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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Insegurança PÚBLICA no DF - Suspeito de espancar e abusar de criança de dois anos se recusa a falar - "Ele machucou meu filho até a morte", diz mãe, sobre padrasto suspeito


 "Foi o satanás que entrou no meu corpo", disse suspeito de abusar de menino

Daryell Xavier, professor de jiu-jitsu suspeito de espancar e abusar sexualmente de criança, disse à polícia que só vai falar em juízo
Após se entregar à polícia na noite de terça-feira (1/4), o padrasto de Miguel Estrela disse que só vai falar a respeito da morte da criança na presença de um juiz. Ele deveria prestar depoimento nesta quarta-feira (2/4) às 14h, mas, de acordo com a delegada-chefe da 38ª DP, Daryell vai exercer o direito de permanecer calado. 

O padrasto foi indiciado pelo homicídio, prestará interrogatório e terá o caso encaminhado à justiça. Por enquanto, Daryell está preso temporariamente por 30 dias. "Ele se entregou porque viu que estava sem saída", disse a delegada Tânia Dias Soares. "Ele já estava sendo procurado em todos os lugares, as fotos dele iam ser espalhadas pelo país inteiro. Ele não teria liberdade nenhuma", continua.
 Daryell chega para depor na 38ª Delegacia de Polícia nesta quarta-feira (2/3). O padrasto teve prisão decretada por 30 dias
O padrasto se entregou para a polícia na terça-feira (1/4) por volta das 20h. Na delegacia, ele encontrou Gabrielle Estrela, mãe da criança. Daryell teria se recusado a responder aos questionamentos de Gabrielle, que perguntava o motivo da agressão e clamava justiça. Ele apenas disse a ela: "No momento oportuno você saberá."



 Daryell, Gabrielle e Miguel: família se revolta na delegacia depois do padrasto se recusar a explicar o motivo da agressão que teria causado a morte do menino
Após o encontro, a mãe publicou novo desabafo no Facebook. "Agora nesse momento eu abro minha boca a todos! Não amenizei minha dor, mas comecei a fazer justiça à minha própria paz, ao meu próprio coração. Cara a cara com o assassino do meu neném! Eu o repudio!", escreveu.

Desabafo
Gabrielle já havia recorrido à internet para desabafar, antes de o suspeito se apresentar à polícia. "Eu entreguei minha vida e a do meu filho pra esse homem cuidar, eu acreditei no amor e na bondade dele, eu o apoiei, eu o amei, e aceitei seus defeitos sem saber que ele era algo muito pior, minha família inteira se encantou por ele, fomos acolhidos e acolhemos ele e seu filho", publicou.

O padrasto foi considerado o principal suspeito do crime após prestar depoimento contraditório - ele teria sido a última pessoa a manter contato com a criança. Miguel foi levado ao hospital na quinta-feira (27/3), mas não resistiu e faleceu dois dias depois. Segundo a mãe da criança, o padrasto estava com a família dela no hospital durante a internação do menino.

"Ele machucou meu filho até a morte", diz mãe, sobre padrasto suspeito
A mãe de Miguel Estrêla, Gabrielle, usou o Facebook para desabafar e reiterar a versão policial que aponta o professor de jiu-jitsu Daryell Xavier como principal suspeito de espancar e abusar sexualmente da criança

A mãe de uma criança que morreu após suposto espancamento e abuso sexual pelo padrasto desabafou nesta terça-feira (1º/4) no Facebook. O menino tinha apenas dois anos e faleceu em um hospital particular de Taguatinga no sábado (29/3) com sinais de convulsão e vários hematomas pelo corpo.

 Familiares e conhecidos deram socos na viatura que trazia o suspeito à delegacia
"Esse homem um dia decidiu apenas por crueldade tirar meu coração de dentro do corpo, ele matou meu filho, ele machucou tanto meu filho até a morte, e já quase sem vida ele me ajudou a levar meu filho ao hospital... esse homem Daryell Dickson Menezes Xavier esteve ao meu lado no leito do meu filho nos 2 primeiros dias de internação me apoiando me dando forças, me encorajando junto à minha família", continuou a mãe.

No desabafo, Gabrielle também conta o que sentiu quando a polícia pensava no padrasto como suspeito: "Foi muito difícil pra mim acreditar que meu segundo amor havia matado meu primeiro amor! Havia me tirado a vida, me tirado a oportunidade de criar um homem, de sentir seu abraço de ouvir a sua voz me chamando, de me dizer "eu amo minha mamãe", de sentir seu beijo, de sentir me acariciando os cabelos, de sentir seu cheiro, havia machucado meu neném, tadinho do meu filhinho, ele sentiu muita dor, tão inocente, tão frágil, tão injusto... Peguei meu filho sem nenhuma vida no colo, só a carne, sem alma nenhuma... uma cena que jamais esquecerei... doeu demais!".

Traumatismo craniano
O Instituto Médico Legal (IML) verificou traumatismo craniano secundário a ação exterior como causa de morte, o que significa que a criança sofreu um grande impacto e não caiu da própria altura. "Não foi um tombinho a toa que causou o traumatismo craniano. Há indícios de golpe. Como o padrasto estava sozinho com a criança, prestou depoimento contraditório e tem envolvimento com lutas marciais, tudo indica que ele pode ter feito alguma coisa", contou Tânia.

Segundo a delegada, também houve registro de fissura anal na criança. Não se sabe ainda, porém, se a fissura possui origem interna (problemas de intestino) ou externa (abuso sexual). O resultado do laudo técnico que revela a causa da fissura sairá em no mínimo 15 dias. Ao final do texto, a mãe pede justiça e que encontrem Daryell: "Daryell Dickson Menezes Xavier assassinou meu pequeno Miguel Estrêla Massena... Nada ameniza minha dor, mas eu clamo por justiça humana", conclui ela. 

 Fonte: Correio Braziliense

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