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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A herança maldita de Dilma Rousseff em três tópicos

Inflação 

Além de contrariar o discurso cego da presidente, de que a inflação está sob controle, os números do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) expõem a gravidade do problema. De acordo com os últimos dados disponíveis, referentes a prévia de outubro, o resultado acumulado em doze meses acumula valorização de 6,62%, acima do teto da meta do Banco Central (BC), de 6,5%. De janeiro a setembro, o avanço é ainda maior: 6,75%. "Nos quatro anos de Dilma não chegamos nem perto do centro da meta, de 4,5%", aponta a economista Mônica de Bolle, da Galanto Consultoria. As razões apontadas pelo governo para o desprezo inflacionário vão desde a crise internacional até o choques esporádicos que afetam os preços de alimentos. "Ora, se outros países da nossa região sofreram os efeitos da mesma crise, além de choques semelhantes, como conseguem manter a inflação baixa?", questiona a economista. As exceções óbvias são Venezuela e Argentina, que registram inflação na casa dos 60% e 40%, respectivamente

O resultado inflacionário do Brasil poderia ser pior, se o governo tivesse liberado os preços administrados, como energia, gasolina e transporte. Eles foram represados nos últimos dois anos para não prejudicar a campanha eleitoral da presidente. Os efeitos da explosão da bomba da alta de preços devem ser sentidos a partir do ano que vem. "Foi plantado o ovo da serpente: assim que esses preços forem liberados, o impacto será sentido diretamente no bolso do consumidor", afirma Evaldo Alves, professor de economia da FGV. 

O aumento dos combustíveis, por exemplo, encarecerá a cotação de alimentos e de bens de consumo duráveis, pois a cadeia produtiva de todos esses itens dependa de logística, que por sua vez, é movida a gasolina e diesel.

Política fiscal 

A falta de transparência e os malabarismos contábeis levaram a área fiscal ao total descrédito. A maior evidência do fracasso do governo é perda do compromisso com a realização do resultado primário, economia feita para o pagamento de juros da dívida pública. Os últimos quatro resultados foram negativos. No ano, até agosto, o governo central (composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) economizou apenas 4,68 bilhões de reais, ou 0,14% do PIB. O desempenho está longe de alcançar a meta do governo para 2014, de 80,77 bilhões de reais, ou 1,55% do PIB. 

Para atingir este objetivo, a missão seria praticamente impossível: um saldo positivo mensal de 19 bilhões de reais até o fim do ano. O cenário fica ainda mais desanimador se considerarmos que os últimos resultados foram favorecidos por receitas atípicas, impulsionadas pela contribuição de dividendos pagos por estatais, sobretudo BNDES e Caixa Econômica Federal, e pelo recebimento de parcelas de dívidas tributárias (Refis). A grande tarefa para o próximo governo, portanto, é reestabelecer o equilíbrio das contas públicas, promovendo ajustes e desviando o foco da atual política, essencialmente expansionista. 

Para cumprir esta tarefa, há quem defenda, inclusive, a instalação de uma espécie de conselho fiscal para realizar uma varredura generalizada. "A política fiscal entrou em colapso", alerta a economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting. Ela reforça que esse é um dos principais fatores que ameaçam futuros rebaixamentos do rating soberano do Brasil por agências de classificação de risco - um fantasma a amedrontar o próximo governante. E dada à sua fragilidade, a questão fiscal não sai do radar dessas agências. "O próximo governo herdará uma economia que enfrenta múltiplos desafios em termos de baixo crescimento, inflação elevada e performance fiscal em deterioração. Portanto, ajustes de política serão fundamentais para determinar a trajetória futura dos ratings soberanos do Brasil e de sua perspectiva", afirmou a Fitch, em relatório recente.

Câmbio 

É consenso entre os analistas de que o programa de intervenção no câmbio adotado pelo Banco Central (BC) desde agosto de 2013 deve ser gradativamente abolido no próximo mandato. A ideia da autoridade monetária é segurar a tendência de alta da moeda americana, diante das incertezas sobre o futuro programa de estímulos do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos). A estratégia será estendida no ano que vem, mas tem fôlego limitado, alertam especialistas. "O próximo governo terá que trabalhar com o câmbio flutuante", defende Ricardo Humberto Rocha, professor do Insper. 

Para Otto Nogami, também do Insper, a solução deste impasse - intervir ou não no câmbio - passa pela adequação da capacidade produtiva do país à demanda. "À medida em que o Brasil reduz a dependência do produto importado, torna-se cada vez mais possível soltar a taxa de câmbio, sem precisar da intervenção que vemos hoje", defende. A despeito da estratégia adotada no ano que vem, a tendência de apreciação do dólar é clara, dado os sinais cada vez mais evidentes de que o Fed mexerá nos juros em 2015. O resultado dessa conjuntura pode encarecer o preço de insumos importados, gerando impactos na inflação.

Tem mais itens a herança maldita aqui superficialmente apresentada.

Vamos destacar um dos mais importantes:  

Dificilmente Dilma Rousseff vai escapar de um processo de "impeachment" o que destruirá de vez seu mandato,  neutralizará totalmente Lula e a petralhada e deixará limpo o terreno para atuação das FORÇAS DO BEM.


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