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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

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domingo, 30 de junho de 2013

Segurança - Cidade da Polícia = treinamento de elite

Toque de vida real

Complexo que reunirá as delegacias especiais do Rio, a Cidade da Polícia investe em centro de treinamento high-tech

A inauguração oficial está marcada para setembro, mas a movimentação na Cidade da Polícia já é visível. Após quase três anos de obras, o complexo no Jacaré que irá concentrar as delegacias especializadas do Rio assiste à chegada de seus primeiros ocupantes. Na semana passada, um grupo de alunos do Curso de Operações Táticas Especiais (Cote) se exercitava nas instalações de treinamento, sem dúvida a área do conjunto que mais chama atenção. Enquanto praticavam no estande de tiro, outros policiais escalavam barracos e corriam por vielas de uma favela cenográfica, construída com o objetivo de aprimorar as ações nesse tipo de território. Erguida em um galpão de 700 metros quadrados, ela é composta de quarenta casebres de alvenaria, dispostos de forma irregular. Em meio a um labirinto cheio de degraus, corredores estreitos e becos sem saída, os policiais tinham de superar as dificuldades frequentes em tais operações. Para tornar o ambiente o mais real possível, foram consultados agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), o grupamento de elite da Polícia Civil que está habituado a realizar incursões nos morros. "Tudo foi feito com base nas experiências dessa turma", revela o inspetor Wagner Franco, chefe do setor de projetos e logística da Core.


O treinamento parece um jogo de polícia e ladrão, em que um grupo persegue o outro até sua rendição. Divididos em turmas de oito componentes, os policiais simulam o resgate de um refém numa laje. Eles são orientados por um instrutor, postado estrategicamente numa passarela sobre os casebres, com visão privilegiada de toda a movimentação. Por ora, todos usam arma de paintball, mas no futuro devem trocá-la por um equipamento com a mesma munição, porém mais pesado. Trata-se de um avanço significativo na preparação, que era feita de improviso em instalações do Exército ou em regiões pacificadas. "Aqui a gente consegue trabalhar os detalhes, o que nos dá segurança na hora de agir", afirma o inspetor Felipe Barreto, que participou das ocupações do Complexo do Alemão, em 2010, e da Rocinha, no ano seguinte. Na área de treinamento há ainda um estande e um recinto batizado de casa de tiro, ambos dotados de alta tecnologia (veja os quadros). O primeiro é dividido em onze baias, cada uma delas provida de um alvo que pode fazer giros completos e se movimentar a até 30 metros de distância. Tudo controlado eletronicamente pelo atirador, que assim pode aperfeiçoar os reflexos e a pontaria. Já o outro espaço tem onze cômodos, nos quais podem ser colocados obstáculos a fim de simular ações em ambiente fechado.

À primeira vista pode parecer despropositada a construção de uma favela cenográfica para treinar integrantes da Polícia Civil,
corporação mais voltada para a investigação do que para o enfrentamento. Na verdade, ela faz parte de uma série de medidas com vistas ao aprimoramento das forças coercitivas fluminenses. Nelas se incluem a terceirização da frota e o investimento na qualificação profissional. "Durante as incursões, o agente está sujeito a se envolver num confronto a qualquer momento", diz o subchefe administrativo da Polícia Civil, Sérgio Caldas. "O treinamento é fundamental para diminuir os riscos." A malsucedida operação policial realizada na última segunda-feira (24) na favela Nova Holanda, que resultou na morte de dez pessoas — uma delas um sargento do Bope —, deu a dimensão do enorme desafio na área de segurança pública e deixou claro que ainda há um longo caminho para consolidar a pacificação.

Situada no cruzamento das avenidas dos Democráticos e Dom Hélder Câmara, onde funcionou uma fábrica da Souza Cruz, a Cidade da Polícia custou 160 milhões de reais. Ela se espalha por um terreno de 66 000 metros quadrados, com pouco menos da metade de área construída. Ali serão acomodadas catorze delegacias especializadas, entre elas a do Consumidor e a de Roubos e Furtos. Apenas algumas delegacias em pontos-chave, como a de Apoio ao Turista, no Leblon, não serão transferidas. Há um mês, 220 funcionários do Departamento Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações foram os pioneiros a se mudar para lá. Além dos gabinetes e da área de treinamento, o complexo terá auditório, restaurante, quadra esportiva e heliponto. "Por estarem reunidos, os setores terão maior integração, facilitando o trabalho de investigação", afirma a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha. "A sociedade só tem a ganhar."

Fonte: VEJA On Line

Duas das principais bandeiras do PT: financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais e o voto em lista fechada, mesmo se aprovadas em plebiscito, dificilmente seriam aprovadas no Congresso

Financiamento público e voto em lista fechada não são unanimidade

Consulta a parlamentares mostra que os dois principais desejos do PT encontram resistência para aprovação, ao contrário do fim do foro privilegiado e da unificação da data das eleições

Se o Congresso decidisse votar hoje uma reforma no sistema político, os parlamentares, acuados pelas ruas, estariam dispostos a aceitar o fim do foro privilegiado e concordariam em unificar a data das eleições. Duas das principais bandeiras do PT, no entanto, dificilmente sairiam do papel. De acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo com os líderes dos principais partidos na Câmara e no Senado, o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais e o voto em lista fechada encontrariam forte resistência, inclusive na base aliada.

Na semana em que a presidente Dilma Rousseff lançou a ideia de fazer um plebiscito para nortear a elaboração de uma reforma política, um questionário foi enviado aos parlamentares para descobrir quais pontos teriam chances de ser aprovados no Congresso caso uma proposta fosse a plenário. Temas como o fim das coligações proporcionais e reeleição também foram abordados.

Sobre a ideia de usar exclusivamente dinheiro público para financiar as campanhas eleitorais - o que é prioridade para a presidente -, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (CE), diz que a bancada peemedebista não definiu posição, mas ressalta que essa não é uma meta do principal aliado do PT. "O financiamento público não é e não será bandeira do PMDB", afirma o deputado. Maior bancada no Senado e a segunda maior na Câmara, o PMDB é o fiel da balança na hora das votações. [a presidente Dilma interessa o finaciamento público de campanha pelo fato de seu partido, o PT, ter uma das maiores bancadas e a distribuição do NOSSO dinheiro para financiar campanhas eleitorais levará em conta, proporcionalmente, o tamanho das bancadas o que favorece o PT.
E, sendo o PT um partido que tem o gene da roubalheira, da desonestidade, mesmo com o financiamento público ele continuará a usar o Caixa 2, MENSALÃO e qualquer tipo de fraude que traga dinheiro para o partido e para sua NOMENKLATURA.]

Líder do PSB, que também compõe a base governista, o deputado Beto Albuquerque (RS) diz que o partido não tem posição formada sobre o assunto e que é preciso discutir o sistema de financiamento público. "Os levantamentos preliminares indicam que esse negócio pode custar R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões de recursos da União", diz. "Vai tirar de onde esses R$ 3 ou 4 bilhões para fazer campanha eleitoral? Da saúde, da educação?", questiona.

No Senado, os líderes dos dois partidos, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e Rodrigo Rollemberg (PSB-RJ), afirmam que as respectivas bancadas são a favor de mudar o sistema de financiamento das campanhas. Rollemberg, no entanto, diz que a questão sobre financiamento exclusivamente público não está fechada. "Sinceramente, eu não sei qual seria a posição do partido, mas o PSB é favorável ao barateamento das campanhas eleitorais."

Lista
Uma das principais bandeiras do PT, o sistema de voto em lista - os partidos definem os candidatos numa relação preordenada e o eleitor escolhe a legenda, mas não o candidato - é rejeitado pelos aliados PSB e do PSD no Senado. Já o PMDB, mais afinado com o PT nesse ponto, se posiciona a favor do voto em lista. Na Câmara, no entanto, a sigla não tem uma posição fechada.

O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), também da base aliada, diz ser contra esse modelo, porque, segundo ele, o sistema favorece as siglas com maior representação no Congresso. "Além disso, o eleitor está habituado em votar em candidatos, não em partido. Isso vai desiquilibrar o jogo democrático", considera.

Oposição
Se na própria base aliada há dúvidas sobre os itens da pauta petista, na oposição há críticas frontais. O líder do PSDB, Aloysio Nunes (SP) não respondeu à pesquisa porque, segundo ele, ainda não há uma resolução da bancada sobre alguns temas, mas afirmou que a pauta de reforma política é uma preocupação do PT, não da sociedade e muito menos do PSDB. "Não está hoje na nossa preocupação dentro do Congresso fazer uma grande reengenharia política do Brasil. No fundo o que existe é a intenção do PT e da presidente Dilma de implantar um projeto para se perpetuar no poder", afirma.

Na Câmara, a liderança do PPS se manifestou a favor do financiamento público exclusivo e contra o voto em lista. O DEM disse que vai reunir as bancadas na terça-feira para discutir reforma política e preferiu não se manifestar.

Foro privilegiado - Há temas, no entanto, que conseguiriam mais apoios nas duas Casas. Em suas respostas, nenhum dos líderes se posicionou a favor da manutenção do foro privilegiado. Há partidos, porém, que disseram ainda não ter definido uma posição.
Pela Constituição, autoridades políticas possuem a chamada prerrogativa de função e não podem ser processadas ou julgadas criminalmente pela Justiça de primeira instância. O presidente da República, deputados federais, senadores e ministros de Estado, por exemplo, são sempre julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

O tema pode entrar na pauta do Congresso. Na Câmara, há uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pede o fim do privilégio, mas há algumas semanas a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara adiou a discussão da proposta.

O líder da bancada do PSD na Câmara, Eduardo Sciarra (PR), se diz a favor do fim do foro, mas faz uma ponderação: ele deve continuar valendo para crimes de natureza política. "Um deputado pode sofrer perseguição política e acabar prejudicado", argumenta.

Outra novidade que poderia sair se a reforma política fosse votada hoje seria a unificação das eleições gerais e municipais. Apenas o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, se disse contrário à ideia. O principal argumento dos que defendem a proposta é a redução de gastos. Juntas, as últimas três eleições custaram mais de R$ 1,3 bilhão aos cofres públicos.

Com Estadão Conteúdo

 

Plebiscito exige perguntas objetivas para respostas precisas. Por isso, o plebiscito de Dilma, para ter alguma validade, precisaria apresentar pelo menos 20 perguntas


Plebiscito
O senador Francisco Dornelles listou as variáveis que deveriam constar numa consulta plebiscitária séria sobre um novo sistema eleitoral.

Por exemplo:

O voto distrital deve ser puro ou misto?
Se for misto, como serão divididas as cadeiras? 
Quem ordenará uma lista fechada, os mandarins ou os eleitores?
Como serão demarcados os distritos?

O voto deve ser obrigatório?
As empresas perdem a capacidade de investir em candidatos?
E os cidadãos? 
Poderão doar só para os partidos?
Haverá candidatos avulsos? 
Nesse caso, quem os financiará?

Vencendo a opção pelo financimanto público, pode haver remanejamento de verbas para fazer face as despesas decorrentes?
E a reeleição?
A data das eleições deve ser unificada?


Numa conta conservadora, a cédula precisaria apresentar pelo menos 20 perguntas.
Isso se o assunto fosse tratado seriamente.

Nota do Blog da UNR: ao rol de perguntas listadas pelo senador Dornelles, o Blog acrescentou duas ou três - sobre financiamento das campanhas eleitorais e unificação das eleições;
Vale lembrar que as respostas as perguntas listadas poderão originar novas perguntas.


"O dia em que a presidenta Dilma em dez minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros” - Dilma, Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.

Desabafo de cirurgiã carioca sobre contratação de médicos estrangeiros repercute em todo o país

Um desabafo publicado na internet, e assinado pela cirurgiã carioca Juliana Mynssen, revela o sentimento de médicos de todo o país com relação as últimas medidas anunciadas pelo governo federal, e que podem culminar com a contratação de médicos estrangeiros para atuar no interior do país. Com o título "O dia em que a presidenta Dilma em dez minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros", Juliana descreve a sensação ao ouvir as palavras de Dilma, durante pronunciamento de rádio e TV, que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil.


Leia o texto na íntegra
Juliana Mynssen
"O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros."
Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.

Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá.

Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós. Pensei "meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo..... Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui".
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.

Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!" Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.

Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?". "Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim." Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.

Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor. Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.

Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).

Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi. A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse. E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil.... Para melhorar a qualidade....?

Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade. Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.

O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos. Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.

Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar.
Afinal, a cadeira é prioridade dos internados. Hoje, eu chorei de novo.

Por: Juliana Mynssen - Médica

 

A bomba que matou Kozel e a passeata dos Cem Mil


A passeata de 1968 foi o fim de um ciclo

Na semana passada, enquanto as multidões continuavam nas ruas, ecoou a memória da Passeata dos Cem Mil, de 26 de junho de 1968. A geração daqueles dias, com sua magnífica experiência, atribuiu-se uma capacidade de explicar o presente fazendo paralelos com o que viveu. Assim, além de não se explicar o presente, frequentemente muda-se o passado.

No dia 26 de junho de 1968, aconteceram duas coisas. Às 4h30m da madrugada, o soldado Mario Kozel Filho, de 18 anos, estava na guarita de sentinela do QG do II Exército, no Parque do Ibirapuera, e viu uma caminhonete C-14 vindo em direção ao portão do quartel. Desgovernada, ela parou num muro. O soldado foi ver o que era, e a C-14, com 50 quilos de dinamite, explodiu e matou-o. Horas depois, numa bela tarde do Rio, a passeata saiu pela avenida.

Contavam-se nos dedos as pessoas que gritavam “O povo unido jamais será vencido” dando importância à Vanguarda Popular Revolucionária, que explodira a bomba no Ibirapuera. Seis meses depois, o governo baixou o AI-5, ninguém foi para a rua, e o Brasil entrou no seu pior período ditatorial. Não foi a passeata que levou a isso. Ela era o fim de um ciclo. A bomba e o interesse do governo em subverter a precária ordem constitucional da época foram o início de outro.

Festejando-se a memória da passeata, varreu-se para baixo do tapete a lembrança de um erro catastrófico. Passaram-se 45 anos, e centenas de pessoas que participaram de atos terroristas maquiaram-se como combatentes da causa democrática. Lutavam contra uma ditadura, em busca de outra, delas.

É o caso de se perguntar: o que é que isso tem a ver com o que está acontecendo no Brasil de hoje? Nada. O professor Pedro Malan já disse que no Brasil não só o futuro é imprevisível, mas também o passado. O sumiço da bomba do Ibirapuera na memória do 26 de junho de 1968 mostra que ele tem razão. Quem queria golpear a democracia? Cada um tem direito a responder como bem entender. [o direito de cada um responder como quiser, existe; mas, só uma resposta e certa: os porcos terroristas da VPR, responsáveis pelo comboio que levou a bomba ao QG IIº Exército, que tinha entre seus integrantes a atual presidente, NÃO QUERIAM A DEMOCRACIA; tanto que pretendiam, através do terrorismo covarde e sanguinário, instalar uma ditadura comunista no Brasil.]  O que não se pode é achar que há 45 anos tanto o marechal Costa e Silva como os tripulantes do comboio que levou a bomba ao QG do Ibirapuera quisessem defendê-la.

Por: Elio Gaspari - O Globo


sábado, 29 de junho de 2013

Alertas para manter vivas as manifestações de repúdio ao desgoverno Dilma

Sinal de alerta

Temos de estar atentos às armadilhas que rondam o atual momento do “despertar” coletivo para os problemas que nos afligem desde a implantação da república.

1 – Encontrar uma forma ágil de exibir para a polícia quem são os baderneiros e ladrões que denigrem o movimento durante as passeatas ordeiras.

2 – Não promover passeatas diárias na mesma cidade ainda que existam propósitos claros que a justifiquem. Nem todo dia será possível reunir 200.000 pessoas e a queda (mesmo de 10%) de participantes dará a impressão que o movimento está perdendo força.

3 – Não aceitar referendos que apenas servem para apoiar ou não decisões “costuradas” entre os políticos que se sentem ameaçados com a pressão popular e criam factóides para embromar a galera já esgotada.

4 – Rejeitar plebiscito com menos de 5 questões.

5 – Exigir que as questões sugeridas no plebiscito tenham sido aprovadas preventivamente por meia dúzia de entidades civis ainda com crédito na sociedade.
 
Isto posto, mantenhamos a atenção focada nas ratazanas que certamente estão em busca de montagens circenses para distrair o povo já saturado de tantas fantasias.

Por: Haroldo P. Barboza, Professor e Escritor - Blog Alerta Total - Jorge Serrão

 

Malafaia compara Marcha para Jesus aos protestos pelo Brasil; Feliciano é ovacionado

Antes do início dos shows de música gospel no palco montado na praça Heróis da FEB, em São Paulo, diversos pastores ligados à organização da Marcha para Jesus fizeram pregações e orações às milhares de pessoas presentes. Coube à Silas Malafaia o papel de fazer um discurso político. Malafaia comparou a marcha aos protestos que estão sendo organizados em todo o país. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) decidiu não falar, mas foi ovacionado pelos fiéis. "Não estamos preocupados com reforma política. Queremos apenas menos roubalheira e mais governo", afirmou Malafaia para os fieis que, em coro, gritavam "Jesus".

Em seu discurso, Malafaia disse que os evangélicos estavam dando exemplo de manifestação pacífica. "Aqui não tem palavrão, não tem quebra-quebra", afirmou. "Nós somos o povo evangélico, cidadãos dessa pátria. Nós vamos influenciar todo esse país. O Estado é laico, mas não é ateu", completou. Não faltaram críticas ao movimento LGBT, chamado no evento de "ativismo gay". Para Malafaia, o famigerado projeto da chamada "cura gay" foi algo plantado na imprensa pelos homossexuais. "Sou psicólogo. Não conheço na psicologia a palavra cura. Desafio o presidente do Conselho Federal de Psicologia para um debate", disse.

Feliciano não quis falar em público, mas a roupa que estava usando já dava o tom de sua participação. "Eu represento vocês", dizia a camiseta do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Em breve declaração à imprensa, Feliciano disse que não vai renunciar ao cargo e que apoiou o projeto da "cura gay" - expressão que ele diz não gostar - apenas como demarcação política. "Eu sabia que não ia passar", afirmou.

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Marcha para JESUS, tem ato de desagravo a Feliciano e Dilma é vaiada

Marcha vira ato de desagravo a Feliciano e público vaia Dilma
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) compareceu na 21ª edição da Marcha para Jesus, megaevento evangélico que tomou as ruas de São Paulo neste sábado (29). Ao subir ao palco e anunciar que falava em nome da presidente Dilma Rousseff, o público soltou uma vaia. Carvalho também recebeu aplausos no meio da fala, e, antes de se retirar, comentou sobre a vaia. "Eu acho a coisa mais normal do mundo. É próprio da democracia as pessoas se manifestarem em apoio ou em vaia." 

Indagado sobre a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (29), que mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou 27 pontos em três semanas, o ministro afirmou que não iria se manifestar, pois ainda não havia lido sobre a pesquisa.
A PM estima que, por volta das 15h, o público era de cerca de 400 mil pessoas.

A marcha também virou um ato de desagravo ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Deputado federal, ele preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e entrou na mira de manifestações em todo o país em razão de o colegiado ter aprovado projeto que permite a chamada "cura gay", tratamento psicológico à homossexualidade.

FELICIANO
Feliciano disse que pretendia dar uma resposta aos seus críticos. Ele acrescentou à camiseta oficial do evento os dizeres "eu represento vocês". Do alto do trio elétrico principal da passeata, Feliciano afirmou: "Eu represento um segmento conservador da sociedade, um segmento família da sociedade. Esses aqui eu represento". O congressista afirmou que ele está sendo injustamente responsabilizado pela projeto da chamada "cura gay". 

Ele afirma que apoia a proposta, mas não é o autor dela e tinha a obrigação de colocá-la em discussão como presidente da Comissão de Direitos Humanos. Ele fez uma oração para o público durante o evento na qual procurou enaltecer "os valores da família". No meio da marcha podiam ser vistas faixas alusivas às recentes manifestações ocorridas no país. Entre os dizeres havia "Justiça! Queremos os mensaleiros na cadeia", "Manifestação pacífica tem limite", "Fora baderna e vandalismo" e "Procurando Lula". 

Havia também mensagens sobre o tema da "cura gay": "Os ativistas gays querem ser donos dos homossexuais. Direitos Humanos Já!". Essas faixas eram exibidas por pessoas que se identificaram como integrantes da Assembleia de Deus do Rio de Janeiro. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que não iria fazer estimativa oficial de público da passeata. Oficiais da corporação ouvidos pela Folha no trajeto estimaram que o público era de 40 mil pessoas na primeira hora do evento, que começou às 10h.

Indagado pela reportagem, o líder da Igreja Renascer em Cristo, organizadora do evento, apóstolo Estevam Hernandes, não quis arriscar uma avaliação sobre o total de participantes. Até a conclusão desta edição, não havia registro de incidentes graves durante a marcha. Durante o discurso o deputado de Campos Machado (PTB), o o público gritou no nome do Feliciano.

POLÊMICA
Aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade precisa passar ainda por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Caso passe em ambas, seguirá para o plenário da Câmara.

O governo, contudo, tem se mostrado contrário à medida. A ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) chegou a dizer que trabalharia para impedir a aprovação do texto no Congresso Nacional, o que gerou protestos da bancada evangélica. 

Fonte: Folha de São Paulo

Brasil tirou nota 7 na avaliação da Fifa; pior do que a da África do Sul

Joseph Blatter minimiza nota 7 de organização: 'Brasil passou no teste'


Copa das Confederações no País foi pior avaliada que preparação da África do Sul

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, acredita que o Brasil passou no teste ao organizar com êxito a Copa das Confederações. A competição ainda não chegou ao seu final - termina domingo -, mas o dirigente suíço aponta que o País conseguiu cumprir seu papel na competição que serve como termômetro do que será visto na Copa do Mundo. "O Brasil passou no teste. Do ponto de vista da organização do torneio, estou especialmente feliz com o que aconteceu aqui. Só recebemos elogios das oito delegações participantes da competição", disse Blatter, em entrevista coletiva.

Contrastado com as manifestações que não só criticaram a Fifa e os gastos públicos com a organização da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, mas que também chegaram a ameaçar a segurança das delegações estrangeiras no Brasil, o dirigente destacou uma pesquisa que apontou que 71% dos brasileiros apoiam a realização da Copa no País.

Questionado sobre as consequências dos protestos que tomaram as ruas do País nas últimas semanas, Blatter se esquivou. "Se o governo prometeu mudanças, isso não é nosso problema, é uma questão política. Obviamente, o torneio foi disputado em um contexto de agitação social, mas acho que o futebol desempenhou um papel positivo aqui", disse.

Blatter também foi perguntado sobre o prometido legado social e garantiu que, após a Copa, a Fifa deixará dinheiro para ser investido em ações sociais. "Nós deixamos um legado na África do Sul, um fundo de US$ 100 milhões que é controlado pela federação e o governo locais e a Fifa. Tenho certeza que um valor como esse ou ainda maior ficará aqui (no Brasil)."

Ele destacou que não é só o Brasil que tem problemas sociais. "Nós jogamos futebol atualmente em todos os países em conflito no mundo, como Síria e Afeganistão. Olhe para os países europeus, eles também têm conflitos sociais, como Portugal, França, Espanha, Itália, Turquia e Grécia."

 

Calendário da Copa do Mundo de 2014 pode ser alterado pela Fifa - e o país sede também

Distância entre as sedes assustou entidade, que pensa em remanejar datas das semifinais 
A Fifa poderá reabrir o calendário da Copa do Mundo de 2014 depois de descobrir as distâncias e as dificuldades de viajar pelo Brasil. Um informe será entregue neste fim de semana ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, com a recomendação para que as duas semifinais do Mundial sejam disputadas no mesmo dia, e não em dias diferentes, como ocorreu na Copa das Confederações[alguém, no juízo perfeito e usando um minimo de bom senso, é capaz de acreditar que a Fifa não as distâncias entre as cidades que foram escolhidas para sediar jogos? ou que a Fifa não sabia das dificuldades de viajar no Brasil?]

Pessoas do gabinete de Blatter revelaram ao Estado que a reavaliação deve ocorrer por conta do que se observou no jogo entre Espanha x Itália, que foi disputado há dois dias em Fortaleza. Para o grupo técnico da Fifa, o fato de os espanhóis terem um dia a menos para descansar e ainda terem de viajar de Fortaleza ao Rio prejudicou a equipe. "São temperaturas diferentes, umidades diferentes. O Brasil é muito grande. Mas as seleções não podem ser prejudicadas por conta disso", explicou o técnico encarregado de preparar o informe a Blatter.

A gota d’água foi a situação vivida pela Espanha. Para a final do torneio no fim de semana, a seleção terá não apenas um dia a menos para treinar como também terá de fazer uma viagem mais longa que o Brasil. Jogadores, após a partida contra a Itália, reconheciam que o cansaço poderia afetar o desempenho da seleção.

O calendário da Copa foi estabelecido há cerca de um ano e a decisão foi a de levar em conta não apenas o esporte, mas principalmente cálculos políticos do governo federal e da CBF para agradar a governadores estaduais aliados. A Fifa sequer exigia doze sedes. Mas a CBF optou por levar a Copa a todo o País e ainda garantir que uma sede não ficaria apenas com times "menores". O resultado foi um calendário que obrigará viagens de mais de 8 mil quilômetros para uma seleção entre o primeiro e o último jogo.

Diversas seleções, como EUA e Alemanha, quase classificadas para o Mundial, já quebram a cabeça para escolher onde montarão suas sedes, já que querem ter acesso fácil a aeroporto.
Pela previsão atual, a primeira semifinal da Copa de 2014 ocorre numa terça-feira, em Belo Horizonte. A segunda ocorreria em São Paulo um dia depois. A final está marcada para domingo, dia 13 de julho. Para chegar ao calendário da Copa, a CBF e a Fifa montaram 51 rascunhos diferentes. Agora, a realidade poderá exigir mais uma mudança.

Fonte: O Estado de São Paulo

Os infiltrados

Polícias de vários Estados identificam traficantes, gangues neonazistas e até um fuzileiro naval entre os que usaram protestos legítimos para praticar crimes
Na quinta-feira 20, durante protesto que reuniu mais de 30 mil pessoas em Brasília, um militar usando um gorro na cabeça, bermuda e com um capacete da PM nas mãos entra no Itamaraty, enquanto manifestantes tentam quebrar a pontapés as vidraças da sede do Ministério das Relações Exteriores. Cercado por policiais militares, ele avisa que é fuzileiro naval antes mesmo de pular as janelas quebradas pelos manifestantes. Ele chega a deitar no chão e é imobilizado pela PM, que pisa em seu braço. Depois é simplesmente liberado. Na semana passada, a Marinha abriu uma sindicância para esclarecer as circunstâncias da presença do militar na manifestação. Há fortes suspeitas de que ele estivesse infiltrado nos movimentos. O regulamento disciplinar militar proíbe expressamente qualquer tipo de participação em manifestações e exige apartidarismo político.
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INTRUSO
Na quinta-feira 20, enquanto manifestantes quebram janelas do Itamaraty, um fuzileiro entra no prédio (foto 1), é cercado por militares (foto 2) e liberado depois de se identificar (foto 3). A Marinha apura o caso

[Um esclarecimento precisa ser prestado: a segurança externa, ostensiva, do Palácio do Itamaraty é realizada por integrantes do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha; assim, a principio, não há razão para ser considerada a presença de um fuzileiro naval naquela área, ainda que a paisana.]

Assim como em Brasília, nas principais capitais do País gangues neonazistas, organizações criminosas, traficantes e bandidos comuns têm se misturado aos protestos legítimos para saquear, roubar, depredar o patrimônio público e provocar confrontos com a Polícia. Integrantes desses grupos já foram identificados por setores de inteligência das polícias estaduais e presos, como o ex-presidiário Rafael Braga Vieira e Edvan Ezequiel Bezerril, traficante da favela Nova Holanda, no Rio de Janeiro.

Conforme apurou ISTOÉ, a estratégia de ação dos infiltrados é traçada bem antes de começar a manifestação. Em Porto Alegre, bandidos da região metropolitana chegam um dia antes na capital, dormem em hotéis com diárias em torno de R$ 10 e saem em bondes, como são chamados, para aproveitar as marchas e cometer crimes. O delegado Hilton Muller, titular da 17ª Delegacia da Polícia Civil, disse que a polícia vem estudando a rotina dos marginais e tenta mapear as formações. Em todo o País, polícias estaduais formaram forças-tarefas para investigar exclusivamente a ação de traficantes, anarquistas radicais, organizações extremistas e também ladrões comuns nos protestos. “O setor de Inteligência da Polícia está filmando as manifestações para identificar essas pessoas. Recebemos informações sobre a ação de traficantes, mas apenas com os apelidos deles, o que dificulta a prisão”, contou o delegado carioca Mário Andrade, que é da Delegacia do Consumidor, mas foi destacado para a missão especial. “Eles se infiltram e se valem do anonimato no imenso contingente de pessoas para cometer crimes”, confirma o delegado gaúcho Marco Antonio Duarte de Souza, do departamento de polícia metropolitana do Rio Grande do Sul. Na quinta-feira 27, numa reunião com o governador Tarso Genro, os próprios líderes das manifestações pediram investigações sobre a possível ação de grupos neonazistas durante os protestos.

No Rio, cerca de 20% das informações referentes às manifestações que chegam ao Disque-Denúncia, canal direto com a população, alertam sobre a infiltração de traficantes nos protestos, segundo disse à ISTOÉ o coordenador carioca Zeca Borges. “Quando eles começam a se organizar para descer para as manifestações, as pessoas de bem das comunidades ligam e avisam”, explicou Borges, que repassa imediatamente as denúncias para os setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública. De acordo com os delegados que apuram a presença de infiltrados nos protestos, já foi possível identificar traços comuns entre os bandidos, independentemente da cidade. O traje quase sempre é bermuda ou calça jeans, tênis e mochila. A maioria cobre o rosto com blusas ou máscaras. A principal estratégia dos infiltrados é se misturar à multidão e definir, ali mesmo, qual é o melhor lugar e hora para começar a arruaça. Também optam por se dispersarem para depredar e roubar o que for possível. A mochila é usada, muitas vezes, para carregar artefatos como bombas de fabricação caseira.

 APREENSÃO
A Polícia do Rio encontrou na casa de Arthur Nunes faixas com suásticas, armas brancas e soco inglês. O livro apreendido, porém, tratava apenas sobre música punk

O saldo mais negativo foi registrado no Rio de Janeiro. Uma manifestação pacífica na avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, acabou virando guerra na favela Nova Holanda, que fica nas imediações, na terça-feira 25. Tudo começou quando traficantes desceram da favela para realizar um arrastão na passeata e a PM reagiu. Eles fugiram para dentro da comunidade e a troca de tiros foi intensa. O triste resultado incluiu a morte de dois moradores inocentes, um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, e sete pessoas que, segundo a PM, eram ligadas ao tráfico. Durante uma das manifestações no Rio, a polícia monitorou Arthur dos Anjos Nunes e encontrou em sua residência faixas com suásticas, armas brancas e soco inglês. Nunes, no entanto, conseguiu escapar do cerco policial e encontra-se foragido. Considerado neonazista, ele já respondia a processo por agressão a guardas municipais.

Fonte: IstoÉ

 

Cadê a estadista? Dilma anda tão nervosa, que quando alguém dá descarga no banheiro ao lado seu gabinete ela se descontrola

Até agora a reação da presidente Dilma Rousseff aos protestos só contribuiu para gerar mais atrito. Ela saberá sair da maior crise de seu governo?
Na manhã da última quarta-feira, num dos muitos encontros políticos do “pacto nacional” que prometera na TV dias antes, a presidente Dilma Rousseff aceitou receber para uma conversa, no Palácio do Planalto, os presidentes das principais centrais sindicais do país. Não houve papo. Dilma defendeu, por 40 minutos ininterruptos, a proposta que sacudira o Brasil nos últimos dias: uma reforma política com participação popular. Em seguida, determinou que cada convidado teria apenas dez minutos para dizer o que pensava – mas nem tanto. Wágner Freitas, presidente da CUT, central ligada ao PT, queria falar. Até tentou, mas foi interrompido algumas vezes por Dilma. No momento em que Dilma parecia hostilizar qualquer contribuição que destoasse do que ela, na verdade, já decidira, era inevitável para alguns dos presentes lembrar o pobre sindicalista Artur Henrique, ex-presidente da CUT. Em maio do ano passado, numa das raras vezes em que Dilma pediu a opinião dos sindicalistas para qualquer coisa, Henrique ousara criticar uma medida do governo. “Você está falando besteira, cala a boca!”, disse Dilma. 


Desta vez, não houve grosseria. Mas sobrou rispidez e constrangimento. No meio da reunião, um participante quis ir ao banheiro ao lado da sala, no 3° andar do Planalto. Um segurança aproximou-se, meio sem graça: “Amigo, não usa esse banheiro, vai no lá de baixo”. O sindicalista quis saber por quê. “É que, quando dá descarga, a presidenta fica muito brava com o barulho”, disse o segurança. À medida que a reunião transcorria, quando algum sindicalista ia ao banheiro, outro soltava a piada baixinho: “Ela vai meter o braço em você...”. Não demorou para que Dilma interrompesse a conversa. “Meu tempo acabou, meu tempo acabou, não dá mais para vocês falarem”, disse. A reunião durara menos de duas horas. Os sindicalistas saíram do gabinete presidencial convencidos de que Dilma os despreza. Saíram, também, sem entusiasmo por qualquer pacto – e sem vontade de voltar.
 [mesmo Dilma em queda livre é preciso continuar batendo nela e firme; tem que ser considera uma serpente que, além de morta, tem que ser estraçalhada.]

A personalidade de Dilma a caminho de completar seu terceiro ano de mandato, com dez de Brasília nas costas e metida na mais grave crise política brasileira desde o mensalão tornou-se um problema para o país. Não apenas por causa dos abundantes episódios de rispidez com políticos e subordinados – mas, sobretudo, porque esses episódios revelam uma presidente inflexível, aparentemente incapaz de se curvar ao erro, mesmo quando confrontada com as vozes das ruas, que agora chegam a poucos metros do Planalto. Revelam uma tecnocrata obstinada, não uma estadista consciente de que, para liderar o país num momento de crise, é preciso genuinamente buscar o diálogo não apenas com a população, mas também com todas as forças políticas que compõem a democracia brasileira.

Se o Brasil estivesse no rumo certo, as inquebrantáveis convicções de Dilma – nas opções de política econômica, na centralização obsessiva da gestão do governo, no desprezo pelos políticos – poderiam ser consideradas corretas. Mas o Brasil está no rumo certo? Não há maquiagem na propaganda oficial que consiga camuflar os problemas no governo, apesar de os gastos com esse quesito estarem em alta no Planalto (de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, as despesas com o visual da presidente subiram 681% desde dezembro de 2012 e somam R$ 3.125 a cada aparição de TV em cadeia nacional).

A aprovação de Dilma entrou em parafuso depois que as manifestações começaram. Um dos registros é do instituto Ideia, ligado a marqueteiros que trabalham para a oposição. Antes das manifestações, 72% dos entrevistados consideravam o governo Dilma bom ou ótimo. Agora, são 46%. Houve impacto também na intenção de voto. Há duas semanas, Dilma tinha 54%. Caiu para 44%. Marina Silva (Rede) ganhou 4 pontos percentuais e foi para 24%. Aécio Neves (PSDB) somou mais 2 e foi para 20%. Eduardo Campos (PSB) tem 5%. A avaliação de governadores e prefeitos de capitais caiu 30 pontos, em média. Levantamentos feitos nos Estados por outros institutos também mostram o derretimento dos governantes. Dados em mãos do PT baiano a colocam no patamar dos 30 pontos. No Amazonas, ela ficou com 32. Esses números começam a lançar sementes de dúvidas sobre sua reeleição e impõem a necessidade de mudança em seu comportamento para recobrar o rumo político. Mas, sem reconhecer erros, será possível mudar?

Ler a íntegra da matéria na Revista Época desta semana

É preciso continuar batendo em Dilma; a Oposição não pode, não deve, deixar a Dilma respirar

Nunca houve uma queda de popularidade como a de Dilma


Não há precedente na curta história desde a redemocratização brasileira de uma queda tão abrupta da popularidade de um presidente quanto a experimentada por Dilma Rousseff nas últimas três semanas. Considerado apenas o saldo da avaliação do governo (ótimo+bom descontado de ruim+péssimo), a presidente perdeu 2 pontos por dia entre 7 e 28 de junho, segundo o Datafolha. A velocidade da queda da popularidade de Dilma tem sido 3 vezes mais rápida do que foi a vivida por Luis Inácio Lula da Silva entre agosto e setembro de 2006, por causa do mensalão. É 3,8 vezes mais intensa do que a de Fernando Collor após o confisco da poupança, e 4,5 mais acelerada do que a de Fernando Henrique Cardoso após a desvalorização do real no começo de 1999.

[a Oposição tem tudo para forçar a saída da Dilma e a assunção do Temer - não é lá grande coisa, mas é bem melhor que Dilma.
Dilma tem contra ela a conjuntura economica, a volta da inflação, as manifestações (seu pronunciamento na TV após ser analisado mostrou que o desgoverno Dilma está perdido, sem rumo, sem eira nem beira; Dilma tem a antipatia generalizada dos deputados e senadores; sem esquecer que ela e seu ministério são geneticamente incomPTente.]

Chega-se à mesma conclusão analisando-se a série histórica de pesquisas do Ibope, que inclui também o governo de José Sarney. Em nenhum período da história do Brasil desde março de 1986, quando há o primeiro registro de pesquisa de avaliação presidencial, um governante do país perdeu tantos pontos de popularidade em tão poucos dias. É um recorde.
Isso não significa, porém, que a atual presidente esteja tão impopular quanto tornou-se, por exemplo, FHC após desvalorizar o real, ou Sarney e Collor ao final de seus mandatos. Nem que sua queda foi maior que a deles. Dilma ainda tem saldo positivo de cinco pontos no Datafolha. Por outro lado, é cedo para saber se o mergulho de sua popularidade chegou ao fundo do poço. Só novas pesquisas dirão se a queda persiste.

A causa da queda recorde da popularidade de Dilma é econômica. Os protestos de rua serviram apenas para catalisar uma insatisfação mais profunda e que pode ser aferida pelo mergulho de outro indicador: o que mede a confiança do consumidor. O INEC (Índice Nacional de Expectativas do Consumidor) registrou em junho sua maior queda desde a crise de 2009.

Esse índice reflete um aumento do pessimismo dos brasileiros em relação à inflação, ao desemprego e ao poder de compra. O INEC mostra uma mudança da percepção das pessoas quanto ao que está acontecendo com sua renda pessoal e, pior para Dilma, quanto ao que elas acham que vai acontecer com a própria renda no futuro.  É como se a percepção popular tivesse demorado seis meses para registrar o que mostravam os indicadores objetivos de desempenho da economia desde o final do ano passado. A pressão da economia sobre a opinião pública foi aumentando ao longo desse tempo e, como uma avalanche que cai de repente, acabou liberada de uma vez só pelos protestos de rua das última semanas.

Mais do que os números, o problema de Dilma é a tendência que eles apontam. A presidente, que durante dois anos e meio se beneficiou da inércia positiva do fim do governo Lula, agora luta contra ela. O sentimento popular embutido nas pesquisas é um desejo de mudança – algo oposto ao que elegeu Dilma em 2010.

Fonte:  José Roberto de Toledo, O Estado de S. Paulo

BOA IDÉIA! nada melhor do que convidar órgãos que estão sempre do lado dos baderneiros, para que sintam na própria carne o que é uma baderna; o que é uma operação para restabelecer a ORDEM PÚBLICA

PM convida MP, OAB e Defensoria a acompanhar a polícia no Maracanã

Polícia quer que entidades participem de cordão de isolamento no entorno do Estádio do Maracanã
Tentando evitar conflitos e confrontos com manifestantes no ato marcado para este domingo, a Polícia Militar quer que diversas entidades da Justiça acompanhem o policiamento no Maracanã. O comandante da PM, coronel Erir Ribeiro Costa Filho enviou na manhã deste sábado um ofício aos Ministérios Públicos Federal e Estadual, à Ordem dos Advogados do Brasil e à Defensoria Pública convidando as entidades a participar do cordão de isolamento que policiais militares do Batalhão de Choque (BPChq) farão no entorno do Estádio do Maracanã, palco do jogo entre Brasil e Espanha na final da Copa das Confederações. Ainda segundo o coronel, a PM vai disponibilizar para os representantes das entidades equipamentos de proteção individual caso seja necessária a utilização. — Queremos trabalhar todos juntos para que toda a manifestação programada ocorra de forma pacífica. Estamos garantindo ao cidadão o direito da democracia e da manifestação. Se houver vândalos junto aos manifestantes eles também poderão ser idenficados pelos integrantes dessas entidades — disse o coronel Costa Filho.

 [Esse prodecimento da PM deve ser seguido também quando a polícia tiver que invadir favela para combater bandidos, traficantes - esse pessoal do MP, Defensoria, OAB e ONGs que estão sempre contra a Polícia, precisam participar de operações e logo mudarão de idéia.]
A medidia foi tomada depois que o Ministério Público Federal enviou ao comando da PM, através de um ofício recomendações para que não se utilize armamentos de baixa letalidade. O MPF pede que seja respeitado o "exercício pacífico de livre manifestação de reunião, pensamento e expressão, instrumentos essenciais ao exercício da democracia".

Cópias da recomendação foram encaminhadas para os secretários nacional e estadual de Segurança Pública, para o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, bem como para Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC). O MPF recomenda, ainda, que não sejam utilizados, em hipótese alguma, armas de baixa letalidade que não estejam em absoluta consonância com os padrões legais, normativos e operacionais, em especial bombas de gás lacrimogêneo com concentração de produto químico superior aos limites permitidos. Não devem ser utilizados também armamentos recém-adquiridos, como “canhão sônico” ou “canhão d´água”, caso tais equipamentos não tenham sido ainda objeto de testes, treinamentos, fiscalização e aprovação por autoridade competente.


Fonte: O Globo

O lado oculto e sinistro do plebiscito de Dilma

Os interesses do PT e o lado oculto do plebiscito de Dilma

Presidente usa impulso dos protestos nas ruas para tentar emplacar uma perigosa reforma política que o PT fracassou em implementar no Congresso

 (O plebiscito) É um instrumento popular para legitimar governos e conferir aos governantes superpoderes, um cheque em branco para que o governante dê o significado à autorização dada pelo povo nas urnas. Isso pode manietar o povo”, Gustavo Binenbojm, professor de Direito Administrativo e Constitucional da UERJ e da FGV 


Destinada a confrontar a população com questões objetivas e diretas, a realização de um plebiscito é uma ferramenta legítima do processo democrático. A história recente, entretanto, demonstra que ele pode ser utilizado para propósitos pouco nobres: vizinhos sul-americanos recorreram ao mecanismo para tentar governar diretamente com o povo, passando por cima das instituições democráticas e se perpetuando no poder. Em resposta à inédita onda de protestos que chacoalhou o Brasil, a presidente Dilma Rousseff propôs uma consulta popular para promover uma reforma política no país - ainda que nenhum cartaz tenha reivindicado isso. A estratégia bolivariana, tirada da manga no momento mais crítico do seu governo, acoberta um perigoso interesse: aprovar o financiamento público de campanha e o voto em lista, antigos sonhos do PT.

Como avalia o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, a opção pelo plebiscito “joga areia nos olhos do povo”. Um levantamento do Datafolha constatou que a reforma política era uma reivindicação de apenas 1% dos manifestantes que tomaram as ruas de São Paulo nas últimas semanas. Mas o governo não quer perder a oportunidade aberta pelo clima mudancista.

O PT defende o financiamento público de campanha porque seria o maior beneficiário desses recursos, já que tem a principal bancada na Câmara dos Deputados e esse é o critério usado para a divisão do bolo. Com o financiamento público, o partido conseguiria assegurar recursos superiores aos das outras siglas. Caso o caixa dois não seja efetivamente extinto, o que é uma hipótese plausível, o dinheiro de bancos e empreiteiras continuariam a seguir a lógica de favorecer quem tem a chave do cofre - no caso da União, o PT. Por isso, interessava mais ao partido a ideia inicial de Dilma, que incluía uma Assembleia Constituinte com poderes para dar os rumos à reforma. Mas a ideia fracassou por ser inconsistente e sem base jurídica. Ainda assim, o PT aposta na capacidade de mobilização de sua própria militância para moldar o sistema político-eleitoral.

Ciente das intenções de seu principal aliado, o PMDB é majoritariamente contrário ao financiamento público. Os peemedebistas têm bom relacionamento com o empresariado e um elevado número de governos estaduais; também por isso, não veem razões para uma mudança no sistema.

Voto proporcional - O sistema de eleição para deputados e vereadores é o segundo ponto-chave que deve constar do plebiscito. A adoção do voto em lista, outro tema que surgirá na consulta, favoreceria o PT. O partido tem questão fechada na defesa desse tema: seguidas pesquisas mostram que, dentre as legendas, o Partido dos Trabalhadores possui, de longe, a maior fatia de eleitorado fiel. O DEM, que se posiciona na centro-direita e não tem concorrentes neste campo, também quer o voto em lista.

O PSDB é a favor do voto distrital, cuja defesa consta do estatuto da sigla. A regra seria bem aplicável em estados como São Paulo e Minas Gerais - onde os tucanos têm maior poder de fogo. Nesses estados, muito extensos e populosos, os candidatos se dividem informalmente entre cidades e regiões, o que já se aproxima do voto distrital. O PSD também fechou questão em defesa do voto distrital.

Para o PMDB, que sofre de fraqueza programática e é mais personalista dos que as outras siglas, a saída defendida é o chamado "distritão". O modelo é o mais simples possível: o eleitor escolhe o candidato, individualmente, e o voto não influencia o desempenho dos outros nomes do partido. Ganham os mais votados e o quociente eleitoral, que provoca o chamado "efeito Tiririca", seria abolido. É como se cada estado fosse um distrito.

Pressa - Nos últimos dois anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou pessoalmente nas negociações para a implementação da reforma política defendida pelo PT. Mas, no Congresso, o tema emperrou. O partido já havia desistido de fazer uma reforma que valesse para as eleições de 2014 porque, nesse caso, a mudança precisaria estar aprovada até o início de outubro deste ano. Mas os protestos nas ruas foram vistos pelo PT como uma "janela de oportunidade".  O partido não quer perder o impulso dado pelas manifestações populares. Por isso, tem pressa. E não é só: o momento atual é perfeito para que a sigla molde a reforma política ao seu gosto. Dono da maior bancada na Câmara e hóspede do Palácio do Planalto, o PT não pode garantir que esse cenário será o mesmo na próxima legislatura.

Com uma militância ativa em torno dos pontos centrais, além de braços organizados em sindicatos e entidades estudantis, o PT aposta que poderá converter essa força de mobilização em resultados no plebiscito. Para isso, é até bom que o eleitor comum, desmobilizado, não participe do processo. "Seguramente não são todos os cidadãos que vão se interessar por participar do plebiscito, mas todos aqueles que têm interesse neste debate terão espaço concreto de atuação: poder votar e ajudar a definir as prioridades da reforma política", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), estranha a pressa repentina. "É no mínimo curioso. O governo tem pressa para encontrar o caminho diversionista e fugir da crise", diz ele. O deputado Rubens Bueno, líder do novo MD (fusão do PPS com o PMN) na Câmara, defende que o Congresso elabore a reforma e a população apenas decida se aprova ou rejeita as mudanças, em bloco: "A nossa ideia básica é o Congresso Nacional votar todas essas sugestões e submetê-las a um referendo na mesma data das eleições do ano que vem", diz.

Riscos e obstáculos - A cegueira momentânea causada pelo anúncio inesperado da presidente encobre uma dificuldade técnica: o de apresentar, por plebiscito, questões para as quais a votação pode não apresentar maioria. “Basta haver três perguntas para não ser plebiscito. Imagine que, no sistema eleitoral (proporcional, distrital e distrital misto), um tipo consiga 35% dos votos, o outro 34% e o terceiro 31%. Não há formação de maioria”, alerta Reale Júnior, que considera impossível usar esse modelo de votação para um tema como a reforma política. “Não há necessidade de chamar as pessoas para definir a reforma. É uma falta de juízo”, completa Reale, reiterando que os temas em jogo são bastante complexos.

Na última quarta-feira, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, comparou o plebiscito proposto agora com a entrega de um “cheque em branco” aos deputados e senadores que já miram nas eleições de daqui a um ano e meio. A metáfora de Britto é uma referência à grande margem de indefinição que pode resultar da votação que se desenha. O roteiro estabelecido para os plebiscitos é, em resumo, a criação de um decreto legislativo com um terço de aprovação de uma das Casas, a discussão dos temas e das perguntas ao eleitor, a apuração e o encaminhamento da decisão ao Congresso, que deve seguir a orientação das urnas. O rito é perfeito, por exemplo, para a decisão sobre a emancipação de um município. Mas incompatível com questões como financiamento público de campanhas ou sistemas de votação. Afinal, os eleitores definirão “se” algo deve ser feito, entregando aos parlamentares a decisão sobre “como” isso será posto em prática.  “Esse processo pode resultar em uma deliberação da população no vazio”, afirma Gustavo Binenbojm, professor de Direito Administrativo e Constitucional da UERJ e do curso de pós-graduação em Direito da Fundação Getúlio Vargas.

O plebiscito de Dilma, por enquanto, está mergulhado em incertezas. “A expressão ‘reforma política’ é nesse momento um rótulo em uma caixa vazia. Ninguém sabe ao certo quais medidas serão propostas”, explica o coordenador-geral do instituto de Direito da PUC-Rio, Adriano Pillati, para quem é preciso, no mínimo, de três a quatro meses de debate sobre o tema com a população.
A saída apontada pelos especialistas para que seja assegurada a participação popular, mas de forma mais prudente, é, ao fim do processo, a realização de um referendo. Depois de o Congresso fazer o texto da reforma política, a população seria convocada às urnas para dizer sim ou não sobre uma proposta real. Tecnicamente, é possível haver o plebiscito antes e o referendo depois – apesar de não se eliminar, com isso, os problemas na origem da proposta de agora. “Existe um risco de a opção da população ser desvirtuada. Por isso, deveria haver plebiscito e referendo”, afirma Ivar A. Hartmann, professor de Direito da FGV do Rio de Janeiro.

No momento, a demanda indiscutível da população nas ruas é por uma política menos corrupta e mais voltada para o interesse público. A reforma política – necessária e que se arrasta há anos sem que haja consenso – surgiu como a tradução possível feita pelos governantes para retomar o diálogo com os brasileiros. “Há uma esperança enorme em torno da reforma política. Apesar de necessária, nenhuma reforma produz políticos melhores. O que muda os políticos é a sociedade, através do voto”, lembra Adriano Pillati.

Fonte: Site da VEJA

Trabalho escravo: 504 nomes na 'lista suja', incluindo oito políticos

'Lista suja' do trabalho escravo chega ao recorde de 504 nomes

 Nova versão da listagem do Ministério do Trabalho teve 136 acréscimos; 26 foram excluídos por terem cumprido requisitos

O governo publicou na noite desta sexta-feira a nova versão semestral da “lista suja” do trabalho escravo com a inclusão de 136 nomes de proprietários e empresas, além da reinclusão de seis nomes ao documento por decisão judicial. O governo também retirou do documento 26 nomes. Assim, figuram na lista 504 empresas e pessoas que mantêm seus funcionários em situação análoga à de trabalho escravo, seja por servidão por dívida, seja por trabalho degradante. Este número, segundo especialistas no assunto, é recorde. 

De acordo com a nota publicada na noite de ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), das novas inclusões deste semestre, 61 empregadores estão ligados à pecuária, 14 à produção de carvão e nove à extração de madeira. Na divisão geográfica dos novos casos de trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo, aparece com destaque o estado do Pará, onde foram localizados 46 novos casos. Na sequência, vêm Minas Gerais (19 novos casos) e Tocantins (13 novas notificações).

As 26 exclusões da lista registrada neste semestre foram motivadas, segundo o MTE, por cumprimento a requisitos administrativos. “A inclusão do nome no Cadastro ocorre após decisão administrativa relativa ao auto de infração, lavrado em decorrência de ação fiscal, em que tenha havido a identificação de trabalhadores submetidos a trabalho análogo ao de escravo”, informou a nota do ministério. Os nomes são mantidos na lista por dois anos e, caso o empregador não volte a cometer o delito e pague todas as multas, o registro é excluído da lista, informa a pasta.

Oito políticos na lista
A Organização Não Governamental Repórter Brasil, que acompanha o trabalho escravo no Brasil, fez uma análise dos novos incluídos na lista e constatou que há oito políticos entre os 142 nomes. Três deles contam com projeção nacional: os deputados federais João Lyra (PSD-AL, por meio da empresa Laginha Agroindustrial), Urzeni Rocha (PSDB-RR) e Antonio Cabrera, ex-ministro da Agricultura do governo Collor. Os outros políticos, segundo a ONG, são prefeitos, vice-prefeitos e secretários de governo.  — A divulgação deste semestre ocorreu um dia após a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovar a PEC do Trabalho Escravo, que determina a expropriação das propriedades. Mas isso só está andando porque, junto com a PEC, há a tramitação de um projeto que quer rever o conceito de trabalho escravo, o que pode ser um retrocesso — informou Daniel Santini, da ONG.

O GLOBO tentou, sem sucesso, localizar os políticos João Lyra e Urzeni Rocha. O ex-ministro Antonio Cabrera foi procurado na sua casa, por telefone, mas a informação dada por parentes foi de que ele só estaria no local neste sábado.

Ministério Público do Rio quer que a PM controle distúrbios civis = baderna, bagunça, vandalismo = usando flores

MP Federal pede que polícia do Rio limite uso de armas não-letais


Procuradores enviam recomendação à PM para que não sejam usadas bombas de efeito moral com maior potência

O Ministério Público Federal emitiu, nesta sexta-feira, uma recomendação para que a Polícia Militar do Rio de Janeiro “respeite e não reprima o exercício pacífico” do direito de manifestação no entorno do estádio do Maracanã, no domingo. Assinado pelos procuradores Jaime Mitropoulos e Alexandre Ribeiro Chaves, o texto pede ainda que as armas não-letais, como bombas de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha, sejam usadas somente nos casos de efetiva e comprovada necessidade.

Os procuradores citam como preocupação a aquisição pela PM de um “canhão de som”, de um carro de jatos d’água e a compra recente de bombas de gás lacrimogêneo com maior potência. Como noticiou o site de VEJA na última sexta-feira, a PM fluminense adquiriu 2.000 bombas fabricadas por encomenda do governo de Angola, com concentração de 20% de lacrimogêneo – o máximo permitido para uso no Brasil é de 10%.

A recomendação do MPF cita, no item C, preocupação com o uso de armas não-letais contra crianças, adolescentes, gestantes, pessoas com deficiência e idosos. [considerando o clima de baderna que domina o Brasil, o mais aconselhável é que crianças,  gestantes, pessoas com deficiência e idosos, evitem comparecer a locais em que esteja prevista a ocorrência de badernas.
As autoridade policiais têm o DEVER de manter a ordem pública.] O documento foi enviado para o comandante-geral da PM fluminense, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, ao secretário nacional de Segurança Pública e ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Copa das Confederações - Para este domingo, dia da final da Copa das Confederações no Maracanã, um novo ato está marcado. O 'Copa pra Quem?' convoca as pessoas a se reunirem na Praça Sans Peña, na Tijuca, zona Norte da cidade, às 10 horas. Até o início da tarde desta quinta, mais de 14.300 pessoas haviam confirmado presença no Facebook. Elas pretendem caminhar até o estádio, protestando contra o processo de concessão. "O caráter deste ato é pacífico", enfatiza o evento criado na rede social.

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Beltrame considera acionar Exército para protestos no Rio                                                     

O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, não descarta acionar o Exército para conter a ação de vândalos nos próximos protestos. "O Exército já está no Rio de Janeiro - não em função dos episódios, e sim da Copa das Confederações. Eles têm ações específicas, mas se for necessário, não serei eu que deixarei de tomar essa providência", afirmou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, ao lado da chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro.


Beltrame ainda ponderou que é preciso reavaliar a "expressão minoria", usada constantemente para se referir aos vândalos que assumem o controle ao fim dos protestos. "Eu não sei se uma minoria produziria o Rio que amanheceu hoje (sexta-feira)", disse, referindo-se à destruição observada em especial na Avenida Presidente Vargas, tomada por cerca de 300.000 pessoas na noite de quinta, segundo cálculos da Coppe/UFRJ. "Todos queremos democracia. Mas, no momento em que você mistura isso com quebradeira, o braço do estado, que é a polícia, tem que agir. E isso não é bom para nenhum dos lados."

O secretário afirmou, porém, que qualquer abuso comprovado por parte da Polícia Militar será punido. O comandante da PM comentou a ação dos policiais na região da Lapa, onde bares e lanchonetes viraram refúgio até para quem passeava pelo local no fim da noite. "Lamentamos imensamente que pessoas indefesas dentro de determinados locais tenham sido atingidas, mas havia a necessidade de recuperar a ordem." Ribeiro também pediu que os manifestantes bem intencionados façam o possível para se distinguir dos baderneiros. "Não use máscara, nem disfarce. Procure se afastar daqueles que estão promovendo qualquer tipo de ato de vandalismo."

 Fonte: Veja - On Line

Esquema de Segurança para Brasil x Espanha no Maracanã, será 'padrão Fifa' Dentro do Maracanã e no entorno você poderá estar seguro, mas em qualquer outro ponto do Rio não haverá policiamento

Rio terá um dia de segurança 'padrão Fifa'


Esquema de policiamento do Maracanã envolve 10.000 homens, entre os quais 6.000 PMs - mais do que o efetivo total responsável por Rio e Niterói

Depois de protestos que terminaram de forma dramática em Belo Horizonte e em Fortaleza durante a semana, as autoridades de segurança do Rio de Janeiro têm uma prova de fogo neste domingo. Estão previstas duas manifestações no entorno do estádio do Maracanã, às 10h e às 15h, com convocações pelo Facebook e um número ainda incerto de participantes. O temor das autoridades é de repetição das cenas de destruição e tumulto das duas capitais onde foram mais graves os conflitos entre manifestantes e policiais. A incerteza sobre o tamanho do protesto torna duvidosa, até o momento, as participações da presidente Dilma Rousseff, do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes – num surpreendente recuo dos governantes da ‘era olímpica’ do Rio.

Torcedores voltam ao Maracanã e Itália vence o México pela Copa das Confederações (Ivan Pacheco)
Para minimizar as chances de um vexame, o esquema de policiamento programado é inédito, e segue o ‘padrão Fifa’ de qualidade que os cidadãos têm cobrado para áreas como segurança, educação e saúde. Ao todo, 10.000 agentes estarão envolvidos na proteção dos torcedores, segundo a secretaria de Grandes Eventos, do Ministério da Justiça. Na primeira partida da Copa das Confederações, o total era de 6.000. A mobilização do efetivo começará seis horas antes do início da partida. Às 15h, parte das forças de contingencia entrará no estádio. O esquema especial de segurança ficará a postos até duas horas depois do fim do jogo.

O maior contingente é o da Polícia Militar, que mobilizou 6.000 homens para o esquema de domingo para se ter uma ideia do tamanho desse contingente, uma partida entre Flamengo e Vasco, o clássico que mais mobiliza torcedores e PMs, tem tradicionalmente cerca de mil homens envolvidos na segurança. Estarão em ação também 600 homens da Força Nacional de Segurança (FNS), agentes de trânsito e guardas municipais bloqueando vias num raio de dois quilômetros ao redor do Maracanã e policiais civis de prontidão.

‘Padrão Fifa’ – O contingente da PM é maior que todo o efetivo disponível para o Rio de Janeiro e Niterói. Somados os 17 batalhões da capital e a unidade responsável pela cidade vizinha, a PM tem lotados no policiamento de rua 5.646 homens. Se for considerada a escala, por dia, só metade destes PMs garante a segurança da população.

Uma das preocupações da Polícia Militar é com os confrontos entre representantes de partidos de esquerda e grupos de extrema direita. Nas manifestações da Avenida Presidente Vargas e da Alerj, na semana passada, militantes com bandeiras do PSTU foram duramente agredidos. A PM monitora grupos vindos de outros estados – principalmente São Paulo – para participar do protesto no Maracanã. A comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), presidida pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL), recebeu imagens de agressões entre os manifestantes – supostamente entre grupos de extrema direita e partidos de esquerda.


Manifestantes Líderes do movimento das 10h, encabeçado pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, organizaram pelas redes sociais o protesto chamado de “Ato Nacional na Final da Copa das Confederações”, para o qual mais de 18.000 pessoas confirmaram presença pelo Facebook. A reivindicação principal é a anulação da privatização do Maracanã e o fim das remoções para as obras da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 – concentradas principalmente na região que receberá os corredores de ônibus no Rio.

O comitê é um movimento criado na época do Pan-Americano, em 2007, e que voltou a se reorganizar em 2009. O grupo era contra a gestão de 2007 e, agora, é contra os governos Cabral e Paes – sem representação partidária formal. “Domingo é um dia importante para colocar, mais uma vez, as nossas pautas. Esperamos que ganhe visibilidade e que as nossas demandas sejam efetivadas”, diz Renato Cosentino, integrante do comitê. O ponto final da passeata será na rua Afonso Pena, também na Tijuca, para evitar tumultos nas imediações do Maracanã.

O deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, teve um encontro de uma hora e meia com o secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, na quinta-feira para discutir, entre outros pontos, a preparação do governo para a final da Copa das Confederações. “Ninguém tem que ficar esperando acontecer alguma coisa. Por isso, tomei a iniciativa de conversar com o secretário e sugeri que ele chamasse, antes do jogo, alguns grupos que farão protestos para reduzir as chances de problemas. Estou propondo o diálogo”, diz Freixo.

No mesmo dia, à noite, foi feita uma plenária, no Largo de São Francisco, onde fica o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, IFCS, da UFRJ, no Centro do Rio, para definir a participação de militantes de partidos, integrantes de organizações estudantis e de movimentos da sociedade, como o ‘Pare o aumento’. Havia duas propostas: a de integrar o ato das 10h e o das 15h, ambos tendo o mesmo ponto de partida e a chegada ao Maracanã. A definição, ao final, foi o de participar dos dois. Os partidos sairão em uma coluna para se protegerem, em caso de ataques, assim como fizeram na quinta-feira, dia 13, na Avenida Presidente Vargas. “Achamos as duas manifestações legitimas”, diz Cyro Garcia, presidente do PSTU no Rio de Janeiro.

Interdições – Todas as vias do entorno do Maracanã estarão fechadas a partir das 13h de domingo, duas horas antes da abertura dos portões. No total, sete vias ou viadutos estarão fechados. Para os torcedores que escolherem o metrô ou o trem para chegar ao estádio, a passagem será de graça, desde que apresentem o ingresso do jogo. Na saída do Maracanã, a gratuidade valerá até duas horas depois do término da partida nas estações de metrô da São Francisco Xavier, São Cristóvão e Maracanã. Haverá 735 agentes da CET-Rio e da Guarda Municipal, e o Centro de Operações Rio vai monitorar a região com 42 câmeras.

Brasil e Espanha se enfrentam às 19h, mas é esperado movimento desde o fim da manhã, em função das manifestações e do trânsito de torcedores que, preocupados com os protestos, devem antecipar a chegada ao local do jogo. De acordo com um dos envolvidos no planejamento de segurança, uma das particularidades do evento é a presença de torcedores de fora do Rio – a maioria dos ingressos foi comprada por moradores de outros estados brasileiros. Portanto, os maiores fluxos de trânsito devem partir de hotéis da Zona Sul da cidade.

Fonte: Revista VEJA

Golpe do PT - o PT pretende com o plebiscito, mudando a Constituição, transformar o Brasil em uma 'república bolivariana plebiscitária'

O golpe do PT


Quando os manifestantes nas ruas dizem que não se sentem representados pelos partidos políticos, e criticam a defasagem entre representante e representado, estão falando principalmente da reforma política. Mas há apenas uma razão para que o tema tenha se tornado o centro dos debates: uma manobra diversionista do governo para tentar assumir o comando da situação, transferindo para o Congresso a maior parte da culpa pela situação que as manifestações criticam.

[felizmente o fator tempo vai livrar o Brasil de ser transformado em uma 'república bolivariana plebiscitária' , e assim serão abortados os planos sinistros da Dilma e da corja petista.
Um plebiscito que autorize mudanças na Constituição - pretendem que até aponte quais mudanças deverão ser feitas (como farão isso na base do sistema 'sim' ou 'não' , só o PT sabe)  - tem que ser autorizado pelo Congresso através de PEC, que jamais será aprovada em menos de 90 dias.
Só após a PEC ser aprovada é que se realiza o plebiscito e o Congresso Nacional passa a efetuar as mudanças apontadas/autorizadas na consulta popular.
Só uma corja de idiotas, formada por lulo-dilma-petistas, pode acreditar que realizará tudo isso em menos de um ano.]
O governo prefere apresentar o plebiscito sobre a reforma política como a solução para todos os males do país e insistir em que as eventuais novas regras passem já a valer na eleição de 2014, mesmo sabendo que dificilmente haverá condições de ser realizado a tempo, se não pela dificuldade de se chegar a um consenso sobre sua montagem, no mínimo por questões de logística.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, convocou para terça-feira uma reunião com todos os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para começar a organizar a logística para um possível plebiscito. Ao mesmo tempo, a diretoria de Tecnologia do TSE já começou a estudar qual a maneira mais rápida de montar uma consulta popular nas urnas eletrônicas.

Só depois dessas reuniões, o TSE terá condições de estimar o tempo previsto para implementar o plebiscito, e até mesmo sua viabilidade, já que o sistema binário (de sim ou não) pode não ser suficiente para a definição de temas tão complexos quanto o sistema eleitoral e partidário. Mas já há movimentos dentro do governo no sentido de que o prazo mínimo de um ano para mudanças nas regras eleitorais, definido pela Constituição, seja reduzido se assim o povo decidir no plebiscito.

Ora, isso é uma tentativa de golpe antidemocrático que pode abrir caminho para outras decisões através de consultas populares, transformando-nos em um arremedo de república bolivariana. A questão certamente acabará no Supremo, por inconstitucional. A insistência na pressa tem boas razões. O sonho de consumo do PT seria mudar as regras do jogo com a aprovação das candidaturas em listas fechadas, em que o eleitor vota apenas na legenda, enquanto a direção partidária indica os candidatos eleitos.Como o partido com maior apelo de legenda, o PT teoricamente seria o de maior votação. [em outras palavras: os deputados e senadores serão escolhidos por dois ou três caciques de cada partido. O povo escolhe a legenda mas quem vai nos representar são os escolhidos pelos 'donos' de cada partido.]

Mas, se as mudanças não acontecerem dentro do cronograma estabelecido pelo Palácio do Planalto, será fácil culpar o Congresso pela inviabilização da reforma política, ou o TSE. Já no 3º Congresso do PT, em 2007, o documento final que Reinaldo Azevedo, da “Veja”, desencavou defende exatamente os pontos anunciados pela presidente Dilma em seu discurso diante dos governadores e prefeitos. Ela própria admitiu que gostaria que do plebiscito saíssem o voto em lista e o financiamento público de campanha. Até mesmo a Constituinte exclusiva, que acabou sendo abortada, está entre as reivindicações do PT desde 2007. “Para que isso seja possível, a reforma política deve assumir um estatuto de movimento e luta social, ganhando as ruas com um sentido de conquista e ampliação de direitos políticos e democráticos”, diz o documento do PT. Para os petistas, “a reforma política não pode ser um debate restrito ao Congresso Nacional, que já demonstrou ser incapaz de aprovar medidas que prejudiquem os interesses estabelecidos dos seus integrantes”.

A ideia de levar a reforma para uma Constituinte exclusiva tem como objetivo impedir que “setores conservadores” do Congresso introduzam medidas como o voto distrital e o voto facultativo, “de sentido claramente conservador”, segundo o PT.  De acordo com o mesmo documento, “a implantação, no Brasil, do financiamento público exclusivo de campanhas, combinado com o voto em listas preordenadas, permitirá contemplar a representação de gênero, raça e etnia”.

Portanto, a presidente Dilma está fazendo nada menos que o jogo do seu partido político, com o agravante de ser candidata à Presidência da República na eleição cujas regras pretende alterar.

Fonte: Merval Pereira - O Globo

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