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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Juiz Sérgio Moro, coragem, o senhor é maior que o PT e toda a petralhada nojenta



"Coragem, juiz Sérgio Moro"
Os resultados da Lava-Jato devem-se à autonomia e compromisso de integrantes destas instituições - Coaf, PF, MPF e Judiciário.
Mais uma vez, o trabalho do juiz federal Sérgio Moro, que conduz em Curitiba (PR) o inquérito da Operação Lava-Jato,  é alvo de tentativa de  interrupção e esvaziamento.

Juiz Sérgio Moro (Imagem: Arquivo Google)

Desta vez, por parte de advogados de grandes empreiteiros presos. Alegam que a investigação completa deveria “subir” para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo fato de haver “agentes políticos” envolvidos. Imaginem: se com 40 réus iniciais, o julgamento do Mensalão levou sete anos no Supremo, quanto demoraria revisar as ações da PF e Ministério Público Federal (MPF) que desbarataram o “Petrolão - PT”, uma rede em que se estima o dobro ou mais de denunciados?

Retirar a jurisdição de Sérgio Moro para suspeitos sem direito a foro privilegiado, acusados (alguns já réus confessos) de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas -, é talvez apostar que a Lava-Jato mofará ou se perderá na Justiça que tarda. E assim falha - pelo menos do ponto de vista da maioria da sociedade, que clama pela punição imediata dos que atentam contra o patrimônio e o erário público.

Aliás, é essa rapidez na instrução e julgamento dos processos da Lava-Jato, incomum na Justiça brasileira para crimes de colarinho branco, que tem assustado os envolvidos.  Por que a Justiça Federal do Paraná, destinatária do  valioso trabalho da força-tarefa de delegados federais e procuradores da República, já conseguiu encerrar várias ações, punindo criminosos e até recuperando valores? 

O jurista Walter Maierovitch explicou, em entrevista à Globonews, que a PF e o MP  adotaram na Lava-Jato o modelo de investigação da eficiente promotoria americana, que vai fechando os inquéritos à medida que obtém provas cabais contra determinados réus. Isso permitiu ao juiz Moro “fatiar” as condenações, sem esperar pela conclusão de toda a investigação - que continua avançando e produzindo novas evidências, num ciclo virtuoso. Inclusive em instâncias superiores: como as delações premiadas, com a descrição do pagamento de propinas a políticos,  já em poder do STF.

E tais provas foram produzidas porque a inteligência da PF mapeou e vigiou, a partir dos indícios de lavagem detectados pelo Coaf (Conselho de Atividades Financeiras), também enviados ao MPF, o funcionamento do esquema. Os resultados da Lava-Jato devem-se à autonomia e compromisso de integrantes destas instituições - Coaf, PF, MPF e Judiciário. Mas quem pode garantir, nos momentos de riscos, que se vá até o fim desse e de outros escândalos? Certamente não será só a presidente Dilma “lutando contra a corrupção diuturna e noturnamente” - por mais que se acredite na propaganda contorcionista do governo. Quem se lembra dos cartazes de cartolina em que se lia “Não à PEC 37”?  Se houve uma vitória imediata das Jornadas de Junho de 2013 foi o arquivamento, no Congresso, da malfadada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limitaria o poder do MPF de investigar.

É também graças àquela mobilização de cidadãos que os procuradores podem estar hoje lá na Suíça tentando repatriar os milhões desviados da Petrobrás. É nosso direito – e nosso dever – fortalecer os que estão à frente das apurações. “Coragem, juiz Sérgio Moro” – foi o que desejou esta semana o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Newton Trisotto, ao seu colega de primeira instância. 

Fonte: Mara Bergamaschi É jornalista, escritora e mãe


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