenha sido “passado a limpo”, nem nada parecido. Mas celebro o fim de uma farsa — a farsa segundo a qual o mensalão era uma farsa. Já está definitivamente inscrito na História: houve um esquema para COMPRAR, com DINHEIRO PÚBLICO, apoio para o governo Lula dominar completamente o Congresso.

Fonte: Blog do Ricardo Setti

Crise dos mísseis completa 50 anos

Em outubro de 1962, os EUA descobriram que Moscou tinha mísseis em Cuba; foi o momento mais tenso da Guerra Fria

 Há 50 anos, o mundo olhou fundo dentro do abismo nuclear e, por 13 dias, a 3ª Guerra Mundial parecia iminente. Um avião espião dos EUA descobriu em outubro de 1962 que a URSS de Nikita Khruchev colocara mísseis nucleares em Cuba. O arsenal soviético a 300 km de Miami alcançaria 70% do território dos EUA e alteraria o equilíbrio nuclear entre as superpotências, coisa que o governo de John F. Kennedy estava disposto a evitar a todo custo – incluindo com a guerra.

Foi, nas palavras do professor de Harvard Graham Allison, "o momento mais tenso da história da Humanidade". No duelo entre os gigantes atômicos, o Brasil parlamentarista de João Goulart, solidário a Cuba e dependente dos EUA, colheu informações e chegou a tentar intermediar uma solução, enviando uma mensagem direta de Kennedy a Fidel Castro.
A URSS, meses antes, garantira ao Brasil que não colocaria o arsenal no Caribe. Era mentira. E o Brasil de Jango, cada vez mais dividido, discutia se enviava tropas para apoiar o bloqueio naval a Cuba.

Nos 50 anos da crise dos mísseis, o Estado mergulhou em centenas de arquivos secretos da diplomacia brasileira, entrevistou historiadores e escutou testemunhas, incluindo o filho de Khruchev, Serguei. Preparamos também um material especial de nosso acervo. De Washington e Moscou, de Brasília a Itu, o mundo temeu pelo pior.

Mísseis colocados na ilha de Fidel davam a Moscou vantagem em um eventual confronto mundial

URSS deu garantias ao governo brasileiro contra mísseis em Cuba 

Meses antes da crise de outubro de 1962, a URSS deu garantias ao Brasil de que não pretendia levar seu arsenal nuclear a Cuba. O poderoso embaixador soviético em Havana, Sergei Kudryavtsev, foi “muito afirmativo” ao dizer que “a URSS, absolutamente, não deseja ter bases militares em Cuba”, escreveu o emissário brasileiro na ilha, Luiz Bastian Pinto, exatamente nove meses antes de a CIA descobrir os mísseis soviéticos.

Pouco após o fim da crise, o embaixador do Brasil nos EUA, Roberto Campos, disse ter sido informado por “alta fonte soviética” de que a ideia de enviar o arsenal a Cuba fora das “classes armadas” de Moscou 
  
Kennedy tinha razão de temer o poder soviético em Cuba

Os mísseis soviéticos SS-4 instalados em Cuba, em 1962, eram de fato uma ameaça. Embora haja o mito de que o velho bolchevique Nikita Khruchev teria despachado para a ilha armas ineficientes e superadas, a verdade é bem diferente: os 32 (ou 42, o número varia conforme a fonte) gigantes de 22 metros e 40 toneladas, armados com uma ogiva nuclear de 2 megatons, eram capazes de atingir alvos a 2.800 quilômetros de distância – com precisão que os equivalentes americanos estavam longe de conseguir.


Teriam provocado uma tragédia. Um ataque lançado de determinados pontos poderia atingir Washington, Nova York, Chicago ou Atlanta, além de torrar Miami até os alicerces. Em 1963, uma análise da inteligência dos EUA confirmava que a versão do SS-4 transferida para Cuba era de segunda geração, com raio de ação mais longo e guiagem inercial autônoma, a melhor tecnologia da época, há meio século.

O R-12 Dvina, denominação soviética do míssil, foi mantido em operação durante 34 anos. O primeiro lote, entregue em 1959, estava ainda sob condições de uso, em meados de 1993, quando toda a série foi desativada. A fabrica de Yuzmash entregou 2.335 foguetes à Força Estratégica. Simples e robusto, o balístico poderia ser disparado por carretasera esse o arranjo cubano –, ou a partir de silos subterrâneos, na configuração R12U, alongada, capaz de cobrir 3,5 mil km.

A moeda de troca oferecida pelo presidente John Kennedy era, a rigor, falsa. Khruchev só poderia remover os seus SS-4 se os EUA oferecessem, em sacrifício, uma presa do mesmo porte. Foram colocados na mesa 30 mísseis Júpiter – 15 deles alinhados em Esmirna, na Turquia, e outros 15 em Giogia del Cole, na Itália.

Um escambo injusto. A arma, obsoleta, nunca funcionou bem. Tinha tamanho (18,5 metros) e peso (48,5 toneladas) equivalentes ao equipamento soviético. A ogiva termonuclear de combate também oferecia alto poder, coisa de 1,8 megatons. O limite efetivo era de 2,400 km. As semelhanças, entretanto, terminavam aí. A navegação inercial era definida como “exigindo um desenvolvimento profundo”, no relatório de recebimento, da Força Aérea para o fabricante, uma divisão especializada da Chrysler Corporation. O lote de 100 unidades acabou reduzido a 45. A fabricação durou pouco, de 1956 até 1961. A frota completa foi retirada de linha em 1963, pouco depois da primeira crise atômica da história.

O Estado-Maior americano sugeriu uma resposta militar alternativa e de alto risco: lançar uma operação de bombardeio contra as baterias de mísseis previamente mapeadas pelos jatos U-2, de coleta de dados de inteligência e, simultaneamente, infiltrar um time de forças especiais com a missão de matar Fidel Castro, facilitando a invasão da ilha. O presidente Kennedy autorizou a mobilização inicial. Ficou nisso. No dia 28 de outubro Khruchev cedeu. A comemoração no gabinete de John Kennedy só existe no filme “Os 13 Dias”, dirigido por Roger Donaldson – tomado por violentas dores na coluna, o presidente não fez festa: quando a notícia chegou, estava no ambulatório da Casa Branca, tomando analgésicos, segundo depoimento da então primeira dama, Jackie Kennedy.

Fonte: O Estado de São Paulo

Dependesse do Jango a crise dos mísseis em Cuba teria se transformado na IIIª Guerra Mundial; VANTAGEM: Cuba teria sido riscada do mapa

Como o Brasil viu o mundo à beira do abismo nuclear

Governo João Goulart acompanhou – e tentou mediar – episódio mais tenso da Guerra Fria, revelam documentos

Uma mensagem arrepiante chegou à Embaixada do Brasil em Havana em 26 de outubro de 1962. O governo brasileiro estava "seguramente informado" de que EUA e URSS entrariam em guerra "nas próximas 48 horas" caso não cessasse a instalação de mísseis soviéticos em Cuba, alertava o chanceler Hermes Lima ao embaixador em Havana, Luiz Bastian Pinto. E ordenava o ministro: "Realize imediata gestão junto ao governo (cubano), apelando para a suspensão dos trabalhos".
 
 Há 50 anos, a Crise dos Mísseis fazia o mundo, incluindo o Brasil de João Goulart, caminhar à beira do precipício da guerra atômica. O então líder soviético, Nikita Khruchev, decidira instalar foguetes nucleares a quase 300 km de Miami, algo que o governo de John F. Kennedy estava disposto a impedir a qualquer custo – até mesmo com a guerra. Para entender como o Brasil viu o mundo rumo ao holocausto nuclear, o Estado mergulhou em centenas de telegramas secretos do Itamaraty, consultou historiadores e entrevistou protagonistas. No duelo entre os gigantes atômicos, o Brasil parlamentarista de Jango, solidário a Cuba e dependente dos EUA, colheu informações e chegou a tentar intermediar uma solução, enviando uma mensagem direta de Kennedy a Fidel Castro. O portador do recado era o chefe da Casa Militar, general Albino Silva, recebido por Fidel em Havana naquele outubro de 1962.

O Brasil entrou no imbróglio diplomático no dia 22 de outubro, quando o embaixador dos EUA no Rio, Lincoln Gordon, entregou a Jango uma carta de Kennedy avisando sobre a descoberta do arsenal soviético. Horas depois, o presidente americano iria à TV anunciar que a 3.ª Guerra Mundial poderia começar em breve. No texto, Kennedy convidava o Brasil a "discutir a possibilidade de uma ação armada" em Cuba caso a crise não fosse solucionada pela diplomacia. Jango, imediatamente, convocou cinco assessores ao Palácio da Alvorada para rascunhar a resposta ao líder do "mundo livre". 

"Debatemos ao longo de toda tarde e, ao final, o (ex-chanceler) San Tiago Dantas retirou-se a uma biblioteca para escrever a mensagem", relembra hoje, aos 83 anos, Almino Affonso, que participou da reunião como líder do governo de Jango na Câmara. Veio, então, a resposta: o Brasil rejeitava qualquer "intervenção militar num Estado americano, inspirada na alegação de incompatibilidade com seu regime político" – ou seja, dizia-se um grande "não" a Kennedy.

A posição de Jango irritou os americanos,
que repetidas vezes se queixaram ao embaixador do Brasil nos EUA, Roberto Campos. Em seus telegramas, o diplomata – que se tornaria ministro do Planejamento após o golpe de 1964 – contava que estava sendo cobrado pela "tibieza" da posição do Brasil, que não "compreendia" a ameaça do arsenal soviético no Caribe. Em reunião de emergência na OEA, o Itamaraty votou a favor do bloqueio naval a Cuba. O Brasil, porém, diferentemente de Argentina, Peru, Colômbia e Venezuela, recusou-se a enviar forças para implementar o cerco à ilha.


Missão Albino. Recentemente, o historiador James Hershberg, da Universidade George Washington, descobriu que Kennedy voltou a procurar o governo brasileiro no meio da crise. Dessa vez, porém, para que o embaixador do Brasil em Cuba transmitisse a Fidel uma mensagem de oito pontos, incluindo uma promessa de não invasão em troca do fim da boa relação entre Havana e Moscou. "Uma palavra explica a decisão de Kennedy de recorrer ao Brasil: desespero. Os EUA discutiam várias opções e uma delas era essa mensagem via governo brasileiro", explica Hershberg.

Segundo o historiador, o embaixador americano e o chanceler brasileiro reuniram-se no Rio na madrugada do dia 27. Além de um papel com a oferta, Gordon deu a Lima uma instrução: o Brasil deveria dizer que a mensagem partira de Jango, e não de Kennedy. O governo brasileiro aceitou transmitir o recado, só que com uma pequena mudança. O portador da oferta a Fidel não seria o embaixador em Cuba, mas o chefe da Casa Miliar de Jango, general Albino, que partiria logo a Havana. Roberto Campos, nos EUA, avisava que os americanos viam o militar como simpático ao bloco socialista e o próprio Kennedy o questionara sobre a filiação ideológica de Albino.

Um telegrama do Rio informava o diplomata em Havana sobre a iminente chegada do general e o instruía a conseguir um "encontro imediato com Fidel". Dois dias depois, o líder cubano falaria por mais de uma hora com Albino na Embaixada do Brasil em Havana. Após ouvir o emissário de Jango, Fidel respondeu-lhe que qualquer acordo para a retirada dos mísseis soviéticos passaria pela devolução da base de Guantánamo a Cuba – algo impensável para Kennedy. 

O líder cubano ainda se negava a permitir que inspetores internacionais fossem a Cuba, pois considerava isso "ofensivo ao brio de seu povo", escreveu Albino ao presidente Goulart.
No entanto, enquanto o general brasileiro e o revolucionário cubano discutiam, Kennedy e Khruchev já haviam chegado a um acordo, à revelia de Fidel. A URSS retiraria os mísseis de Cuba em troca de garantias de que os EUA não invadiriam a ilha e moveriam seus arsenais nucleares da Turquia e do sul da Itália. [equanto o tirano cubano e a marionete do Jango discutiam uma solução para a crise nuclear - julgavam que Brasil e Cuba eram de alguma valia - EUA e URSS negociavam e chegaram a um acordo.]

Dias depois, já longe do abismo nuclear, o embaixador brasileiro descreveu a conversa que tivera com o chanceler cubano, Raúl Roa García, sobre o pacto entre Kennedy e Khruchev. "Não somos brinquedo nas mãos das superpotências!", teria bradado o chanceler de Fidel. [latido de cão ferido, já que foram usados como brinquedos, tanto pela URSS quanto pelos EUA.]

Seria prudente que a PGR solicitasse que Dirceu fosse colocado sob vigilância e seu passaporte apreendido; diante de sua notória 'ausência de coragem' no momento em que for condenado, empreenderá fuga deixando o Brasil

Ciente do risco de condenação, Dirceu revive agora incertezas dos anos 1960

Preso há 44 anos em congresso da UNE, ex-ministro se angustia com julgamento no Supremo e reafirma a pessoas próximas que é inocente

Quarenta e quatro anos depois que o regime de exceção o capturou e ele foi obrigado a deixar o País, José Dirceu de Oliveira e Silva está na iminência de ser condenado e corre o risco de voltar à prisão, agora na vigência de democracia, onde instituições como o Supremo Tribunal Federal funcionam sem a tutela do governo.  


Daquela vez, em 1968, líder estudantil, foi aprisionado em Ibiúna, nos arredores de São Paulo, e seguiu para o exílio no México, depois para Cuba - trocado, ele e mais 13 companheiros da luta armada, pelo embaixador americano Charles Burke Elbrick. [detalhe: Dirceu e mais 13 companheir5os da luta armada não qualifica bem o Dirceu, que não participou da luta armada, pois sempre se destacou pela ausência de coragem o que o tornou um guerrilheiro de festim.]
 
Aos 66 anos, Dirceu está no banco dos réus. Não é mais Carlos Henrique Gouveia de Mello, nome que adotou na clandestinidade, e a articulação que lhe atribuem agora é outra, a de mentor do mensalão, maior escândalo do governo Lula. Nos autos da ação penal 470, é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa. Seu julgamento deve ter início na quarta-feira, com o voto do relator, ministro Joaquim Barbosa. Entrevistas o ex-ministro não tem dado. Vez ou outra tem uma conversa informal com jornalistas. Experimenta noites de angústia o mineiro de Passa Quatro, onde estudou em colégio de padres franceses nos anos 1950, e que, em 2003, se tornou o ministro mais poderoso do governo petista, no comando da Casa Civil.

Ministros. Com interlocutores de Dirceu é possível constatar que certeza ele tem da condenação - até já ligou para o ex-presidente e trataram do julgamento. Reservadamente, tem comentado sobre o ministro Dias Toffoli, que advogou para o PT e não se deu por impedido. "É questão da consciência dele." Melancólico, mantém o mesmo perfil contestador. "Não há precedentes no Supremo (da suspeição). Senão, o Gilmar Mendes tinha que se declarar impedido em uns dez casos graves que ele votou no governo Fernando Henrique. Nenhum juiz no STF se declarou impedido por qualquer tipo de relação que teve."

Dez ministros da Corte máxima examinam os termos da denúncia da Procuradoria-Geral da República. "Está suficientemente demonstrado que José Dirceu seria o mentor, o chefe incontestável do grupo, a pessoa a quem todos os demais prestavam deferência", cravou Barbosa, na ocasião em que votou pelo recebimento da denúncia. Após quase 30 sessões, o Supremo já condenou muitos mensaleiros, até o delator da trama, Roberto Jefferson, deputado cassado, como Dirceu. Agora, chegou a vez do ex-ministro - e de José Genoino e Delúbio Soares que exerciam a presidência e a tesouraria do PT.

A expectativa é que seja condenado por corrupção ativa - a pena de reclusão vai de 2 a 12 anos, acrescida de um terço "se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional".  Mas os votos das ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber abrem uma brecha para que ele seja absolvido do crime de quadrilha - pena de um a três anos. Difícil saber se ele será condenado a mais de oito anos, o que implicaria regime fechado. O relator tem dito que alguns ministros começam a fazer cálculos para que as penas sejam mais baixas.

O advogado José Luís Oliveira Lima, defensor de Dirceu, entregou memoriais e fez sustentação oral. Categórico, o criminalista de tanto prestígio rechaça o libelo do procurador. "Não há uma só prova de que José Dirceu participou de compra de votos." Do Supremo ele fala com deferência. Por aí, ora no condomínio fechado de Vinhedo, interior paulista, ora na companhia de antigos militantes, pondera. "Os jornais têm todo o direito de ter posição sobre o processo e pedir até condenação, mas eu tenho o direito também de falar que eles (jornais) estão fazendo isso. Não me queixo da imprensa, se quisesse dava entrevista toda semana."

Acredita que não está isolado. Outro dia, gabou-se. "Eu tenho apoio. Desde o dia que eu fui cassado nunca fui a um Estado sem ser recebido por governador, inclusive da oposição, prefeito, Assembleia. Porque mensalão não é visto como Zé Dirceu." A quem o aborda sobre a compra de votos no Congresso, mantém a toada. "Não houve mensalão. Eu fui acusado de chefiar uma organização criminosa, o que não é verdade. Eu nunca conversei com Delúbio Soares, com Genoino, com Silvio Pereira, com Marcos Valério sobre isso. Eu nunca conversei sobre finanças. Eu fui ser ministro, eu saí dia 23 de novembro e deixei a presidência do PT." [apesar de declarar que não está isolado, a militância petista - ainda existe isso? - ignorou com supremo desprezo seus apelos para ir as ruas defender sua não provada inocência.]

Enquanto aguarda sua hora, a rotina de Dirceu tem sido protestar contra a acusação que o desconforta. "Não tem ninguém que fala ‘Zé Dirceu me telefonou.’" Em desabafo recente, a indignação: "Eu tive sigilo bancário, telefônico e fiscal quebrado. Passei dois anos sob devassa da Receita. Recebi atestado de idoneidade da Receita. Eu vivi de salário a vida toda. Passou dois meses o Ministério Público entrou com uma ação contra mim por enriquecimento ilícito, agora arquivada no STJ. Como é que pode um País assim, gente? Tem que provar que eu era chefe de quadrilha, provar que eu fiz corrupção, que eu autorizei, eu dei dinheiro. Isso não existe, nem fiz, nem está nos autos."

Fonte: O Globo

Assalto aos cofres públicos - a corja comuno-esquerdista, apoiada pela Dilma e a cumplicidade da 'comissão da anistia' e da 'comissão da mentira', ataca, mais uma vez, os cofres públicos

PCB cobra do Estado anistia e reparação material

Apesar de uma história longeva, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) - o velho Partidão, fundado em 1922, e perseguido por décadas, passando por duas ditaduras - experimentou curtíssimos períodos de legalidade. Agora, a direção do partido entrou com pedido de anistia e quer a reparação material do Estado. Argumenta que, se não fosse a perseguição ao movimento comunista e a morte de suas principais lideranças, a legenda hoje seria um dos "expoentes da política brasileira". O comando do PCB ressalta, inclusive, que deixou de receber o Fundo Partidário na ilegalidade.

O PCB protocolou esse pedido recentemente na Comissão de Anistia. É a primeira pessoa jurídica a requerer os benefícios da lei, que, até hoje, permitiu pagamentos de indenizações apenas a pessoas perseguidas pela ditadura. O PCB foi o partido que mais tempo permaneceu na ilegalidade ou clandestinidade na história republicana do Brasil. Mas a direção do partido hoje não é a mesma de tempos atrás. O partido rachou, se dividiu e surgiu o PCdoB, no início da década de 60. Nos anos 1990, parte do PCB virou PPS. Pouco expressivo na política nacional, o PCB hoje tem cerca de 13 mil filiados, e sua principal liderança é o ex-líder sindical Ivan Pinheiro, que chegou a disputar a Presidência da República em 2010. Entre os nove postulantes, terminou em oitavo lugar com pouco mais de 39 mil votos. "Não fosse a incansável perseguição política sofrida pelo PCB, dúvidas não há de que figuraria hoje como um dos expoentes na política do país. É imprescindível para a própria afirmação da democracia brasileira que o Estado repare, ainda que parcialmente, os erros cometidos outorgando ao PCB reconhecimento e compensação pelos prejuízos históricos e materiais que lhe foram causados", argumenta o partido no pedido à comissão, que é assinado por Pinheiro; pelo secretário nacional de Organização, Edilson Gomes; e pelo advogado do partido, Gustavo Tepedino.

Os requerentes contam a história do partido e citam suas lideranças e outros comunistas, como Luiz Carlos Prestes, Carlos Marighella, Apolônio de Carvalho, David Capistrano e Manuel Fiel Filho. [se percebe de imediato que as lideranças seriam excelentes para liderar uma quadrilha de bandidos - aliás, todos traidores da Pátria, começando pelo nojento traidor Luiz Carlos Prestes, apesar dos que o seguem não serem melhores.]  O PCB lista ainda o que considera ser uma série de danos inestimáveis, como o confisco de bens, a perda de mandatos eletivos, a necessidade de parlamentares pertencentes ao PCB filiarem-se formalmente a outras representações e a perda do Fundo Partidário. "Sem registro do TSE, não tinha direito aos recursos, mesmo tendo, durante o regime militar, parlamentares de seus quadros formalmente vinculados a outras legendas". 

O maior prejuízo, diz o PCB, foi o aniquilamento das vidas. "O projeto político tornou-se acéfalo, com a precipitação da morte das principais figuras responsáveis pela propagação de ideias, bem como a de jovens que lhe dariam continuidade". [MENTIROSOS: falam em aniquilamento de vidas e o comunista mor, o Prestes, morreu com mais de noventa anos; sem contar que recentemente um filho do Prestes foi anistiado e indenizado a pretexto de ter ido morar, quando criança, na Rússia - os dilapidadores dos recursos públicos, qual seja, os integrantes da facciosa 'comissão de anistia' concederam a indenização, esquecendo, de forma proposital, dois fatos:
- a ida do Prestes para morar algum tempo na Rússia, levando seus familiares, entre eles o indenizado foi opção pessoal do comunista, que sempre considerou a Rússia um paraíso;
- é lícito, é legal, é moral ao Estado indenizar alguém que por vontade dos próprios pais foi morar no paraíso?]

Partido deixa cálculos para serem feitos pela Comissão
O PCB diz ser impossível quantificar os danos e deixa a critério da Comissão da Anistia o cálculo desse prejuízo. Integrantes do colegiado entendem que o pedido é controverso e se, aprovado, o partido terá direito ao teto máximo de prestação única, que é de R$ 100 mil.

A UNE foi anistiada recentemente, recebeu mais de R$ 20 milhões pela destruição de sua sede, no Rio, mas foi uma iniciativa do Congresso Nacional. O PCB diz que, se a UNE foi beneficiada, eles também podem ser. O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, afirmou que na história republicana brasileira os comunistas são, comprovadamente, o grupo político que mais sofreu perseguição ao longo do tempo. - Nossa Constituição prevê reparação aos que foram atingidos por atos de exceção desde 1946 exatamente pelo fato de que, nesta época, o Partido Comunista foi colocado novamente na clandestinidade, após a Assembleia Constituinte - disse Paulo Abrão, acrescentando tratar-se de um pedido de anistia incomum, mas garantindo que a comissão "se debruçará sobre ele no tempo certo e tomará a decisão segundo a legislação".

Ivan Pinheiro afirmou que irá protocolar o documento também na Comissão da Verdade.
- Recebemos informações, denúncias e documentos que contam a história dessa perseguição - disse Pinheiro. Parte desses documentos, inédita, está anexada ao pedido na Comissão de Anistia. Arquivos da repressão demonstram essa perseguição. Há ainda documentos de autoria de Marighella, sobre a atuação eleitoral do PCB no cenário de ilegalidade, e relatos sobre reuniões e congressos do PCB.

Antigo integrante do PCB e um dos fundadores do PPS, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) discorda do pedido da direção de seu antigo partido. Freire foi candidato a presidente pelo PCB em 1989. Obteve cerca de 770 mil votos. O PPS considera que sua história é a do antigo PCB. - Nós fizemos o que devíamos. Fomos perseguidos, companheiros nossos foram assassinados, mas a compreensão é que fizemos o que tinha que ser feito. Não estamos precisando de nenhuma indenização e não queremos pedidos de desculpas de ninguém. Isso não é negócio de igreja. Cumprimos nossa obrigação de comunistas, de lutar por outra sociedade e contra outro regime, que nos perseguiu. E que para nós basta. Tanto que saímos vitoriosos e hoje vivemos uma democracia - disse Freire. - Agora, quem quiser ser herdeiro de 22 (ano de fundação do PCB) pode ser. Só não quero que se desvirtue a História. [o deputado Roberto Freire esquece que o interesse maior dos comunistas - posição que tudo indica não é compartilhada por ele - é extamente aproveitar qualquer oportunidade para se locupletarem com recursos públicos; a ordem que reina no seio das esquerdas é exatamente o de aproveitar qualquer chance, o que não é dificil haja vista a cumplicidade e parcialidade da 'comissão de anistia', agora reforçada pelo 'comissão nacional da verdade' = 'comissão da mentira', para levarem vantagem;  as esquerdas sob os auspícios da corja revanchista, a atual presidente à frente, não desperdiçam a menor chance de tornar suposta luta antipatriótica da qual participaram em fonte de recursos.]

 Fonte: Yahoo! Notícias

sábado, 29 de setembro de 2012

Palmadas não pode, mas matar pode

Palmadas, aborto e política

Nas últimas eleições presidenciais, o debate sobre o aborto surgiu espontaneamente no seio da sociedade. Sentindo o risco que isso seria para a eleição presidencial, o PT, defensor histórico e irrestrito do aborto, montou uma operação enorme para abafar o debate. Temiam o ocorrido nas eleições de 2006, quando a então candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, Jandira Feghali, favorita nas pesquisas com ampla margem, foi derrotada quando surgiu o tema do aborto - ela é favorável.

Em 2010, Dilma se disse cristã, "pessoalmente" contra o aborto, e se comprometeu a "não tomar medidas" para que a legislação pró-aborto avançasse, acusando adversários de "calúnia" e "difamação". Na época, políticos ligados às religiões deixaram-se convencer e o próprio candidato de oposição foi tímido para explorar o eleitorado conservador. Se fosse mais ousado, veria que o movimento abortista não representa de forma alguma a opinião geral de brasileiros e brasileiras e poderia ter vencido as eleições.


Na verdade, não havia "calúnia" contra a agora presidente Dilma, e sim um fato notório e documentado que foi trazido à cena. A prova cabal e irrefutável é que passados menos de dois anos das eleições presidenciais, temos uma autointitulada "avó do aborto" como ministra das mulheres. O governo, em nova operação "abafa", convidou um senador ligado a Igreja Universal, para ser o ministro da Pesca. 

Este terá como missão convencer a bancada evangélica de que o governo não está empenhado em defender o aborto. A simbologia da nomeação não poderia ser mais torta.
O peixe é um símbolo cristão e, na Bíblia, os cristãos aparecem como "pescadores de homens". O PT possui diversos tentáculos e a Igreja Universal está para os evangélicos como a Teologia da Libertação está para os católicos. Resta saber se os líderes ligados às bancadas religiosas se deixarão ludibriar de novo, traindo seu eleitorado e tornando-se cúmplices do esquema. 

Neste ano, veio à tona o anteprojeto para a mudança do Código Penal brasileiro da comissão de juristas do Senado.  O presidente do senado, José Sarney, rapidamente o transformou no projeto PLS 236/2012.   O projeto de lei sugere explicitamente que a permissão do aborto seja ampliada para os casos de anencefalia ou quando o feto padecer de "graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente" e por vontade da gestante até a 12ª semana de gravidez, se o médico ou o psicólogo "atestar" que a mulher "não apresenta condições de arcar com a maternidade".

Se o projeto original passar, o aborto pode ser realizado simplesmente porque as crianças são inconvenientes, seja economicamente ou psicologicamente. Inclusive, admite-se a eugenia, ou seja, pode-se eliminar fetos com deficiências mentais, doenças graves ou imperfeições. No Brasil, o mesmo governo que defende o aborto, é aquele que aprova a "Lei da Palmada", com o pretexto de "proteger" as crianças de seus pais.
Ou seja, se a mãe quiser dar uns tabefes no filho, não pode. Mas matar pode, desde que a criança ainda não tenha saído de seu útero. O anteprojeto defende ainda a diminuição da pena para infanticídio e a legalização da eutanásia, no que é coerente. Por que só eliminar pessoas inconvenientes no útero, não é mesmo? 

É a legislação sob medida para legitimar o Estado totalitário.


(Artigo publicado originalmente no jornal Brasil Econômico, edição n. 646, ano 4, do dia 21 de março de 2012. Foi adaptado pelo autor para publicação no Mídia sem Máscara.)
 


Rodrigo Sias
é economista.

Dilma padece de ódio crônico quando é contrariada e ainda não ruminou o fato da Comissão de Ética Pública não ter absolvido seu amigo, o aloprado ministro Fernando Pimente - o consultor fantasma

Dilma e a ética pública [caracteristica que ela não tem e não sabe o que é.]

A manobra da presidente Dilma para esvaziar a Comissão de Ética Pública, que acabou gerando a demissão de seu presidente, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, mostra bem sua maneira de agir quando desagradada. Depois de quase três meses sem se reunir, pois só contava com dois dos sete conselheiros, sem o quorum mínimo, portanto, de quatro membros para a realização de sessões, a Comissão entrou em uma crise quando a presidente decidiu, afinal, preencher suas vagas.

O não preenchimento das vagas passou uma mensagem clara do Palácio do Planalto: a comissão passara a ser um estorvo para o governo, que não tinha interesse em colocá-la em funcionamento.  Somente depois que a imprensa chamou a atenção para extinção branca da Comissão, a presidente viu-se na obrigação de preencher as vagas no número mínimo para recolocá-la em condições de funcionamento.  Cinco mandatos se encerraram nos meses de junho e julho, e poderia haver reconduções para novos mandatos em dois casos, os dos conselheiros Marília Muricy e Fábio Coutinho. Nos outros três, a Presidente da República teria, necessariamente, que nomear brasileiros sem passagem anterior pela CEP, pois já estavam em seu segundo mandato, como sempre foi praxe na Comissão. 

Pois a presidente nomeou três novos conselheiros e não reconduziu os dois únicos que poderiam permanecer, justamente aqueles que haviam sido indicados por Pertence.
Mas não foi isso que os fez cair em desgraça junto ao Palácio do Planalto, mas suas atuações em dois episódios envolvendo ministros do governo Dilma. Ambos atuaram na análise de denúncias contra o então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, recomendando sua demissão após denúncia de que seu partido, o PDT, cobrava comissões de ONGs que tinham convênios com o ministério do Trabalho. 


A presidente Dilma, que parecia estar em meio a uma operação de faxina em seu ministério para livrá-lo de corruptos, não gostou da orientação da Comissão de Ética, pois seu plano era fazer a substituição sem romper politicamente com o PDT. Na ocasião ela se disse desagradada por ter sabido através dos jornalistas da recomendação da Comissão.  Não custa lembrar que o mesmo ministro Lupi já tivera em enfrentamento com a mesma Comissão de Ética Pública – o que não é estranhar – no governo Lula, quando o ex-ministro Marcilio Marques Moreira a chefiava. 

 
A Comissão exigiu que Lupi deixasse a presidência do PDT enquanto exercesse o cargo de ministro do Trabalho, e durante meses resistiu à recomendação. Ao final de uma crise política tensa, a Comissão exigiu a demissão de Lupi, obrigando-o a abrir mão da presidência formal do partido.  Os dois conselheiros que não foram reconduzidos aos seus cargos haviam também tomado parte da decisão de cobrar mais explicações sobre as palestras do Ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel, sendo que Fábio Coutinho fora o relator do caso. [Fernando Pimentel recebeu propina disfarçada de pagamento de consultorias; só que NUNCA, JAMAIS ha história desse país, alguém assistiu, viu ou ouviu consultoria prestado pelo aloprado Fernando Pimentel - amigão da presidente Dilma, colega da mesma nos tempos do terrorismo e tão aloprado que durante uma tentativa de sequestro da qual participou e fracassou, o estulto Pimentel conseguiu ser atropelado pelo carro do quase sequestrado.]

 
Muito ligado à presidente Dilma, Pimentel ficou em situação constrangedora no ministério, o que irritou a presidente, que não pretendia abrir mão de sua colaboração.  A “punição” sofrida pelos dois conselheiros demonstra que o Palácio do Planalto, sob a gestão de Dilma, não admite ser confrontado por uma Comissão de Ética Pública que se considere independente. Para não fugir ao hábito de difamar os adversários, ou os que passa a considerar adversários, o Palácio do Planalto deixou “vazar” informações de que os motivos de desagrado de Sepúlveda Pertence seriam outros, bem menos nobres. 


O ex-ministro do STF portou-se de maneira elegante ao pedir demissão, sem explicitar as razões mais profundas que o levaram a sair, dizendo apenas que o fazia em solidariedade aos conselheiros não reconduzidos. Mas Sepúlveda admitiu que a tarefa de “impor limites éticos” ao governo é necessária mas difícil. [impor limites éticos a um governo - formado em sua maioria por ladrões, muitos inclusive autores de crimes de morte durante o período em que foram terroristas, guerrilheiros e pretendiam transformar o Brasil em uma Cuba - é realmente dificil. Para um governo do quilate do  da Dilma e do seu antecessor, o melhor recurso ainda é bala na nuca - método usado pela China para punir políticos corruptos - sendo que o valor da bala é cobrado da família do ladrão. Aliás, qual a razão da filha da presidente Dilma viajar para Nova York as custas do contribuinte brasileiro? além da filha, foi o ex-marido e também terroristas e mais alguns aparentados da ainda presidente da República.]

 
A posição da presidente Dilma, ao contrário, acende uma luz amarela em relação à sua disposição de abrir o governo ao contraditório, na busca de um aprimoramento ético. Justamente o contrário do que a imagem de "faxineira ética" do início do governo.


Por: Merval Pereira

Ministro Barbosa será severo nas penas para a dupla de ladrões do MENSALÃO - PT: Zé Dirceu e Delúbio

Relator prepara penas duras para Dirceu e Delúbio

O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, vai impor penas mais duras a três figuras centrais do escândalo: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, considerado o “mentor” do esquema de pagamento de parlamentares no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, considerado o “organizador”, e o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, chamado de “operador” do mensalão. 
 
Outros réus terão tratamento mais brando. Segundo dois ministros do tribunal ouvidos em conversas reservadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, por exemplo, poderá ter pena mais leve por ter prestado depoimentos que contribuíram para o Ministério Público embasar as acusações. Ainda segundo os ministros ouvidos pela reportagem, o ex-presidente do PT José Genoino, apesar de ter assinado os empréstimos bancários considerados fraudulentos e que serviram para financiar o esquema e tentar ocultar a origem pública do dinheiro, poderá ter tratamento mais brando caso venha a ser condenado. Ministros argumentam que Genoino não agia como presidente de fato do PT, função que seria ocupada na verdade por Dirceu. [a ausência de cogragem é a característica principal do Genoino e que se fez presente nos tempos do Araguaia quando os seus interrogadores estavam preparados para receber algumas informações e Genoíno falou até o que não lhe foi perguntado.
Ainda hoje existem dúvidas sobre as razões que impediram que os terroristas efetuassem o 'justiçamento' de Genoíno - pena aplicada pelos terroristas aos traidores.]
 
A atuação desses réus apontados como os corruptores do esquema do mensalão será analisada a partir de segunda-feira (1/10), na semana que precede as eleições municipais de 7 de outubro, pelo plenário do Supremo. O voto de Barbosa com a condenação de réus por lavagem de dinheiro em etapa anterior do julgamento mostrou como ele deve calcular as penas. Na ocasião, a dosimetria foi divulgada por engano por sua assessoria. Ao calcular a pena de Marcos Valério, Barbosa considerou que o empresário dirigiu “a atividade dos réus integrantes do chamado núcleo publicitário” e recordou que ele prestou “inestimável apoio empresarial” à estrutura do esquema. Por isso, estabeleceu a pena em 12 anos e 7 meses de reclusão. 

Debate
A definição das penas, conforme ministros da Corte, deve gerar debates tão intensos quanto as discussões do julgamento do mérito. A dosimetria pode definir se um réu cumprirá a pena em regime fechado ou em liberdade. Pelo Código Penal, quem for condenado a mais de oito anos começa a cumprir a pena em regime fechado, os que receberem penas entre quatro e oito anos podem ser enquadrados em semiaberto e quem ficar abaixo de quatro anos pode cumprir a punição em regime aberto ou até conseguir convertê-la em pena alternativa. Não contarão para este cálculo penas aplicadas que já estiverem prescritas. 

A fixação das penas é a última etapa do julgamento. Depois que todos os réus forem condenados, o relator julgará qual a pena mais adequada para cada réu, levando em conta os antecedentes dos crimes, o volume de dinheiro envolvido, o motivo do crime e a reprovabilidade da conduta. Antes de iniciarem esta definição, os ministros deverão discutir se aqueles que votaram pela absolvição participarão ou não deste cálculo das penas.
No entendimento de alguns ministros, quem absolveu deve votar, sim, na dosimetria, aplicando a pena mais baixa. Outros, no entanto, entendem que isso não seria possível por não ser racional “absolver fixando pena”. O ministro Luiz Fux, que tem seguido a maioria das condenações de Barbosa, é um dos que já defenderam publicamente a exclusão de quem votou pela absolvição do cálculo das penas.

 As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

Collor, o presidente que tentou governar sem e contra o sistema instituído com a Nova República - Collor - do 'impeachment' ao MENSALÃO - PT

Vinte anos após ser afastado do Planalto, Fernando Collor ainda responde por crimes no STF

Em 29 de setembro de 1992, a Câmara aprovava o impeachment, com petistas, hoje no banco dos réus do mensalão, à frente do movimento

Vinte anos depois, Collor ainda responde no STF por crimes

Ex-presidente ainda terá que se defender por corrupção e peculato

Vinte anos depois de entrar para a História como o primeiro presidente da República a ser afastado do cargo por crime de responsabilidade, o agora senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ainda tem contas a acertar com a Justiça brasileira. O ex-presidente é acusado de cometer corrupção passiva, peculato e falsidade ideológica no Supremo Tribunal Federal (STF), mesma Corte que hoje julga o escândalo do mensalão no governo Lula —que reúne no banco dos réus aliados e algozes de Collor, como o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e o ex-ministro José Dirceu.
 [Collor foi, e ainda é, acusado da prática de vários crimes; mas, absurdamente, do mais grave que ele cometeu e persiste - crime continuado - não foi acusado: ter se aliado ao PT - este sim, é hediondo, nojento, repugnante e ofende seus ex-eleitores, que por esse crime jamais o absolverão.] 

Os crimes teriam sido praticados quando Collor ocupava a Presidência. Desde outubro de 2009, o processo está parado no gabinete da ministra Cármen Lúcia. O procurador da República autor da denúncia, Luis Wanderley Gazoto, acredita que dois dos três crimes imputados a Collor — corrupção passiva e falsidade — possam estar prescritos. No caso de peculato, o ex-presidente só não se beneficiaria com a prescrição em caso de condenação à pena máxima de 12 anos de detenção, conforme o procurador.

 Adeus ao poder: abraçados, Collor e Rosane saem do Palácio do Planalto três dias após aprovação do impeachment Agência O Globo / Sérgio Marques/2-10-1992

Collor se livrou em 1994 do processo de corrupção. Por 5 votos a 3, o STF entendeu que não havia provas de seu envolvimento com as operações de arrecadação ilegal de dinheiro comandadas por Paulo César Farias, o ex-tesoureiro da campanha presidencial de Collor. Faltou um ato de ofício para configurar que o então presidente da República tinha sido de fato corrompido. No julgamento do mensalão, o argumento jurídico que absolveu Collor está sofrendo uma ligeira mudança em sua interpretação. Os ministros do Supremo entendem agora que o ato precisa ser apontado, mas não precisa necessariamente ter se consumado.

A sessão histórica da Câmara que aprovou o impeachment do presidente começou às 9 horas do dia 29 de setembro de 1992, com 62 deputados no plenário. Até a hora de votação, à tarde, o quorum chegaria a 480 presentes. Mais de 80 deputados se inscreveriam para falar até que o presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), anunciasse o resultado final: 441 votos pelo impeachment de Collor, 38 contra e uma abstenção. No plenário estavam nomes como Aécio Neves, José Serra, Nelson Jobim, Ulysses Guimarães, José Dirceu, José Genoino, Roberto Freire, Luis Eduardo Magalhães. À exceção do último, todos do mesmo lado: pró-impeachment.

Clique e veja galeria de fotos sobre pontos importantes do governo Collor

Vigésimo quarto orador a falar, o hoje réu no processo do mensalão José Dirceu pregou em defesa do combate à corrupção. Na época era secretário-geral do PT, partido que hoje tem o senador Collor como aliado no Congresso: — O que necessitamos no momento é de uma profunda reforma institucional que elimine da legislação eleitoral partidária as raízes e as causas da corrupção eleitoral, que elimine da legislação penal e tributária brasileira a base para os crimes eleitorais, para a corrupção e, principalmente, para a impunidade.

Outros se sucederam. Na oposição, o PSDB defendeu a saída de Collor. Do então deputado José Serra veio o discurso mais contundente. — O presidente da República não está sendo derrubado pelos seus adversários nem por cartórios organizados. Está sendo destituído pela marcha da insensatez que ele próprio deflagrou a partir da posse. São os fatos, a dura realidade dos fatos, e não a astúcia de seus opositores, que o condenam — disse Serra. Do alto da tribuna, Nelson Jobim, relator do processo contra Collor, deu ares jurídicos e políticos ao caso. Citou o que fora apurado na CPI do PC e vaticinou: — No início eram boatos em relação à conduta do senhor presidente da República. Logo a seguir, após o depoimento público do irmão, teve início um outro momento, o da comissão parlamentar mista de inquérito. Foi com ela que a nação começou a ficar perplexa. Lá foram expostos fatos, feitos desmentidos, comprovadas contradições e realizadas investigações. Da perplexidade, o país passou imediatamente à indignação: indignação com tudo que via e lia, indignação que fez com que a CPI aprofundasse mais a sua pesquisa sobre as ações do senhor Paulo César Farias. Essa pesquisa acabou chegando às portas do palácio presidencial.

Collor deixou o Planalto em 2 de outubro, entre vaias e aplausos dos servidores da Presidência. Às 10h40m, no helicóptero presidencial, fez um pedido: queria sobrevoar as obras de um Ciac, escolas pré-fabricadas e uma das marcas de sua gestão. O piloto avisou que o combustível só dava para ir até a Dinda. Collor soube ali que estava de fato fora do cargo. O vice Itamar Franco assumiu e ficou no posto até as eleições de 1994.

A derrocada do presidente que assumiu o cargo em 15 de março de 1990 congelando ativos financeiros até o limite de 50 mil cruzados novos começara meses antes. Em maio de 1992, Pedro Collor, o irmão desafeto, veio a público para testemunhar: PC Farias seria testa de ferro do chefe da nação. Dias depois, Collor convoca cadeia nacional — faria isso outras vezes com o agravamento da crise política — para se explicar e lamentar as declarações do irmão, que é afastado dos negócios da família pela mãe, Leda Collor. Em junho, a CPI mista é instalada no Congresso. Os acusados, ouvidos. PC Farias se limita a dizer que recebeu muitos pedidos de empresários, mas, crime, não cometeu.

Surge o personagem-chave, Eriberto França. O motorista declara que pegava cheques para pagar despesas da Casa da Dinda, residência oficial de Collor. A quebra de sigilo bancário descobre correntistas-fantasmas usados para movimentar o dinheiro do Esquema PC. Parte deles foi usada para pagar as despesas do presidente. O GLOBO noticia uma das mais simbólicas: o Fiat Elba que Collor usava em seus passeios dominicais. José Carlos Bonfim era o dono do cheque. José Carlos Bonfim não existia. Era um dos correntistas-fantasmas do esquema.

O novo processo contra Collor foi aberto em 2000, depois de idas e vindas entre o Supremo e a Justiça Federal. O Ministério Público Federal denunciou-o por envolvimento num suposto esquema de fraude em licitações e pagamento de propina. Conforme a denúncia, empresários do setor de publicidade pagavam propina a auxiliares diretos do então presidente. Em troca, as empresas ganhavam contratos em concorrências direcionadas. Contas pessoais de Collor, como pagamento de mesada para um filho só depois reconhecido pelo presidente, eram quitadas com a arrecadação ilícita, cita a denúncia.

A alegação final da Procuradoria-Geral da República, anexada aos autos ainda em 2008, ressalta que “o presente caso é absolutamente diverso de outros procedimentos já arquivados” no STF. Em setembro de 2009, o processo foi remetido para a nova relatora, ministra Cármen Lúcia. Não houve uma única movimentação desde então.

Por meio de sua assessoria, a ministra sustenta que o processo é longo e que precisou dar prioridade à ação do mensalão e à do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), que corriam maior risco de prescrição. Cármen Lúcia diz que o relatório e o voto estão prontos e serão repassados ao ministro revisor, Dias Toffoli, após o julgamento do mensalão.

Advogado de Collor no processo, Rogério Marcolini disse que o cliente é o maior interessado no julgamento. E que Collor não teve participação na seleção e contratação de agências de publicidade, e não foi beneficiado. Por isso, sustentou, será absolvido de novo.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A deposição de Collor, segundo o deputado que comandou o processo de ‘impeachment’



'Era um caldeirão', diz ex-deputado que comandou deposição de Collor

Presidente da Câmara em 1992, Ibsen Pinheiro (PMDB) conta bastidores da votação que aprovou a abertura do processo de impeachment

A sessão da Câmara dos Deputados que autorizou a abertura do processo de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello, realizada no dia 29 de setembro de 1992, transformou Brasília em um "caldeirão" na opinião do então presidente da Casa, o ex-deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Para ele, apesar das pressões enfrentadas pelos parlamentares, a votação foi "ordeira, embora tensa". "As pressões eram tais e tantas que o resultado foi zero, pela compensação de todas elas", diz.

"Foi uma crise política igual a muitas que o País já tinha assistido, mas era a primeira vez que o árbitro era um órgão político (o Legislativo), pois, nas anteriores, esse papel era das Forças Armadas", relata. Ibsen conta que precisou agir com firmeza em vários momentos da votação. O ex-parlamentar lembra que, antes dos votos, enquanto o líder do governo defendia Collor, deputados favoráveis ao impeachment se levantaram e deram as costas ao Plenário. "Eu interrompi a sessão e disse: 'peço que todos se sentem para os trabalhos ou se retirem. Do contrário, vou suspender a sessão'. Era tudo o que eles não queriam! Eles se desviraram e se sentaram, tudo isso em silêncio", conta.

A votação do impeachment na Câmara aconteceu dias antes das eleições municipais de 1992. Ibsen Pinheiro lembra que Collor enfrentava duas batalhas naquele mês de setembro. "A primeira era adiar a votação para depois da eleição (o impeachment foi no dia 29 de setembro e a eleição, quatro dias depois) e a segunda era que o voto fosse secreto", afirma. Pelo regimento da Câmara, a votação deveria ser secreta, mas uma lei complementar sobre o impeachment determinava votação nominal. "A norma especial tem preferência pela normal geral. Qual é a especial? O regimento interno da Câmara ou a lei federal? Eu interpretei que era a lei federal", conta o ex-presidente da Casa.

Os deputados acabaram aprovaram a abertura do processo de impeachment por 441 votos a favor e 38 contra, resultando no afastamento do presidente. Após o término da sessão, em entrevista a jornalistas, Ibsen disse que "a Câmara cumpriu o seu papel" e fez um pedido: "Eu gostaria mesmo que o Brasil mudasse de assunto". Hoje, 20 anos depois, o ex-parlamentar explica que havia uma noção de que o afastamento de Collor significaria o fim do processo, apesar de ser a autorização para que o Senado processasse o presidente. "Já havia um sentimento muito forte de que se a Câmara arquivasse, estaria encerrado. Se a Câmara afastasse, estaria encerrado também", afirma Ibsen, para quem "a votação no Senado (em dezembro do mesmo ano) não despertou grande interesse".

Fernando Collor venceu Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 1989 com 35 milhões de votos e assumiu a presidência em março do ano seguinte. O presidente mais jovem da história do Brasil ficaria no poder por dois anos, seis meses e 17 dias. Em maio de 92, em entrevista publicada pela revista Veja, o irmão do presidente, Pedro Collor, acusou o empresário Paulo César Farias de ser "testa-de-ferro" do chefe do Executivo. As denúncias resultaram na criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso para investigar as relações de Collor com PC Farias e que, em seu relatório final, incriminou o presidente.

Com a conclusão dos trabalhos da CPMI, foi criado o Movimento pela Ética na Política, que contava com entidades como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Essas organizações, junto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), se reuniram para formatar o pedido formal de impeachment do presidente feito à Câmara no começo de setembro.

O advogado Marcelo Lavenère, presidente da OAB na época, conta que aceitou assinar o pedido, junto com o então presidente da ABI, Barbosa Lima Sobrinho, após receber em seu gabinete uma comissão de representantes dos principais partidos do Congresso Nacional. "Os senadores Fernando Henrique Cardoso, representante do PSDB, e Pedro Simon, que representava o PMDB, e os deputados Aldo Rebelo, do PCdoB, e Vivaldo Barbosa, do PDT, compareceram ao prédio do Conselho Federal da OAB e pediram para que, em nome de todo o movimento que havia, eu aceitasse assinar o pedido de impeachment junto com o doutor Barbosa", recorda Lavenère.

Collor deixou o Palácio do Planalto pela porta da frente no dia 2 de outubro. A matéria só foi votada no Senado no final de dezembro e, quando a sessão começou, os congressistas foram surpreendidos pela leitura da carta de renúncia do presidente, na tentativa de evitar o impeachment. Mesmo assim, Collor foi condenado pelos senadores à perda de seus direitos políticos, ficando inelegível por oito anos.

Os dias pré-votação
Semanas antes da votação, a Câmara parou para analisar apenas o pedido de afastamento do presidente. Brasília era um "caldeirão", segundo relato dos parlamentares da época. Por todo o País, os caras-pintadas ocupavam as ruas vestidos de preto aos gritos de "fora Collor", fazendo a pressão chegar até os legisladores, que ainda eram assediados politicamente por movimentos sociais, por colegas e por integrantes do governo, incluindo o próprio presidente."Tava na cara" que o impeachment seria aprovado, na opinião do então presidente da Câmara. Ibsen Pinheiro conta que, poucos dias antes da sessão, recebeu uma comitiva de parlamentares da Austrália para um almoço e foi questionado sobre a crise. "No final do almoço, a chefe da delegação, uma senadora, me perguntou: 'o senhor acha que depois de 25 anos de ditadura, um presidente eleito com 35 milhões de votos diretos pode perder o mandato com dois terços dos votos dos deputados?'. E eu respondi: 'com dois terços é impossível, mais fácil é dar unanimidade'", lembra Ibsen.

O governo Collor
Fernando Collor de Mello chegou à presidência após vencer, no segundo turno, o candidato do PT Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1989. Ele assumiu em março de 1990, tornando-se o primeiro presidente eleito de forma direta após a ditadura militar e o mais jovem a ocupar o cargo no Brasil.

O governo Collor durou pouco mais de dois anos e foi marcado por medidas econômicas polêmicas, como os planos Collor I e II, que tentavam estabilizar a inflação, e a abertura para produtos e empresas estrangeiras. A concessão para exploração do sistema de transportes, o fim da proibição da participação estrangeira no setor da comunicação, o fim do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo e as primeiras privatizações também foram medidas adotadas durante o governo de Fernando Collor. Em maio de 1992, em entrevista publicada pela revista Veja, Pedro Collor, acusou o empresário alagoano Paulo Cesar Farias de ser o testa-de-ferro do presidente. As denúncias do irmão do presidente levaram o Congresso Nacional a instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar a relação de PC Farias com o governo. Um dos primeiros depoimentos colhidos na comissão foi o de Pedro Collor, que acusou PC de montar uma rede de tráfico de influência no governo com a conivência do presidente.

Em julho, o motorista Eriberto França foi à CPMI e confirmou os depósitos de PC Farias para a secretária do presidente, Ana Acioli. No mês seguinte, os parlamentares conseguiram comprovar que a reforma da Casa da Dinda, residência de Collor em Brasília, foi paga por uma empresa de PC. O relatório final da CPMI foi apresentado no dia 26 de agosto de 1992. Depois de 85 dias de trabalho, o senador Amir Lando conclui a investigação incriminando o presidente Collor.

Em meio a uma onda de manifestações por todo o País, os presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho, e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavenère, apresentam à Câmara dos Deputados, no início de setembro, o pedido de impeachment. O pedido foi votado no dia 29 do mesmo mês e aprovado por 441 votos a favor, 38 contra e uma abstenção. Com isso, o presidente foi afastado do cargo até o Senado concluir o processo e o vice, Itamar Franco, assumiu.

Em dezembro, quando o Senado começava o julgamento, Collor apresentou sua carta de renúncia para tentar evitar o impeachment. O documento não foi aceito e, por 76 votos a favor e dois contra, Fernando Collor foi condenado e perdeu seus direitos políticos por oito anos. A ação penal contra o presidente por corrupção passiva foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro de 1994. Após quatro dias de julgamento, a maioria dos ministros do Supremo absolveu Collor por falta de provas.

Fonte: Revista IstoÉ

Pesquisa personalizada