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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Segurança de coordenador do AfroReggae é morto a tiros



José Júnior afirma que morte de segurança está ligada a racismo
Há duas versões para o assassinato do cabo Sidney Dias Simão, policial do Bope
Um dia depois da morte do policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que fazia a segurança do coordenador do grupo Afroreggae, José Júnior disse que o cabo Sidney Dias Simão "morreu porque viram um negro com arma na mão": — Parece que nesse país, qualquer pessoa negra sofre discriminação. O Brasil tem um problema de racismo muito grande. Acho que ele morreu porque viram um negro com arma na mão.


Foto do cabo Sidnei Dias Simão publicada no Facebook de José Júnior Reprodução da internet
As declarações foram dadas na sede do Afroreggae, no Centro do Rio, na manhã desta segunda-feira, em visita do pré-candidato à presidência, senador Aécio Neves (PSDB). Aécio aproveitou para fazer promessas de campanha. De acordo com o senador, segurança pública será a questão prioritária na proposta tucana para as eleições deste ano. — A questão da segurança pública será absolutamente prioritária na nossa proposta, e por isso conversas como essa serão importantes, queremos incorporar as experiências deles, que fogem ao receituário tradicional de aumentar efetivo e aumentar equipamento para pegar mais bandido. Há uma omissão criminosa do governo federal. Segurança pública deve ser prioridade. Se, há 15 anos, era o segundo ou terceiro assunto mais importante, hoje é o primeiro — disse Aécio.

Há duas versões para o assassinato de Simão, que ocorreu na manhã de domingo em Nova Iguaçu. A primeira é que ele pode ter sido confundido com um ladrão, o que, segundo Júnior, poderia ter acontecido por ele ser negro. A segunda versão é a de que um motorista alcoolizado teria atropelado um idoso, e que o cabo teria ido atrás para obrigar o condutor a prestar socorro. Nesse momento, um segurança de um posto de gasolina próximo teria dado três tiros nele pelas costas, e mais dois pela frente.

A vítima também era policial do Bope.
Pelo Facebook, José Júnior afirma que o cabo teria sido confundido com um bandido e baleado pelo segurança de um posto de gasolina
O policial militar e cabo do Bope, Sidnei Simão Dias, de 34 anos, foi baleado na manhã deste domingo, no centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele ainda foi levado para o hospital da Posse, também na Baixada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Em seus dias de folga, o cabo atuava também como segurança particular do coordenador do grupo AfroReggae, José Júnior.

Em nota de pesar, O Bope, afirma que Simão deixa um filho e que o policial tinha nove anos de serviço na Polícia Militar, sendo quatro deles no Bope.
O coordenador do AfroReggae publicou em sua conta no Facebook um texto em que afirma que um dos policiais que cuida de sua segurança foi confundido com um bandido e levou diversos tiros do segurança de um posto de gasolina. “Tristeza Gigantesca! Hoje esses policiais são como integrantes do AfroReggae e da minha propria familia”, finaliza José Júnior na rede social. Ele ainda publicou uma foto do cabo usando a farda do Bope.

A Delegacia de Homicídios da Baixada investiga o caso. Segundo a Polícia Civil, os agentes já ouviram várias testemunhas e imagens de câmeras de seguranças foram solicitadas para análise. A polícia, no entanto, não confirma ainda a versão de que o cabo teria sido confundido com um criminoso e alvejado pelo segurança de um posto de gasolina. Segundo a polícia, todos os envolvidos serão chamados para prestar depoimento na delegacia.

Fonte: O Globo

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