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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Carandiru – fomos recebidos a bala e tivemos que reagir, diz coronel - 2º júri do Carandiru pode dar 876 anos



Júri ouve versão dos PMs sobre o massacre do Carandiru
Está marcado para esta quarta-feira, 31, o interrogatório de 25 policiais e ex-policiais acusados de participar do massacre do Carandiru, em outubro de 1992. Será a primeira vez em que os réus apresentarão a versão deles sobre o que aconteceu no segundo andar do Pavilhão 9.

A expectativa é de que até seis réus sejam ouvidos hoje no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Entre eles estariam o coronel Valter Alves Mendonça, major Marcelo González Marques, tenente-coronel Carlos Alberto dos Santos, tenente-coronel Salvador Modesto Madia (ex-comandante da Rota) e o tenente Edson Pereira Campos.

Os 25 policiais militares poderão ter a maior pena da história da Justiça brasileira: 876 anos de reclusão cada um.  Em abril, 23 PMs foram condenados a 156 anos de prisão por 13 mortes. A pena, esperada pelo Ministério Público Estadual (MPE), é calculada com os mesmos critérios da sentença do primeiro júri.

Os 26 policiais militares acusados pela a morte de 73 detentos no 2.º andar do Pavilhão 9 do Complexo do Carandiru, em 2 de outubro de 1992, poderão ter a maior pena da história da Justiça brasileira: 876 anos de reclusão cada um. O júri que deve começar hoje é a segunda etapa do julgamento dos acusados pela invasão da Casa da Detenção. Em abril, 23 PMs foram condenados a 156 anos de prisão por 13 mortes. 

A pena, esperada pelo Ministério Público Estadual (MPE), é calculada com os mesmos critérios da sentença do primeiro júri. Na época, o juiz José Augusto Nardy Marzagão aplicou a pena mínima de 12 anos para cada homicídio e não considerou nenhuma causa de aumento de pena. O juiz que vai presidir a nova etapa, Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, poderá adotar outros critérios. De qualquer modo, segundo a lei penal, os réus podem ficar até 30 anos presos. 

O recorde anterior era a sentença do capitão Ubiratan Guimarães, que comandou a invasão ao Carandiru. Ele foi sentenciado a 632 anos de prisão, mas teve a pena anulada em 2006.  A maioria dos réus desta segunda etapa, 8 dos 26 PMs, tem a patente de 3.º sargento. Ainda respondem ao processo três soldados, três cabos, um 2.º sargento, três 1.º sargentos, um subtenente, dois 2.º tenentes, um 1.º tenente, um major, dois tenentes-coronéis e um coronel. Segundo a promotoria, nove dos PMs ainda estão na ativa.  

Entre os mais graduados estão o capitão Valter Alves Mendonça, que comandou a ação no 2.º andar, e o tenente-coronel Salvador Madia, ex-comandante da Rota, entre 2011 e 2012. A previsão, segundo o Tribunal de Justiça, é de que o julgamento termine em cinco dias.

Testemunhas. Surpreendida com uma intimação na sexta-feira, a testemunha mais aguardada na primeira parte do julgamento, o ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho, será ouvida outra vez. A defesa não abriu mão de ouvi-lo, apesar de outros testemunhos já apresentados poderem ser reprisados em vídeo. "Estarei lá", disse Fleury ao Estado

No primeiro júri, Fleury negou que deu ordem para a invasão. Agora, ele ressalva que não esperava falar pela segunda vez. "A advoga de defesa (Ieda Ribeiro de Souza) entendeu que eu devo ser ouvido novamente, então estarei novamente. Ela descumpriu o que havia sido acertado (de usar a gravação). É um direito da defesa."

A defesa alega que as mortes foram por estrito cumprimento de dever legal. No entanto, Ieda diz que não espera que Fleury dê uma versão diferente da anterior. Entre as testemunhas, estão dois desembargadores que podem ter seus depoimentos exibidos em vídeo. Além de Fleury, a defesa fez questão do novo depoimento do ex-secretário de Segurança Pedro Franco de Campos e de uma testemunha protegida. 

A testemunha sigilosa será ouvida com o plenário vazio e vai comparecer independentemente de intimação. Ieda não revelou qual sua importância nem por que foi solicitado a aplicação de um provimento do Tribunal de Justiça para pessoas "que reclamarem de coação, ou grave ameaça". 

O MPE pediu a exibição de vídeos de ao menos três testemunhas de acusação já ouvidas. A promotoria convocou seis vítimas sobreviventes - uma delas teve a morte confirmada e outras duas estão com o depoimento gravado. Foram chamadas mais duas pessoas que estiveram no júri anterior: o perito Osvaldo Negrini Neto e o diretor de disciplina da prisão, Márcio dos Santos (em vídeo).

[os PMs condenados pelo massacre do Carandiru terão direito, independentemente do tamanho da pena, a aguardar em liberdade o  julgamento de todos os recursos.
Caso venham a ser presos, a sentença será cumprida no Presidio Militar Romão Gomes.

Clique aqui para matéria sobre aquele presídio]

Fonte: O Estado de São Paulo


CARANDIRU: trabalhar na ROTA é sacerdócio


Réu chora, admite ter atirado em presos no Carandiru e define: "Rota é sacerdócio"
O primeiro réu a ser interrogado nesta quarta-feira (31) no júri dos policiais militares acusados da morte de presos no Carandiru chorou, defendeu que trabalhar na Rota "é diferente, é um sacerdócio" e admitiu ter atirado em detentos mesmo protegido por um escudo à prova de balas durante a invasão do pavilhão 9, em outubro de 1992.

Capitão à época do massacre e hoje coronel aposentado, Valter Alves Mendonça disse que "não esperava a reação" dos internos à ação da PM. "Eu não esperava a reação deles. Entrei para determinar que todos entrassem nas celas e preocupado em [não] tomar tiro", declarou. Ao final do depoimento de três horas, Mendonça se emocionou ao lembrar que entrou para a corporação, em 1978, sob protestos do pai --que era soldado da Cavalaria. "Ele não queria que eu fosse", alegou. Além de ingressar na PM, foi para a Rota já no ano seguinte, 1979. "Trabalhar na Rota é diferente; vou dizer até que é um sacerdócio", comparou.

Mendonça é réu no segundo júri do caso, realizado desde a última segunda-feira (29) no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste de SP) e referente à maior parte do massacre no pavilhão 9 da antiga Casa de Detenção: de 111 presos mortos naquele 2 de outubro de 1992, 73 (quase 70%) estavam no terceiro pavimento do pavilhão 9.

Hoje fora da ativa e promovido a tenente-coronel --na reserva, ele volta à condição de coronel--, o réu comandava um pelotão de "28 a 30 homens" que entraram no terceiro pavimento do pavilhão. Conforme o policial, ele próprio ingressou com uma submetralhadora 9mm  à frente do grupo e não dispunha de armas não letais. "Peguei o escudo balístico. No Brasil não tinha arma não letal nessa época, não tinha Taser [pistola de choque], só tinha revólver ou metralhadora", afirmou.

De acordo com o réu, os policiais viram "três ou quatro corpos no pátio, um deles decapitado", antes do ingresso ao pavimento. "Retiramos obstáculos e progredimos lentamente. Ao dar os primeiros passos, a uns sete metros, vi clarões, ouvi estampidos e senti impactos no escudo. Nesse momento, efetuei disparos", declarou.

Indagado pelo assistente de acusação, o promotor Eduardo Olavo Canto, sobre o fato de nunca ter mencionado o suposto corpo de preso decapitado em depoimentos anteriores, nesses mais de 20 anos após o massacre, Mendonça definiu: "Talvez não tenha achado [o detalhe] relevante. ”.O depoimento de hoje é o oitavo de que o policial participa desde o episódio. "Lembrei nessa semana, quando estudei o caso", respondeu a Canto. 

Réu diz que socorreu presos
 Durante seu depoimento, Mendonça disse também que participou de três embates entre os presos e sua tropa durante a invasão do terceiro pavimento. Em ao menos duas dessas situações, disse, reagiu a "clarões" e "estampidos" com tiros de sua submetralhadora. Na sequência, avistava "vultos caindo, gemendo de dor e pedindo para ser socorridos". Nesse instante, afirmou, duas ou três armas de fogo teriam sido recolhidas por ele, retiradas dos presos. Um terceiro confronto com o pelotão que seguia com o então capitão teria ocorrido com presos que deixaram um cela e "vieram para cima com porretes e estiletes" --instrumentos com os quais Mendonça diz ter sido ferido.

Questionado pelo promotor Fernando Pereira da Silva sobre a quantidade de tiros que acredita ter sido disparada pelos presos, nos confrontos, o réu citou "sete ou oito". "Acredito até que eu tenha usado o escudo para agredi-los. Usei a submetralhadora para golpeá-los", disse o coronel aos promotores.

A acusação do Ministério Público sustenta que o massacre no pavimento se justifica não apenas pelo número de presos, 73, como pela quantidade de disparos efetuados --cerca de 300.  Formado pela Polícia Militar em 1978, Mendonça fez uma espécie de desabafo, ao final, perante os jurados. Além de dizer que entrou na PM a contragosto do pai, também PM e já falecido, afirmou ter ganho oito medalhas de honra ao mérito entregues por entidades civis, durante a carreira, e lembrou de seus dois filhos. "Tenho dois filhos que estão no meu caminho e que estão vendo isso. Acho que sou um exemplo de pai", concluiu. Outros quatro réus serão interrogados na sessão de hoje. Amanhã, defesa e acusação terão espaço para exibição de material em vídeo e para apresentar partes do processo aos jurados. A previsão é que a sentença seja divulgada até a madrugada de sábado (3).

Clique aqui para galeria defotos ‘massacre no Carandiru’



Corte brutal no orçamento da Defesa forçará Exército, Marinha e Aeronáutica ao vergonhoso meio-turno



Fiel à tática revanchista contra os militares, na estratégia globalitária para que as Forças Armadas brasileiras nunca tenham Poder Real Dissuasório, o desgoverno Lula-Dilma promove um baita corte de R$ 4 bilhões 580 milhões no já contido orçamento do Ministério da Defesa. Deixar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica à míngua faz parte do projeto que criou a pasta no governo FHC. Tudo conforme o receituário anti-soberania brasileira do Diálogo Interamericano.

Novamente, volta a polêmica da vergonhosa redução da jornada semanal de trabalho nas Forças Armadas, sob a desculpa esfarrapada de uma “adequação aos cortes orçamentários promovidos pelo governo”. As três Forças (sempre com os cofres enfraquecidos) estudam redução nos gastos correntes. Como não se pode mexer nos salários, já achatados para os oficiais intermediários e praças, a “solução” é cortar na alimentação, criando um dia de folga (em geral, sexta-feira) ou criando regimes de meio-expediente.

Em qualquer lugar do mundomenos no Brasil que não dá a devida importância para suas Forças Armadas como a instituição garantidora do território e da soberania nacional -, seria considerado vergonhoso e motivo de piada o funcionamento de forças armadas fora de um regime integral de trabalho. O Brasil desvirtua o princípio de que investir no adestramento e equipamento das forças armadas significa garantir a soberania e a liberdade da Nação.

Detonar as Forças Armadas é um dos principais desserviços prestados ao Brasil pelo Governo do Crime Organizado a serviço da Oligarquia Financeira Transnacional. Tal papel vem sendo cumprido, direitinho, pelo desgoverno Lula-Dilma, dando continuidade a FHC e aos menos votados que os antecederam, desde que os militares deixaram o poder pela garagem do Palácio do Planalto, em 1985.

Sem Forças Armadas realmente operacionais e com poder verdadeiro e imediato de dissuasão, o Brasil jamais será uma nação independente, soberana e com chances de se desenvolver. Pelo modelo atual, estamos condenados à periferia do globalitarismo. Antigamente, os Generais brasileiros não sabiam qual era o verdadeiro inimigo do Brasil. Há algum tempo já sabem, mas fica a impressão de que a cada dia têm menos condições de combater ou neutralizar a guerra psicológica e estrutural contra as Forças Armadas.

Assim, quando a crise econômica mundial se agravar, como acontece ciclicamente, o Brasil continuará condenado a ser subdesenvolvido, mera colônia de exploração mantida artificialmente na miséria pelos poderes globalitários para nutrir as metrópoles do Primeiro Mundo com nossas riquezas. Triste sina de uma pseudo Nação, com combatentes cada vez mais impotentes e submetidos à velha Nova Ordem Mundial.

Lobão tem razão...



A desgraça do Cabral: De mola que leva ao alto, Sérgio Cabral Filho virou âncora que prende ao fundo

Sérgio Cabral: Volta por baixo

De mola que leva ao alto, Sérgio Cabral Filho virou âncora que prende ao fundo, com seus minguados 12% de avaliação positiva à frente do governo do Rio. De onde sua companhia tornou-se um embaraço federal para seus parceiros na política.

Resultado da conjugação de abuso de poder na prática de hábitos faustosos, provincianismo político (demonstrado na excessiva confiança na influência de Lula sobre o Congresso quando da discussão sobre a distribuição dos royalties do petróleo) e arrogância tardiamente assumida com a promessa de ser "mais humilde".


Cabral, reeleito em 2010 no primeiro turno com votação espetacular, confundiu apoio popular com salvo-conduto para transgredir todas as regras. Sejam as de civilidade no convívio com os governados, sejam as balizas legais que exigem do governante respeito à transparência, à impessoalidade e à probidade.

O governador achou que ninguém iria se incomodar com o fato de destratar professores, médicos e bombeiros chamados de vândalos e bandidos no exercício de movimentos reivindicatórios; de passar boa parte do tempo viajando ao exterior, incluindo aí ocasiões em que o Rio foi atingido por tragédias às quais não dava a devida importância evitando aparecer em público em momentos adversos.

Cabral considerou que, ao abandonar entrevistas no meio porque não gostava das perguntas, afrontava a imprensa - quando o gesto significava interdição do diálogo com a sociedade. Acreditou-se inimputável. Não teve noção de limite. Agora se diz arrependido por influência das palavras do papa. Ao que alguns chamam de senso de oportunidade outros dão o nome de oportunismo. Para não falar no egoísmo de pedir aos manifestantes que se retirem da porta de sua casa porque tem "filhos pequenos", sem se importar com os filhos dos vizinhos.

Fonte: Dora Kramer - O Estado de São Paulo
 

Dilma Rousseff resolveu aguentar o aguaceiro pelas ventas e vai se ferrar



Estratégia de risco
A presidente Dilma Rousseff resolveu aguentar o aguaceiro pelas ventas, como diria um velho marujo. Não quer ceder às pressões dos petistas e aliados para mexer na equipe de governo, também não pretende mudar a sua equipe econômica. Aposta no poder de sedução da proposta de plebiscito para a reforma política e numa agenda positiva para a economia no segundo semestre. A primeira é miragem; a segunda, uma travessia no deserto. 

Para seus críticos, essa é uma estratégia de risco. Estaria como aquele príncipe lembrado por Nicolau Maquiavel que perdeu o reino por excesso de prudência, sem se aperceber que a fortuna era outra, exigia outras virtudes para conservar o poder. Dilma pensa de outra forma: avalia que o pior já passou, a estabilidade da economia foi mantida, a inflação está em queda, mesmo que o mundo cresça pouco. Acredita que os investimentos estarão de volta no segundo semestre com os leilões de petróleo e as concessões de rodovias, ferrovias e postos.

O maior problema da presidente Dilma, porém, é político. Nada mudou para o Congresso, onde a base está desarticulada, durante o recesso. A Câmara, sob comando de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pintou-se para a guerra. É certo que os partidos vive uma crise de representação, mas a popularidade da presidente da República também entrou em baixa. Mês aziago, agosto promete.

Mobilidade
Convencida de que o transporte de massas passou a ser a principal demanda das cidade, a presidente Dilma Rousseff anuncia hoje a liberação de dinheiro para projetos de mobilidade urbana, em São Paulo. Dos R$ 50 bilhões prometidos para todo o país, o governo de São Paulo espera receber R$ 3,5 bilhões.  

Obstáculos
A ex-senadora Marina Silva corta um dobrado para conseguir fundar seu novo partido, a Rede Solidariedade. O deputado tucano Walter Feldmann, que articula a criação da Rede com Marina e deve aderir à nova legenda, anuncia que a prioridade agora é colher assinaturas. Sem o registro partidário na Justiça Eleitoral será impossível atrair parlamentares para a Rede Sustentabilidade. Cerca de 491 mil assinaturas estão sendo checadas nos cartórios eleitorais.

Ponto final
O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), pôs um ponto final na polêmica sobre a indicação do deputado Cândido Vaccarezza para coordenador da comissão encarregada de elaborar a reforma política pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). "O PT tem claro que ele coordenará o grupo e que quem representa o partido é o Ricardo Berzoini. Temos agora coisas mais importantes com que nos preocupar. Esse assunto está encerrado", garante. Ricardo Berzoini (PT-SP) substituiu o deputado Henrique Fontana (PT-RS), que renunciou à tarefa inconformado com a indicação de Vaccarezza.

Naufrágio
Foi a pique o projeto de fusão do PPS com o PMN, que daria origem a um novo partido, o MD. Telma Ribeiro, secretária-geral do PMN, anunciou a decisão de voltar atrás depois de convenção nacional. Ela havia dado um ultimato ao presidente do PPS, Roberto Freire (SP), para que desse entrada no registro do novo partido, mas ele decidiu aguardar decisão da Justiça Eleitoral sobre a preservação dos mandatos dos parlamentares que aderissem à nova legenda.


Violência
O programa Pacto pela Vida, do governo da Bahia, começa a dar frutos: houve queda de 10,8% de crimes violentos em relação ao mesmo período de 2012. Na Região Metropolitana de Salvador, as cidades de Simões Filho, Camaçari e Lauro de Freitas, campeãs da criminalidade, a redução chegou a 20,5%.

Aeroportos
O Tribunal de Contas da União deve receber na quinta-feira os estudos sobre as concessões dos aeroportos de Cofins (Belo Horizonte) e do Galeão (Rio), com a mesma remuneração garantida para os outros aeroportos: 6%. Empresas multinacionais que operam em aeroportos estão deixando o país por causa da baixa taxa de retorno nos aeroportos privatizados.

Garantia
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) se reunirá amanhã para discutir o índice de reajuste do seguro-desemprego deste ano. O Ministério da Fazenda defende que o reajuste seja feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Já o Ministério do Trabalho quer a correção pelo reajuste do salário mínimo.

Fonte: Correio Braziliense 

Em menos de dois meses, mais de 5.000.000 de brasileiros foram às ruas



O país das multidões
Em apenas dois meses, pode-se estimar que pelo menos cinco milhões de brasileiros tenham ido às ruas. A maior parte deles, festejando a fé com o Papa Francisco. Outros, reclamando nas passeatas que tomaram as avenidas em quase todos os estados. Exatamente nesses dois meses, os poderosos do país mostraram que não estão entendendo nada, ou não querem entender.

Aconteceram, ou tornaram-se públicas, as seguintes gracinhas, todas amparadas pela lei. Mesmo nos casos em que o ronco da rua provocou recuos, eles foram apresentados como atos voluntários. Esse é um Brasil que faz tudo de acordo com as normas, suas normas.
Começando pelos tribunais, que vivem um doce momento, embalados pelo julgamento do mensalão: o Tribunal de Contas da União decidiu que 4.900 magistrados têm direito a receber auxílios-alimentação retroativos a 2011. Uma conta de R$ 312 milhões. Um de seus ministros, Raimundo Carreiro, mostrou ao país que sua idade, como a Terra de Galileu, eppur si muove. Para se aposentar como servidor do Senado, nasceu em 1946. Para permanecer no Tribunal, veio ao mundo em 1948.

Exercitando um direito de todos os procuradores, o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, recebeu R$ 580 mil referentes a bônus-moradia e licenças não gozadas. Comprou um apartamento em Miami, avaliado em US$ 480 mil, “modesto”, nas suas palavras, e considera “violação brutal da minha privacidade” a divulgação dessa informação. O ministro tem um apartamento funcional em Brasília, mas, justificando suas viagens ao Rio de Janeiro, informou que faz isso “regularmente há mais de dez anos”, como outros magistrados. Com a viúva pagando.

Passando-se ao Executivo, o custo da maquiagem da doutora Dilma em suas aparições em cadeia nacional de TV passou de R$ 400 para R$ 3.181 em menos de três anos. Alguns de seus ministros rompem o teto salarial do serviço público (R$ 28.059) com as Bolsas Conselho. Guido Mantega, por exemplo, fatura R$ 43.202 mensais. Tudo dentro da lei.
No Congresso, os doutores Henrique Alves e Renan Calheiros voaram pela JetFAB. [FABTur] Um foi para o Rio e o outro para um casamento. Diante do ronco, indenizaram a Viúva.

Saindo-se do Brasil do andar de cima, no de baixo chega-se à Escola Cândido de Assis Queiroga. Ela fica no município de Paulista, no sertão paraibano, onde vivem 11 mil pessoas. Seu Índice de Desenvolvimento Humano no indicador de educação (0,461) está abaixo da média nacional (0,637). Lá, Jonilda Alves Ferreira, de 44 anos, formada em Economia, leciona matemática por R$ 1.500 mensais. Ela ensina frações fazendo “vaquinhas” e levando alunos a pizzarias. Qualquer pessoa que vê uma pizza entende o que são frações ordinárias, mas quem provar que se pode nascer em 1946 (para ganhar aposentadoria) e em 1948 (para continuar num cargo) certamente revolucionará as ciências.

A escola da professora Jonilda conseguiu cinco medalhas de ouro, duas de prata e três de bronze na última Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Sozinha, acumulou mais prêmios que muitos estados. A repórter Sabine Righetti perguntou à professora se a escola tem laboratório de informática. Tem, pago, porém parado: “Estamos esperando o técnico para usar os computadores.”

Por: Elio Gaspari, jornalista

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