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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Estado omisso, Justiça falha, Policia desmoralizada e perseguida pelos defensores de bandidos. Essa soma leva a um único caminho: tornar o JUSTIÇAMENTO um MAL NECESSÁRIO

Sociedade em estado bruto

Em duas semanas, o Brasil assiste a dois “justiçamentos”. 
A onda de barbárie mostra que a população está à beira da saturação: na segurança, na economia, nos transportes, o país dá um passo à frente e dois para trás
Mesmo nas sociedades mais avançadas a civilização e a barbárie travaram quedas de braço. Os gregos clássicos do século IV antes de Cristo, que inventaram o pensamento abstrato, colocando a humanidade em um patamar superior, conviviam sem remorsos com a escravidão e o genocídio — as cidades inimigas sitiadas podiam escolher entre a rendição, caso em que apenas os homens adultos seriam mortos, e a resistência, que significava o massacre pela espada de todos: homens, mulheres e crianças.

[curioso é que a imprensa, em quase unanimidade, considera barbárie quando um ladrão é  disciplinado mediante a providência de ser amarrado a um poste pelo pescoço com uma tranca de bicicleta;
quando o povo indignado decide justiçar um ex-presidiário, viciado em drogas, ladrão desde criança.
E, não é dado o mesmo destaque as dezenas de PESSOAS DE BEM, TRABALHADORES, que são executados sumariamente em assaltos, por bandidos covardes, que muitas vezes matam apenas para ver a queda da vítima, outras vezes por não ter a mesma uma quantia que o assassino ache compensadora (recentemente uma dentista foi queimada viva por ter em sua conta bancária uma quantia que os bandidos entenderam irrisória) e outras vezes por fazer um movimento que latrocida interpreta como de reação..
Antes de condenar os que aplicam punições em bandidos, deveriam examinar o que os bandidos fazem com os SERES HUMANOS indefesos.]

Na Roma dos Césares, que atingiu um nível de qualidade de vida que só seria equiparado com o advento da Revolução Industrial na Inglaterra dezesseis séculos mais tarde, a diversão mais popular era ver pessoas serem devoradas por leões famintos no Coliseu. As sociedades modernas também foram palco do mesmo fenômeno de contrastes.

No começo dos anos 60, a União Soviética, no auge, foi capaz de colocar um homem em órbita, mas mandava dissidentes para morrer de fome e exaustão do trabalho escravo em infernos na Terra, os “gulags”.

Mesmo nos Estados Unidos do pós-guerra, em que pessoas comuns tinham mais luxos do que os monarcas do começo do século XX, o ódio racial separava brancos e negros, que comumente eram alvo de organizações secretas assassinas, sendo a Ku ­Klux Klan a mais notória. Mas tudo isso é história.

A tendência do progresso atualmente é aplainar as diferenças mais gritantes entre os estágios civilizatórios em um mesmo território. No Brasil não vinha sendo diferente. Mas, de uns tempos para cá, os episódios de barbárie têm sido tão frequentes e crescentemente cruéis que há sinais alarmantes de que o país pode estar vivendo um processo de ruptura social grave, cujo sintoma clássico é o amortecimento das consciências, um transe coletivo em que as pessoas já não se chocam com mais nada.    

A íntegra desta matéria está disponível na revista VEJA

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