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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Em 1993, jovens acusados de assaltar ônibus foram queimados vivos em Olaria

Linchamento durou quase três horas. Crianças gritavam: ‘olha o homem-tocha'
No dia 3 de julho de 1993, um linchamento em Olaria horrorizou o Rio. Confundidos com assaltantes, três rapazes foram apedrejados, espancados e queimados vivos, na Rua Noêmia Nunes. A barbárie só foi interrompida pela chegada da polícia que, a muito custo, convenceu um morador a emprestar baldes de água. Levados para o Hospital Souza Aguiar, os jovens acabaram morrendo.

O crime aconteceu perto do Largo de Cinco Bocas. Em entrevista ao GLOBO, um dos linchadores contou que os três rapazes foram acusados de tentar saquear um ônibus. Ao descerem do coletivo, passageiros teriam gritado “pega, ladrão”. Segundo a polícia, cerca de 100 pessoas participaram do linchamento, que durou quase três horas. Quando moradores botaram fogo nos jovens, crianças correram atrás deles criando “olha o homem-tocha”. Um médico que trabalha nas proximidades tentou acalmar a multidão e também foi ameaçado.

Na investigação, a polícia descobriu que os rapazes não haviam assaltado o ônibus. Eles desceram pela porta de trás e, ao ver a cena, um pedestre julgou que estavam fugindo após roubar os passageiros, dando o falso alarme. Dois meses depois, outro crime semelhante voltou a chocar a cidade. Em 30 de setembro, moradores da Favela do Dique, em Vigário Geral, queimaram vivo o catador de papel Adilson Oliveira Barroso, de 33 anos, acusado de incendiar um barraco e, com isso, provocar a morte de um bebê.

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Fonte: O Globo


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