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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Polícia Militar muda tática para conter black blocs em protestos

Policia Militar usará granadas que não poderão ser devolvidas aos policiais pelos vândalos depois de lançadas
Além dos equipamentos novos que transformam os policiais em autênticos "robocops", o recém-criado Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE) também mudou algumas táticas para conter o ânimo dos black blocs. Segundo o comandante do BPGE, tenente-coronel Wagner Villares, as granadas térmicas de gás lacrimogêneo ou de efeito moral foram substituídas por outras com a mesma finalidade, mas que explodem em 2,5 segundos depois de lançadas, sem soltar estilhaços
 
Antes, os black blocs devolviam a granada ao policial, já que usavam luvas para não queimar as mãos. Agora, como os artefatos são revestidos de um material emborrachado e explodem logo, eles não fazem mais isso. Com o tempo, estamos aprendendo as táticas usadas por eles — explicou.

Segundo o comandante, até o fim de março chegarão mais equipamentos para o BPGE. O material foi comprado para a Copa do Mundo, mas já está sendo utilizado. A ideia, conta o tenente-coronel Wagner Villares, é investir cada vez mais em tecnologia para a proteção dos policiais militares e dos próprios manifestantes. Ele não quis dar mais detalhes para não prejudicar a estratégia a ser utilizada a fim de evitar a ação de vândalos.

O batalhão começou a atuar em outubro do ano passado. Nesta quinta-feira, o efetivo da unidade chegou a ser empregado em três manifestações. Quando a situação se agrava durante os protestos, o Batalhão de Choque (BPChq) e o Regimento de Polícia Montada (RPMont) são acionados para o combate. Os policiais do BPGE passaram a adotar também golpes de diferentes artes marciais para imobilizar os manifestantes mais exaltados.

O grupo está pronto para atuar no carnaval. Durante os dias de folia, cerca de 16,8 mil policiais militares serão mobilizados em todo o estado. Segundo informou a Polícia Militar nesta quinta-feira, o efetivo é 16% maior que o empregado em 2013. Os agentes vão monitorar os 444 blocos que desfilarão pela cidade do Rio, além do Sambódromo e Terreirão do Samba, no período que começa nesta sexta-feira e vai até terça. Serão 463 policiais somente no entorno da passarela do samba. O mesmo efetivo será empregado no sábado, quando será realizado o desfile das campeãs.

Policiais militares viram ‘robocops’ para conter violência em protestos

Se alguém se deparar com um “Robocop” por aí nos próximos dias, não se trata de um folião fantasiado para o carnaval, mas de um policial do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE). A parafernália que PMs vão usar para se proteger em manifestações pesa dez quilos. O Equipamento de Proteção Individual (EPI) foi comprado para a Copa do Mundo, mas já está pronto para ser usado em protestos em que houver violência, como a praticada por black blocs. Os policiais terão um capacete que resiste à penetração de objetos pontiagudos, um colete que protege as costas, o tórax e os ombros, além de caneleiras que envolvem ainda os joelhos e os pés. Tudo feito de um material plástico super-resistente, mas não à prova de balas. 

Segundo o comandante do BPGE, tenente-coronel Wagner Villares, o equipamento absorve fortes impactos como, por exemplo, de rojões e pedras. Há também protetores de mãos resistentes a chamas de até 427 graus. No cinto, é possível guardar duas pistolas: a .40 e a de choque (Taser). Mas, nos protestos, só oficiais e sargentos podem portar armas letais. O batalhão, onde estão lotados 600 policiais, conta com 200 desses equipamentos. Assim como as fardas, eles terão letras e números para identificar os policiais. Os agentes do Batalhão de Choque também vão usar os protetores.

Segundo o tenente-coronel Villares, além do material de proteção, os treinamentos estão sendo intensificados. O batalhão é formado por homens vindos de outras unidades da PM, além de policiais recém-formados. — No momento, todos estão fazendo cursos de aperfeiçoamento e treinamento. Vamos começar um curso específico para aprimorar técnicas de abordagem em situações de tumulto — detalhou Villares.

Técnicas de artes marciais
A exemplo da PM de São Paulo, a polícia do Rio também está aumentando a carga horária na prática de artes marciais. — Temos instrutores altamente qualificados. Professores de artes marciais estão dando instruções para o uso mínimo da força. A ideia é imobilizar e conter os mais exaltados, usando a energia necessária, porém sem violência. Fala-se muito em uso gradual de proporção da força, mas temos que ir além disso. Observamos que, se nós ficarmos trocando bombas com os manifestantes, isso só alimenta um confronto — disse o comandante.

Para Villares, o equipamento especial fará com que seus homens se aproximem dos manifestantes mais exaltados, além de reduzir o número de lesões nos policiais. O único inconveniente é que, durante um protesto, o policial anda, em média, de dez a 15 quilômetros. Com mais equipamentos, a mobilidade do PM fica um pouco prejudicada. Apesar de máscaras antigás terem sido adquiridas, a corporação pretende não usá-las com frequência: — Do treinamento do policial também consta o aumento da tolerância ao gás. Nossa ideia é chegar à conciliação, mas as revistas vão continuar, pois elas são importantes. Não vamos permitir que ataquem o patrimônio público e privado, nem que queimem ônibus ou atinjam policiais e pessoas de bem.

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