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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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sábado, 31 de agosto de 2013

Mais apagões no Nordeste e a tendencia é que os intervalos entre apagões se reduzam e as áreas afetadas aumentem

Nordeste apaga: Quem responde por isso?

De repente, não mais que de repente, o apagão. A luz se desfaz na Bahia em plena tarde da quarta-feira (28) de agosto e inverno. Salvador - pela terceira vez desde setembro do ano passado - despenca na ribanceira do caos. Choro e ranger de dentes de ponta a ponta da cidade e sua região metropolitana. Para piorar, a capital do estado de 15 milhões de habitantes (dados saídos do forno do IBGE esta semana), não envereda sozinha na quarta-feira de cão que se alastra em cadeia de sustos, medos, ausência de comando e omissões oficiais. Desesperos e a sensação de abandono que se espalha a seguir, à medida da aproximação da noite.

Fuga, mulheres atacadas por ladrões em vias públicas na volta do trabalho ou saídas dos shoppings. Populares fazendo papel improvisado de polícia quebram perna de ladrão e o deixam gritando de dor em uma das mais movimentadas avenidas (Tancredo Neves). Portas de comércio e lazer arriadas às pressas no centro e subúrbio. Caos no trânsito sem sinaleiras, mesmo um dia depois da luz voltar..

De Aracaju a Recife, de João Pessoa a Teresina, as maiores cidades de oito estados, da região que, praticamente, garantiu a vitória eleitoral da presidente Dilma Rousseff em seu desembarque no Palácio do Planalto, penaram muito. Todas elas permaneceram sem energia ao menos durante uma hora e meia, antes que os serviços começassem a ser normalizados.

Tudo em meio a informações desencontradas, omissões, despreparo administrativo para enfrentar crises e imprevistos graves. As desculpas mal alinhavadas e contraditórias. Dedos oficiais apontados para "os culpados de sempre". Algo assim, mal comparando, semelhante à antológica cena final do filme "Casablanca", sintetizada no diálogo entre o chefe de polícia e Rick Blaine, exilado americano dono da casa noturna local, magistralmente encarnado por Humphrey Bogart .

Mas estamos em fins de agosto de 2013 e já praticamente não se produzem mais roteiro ou filmes como "Casablanca". Muito menos no Nordeste, de onde escrevo estas linhas, ainda espantado com cenário baiano e soteropolitano do apagão desta semana.  A começar pela nuvem de fogo e fumaça negra que cobriu o céu de Camaçari, na região metropolitana, quando as brigadas de segurança iniciaram uma operação de emergência nas fábricas para evitar o pior, diante da parada brusca e inesperada do fornecimento de energia elétrica na área do maior complexo petroquímico nordestino e um dos mais importantes e estratégicos pólos industriais do País.

A paralisação em Camaçari (com os enormes prejuízos econômicos ainda por levantar), foi por motivos de segurança inadiáveis e urgentes, revela o jornalista Érico Oliveira, superintendente de comunicação do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (COFIC).
As chamas e fumaça negra que saíam das chaminés das fábricas – ao mesmo tempo da evacuação do pessoal administrativo do Polo - causavam assombro e preocupação a muita gente. "Isso tudo são procedimentos normais", diz o experiente e calmo Érico, ao lembrar ser esta a terceira vez que algo assim acontece, desde setembro do ano passado.
Menos mal. “Graças vos damos oh soberana Princesa!”, diria a minha religiosa mãe, se viva estivesse, ao seu filho ateu que acredita em milagres, ao puxar suas orações mais poderosas dos momentos de maior perigo.

Apanhado pela notícia do blecaute nordestino durante visita a Minas Gerais, o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, jogou a culpa nas queimadas em fazenda do Canto do Buriti, do Piauí. Ele, um nordestino do Maranhão (único estado da região a escapar do apagão de quarta-feira) deu entrevista sem demonstrar maior preocupação, em tom blasé e o velho toque de arrogância do naipe de ministros do governo Dilma, com padrinhos poderosos, que parece repetir frente aos erros mais bisonhos e às mais graves situações: “Comigo ninguém pode!”.

Segundo o ministro, o sistema foi restabelecido em seguida à queda. Mas caiu, novamente, afetando uma linha que interliga o resto do País ao Nordeste. Depois, repetiu a ladainha de que o sistema elétrico brasileiro “é forte” e sem fragilidades.
“Isso acontece no Brasil, nos EUA e em outros lugares”, disse Lobão, indiferente aos prejuízos econômicos e gritos de desespero em Salvador e outras capitais e cidades em oito estados. E os que partem do Palácio do Planalto, em cobrança de investigações cabais e confiáveis, sobre o que efetivamente causou o apagão e o inferno de quarta-feira passada no Nordeste. Antes do próximo, fica no ar a pergunta: “Quem responderá por isso no Brasil”?

Por: Vitor Hugo Soares é jornalista. Editor do site blog Bahia em Pauta. 
E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Questões que o governo brasileiro insiste em não responder

Médicos escravos

Por que tanta pressa do nosso Governo em trazer os médicos cubanos ao Brasil?As tentativas frustradas do governo brasileiro de trazer médicos estrangeiros para trabalhar no SUS mostram que as condições de trabalho oferecidas são no mínimo inadequadas. O presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, José Manuel Silva, declarou enfaticamente à imprensa brasileira: “É uma espécie de escravidão. O médico está preso no local para onde foi alocado, não pode sair de lá, e não tem seu título reconhecido. É como alguém que vai para um país e lhe retiram o passaporte e ele não pode sair de lá. Não há interesse dos médicos portugueses em participar do programa brasileiro.” Assim também foi com os espanhóis e outros europeus.

Pode-se afirmar que a forma de contratação dos médicos cubanos é análoga ao trabalho escravo. O governo brasileiro vai pagar ao governo cubano, por intermédio da Organização Panamericana de Saúde (Opas), R$10.000 para cada médico. Por sua vez, o governo cubano vai repassar aos seus médicos uma pequena fração desta quantia. Por incrível que pareça, o governo brasileiro não sabe quanto os médicos cubanos vão receber de salário.

Algumas questões devem ser respondidas pelo governo do Brasil:
1. A quem os médicos cubanos vão prestar contas? Ao governo cubano que lhes paga ou ao governo brasileiro que paga ao governo de Cuba?
2. As famílias destes médicos também virão ao Brasil ou ficarão retidas em Cuba como garantia do retorno destes profissionais?
3. Os médicos solteiros poderão se relacionar com moças brasileiras?
Este direito lhes é proibido na Venezuela.
4. Quanto efetivamente vai receber cada médico?
Este dinheiro lhe será pago mensalmente ou ficará retido em Cuba para ser pago quando retornarem a seu país? Os médicos importados trabalharão apenas por casa e comida? Temos o direito de saber, pois na realidade somos todos nós que estamos pagando.
5. E quanto aos erros médicos quem vai ser responsabilizado: o governo cubano ou o médico?
6. É justo um fazendeiro brasileiro ser acusado de promover trabalho escravo quando procede desta mesma forma do governo brasileiro?
7. Apesar da urgência em oferecer atendimento médico de boa qualidade aos cidadãos brasileiros, medidas atabalhoadas, sem discussão adequada, com finalidade nitidamente eleitoreira, redundarão num grande fracasso.

Não existe nenhuma nação que permita médicos estrangeiros trabalharem em seu país sem uma avaliação criteriosa da sua capacidade profissional. Este projeto temerário e equivocado poderá ter desastrosas implicações sociais, médicas, diplomáticas e penais.

Por: Roberto Hugo da Costa Lins é médico.

Fuga fantástica ... ou, combinada?

A escapada pelos Andes
ISTOÉ revela os bastidores da fuga que constrangeu o País e provocou a troca de comando no Itamaraty. 
Como foi a aventura do embaixador brasileiro e do senador boliviano, que saíram da embaixada em La Paz e atravessaram a fronteira 
 La Paz, sexta-feira 23 de agosto, 15h. O sol a pino e a baixa umidade reforçam a sensação térmica da primavera boliviana e embalam a tradicional sesta local. No horário em que boa parte dos moradores está cochilando, as ruas livres do tráfego servem como corredor de fuga a dois veículos 4x4 Nissan Patrol, com placas diplomáticas. A bordo de um deles, o senador boliviano Roger Pinto Molina confere o relógio e olha para o alto com um leve sorriso de satisfação. “Foi a primeira vez que pude ver o sol claramente. E de uma perspectiva diferente”, lembra, em referência aos 454 dias que passou asilado numa pequena sala da embaixada do Brasil. Durante esse tempo, Molina jamais teve direito a um salvo-conduto, documento legal que poderia ter sido fornecido pelo governo boliviano para garantir sua saída com tranquilidade em direção ao país no qual decidiu se refugiar.

 PROTAGONISTAS
O então chanceler Antonio Patriota, o embaixador Eduardo Saboia e o senador
boliviano Roger Pinto Molina (da esq. para a dir.) envolveram-se na rumorosa fuga



Planejada ao longo de três meses, com o conhecimento de algumas autoridades do governo brasileiro e uma mal disfarçada tolerância do governo do presidente Evo Morales, que enviou vários sinais a Brasília de que não faria oposição à saída de Molina, desde que não pudesse ser acusado de proteger um inimigo com 22 processos no currículo, a “operación libertad” foi cercada de uma série de preparativos, inclusive medidas de proteção pessoal e monitoramento de riscos. No momento em que se preparava para entrar no automóvel, Molina contou com o auxílio de um fuzileiro naval, adido militar na embaixada, para vestir o colete à prova de balas.

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SUSTO NA FRONTEIRA
A polícia boliviana parou a comitiva e solicitou documentos. Atemorizado,
o senador Roger Pinto pensou em sair correndo a pé do carro
 Às 4h30 da madrugada do sábado 24, já em Santa Cruz de La Sierra, o comboio fez uma parada técnica para “esticar as pernas”. Antes e depois, o combinado era seguir caminho de qualquer maneira. Para não perder tempo com refeições, levaram-se garrafas de água mineral, barras de cereais, frutas e biscoitos. Para não irem ao banheiro, usavam fraldas geriátricas. Antes do amanhecer, já estavam na estrada rumo a Puerto Suarez. Percorreram mais 660 quilômetros pela Rodovia 4, cruzando San José de Iquitos e outros três pequenos municípios. Na rota de saída do território boliviano, passaram por cerca de 12 postos de controle, chamados “trancas”. A cada parada, o motorista no veículo da frente identificava o comboio diplomático: “Estamos em missão diplomática, deixem-nos passar”. Os viajantes jamais foram submetidos a qualquer controle que, mesmo em operação de rotina, poderia detectar alguma falha nos documentos portados pelo senador, político conhecido no país inteiro.
. . .  
Ao descobrir que diplomatas brasileiros organizaram um plano que ela havia condenado de forma clara e definitiva, a presidenta demitiu Antonio Patriota de um cargo que ele conseguia conservar com dificuldades imensas, apesar da vitória inédita representada pela conquista da direção geral da Organização Mundial de Comércio por um candidato brasileiro. Submetido a uma investigação para apurar suas responsabilidades, o próprio Saboia foi removido de seu posto em La Paz e, em qualquer caso, só poderia contar com oportunidades de promoção na carreira em nova combinação política. O destino do senador Roger Molina parece encaminhado para que ele permaneça no País, desde que tenha disposição para manter uma postura discreta, longe de manifestações políticas, comportamento que se costuma pedir a quem pretende assumir a condição de refugiado. Foi por essa razão que, após conselhos do senador Jorge Vianna (PT-AC), ele cancelou depoimentos públicos nos quais seria chamado a criticar Evo Morales e, por tabela, fazer referências negativas à diplomacia do governo Dilma.

Ler a íntegra, clique aqui 

Rússia ameaça Estados Unidos - Putin alerta EUA contra ataque à Síria

Governo russo afirma que ameaça americana de usar a força para punir Assad pelo uso de armas químicas é ‘inaceitável’
Inspetores da ONU deixam país e ofensiva é considerada iminente
Os inspetores da ONU que foram à Síria investigar o ataque químico que matou centenas de pessoas nos arredores de Damasco na semana passada deixaram o país neste sábado, aumentando a expectativa quanto a um iminente ataque dos EUA ao país. Enquanto isso, o governo russo afirmou que a ameaça americana de usar a força para punir o presidente sírio Bashar al-Assad pelo suposto uso de armas químicas contra a própria população é “inaceitável”.
A equipe de investigadores das Nações Unidas passou quatro dias na Síria recolhendo amostras e seus últimos integrantes saíram do país e entraram por terra no vizinho Líbano na madrugada deste sábado no horário de Brasília, seguindo diretamente para o aeroporto de Beirute. De lá, embarcaram rumo à Europa em avião fretado pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e pousaram no início da tarde em Roterdã, Holanda. Os inspetores estiveram por três vezes em áreas do subúrbio damasquino de Ghouta dominadas pelos rebeldes, onde coletaram sangue e tecido de vítimas, assim como amostras do solo, roupas e fragmentos de foguetes supostamente usados no ataque. Segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, os resultados finais das análises não serão conhecidos antes de duas semanas.

Na sexta-feira, porém, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, apresentou um relatório da Inteligência americana que segundo a Casa Branca não deixa dúvidas de que o ataque químico na Síria foi perpetrado pelas tropas de Assad, deixando 1.429 mortos, incluindo 426 crianças, no dia 21 agosto. Damasco reagiu e afirmou que o relatório era “totalmente fabricado”. Segundo o relatório americano, imagens de satélite mostram que os foguetes foram lançados 90 minutos antes dos primeiros registros nas mídias sociais. Os dados apresentados por Kerry indicaram ainda que o regime de Assad usou um mix de armas químicas, incluindo gás sarin. - Este ataque é uma ameaça para o mundo e afeta aos interesses dos Estados Unidos e de nossos aliados. Não podemos aceitar um mundo onde mulheres e crianças são vítimas de gás. Se não houver uma ação militar contra este ataque estaremos enviando sinais de que as normas de segurança internacionais não têm sentido - disse o presidente dos EUA, Barack Obama, logo após a divulgação do relatório, num claro sinal de que o país está disposto a responder ao ataque químico, mesmo que seja sem o apoio de aliados.

Em mais um sinal da iminência do ataque à Síria, Kerry, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, e outros altos integrantes do governo Obama realizarão na tarde deste sábado teleconferências com as lideranças democrata e republicana no Senado. Mas enquanto o Pentágono faz as preparações finais para um ataque, a Rússia elevou o tom das críticas à intenção americana de agir sem o aval do Conselho de Segurança da ONU. Para o presidente russo Vladmir Putin, não faria sentido para o governo sírio usar armas químicas numa guerra que está vencendo. - É por isso que estou convencido que o ataque químico não foi nada mais que uma provocação daqueles que querem arrastar outros países para o conflito sírio e ganhar o apoio de membros poderosos da arena internacional, especialmente dos EUA – disse Putin.

Mais cedo, Alexander Lukashevich, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, classificou como “inaceitáveis” as ameaças dos EUA contra a Síria. Segundo Obama, seu país, que dispõe de pelo menos cinco navios equipados com mísseis de cruzeiro na região, planeja uma resposta “limitada” ao ataque químico que não envolverá tropas em terra. - Qualquer uso unilateral da força sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU, não interessa o quanto “limitado”, será uma clara violação das leis internacionais, minando as chances de uma solução política e diplomática pata o conflito na Síria e levando a uma nova rodada de confrontos e vítimas - comentou Lukashevich.

 Imagem de arquivo mostra um jato F-14 da Marinha americana pousando em um porta-aviões: Síria espera um ataque a qualquer momento Rex Nelson / AFP/Rex Nelson

Diante da iminência de um ataque, a Síria também prepara suas defesas. Segundo relatos de opositores de Assad, o presidente está movendo tropas, equipamentos e caminhões de documentos para áreas civis de forma a dificultar o trabalho das forças americanas. - Presumimos que Assad está fazendo isso para proteger seus ativos estratégicos de ataques com mísseis de cruzeiro dos EUA - disse Dan Layman, do Grupo de Suporte à Síria, que apoia os opositores de Assad.

Já os rebeldes sírios planejam aproveitar um eventual ataque dos EUA para lançar uma ofensiva. Qassim Saadeddine, ex-coronel do Exército da Síria e porta-voz do Supremo Conselho Militar dos rebeldes disse que os planos já foram enviados a grupos espalhados pelo país. - Nossa esperança é tirar vantagem quando algumas áreas (controladas pelo governo Assad) forem enfraquecidas pelo ataque - contou. - Ordenamos a alguns grupos que se preparem em cada uma das províncias, que preparem seus homens para quando o ataque acontecer. Eles receberam planos militares que incluem ataques a alguns dos alvos que esperamos que sejam atingidos pelos ataques estrangeiros e alguns outros que esperamos atacar ao mesmo tempo.

Enquanto isso, a população síria busca maneiras de se proteger, mesmo não sabendo exatamente o que fazer ou onde se esconder. Já médicos de hospitais nas proximidades da capital síria contaram estarem treinando equipes e tentando assegurar a chegada de suprimentos de atropina e oxigênio, fundamentais para o tratamento de vítimas de ataques químicos, enviados por grupos internacionais de ajuda. - Tememos que aconteça um novo ataque químico como vingança caso as potências estrangeiras levem a cabo seu ataque - disse Abu Akram, médico no subúrbio damasquino de Arbin, também controlado pelos rebeldes.

Clique para galeria de imagens contra ataque à Siria

Polícia Federal = Onda de suicídios

Onda de suicídios assusta

Em um ano, 11 agentes da PF tiraram a própria vida. Atualmente, policiais morrem mais por suicídio do que durante combate ao crime. Conheça as possíveis causas desse cenário dramático

Vista do lado de fora, a Polícia Federal é uma referência no combate à corrupção e ainda representa a elite de uma categoria cada vez mais imprescindível para a sociedade. Vista por dentro, a imagem é antagônica. A PF passa por sua maior crise interna já registrada desde a década de 90, quando começou a ganhar notoriedade. Os efeitos disso não estão apenas na queda abrupta do número de inquéritos realizados nos últimos anos, que caiu 26% desde 2009. Estão especialmente na triste história de quem precisou enterrar familiares policiais que usaram a arma de trabalho para tirar a própria vida. 

Em 40 anos, 36 policiais federais perderam a vida no cumprimento da função.
Um terço desse total morreu por suicídio apenas entre 2012 e 2013

Nos últimos dez anos, 22 agentes da Polícia Federal cometeram suicídio, sendo que 11 deles aconteceram entre março de 2012 e março deste ano: quase um morto por mês. O desespero que leva o ser humano a tirar a própria vida mata mais policiais do que as operações de combate ao crime. Em 40 anos, 36 policiais perderam a vida no cumprimento da função. Para traçar o cenário de pressões e desespero que levou policiais ao suicídio, ISTOÉ conversou com parentes e colegas de trabalho dos mortos. O teor dos depoimentos converge para um ponto comum de pressão excessiva e ambiente de trabalho sem boas perspectivas de melhoria.

 FALTA DE ESTRUTURA
Agentes trabalham amordaçados em protesto contra condições desumanas de trabalho

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB) no ano passado mostrou que por trás do colete preto, do distintivo, dos óculos escuros e da mística que transformou a PF no ícone de polícia de elite existe um quadro grave. Depressão e síndrome do pânico são doenças que atingem um em cada cinco dos nove mil agentes da Polícia Federal. Em um dos itens da pesquisa, 73 policiais foram questionados sobre os motivos das licenças médicas. Nada menos do que 35% dos entrevistados responderam que os afastamentos foram decorrentes de transtornos mentais como depressão e ansiedade. “O grande problema é que os agentes federais se submetem a um regime de trabalho militarizado, sem que tenham treinamento militar para isso. Acreditamos que o problema está na estrutura da própria polícia”, diz uma das pesquisadoras da UnB, a psicóloga Fernanda Duarte

O drama dos familiares dos policiais que se suicidaram está distribuído nos quatro cantos do País. A última morte registrada em 2013 ainda causa espanto nas superintendências de Roraima, onde Lúcio Mauro de Oliveira Silva, 38 anos, trabalhou entre dezembro do ano passado e março deste ano. Mauro deixou a noiva no Rio de Janeiro para iniciar sua vida de agente da PF em Pacaraima, cidade a 220 quilômetros de Boa Vista. Nos 60 dias em que trabalhou como agente da PF, usou o salário de R$ 5 mil líquidos para dar entrada em financiamento de uma casa e um carro. O sonho da nova vida acabou com um tiro na boca, na frente da noiva. Cinco meses se passaram desde a morte de Mauro e o coração de sua mãe, Olga Oliveira Silva, permanece confuso e destroçado. “A Federal sabia que ele não tinha condições de trabalhar na fronteira. Meia hora antes de morrer, ele me ligou e disse: Mainha, eu amo a senhora. Perdoa eu ter vindo pra cá sem ter me despedido”.

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Fonte: Revista IstoÉ 

Mais Médicos: Medicina cubana é quase curandeirismo

Mais Médicos

"Nossa medicina é quase de curandeirismo", diz doutor cubano

Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, conta por que, em 2006, desertou de uma missão de seu país na Bolívia - na qual os médicos eram vigiados por paramilitares 

O cubano Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, é médico. Na ilha dos irmãos Castro ele aprendeu seu ofício em meio a livros desatualizados e à falta crônica de medicamentos e de equipamentos. Os sonhos de ajudar os desamparados bateu de frente, ainda durante sua formação universitária, com a dura realidade de seu país: falta de infraestrutura, doutrinação política e arbitrariedade por parte do governo. "É triste, mas eu diria que o que se pratica em Cuba é uma medicina quase de curandeirismo”, diz  Velazco.

Ao ser enviado à Bolívia em 2006, para o que seria uma ação humanitária, o médico se viu em meio a uma manobra política, que visava pregar a ideologia comunista. “A brigada tinha cerca de 10 paramilitares, que estavam ali para nos dizer o que fazer”. Velazco não suportou a servidão forçada e fugiu. Sua primeira parada foi pedir abrigo político no Brasil, que permitiu sua estada apenas de maneira provisória. Hoje, ele mora com a família em Miami, nos Estados Unidos, onde tem asilo político e estuda para revalidar seu diploma. De lá, ele concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Como os médicos são selecionados para as missões?
Eles são obrigados a participar. Em Cuba, se é obrigado a tudo, o governo diz até o que você deve comer e o que estudar. As brigadas médicas são apenas uma extensão disso. Se eles precisam de 100 médicos para uma missão, você precisa estar disponível. Normalmente, eles faziam uma filtragem ideológica, selecionavam pessoas alinhadas ao regime. Mas com tantas colaborações internacionais, acredito que essa filtragem esteja menos rígida ou tenha até acabado.

Como foi sua missão?
Fomos enviados 140 médicos para a Bolívia em 2006. Disseram que íamos ficar no país por três meses para ajudar a população após uma enchente. Quando cheguei lá, fiquei sabendo que não chovia há meses. Era tudo mentira. Os três meses iniciais viraram dois anos. O pior de tudo é que o grupo de 140 pessoas não era formado apenas por médicos - havia pelo menos 10 paramilitares. A chefe da brigada, por exemplo, não era médica. Os paramilitares estavam infiltrados para impedir que a gente fugisse.

Paramilitares?
Vi armas dentro das casas onde eles moravam. Eles andavam com dinheiro e viviam em mansões, enquanto nós éramos obrigados a morar nos hospitais com os pacientes internados. Quando chegamos a Havana para embarcar para a Bolívia, assinamos uma lista para registro. Eram 14 listas com 10 nomes cada. Em uma delas, nenhum dos médicos pode assinar. Essa era a lista que tinha os nomes dos paramilitares.

Como era o trabalho dos paramilitares?
Não me esqueço do que a chefe da brigada disse: “Vocês são guerrilheiros, não médicos. Não viemos à Bolívia tratar doenças parasitárias, vocês são guerrilheiros que vieram ganhar a luta que Che Guevara não pode terminar”. Eles nos diziam o que fazer, como nos comportar e eram os responsáveis por evitar deserções e impedir que fugíssemos. Na Bolívia, ela nos disse que deveríamos estudar a catarata. Estávamos lá, a priori, para a atenção básica – não para operações como catarata. Mas tratar a catarata, uma cirurgia muito simples, tinha um efeito psicológico no paciente e também na família. Todos ficariam agradecidos à brigada cubana.

Você foi obrigado a fazer algo que não quisesse?
Certa vez, eu fui para Santa Cruz para uma reunião, lá me disseram que eu teria de ficar no telefone, para atender informações dos médicos e fazer estatísticas. O objetivo era cadastrar o número de atendimentos feitos naquele dia. Alguns médicos ligavam para passar informações, outros não. Eu precisava falar com todos, do contrário os líderes saíam à caça daquele com quem eu não havia conversado. Quando terminei o relatório, 603 pacientes tinham sido atendidos. Na teoria, estávamos em 140 médicos na Bolívia, mas foi divulgado oficialmente que o grupo seria de 680. Então como poderiam ter sido feitas apenas 603 consultas? Acabei tendo que alterar os dados, já que o estabelecido era um mínimo de 72 atendimentos por médico ao dia. Os dados foram falsificados.

Como é a formação de um médico em Cuba?
Muito ruim. É uma graduação extremamente ideologizada, as aulas são teóricas, os livros são velhos e desatualizados. Alguns tinham até páginas perdidas. Aprendi sobre as doenças na literatura médica, porque não tinha reativo de glicemia para fazer um exame, por exemplo. Não dava para fazer hemograma. A máquina de raio-X só podia ser usada em casos extremos. Os hospitais tinham barata, ratos e, às vezes, faltava até água. Vi diversos pacientes que só foram medicados porque os parentes mandavam remédios dos Estados Unidos. Aspirina, por exemplo, era artigo raro. É triste, mas eu diria que é uma medicina quase de curandeiro. Você fala para o paciente que ele deveria tomar tal remédio. Mas não tem. Aí você acaba tendo que indicar um chá, um suco.

Como era feita essa "graduação extremamente ideologizada" que o senhor menciona?
Tínhamos uma disciplina chamada preparação militar. Ficávamos duas semanas por ano fora da universidade para atender a essa demanda. Segundo o governo cubano, o imperialismo iria atacar a ilha e tínhamos que nos defender. Assim, estudávamos tudo sobre bombas químicas, aprendíamos a atirar com rifle, a fazer maquiagem de guerra e a nos arrastar no chão. Mas isso não é algo exclusivo na faculdade de medicina, são ensinamentos dados até a crianças.

Como é o sistema de saúde de Cuba?
O país está vivendo uma epidemia de cólera. Nas últimas décadas não havia registro dessa doença. Agora, até a capital Havana está em crise. A cólera é uma doença típica da pobreza extrema, ela não é facilmente transmissível. Isso acontece porque o sistema público de saúde está deteriorado. Quase não existem mais médicos em Cuba, em função das missões.

Por que você resolveu fugir da missão na Bolívia?
Nasci em Cuba, estudei em Cuba, passei minha vida na ilha. Minha realidade era: ao me formar médico eu teria um salário de 25 dólares, sem permissão para sair do país, tendo que fazer o que o governo me obrigasse a fazer. Em Cuba, o paramédico é uma propriedade do governo. A Bolívia era um país um pouco mais livre, mas, supostamente, eu tinha sido enviado para trabalhar por apenas três meses. Lá, me avisaram que eu teria de ficar por dois anos. Eu não tinha opção. Eram pagos 5.000 dólares por médico, mas eu recebia apenas 100 dólares: 80 em alimentos que eles me davam e os 20 em dinheiro. A verdade é que eu nunca fui pago corretamente, já que médico cubano não pode ter dinheiro em mãos, se não compra a fuga. Todas essas condições eram insustentáveis.

Você pediu asilo no Brasil?
Pedi que o Brasil me ajudasse no refúgio. Aleguei que faria o Revalida e iria para o Nordeste trabalhar em regiões pobres, mas a Polícia Federal disse que não poderia regularizar minha situação. Consegui um refúgio temporário, válido de 1 de novembro de 2006 a 4 de fevereiro de 2007. Nesse meio tempo, fui à embaixada dos Estados Unidos e fui aprovado.

Após a sua deserção, sua família sofreu algum tipo de punição?
Eles foram penalizados e tiveram de ficar três anos sem poder sair de Cuba. Meus pais nunca receberam um centavo do governo cubano enquanto estive na Bolívia, mas sofreram represálias depois que eu decidi fugir.

Quando você foi enviado à Bolívia era um recém-formado. A primeira leva de cubanos no Brasil é composta por médicos mais experientes...
Pelo o que vivi, sei que isso é tudo uma montagem de doutrinação. Essas pessoas são mais velhas porque os jovens como eu não querem a ditadura. Eu saí de Cuba e não voltei mais. No caso das pessoas mais velhas, talvez eles tenham família, marido, filhos em Cuba. É mais improvável que optem pela fuga e deixem seus familiares para trás. Geralmente, são pessoas que vivem aterrorizadas, que só podem falar com a imprensa quando autorizadas.

Os médicos cubanos que estão no Brasil deveriam fazer o Revalida?
Sim. Em Cuba, os médicos têm de passar por uma revalidação para praticar a medicina dentro do país. Sou favorável que os médicos estrangeiros trabalhem no Brasil, mas eles precisam se adequar à legislação local. Além do mais, a formação médica em Cuba está muito crítica. Eu passei o fim da minha graduação dentro de um programa especial de emergência. A ideia era que eles reduzissem em um ano minha formação, para que eu pudesse ser enviado à Bolívia. O governo cubano está fazendo isso: acelerando a graduação para poder enviar os médicos em missões ao exterior.

 

Realização de Olímpiadas 2016 no Rio, corre risco

Jogos do Rio correm risco, diz Comitê Olímpico Internacional

Documentos secretos do COI apontam problemas graves na preparação e financiamento do evento, que está ameaçado 

A preparação e o financiamento do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016 sofrem profundos atrasos que já colocam em sério risco o evento. Obras e estádios incompletos, esportes sem um plano claro dos locais de disputa, falta de dinheiro e  de patrocinadores e um déficit crônico de quartos de hotel são apenas alguns dos desafios que a cidade enfrenta.  

As informações fazem parte de um relatório "estritamente confidencial" do Comitê Olímpico Internacional (COI), obtido com exclusividade pelo Estado. Faltando três anos para os Jogos, o raio X da entidade revela sem meias palavras uma cidade despreparada para o evento e com problemas financeiros. A avaliação, que se contrasta aos discursos de políticos e de Carlos Arthur Nuzman, será usada como base dos debates que começam hoje no Rio, na reunião promovida no Brasil entre o COI, governo e organizadores locais.

O informe técnico classifica os 44 capítulos da preparação em três cores diferentes: verde, para as áreas que estão em dia; amarelo para aquelas sob ameaça; e vermelho nos casos de atrasos que já comprometem os Jogos. Apenas metade da preparação está em dia.
Se o COI tem adotado um tom mais diplomático para cobrar o Rio e não vem apelando à críticas escancaradas, como a Fifa fez no caso da Copa do Mundo, a realidade é que os documentos secretos mostram um cenário dramático.

Um dos pontos que preocupam o COI é a infraestrutura, capítulo que está integralmente classificado de vermelho. No segmento de transporte, o COI pede um "monitoramento muito cuidadoso" da Linha 4 do Metrô, das obras entre a Barra e Zona Sul, a Transolimpica e a Transbrasil, todas atrasadas. A entidade também aponta para o risco de que não haja uma frota suficiente de ônibus e pede que seja desenvolvido um plano alternativo caso a Linha 4 falhe. Vários projetos foram adiados de maio para o fim do ano, inclusive um estudo que determinaria a demanda por transporte na cidade.

O COI ainda pede que projetos de infraestrutura de abastecimento de água e eletricidade sejam "cuidadosamente monitorados", classificando esses itens de amarelo. Outra obra que aparece com um alerta amarelo é a do porto. Um atraso poderia acabar afetando os planos dos organizadores de usarem navios como hotéis. 

HOTELDe fato, a rede hoteleira é outra que corre o risco de gerar sérios problemas e está classificada de vermelho pela avaliação. Até agora, o número de quartos contratados é de apenas 19,2 mil. O COI estima que o evento precisará de 45 mil. O informe também revela o adiamento dos contratos com navios que seriam usados como hotéis, no porto do Rio. O prazo era que esses contratos estivessem concluídos em março de 2013. Agora, ficarão para o final do ano. Segundo o COI, houve um "interesse mais baixo de que se esperava por parte de empresas de navio." 

A situação do aeroporto do Rio também merece uma luz amarela, com o plano operacional adiado de novembro de 2013 para março de 2014. Mas são as instalações esportivas em total atraso que mais preocupam a entidade. Segundo o COI, locais de competições ainda não estão 100% confirmados. "O plano mestre de instalações esportivas precisa ser congelado agora", alerta o COI, em uma referência às frequentes mudanças de planos pelos organizadores.

"Ainda existem muitas e frequentes mudanças de locais ou incertezas sobre a localização e especificações das instalações", criticam. Entre as incertezas estão as instalações para os esportes aquáticos, corrida de rua, o Maracanã, canoagem e outros. "Essas mudanças e incertezas têm ou poderão ter impactos negativos nas operações", indicou o informe. Segundo o COI, o Rio teria já de saber em abril a capacidade total de todas as instalações. Mas isso foi adiado para novembro.

No caso do Maracanã, o COI alerta que processos legais podem ter um impacto ainda nos planos de adequação do complexo e, na prática, paralisar a preparação do estádio para 2016. Uma crítica dura ainda é dirigida ao plano para Deodoro, com "atrasos adicionais no processo de licitação". "Isso coloca em risco a capacidade de ter esses locais prontos no prazo para os eventos-teste e, de uma forma mais global, impacta na conclusão efetiva do desenvolvimento inteiro da zona."

O COI pede "urgência máxima" em Deodoro, no planejamento, licitações e construção. Segundo o cronograma indicado no documento, o projeto de Deodoro deveria estar pronto em maio de 2012. Mas o novo prazo é novembro de 2013. A entidade não deixa de criticar ainda a situação do estádio João Havelange, atualmente embargado. "Um calendário integrado de construção precisa ser urgentemente exigido", apontou o COI. "Isso teria de garantir não apenas os trabalhos de correção do teto, mas outras exigências para as instalações já existentes", indicou.

O COI cobra o Rio que "demonstre com precisão" esse calendário para o Estádio João Havelange e "de garantias de que prazos e cronogramas serão respeitados sem adiamentos." A constatação é de que o Rio está atrasado e a definição final do número de eventos, dimensão e agenda será "desafiadora diante dos atrasos nos prazos de construção". Até a garantia de energia nas instalações esportivas estaria em aberto.

DOPING
Um dos capítulos mais atrasados é o do controle de doping.
No informe, o COI alertava para o risco de que o Laboratório do Rio fosse descredenciado pela WADA, que ocorreu dois dias depois da elaboração do documento. Leis que deveriam ter sido aprovadas em junho de 2012 foram adiadas para setembro de 2013.

O COI ainda exige que governo adote leis que reduzam o risco de que recursos sejam acionados na Justiça por partes de empresas que saiam perdedoras em licitações, o que evitaria novos atrasos. Outra exigência: garantir que não haja falta de material, cimento e areia para obras.

Traficantes espancam moradores e depois mandam denunciar PMs e o MP acredita

Oito PMs podem ser denunciados por tortura

 Pode chegar a oito o número de policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha que serão denunciados à Justiça acusados de tortura contra moradores da favela situada na zona sul do Rio. Até esta sexta-feira, 30, três haviam sido identificados apenas por apelidos. Em relação aos outros cinco, o Ministério Público do Rio já conseguiu levantar nome completo e matrícula na PM. Pelo menos três policiais desse grupo também são investigados pelo suposto assassinato do pedreiro Amarildo de Souza, de 43 anos, morador da comunidade desaparecido desde 14 de julho.

A promotora Marisa Paiva, da 15ª Promotoria de Investigação Penal, instaurou três procedimentos criminais para apurar denúncias de tortura contra moradores da Rocinha. O primeiro foi aberto na semana passada, após um menor de 17 anos, filho de um primo de Amarildo, ter contado em depoimento ao Ministério Público que foi torturado por PMs da UPP em três ocasiões. O rapaz citou cinco policiais que teriam participado dos crimes.

Antes de oferecer denúncia à Justiça contra os policiais, a promotora vai ouvir mais uma testemunha. Ela ainda vai solicitar que os PMs acusados sejam ouvidos na 15ª DP.
Os outros dois procedimentos foram instaurados na última quarta-feira, após a promotora e o procurador Márcio Mothé, coordenador de Direitos Humanos do MP-RJ, visitarem a Rocinha e ouvirem os depoimentos de oito moradores.

Em um dos casos, a vítima da tortura supostamente cometida por PMs é um menor de 15 anos. Ele acusou cinco policiais. No segundo caso, uma das sessões de espancamento foi filmada e veiculada numa rede social da internet. Nas denúncias que serão oferecidas à Justiça, a promotora Marisa Paiva não deve pedir a prisão preventiva dos PMs acusados de tortura, mas apenas que eles sejam suspensos liminarmente das funções, antes mesmo do julgamento dos processos.

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio vai realizar Neste sábado, 31, a reprodução simulada dos últimos passos de Amarildo, até seu sumiço. Estarão presentes todos os PMs da UPP investigados, além do promotor Homero Freitas, que acompanha o inquérito, e parentes do pedreiro.

Os investigadores vão fotografar todo o trajeto feito por Amarildo, desde que foi levado de sua casa, na rua 2, até a sede da UPP, no Portão Vermelho, na parte alta da favela. Os peritos também vão cronometrar cada movimento, com o objetivo de encontrar possíveis inconsistências nos depoimentos dos investigados. Oficialmente, a DH considera duas hipóteses: que o crime tenha sido cometido por PMs da UPP ou por traficantes.
O inquérito da DH completou 30 dias nesta sexta-feira. O promotor Homero Freitas esteve na delegacia, onde se reuniu com o delegado Rivaldo Barbosa e deu seu parecer. PMs também estiveram ontem na delegacia para prestar novos depoimentos. 

Fonte: O Estado de São Paulo 






Agnelo Queiroz, PT-DF, governador do DF - também conhecido como AgNULO - finalmente, é alvo do STF

Ministro do STF abre inquérito para investigar governador do Distrito Federal

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, abriu inquérito para investigar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e o deputado federal Fábio Ramalho (PV-MG). Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles são acusados de crime contra a administração pública.

De acordo com denúncia da PGR enviada ao Supremo, Agnelo Queiroz favoreceu uma indústria farmacêutica de Minas Gerais na época em que ele ocupava o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a procuradoria, o deputado federal Fabio Ramalho (PV-MG) também tem participação nos fatos
.

Ao aceitar a abertura do inquérito, o ministro Roberto Barroso entendeu que a acusação apresenta elementos indiciários mínimos da ocorrência do fato”. O ministro determinou que a Polícia Federal faça a investigação dos crimes e tome o depoimento dos envolvidos em 90 dias. O ministro também determinou que o inquérito fique em segredo de Justiça devido a conversas telefônicas captadas que podem “ferir o direito à intimidade” dos envolvidos.

Em nota divulgada à imprensa, o advogado de Agnelo Queiroz, Luís Carlos Alcoforado, disse que não houve irregularidades durante a gestão do governador no órgão. "Todos os atos, procedimentos e comportamentos de Agnelo Queiroz como diretor da Anvisa foram submetidos aos órgãos internos de controle da Anvisa, pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União, com a aprovação de sua conduta sem qualquer ressalva ou censura", diz a nota

Fonte: Agência Brasil

 

Prezadas autoridades: tomem vergonha, cumpram a lei contra os lunáticos e devolvam as ruas ao cidadão - o direito de IR e VIR de milhares não pode ser cassado por alguns baderneiros vagabundos

Lunáticos, go home

Se você estiver entediado e quiser apimentar um pouco a sua rotina, não hesite: ligue o computador, mergulhe no mundo mágico das redes sociais, reúna uma dúzia de amigos mais ou menos ociosos, combine com eles uma causa (pode ser “tédio nunca mais”), pinte o slogan em algumas cartolinas, saia às ruas com o seu grupinho revolucionário e feche uma das principais avenidas da cidade. Qualquer uma. Mas feche mesmo: interrompa totalmente o trânsito, pelo tempo que você quiser.

Não tenha medo. As autoridades não estragarão o seu desfile. Recentemente, algumas dúzias de manifestantes bloquearam a Avenida Rio Branco, principal via do Centro do Rio, durante sete horas. A cidade parou, foi uma beleza — pelo menos para a polícia, para os guardas de trânsito, para o prefeito e para o governador, que cruzaram os braços e assistiram impávidos à singela arquitetura do caos. Ou talvez não tenham assistido, porque têm mais o que fazer.

Por algum motivo transcendental, as autoridades resolveram aceitar os bloqueios de trânsito. Passou a vigorar um novo princípio legal: a rua é do militante (qualquer um). Se ele deixar, a cidade pode ir e vir. No Rio de Janeiro, em especial, não se pode mais sair para qualquer lugar sem dar uma busca na internet ou no rádio. É preciso descobrir que bairro está sitiado naquela hora, ou naquele dia, por conta dos protestos contra tudo isso que aí está. É uma piada (péssima). Em qualquer cidade séria do mundo isso seria impensável. O poder público, escondido em algum lugar entre a covardia e a vagabundagem, resolveu não cansar a sua beleza com a garantia da livre circulação. Desistiu de cumprir a lei.

E o que é pior: a população se sujeita a isso calada como se fosse vítima de uma nevasca, furacão ou enchente. As pencas de institutos e ONGs que passam a vida matraqueando a palavra cidadania, entupindo a mídia e os espaços públicos com suas cartilhas politicamente corretas, também não dão um pio diante desse escárnio. Cumpre informar a todos os papagaios de clichês moderninhos: a cidadania no Rio de Janeiro foi revogada. A não ser que se conceba a meia-cidadania, ou a cidadania em meia pista.

Como explicar esse apagão de civilidade? Como entender que o poder público lave as mãos diante dessa “solidariedade” egoísta — que pode custar a vida de um enfartado, ou torturar uma grávida em trabalho de parto? Em nome de que, afinal, as autoridades liberaram a bandalha em forma de passeata? Provavelmente tem a ver com populismo (essa praga que dominou o continente na última década), e com uma noção subdesenvolvida de bondade e tolerância. O marqueteiro mandou não contrariar. E o mais triste é que a suposta explosão cívica, tolerada pelas autoridades, é ainda mais subdesenvolvida do que quem a tolera. Para quais mudanças reais o “povo na rua” está de fato apontando?

Nenhuma. Depois da grita contra o aumento na tarifa de ônibus, a palavra de ordem “não são só 20 centavos” enunciou um abrangente movimento de massa. Teve até político afinando a voz — como o irremovível Renan Calheiros, acusado de promiscuidade com empreiteira. Calheiros virou militante do passe livre. E continuou presidindo o Senado, numa boa. O governo Dilma, com seus 40 ministérios, bateu o recorde de gastos públicos improdutivos no auge das manifestações (o Banco Central teve que elevar a projeção de déficit para 2,7% do PIB em 2013). A sagrada sublevação das ruas jamais apontou um dedo para qualquer dos ralos do governo popular — origem da inflação que aperta os brasileiros, não só na roleta do ônibus. A nova onda de superfaturamentos no Dnit — alvo da “faxina”! — nem foi notada por ninjas, black blocs, foras do eixo e foras de órbita.

Nesse meio tempo, chegou ao Congresso o pedido da CPI da Copa. A enxurrada de dinheiro público em estádios bilionários como Mané Garrincha e Itaquerão (projetado após o golpe que “desclassificou” o Morumbi) iria enfim ser investigada. Sabem o que aconteceu com a CPI da Copa, queridos revolucionários? Foi enterrada antes de nascer. Sem nem um cartaz criativo no velório, sem nem uma ruela obstruída para pressionar os deputados coveiros.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que faturou alto com consultorias invisíveis para a indústria mineira, não só permanece no cargo, como dali toca sua campanha para governador. E ainda dá palpite sobre o dólar (“tem espaço para chegar a R$ 2,50”!), bajulando assim seus amigos empresários e bagunçando ainda mais o ambiente econômico. É típico do parasitismo petista, que não incomoda os fechadores de rua.

Um dos grandes agentes da pacificação no Rio, José Junior, líder do AfroReggae, está há dois meses jurado de morte por Fernandinho Beira-Mar. Sua instituição foi metralhada no Complexo do Alemão. Não se viu uma única passeata pela vida de Junior, e contra essa vergonha de presos em segurança máxima comandando o crime. No entanto, há uma favelinha ninja ocupando, há meses, duas faixas da Avenida Delfim Moreira, a pretexto de pedir a saída do governador. Prezadas autoridades: tomem vergonha, cumpram a lei contra os lunáticos e devolvam as ruas ao cidadão.

Por: Guilherme Fiuza, jornalista.

Saúde de Dilma em destaque, negativo, nas redes sociais

Saúde de Dilma vira fofoca no Twitter

A saúde da presidente Dilma Rousseff virou motivo de fofoca no microblog Twitter. E envolveu a jornalista Laurita Arruda, namorada do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o médico oftalmologista Maurício Arruda, que segundo sua página no Twitter atua no eixo Natal/São Paulo, e o jornal eletrônico 247. A uma pergunta de Laurita no Twitter sobre movimentação no Hospital Sírio-Libanês, na quinta-feira, 29, Maurício Arruda respondeu que Dilma tinha feito um cateterismo e não apenas exames de rotina.

O Palácio do Planalto negou que Dilma Rousseff tenha se submetido ao cateterismo. De acordo com informações do governo, Dilma aproveitou a agenda em Campinas, na quinta, e antes de retornar para Brasília, foi ao Sírio-Libanês fazer os exames de rotina. Foi no mesmo hospital que Dilma se tratou de um câncer no sistema linfático em 2009, quando ainda era ministra da Casa Civil. Diagnosticada como curada, Dilma candidatou-se à Presidência da República em 2010 e venceu o tucano José Serra no segundo turno.

Na mesma quinta-feira, enquanto Dilma fazia os exames, Laurita Arruda, que assina o blog "Território livre", postou uma pergunta sobre movimentações no Sírio-Libanês. Em seguida, Maurício Arruda respondeu que Dilma tinha feito um cateterismo. Laurita replicou a informação. O jornal 247 noticiou então que "mulher de Henrique Alves planta notícia sobre saúde de Dilma". Alguns internautas perguntaram de quem o médico estava falando e outros advertiram o 247 de que não fora Laurita que espalhara a notícia. Elas apenas havia replicado a informação do médico.

A decisão de Dilma de ir ao hospital atrasou sua volta a Brasília em três horas e quarenta minutos. Sua agenda previra a volta às 18 horas, mas o avião presidencial só aterrissou em Brasília às 21h40. Na manhã desta sexta-feira, 30, Dilma embarcou para Paramaribo, capital do Suriname, onde participa da reunião de cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Fonte: Estadão.com

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Onde estão os direitos humanos?



Uma das características da esquerda é o desrespeito à inteligência e sensibilidade alheias, provavelmente por achar que todos são como os que votam neles, pobres, impotentes, deseducados e despreparados.  Em 8 de outubro de 2012, justamente no aniversário da morte de Che Guevara, foi inaugurada, na Aman, uma placa em homenagem a um cadete falecido numa instrução do Curso de Formação de Oficiais, por iniciativa e indisfarçável revanchismo e ideologia da secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Há poucos dias, tivemos o episódio do senador Molina, trazido ao Brasil pelo encarregado de negócios da embaixada brasileira na Bolívia, arrostando a hierarquia e arriscando a sua carreira, tudo em nome dos direitos humanos. Nada se ouviu, nem um simples  murmúrio, da secretária em defesa do diplomata.  Certamente porque o diplomata desafiou a própria presidente, que, fazendo o jogo subserviente dos governos petistas aos nanicos latino-americanos, nada fazia de concreto para obter o salvo-conduto, pois o cocaleiro, depois de vistoriar o avião de outro nanico, brasileiro - físico e moral - queria mesmo é que o senador apodrecesse na embaixada.

O caso dos médicos cubanos é outro atentado aos direitos humanos: como mercadorias, seu pagamento é feito ao governo cubano; como prisioneiros, suas famílias, em Cuba, são a garantia de que não vão fugir. Além do Muro de Berlim, dos “balseros” cubanos, esse é mais um exemplo prático da desumanidade do sistema comunista, que, pasmem, há adeptos no governo, haja vista o Foro de São Paulo.  Apesar dessa afronta aos direitos humanos, a secretária – aguerrida contra a ditadura militar aqui, que acabou há 30 anos, mas a favor da de Cuba, longeva e ainda em vigor – está muda, certamente com ar de desdém, sem nem mesmo emitir um simples muxoxo!

Agora, o deputado-presidiário (ou o presidiário-deputado) se queixa de tratamento desumano na cadeia, de tomar banho frio com garrafinhas de água e de comer xepa, tendo intestino irritado....,não pensando nisso, como o senador boliviano, ao praticar seus malfeitos. Secretária: onde estão os direitos humanos do sofrido Donadon? Além do desconforto, está precisando ir ao Sírio e Libanês para curar esse intestino...

Não, secretária, irritados estamos nós, a decente sociedade brasileira, exausta de tanta dubiedade e desfaçatez! Para esses governos petistas, que estão afundando o país, ética e moralmente, e  por falar no Exército, apenas uma ordem:

Mestre da Banda! Toque fúnebre!


Por: Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.


Ministro Barroso: na sua opinião a Constituição não é o que o senhor quer e sim o que pode fazer dela. Só que seu voto no caso Ivo Cassol transformou o art. 15, inciso III, da CF no que o senhor quis. Como explica isso?




Barroso é o relator da ação para tirar mandato de Donadon
Ministro já se pronunciou pela competência do Congresso
Foi distribuído, por sorteio, ao ministro Roberto Barroso, o mandado de segurança (com pedido de liminar) ajuizado no Supremo Tribunal Federal pelo deputado federal Carlos Sampaio, líder do PSDB, contra o procedimento adotado pela Mesa da Câmara dos Deputados que submeteu ao plenário a votação da cassação do mandato do deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Ele foi condenado pelo STF por peculato e quadrilha, e já cumpre pena no Presídio da Papuda, em Brasília.

Vale lembrar que o mais novo ministro do Supremo já se pronunciou sobre a questão, em voto proferido em plenário, no último dia 8, quando se discutia se o mandato do também condenado senador Ivo Cassol (PP-RO) deveria ser cassado pelo próprio STFe não pelo plenário da Câmaracomo consequência óbvia da pena condenatória, que incluiu a perda dos direitos políticos do réu. Naquela sessão, depois do voto do ministro Joaquim Barbosa pela perda automática do mandato do senador, o ministro Roberto Barroso dele divergiu, nos seguintes termos: “Está na Constituição. Lamento que haja esse dispositivo. Mas está aqui. Comungo da perplexidade de Vossa Excelência, mas a Constituição não é o que eu quero, é o que posso fazer dela”.

Naquela mesma sessão, a maioria do STF firmou novo entendimento sobre a questão, exatamente a partir dos votos de Barroso e de Teori Zavascki, que foram seguidos por Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Cármen Lúcia. De nada adiantaram os protestos do ministro Gilmar Mendes, que assim ironizou a decisão: “É a fórmula jabuticaba: só tem no Brasil. O sujeito condenado exercendo mandato parlamentar...”.

Fonte: Informe JB

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