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sábado, 30 de março de 2013

Alves joga para a platéia, já que seu passado e suas ações recentes não lhe dão moral para perseguir o deputado Feliciano

Sarjeta da fama                                                                                                                                     O deputado Marco Feliciano entendeu muito bem qual o sentido dos protestos à sua permanência à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Eles nada têm a ver com torcidas de clubes de futebol ou com agruras de brasileiros acusados de crimes no exterior. No entanto, se faz de desentendido - isso partindo do princípio de que não sofra de algum tipo de déficit de inteligência. Vai à embaixada da Indonésia pedir 'clemência' para dois brasileiros condenados à morte no país [dois traficantes de drogas que já deveriam ter sido executados, haja vista que traficaram sabendo exatamente qual o destino de traficantes na Indonésia e a sua execução terá efeito didático e mesmo quenão elimine o tráfico, provocará alguma redução, o que torna os dois criminosos mais úteis após serem executados do que vivos.] e cogita ir à  Bolívia para dar conforto aos presos acusados de participação na morte de um garoto durante partida do Corinthians.

Se o deputado quer apresentar credenciais humanitárias e anda em busca de gestos que amenizem a antipatia decorrente da maneira agressiva como expressa suas convicções pessoais, o pedido de prisão de um manifestante que o chamou de racista durante mais uma tentativa frustrada de fazer andar os trabalhos da comissão não o ajudou nesse intuito. [o manifestante estava prejudicando o bom andamento dos trabalhos da CDH e sua prisão foi justa, legal e necessária.]  Muito menos quando definiu assim a ordem: "Isso é democracia". Sentiu-se ofendido e mandou prender o ofensor, em ato inútil, porque o alegado crime não prevê prisão em flagrante. [apesar do crime praticado pelo desordeironão prever prisão em flagrante, a contenção do criminoso em plena execução do ato criminosos foi necessária e o passo inicial para a realização da primeirá sessão da CDH sob nova orientação e despida da condição aviltante de 'plataforma gay' - condição que caracterizava aquele colegiado durante gestões anteriores.] Pelo jeito como transita de peito aberto e cabeça erguida em meio à confusão criada sempre que aparece em público, o deputado Feliciano está pouco ligando para os ataques. Ao contrário, deve estar adorando surfar na onda que o levou do anonimato ao estrelato. 


Frequentando as manchetes cumpre seu objetivo e, portanto, vai ficar onde está enquanto puder se beneficiar da situação: não perde um voto entre aqueles que pensam como ele e provavelmente ganhará muitos mais na próxima eleição, devido à notoriedade recentemente adquirida. Não cedeu aos apelos do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que, entretanto, não se sensibiliza com a presença de um deputado (João Magalhães) de seu partido, o PMDB, processado por corrupção e fraude, na presidência da Comissão de Finanças e Tributação.  [a ilustre articulista é forçada pelos fatos a reconhecer, mesmo que de forma não ostensiva, faltar ao deputado Henrique Alves força moral para pedir ou exigir alguma coisa do deputado Marco Feliciano, tendo em vista sua concordância e de seu partido (o PMDB) em indicar um correligionário, deputado João Andra, processado por corrupção e fraude, para presidir a CFT; também é conivente o ilustre Alves com o fato do PT ter indicado dois criminosos condenados pela Justição para integrar a CCJ - os sentenciados petistas João Paulo Cunha e Zé Genoíno.

O PT indicou dois condenados pelo Supremo Tribunal Federal à Comissão de Constituição e Justiça e, com isso, e mais o fato de os demais partidos terem se desinteressado da comissão presidida por Feliciano, vão dando argumentos para o PSC bater o pé. Pressão por pressão, pelos critérios em vigor a barulheira tem menos força que o regimento. Por este, o indigitado parlamentar só sai se quiser. Mais eficaz talvez seja mudar de estratégia. 

Se a maioria não quer que ele fique, se não está apenas jogando para a plateia, que exerça seu poder de fato: reorganize as tropas, acorde cedo, vá para dentro da comissão, não falte a uma sessão sequer, vigie a pauta e imponha derrotas sistemáticas ao presidente. [só que a maioria barulhenta quer os votos dos gays, nada tem contra Feliciano e sim deseja ter o apoios do ativistas gays e esses estão mais  interessados em fazer barulho, chamar atenção - característica inerente à quase totalidade dos homosexuais.
Não pode ser esquecido que o projeto mais importante dos adversários do deputado Marco Feliciano, é um de autoria do deputado Jean Wyllys - parlamentar de um único mandato (eleito com as sobras dos votos do Chico Alencar, já que se dependesse dos seus votos Wyllys não seria eleito nem vereador) e considerado 'líder dos gays' - e que cuida de uma importantíssima matéria: regulamentação da profissão de 'postituta' e 'prostitut, no popular: ''puta e 'michê'.]  Aí veríamos se, desprovido de autoridade, um maestro sem orquestra, teria tanto interesse em continuar.

Fonte: Dora Kramer - O Estado de São Paulo

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