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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Terrorismo - Ex-integrantes do EI narram selvageria do grupo - Decapitações, crucificações, execuções sumárias



À rede CNN, homens falam de coação, uso de alucinógenos, tortura e morte
Três ex-integrantes do Estado Islâmico capturados por combatentes curdos na Síria relataram à CNN episódios de coação, tortura e uso de drogas promovidos pelo grupo terrorista. A rede americana conversou com os três em uma prisão localizada em uma área controlada pelos curdos. As entrevistas foram divulgadas com a ressalva de que não há como confirmar as versões apresentadas pelos homens – apesar de estarem de acordo com as barbáries que o próprio grupo terrorista faz questão de mostrar ao mundo, como uma arma para aterrorizar inimigos.

O primeiro prisioneiro, identificado como Suleiman, afirmou ter sido forçado a entrar para o EI, por temer pela segurança de sua família. Ele confessou ter participado da detonação remota de um carro bomba perto de uma base curda e disse ter recebido 3.600 dólares (quase 9.000 reais) pela tarefa.  “Eles disseram que estavam lutando pelo Islã e pela justiça. Eles mentiram para nós. Aproveitaram-se das nossas mentes e da nossa pobreza”
.
O segundo prisioneiro a conversar com a reportagem da CNN tinha apenas 19 anos. Kareem disse ter recebido 2.000 dólares para integrar as fileiras do Estado Islâmico na Síria por mais de um ano. Ele mostrou cicatrizes na barriga e no braço, resultado de ferimentos a bala. “Eles nos davam drogas alucinógenas, assim nos faziam ir para a batalha sem se importar se iríamos viver ou morrer”.

Ele contou que o grupo prometeu mulheres para vários integrantes e disse que muitos eram estrangeiros, o que dificultava a comunicação. Disse ter visto muitas decapitações. “Tudo tem que seguir o que o Estado Islâmico determina. Até mulheres que não cobrem o rosto têm a cabeça cortada”.

Para um ex-professor e pai de dois filhos que também foi apresentado como um terrorista do EI capturado, o jornalista americano pergunta o que aconteceria com ele se caísse nas mãos dos jihadistas. “Seu destino seria a morte. E há diferentes formas de morrer – eles iriam torturá-lo, certamente, talvez o decapitassem ou cortassem suas mãos. Não iriam apenas dar um tiro em sua cabeça”.

Tortura de reféns – O jornal The New York Times: terrorismo antes da decapitação -  entrevistou ex-reféns do grupo terrorista, testemunhas que viram como os sequestrados eram tratados, familiares e amigos das vítimas e até um ex-membro do EI para descobrir como é a vida de alguém que enfrenta constantemente a ameaça de morrer nas mãos dos jihadistas.

Decapitações, crucificações, execuções sumárias: o horror imposto pelos jihadistas no Iraque e na Síria
Selvageria do EIIL afastou até mesmo a Al Qaeda. Grupo que está desintegrando o território iraquiano é alvo de ataques aéreos dos EUA
Nem mesmo crianças são poupadas da fúria selvagem dos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). O avanço do grupo terrorista obrigou os Estados Unidos a atacarem o território iraquiano pela primeira vez desde a retirada das tropas, em 2011. Execuções sumárias, decapitações, amputações e crucificações compõem um modus operandi de brutalidade incomensurável, que faz empalidecer até mesmo a violência da Al Qaeda.  

Ao ordenar a ação, o presidente Barack Obama mencionou a necessidade de ajudar a minoria yazidi, que foi encurralada pelos terroristas em regiões montanhosas de Sinjar, onde estão morrendo de fome e sede. Essa minoria segue uma religião pré-islâmica que o EIIL vê como ‘demoníaca’. “Crianças estão morrendo de sede, enquanto isso, o EIIL pede a destruição sistemática de toda a população yazidi, o que constituiria genocídio”, disse Obama.

Em Raqqa, na Síria, o grupo expôs as cabeças de várias vítimas em postes. Em uma das gravações da selvageria postadas no YouTube, um cristão é forçado a se ajoelhar, cercado de homens mascarados que o forçam a se ‘converter’ ao Islã. A vítima é decapitada. Em outro vídeo, um narrador afirma que os corpos expostos são de soldados sírios.

Depois de proclamarem a criação de um Estado islâmico em um vasto território entre a Síria e o Iraque, extorquindo os que quiserem ‘proteção’, os jihadistas divulgaram uma lista de regras para moradores da província de Nínive, no noroeste iraquiano. O jornal The Washington Post reproduziu algumas delas: “todo muçulmano será bem tratado, a menos que esteja aliado com opressores ou ajude criminosos”; “qualquer pessoa que roube ou saqueie enfrentará amputações”; “rivais políticos ou armados não serão tolerados”; “policiais e militares podem se arrepender, mas quem insistir em apostasia será morto”; “a lei da sharia será implementada”; “sepulturas e santuários serão destruídos”; “as mulheres são informadas de que a estabilidade está no lar e, por isso, não devem sair sem necessidade. Elas devem estar cobertas com vestes islâmicas completas”. E ainda, um ‘conselho’: seja feliz por viver em uma terra islâmica”.



Veja vídeo da Vice com jihadistas do EIIL. ATENÇÃO: algumas cenas são fortes

A força mais incivilizada em ação no Oriente Médio usa a violência chocante também como apelo para recrutar radicais islâmicos ao redor do mundo. No Instagram, um jihadista britânico escreve, abaixo de uma foto em que um homem aparece ao lado de várias cabeças decepadas e um esqueleto falso: “Nosso Irmão Abu B do Isis posa com seus dois troféus depois da operação de ontem. O esqueleto não é real”.

A maioria dos recrutados são jovens. E uma nova geração de jihadistas está sendo preparada. A revista Vice divulgou um vídeo em sua página na internet no qual uma criança belga diz ser do Estado Islâmico e afirma que não quer voltar para a Bélgica porque lá há “infiéis que matam muçulmanos”. Ele fala de maneira relutante, ao lado do pai, membro do EIIL. “O que você quer ser, um jihadista ou executar uma operação suicida?”, pergunta o pai. “Jihadista”, responde o menino.




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