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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

'Não deve ser legal, mas vou me acostumar', prevê Roberto Jefferson sobre pena na prisão

Segundo o delator do mensalão, que retirou um tumor no pâncreas, médicos deram mais 10 anos de vida a ele, em 2012
Ainda em casa, escovando os dentes para entrar no carro da Polícia Federal e seguir preso com destino ao presídio em Niterói, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse que pretende trabalhar durante o dia ao longo do cumprimento da pena de sete anos e 14 dias em regime semiaberto a qual foi condenado por participação no processo do mensalão. Em entrevista exclusiva ao GLOBO na tarde de segunda-feira, Jefferson fez também a previsão de que, com o tempo, se acostumará com a nova rotina de presidiário. - Não deve ser legal, mas, com o tempo, eu vou me acostumar. Vou procurar ficar sereno neste primeiro momento - disse o delator do mensalão. Na noite de domingo, a expectativa do próprio Jefferson era de ficar no presídio da Papuda, no Distrito Federal. Em 15 de novembro do ano passado, todos os primeiros presos no processo do mensalão se apresentaram à Policia Federal em seus respectivos estados e, em seguida, levados à Papuda. Ele criticou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa: - É a minha sentença de morte. Se é isso que ele (Joaquim Barbosa) quer, não precisa pedir para ninguém que execute minha pena capital. Meu prognóstico de vida foi de 10 anos. Só me restam oito anos. Ele está colocando um fim nessa agonia - revelou Jefferson ao GLOBO, no domingo, antes de ser expedido o mandado de prisão contra ele.

Em 2012, o petebista foi diagnosticado com um tumor no pâncreas. A defesa de Jefferson tentou fazer com que o ex-deputado cumprisse pena domiciliar, mas Joaquim Barbosa negou. O ex-deputado tenta autorização para levar para a prisão cerca de 20 medicamentos que fazem parte de seu tratamento. Na última sexta-feira, como revelou O GLOBO, Roberto Jefferson iniciou a campanha de arrecadação de dinheiro dentro do PTB para pagar a multa de R$ 720 mil determinada pelo Supremo Tribunal Federal. A filha dele, Cristiane Brasil, secretária municipal de Envelhecimento e Qualidade de Vida no governo Eduardo Paes (PMDB), foi a primeira pessoa a doar, mas não soube dizer quanto.

Leia a entrevista:
Como você está se sentindo neste momento?
Estou sereno. Tenho que pagar a conta para a sociedade. Não me rebelo. O tempo vai dizer se (a prisão) é justa ou não.

Como você imagina a sua primeira noite na cadeia?
Não sei. Nem imagino. Não deve ser legal, mas, com o tempo, eu vou me acostumar. Vou procurar ficar sereno neste primeiro momento. Agora, você me lembrou! Não sei se posso levar toalha de banho. Vou perguntar aqui para a Polícia Federal. O senhor é meu refúgio. Tenho fé.

Qual é a recomendação que você deixa para a sua família?
Serenidade e não esquecer da lição de Benjamin Disraeli, ex-primeiro ministro britânico: "Never complain, never explain”. Ou seja: Nunca reclame, nunca explique. Serenidade e humildade. Tudo passa.

Você vai querer trabalhar? Pretende fazer o que daqui para frente?
No momento, vou fazer o que me for ajustado. Mas claro que quero trabalhar. No momento oportuno, vou trabalhar.

Na sua opinião, todos os envolvidos no mensalão foram presos e condenados justamente?
Cada um deve ter a própria sentença na cabeça. Eu tenho a minha. Mas isso é coisa de foro íntimo.

Fonte: O Globo

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